Justine Delohti e o mistério de Pandora
14 Capitulo 14 - Em que a linhagem de Justine é revelada
Notas iniciais
— Você não acha que eu...
— Sim, Justine. Eu acho que você é filha de Madeline Price.
— Claro que não! Está havendo um grande engano.
— Você irá falar com meu pai hoje, então descubra. Mas este é meu palpite e acredite, dificilmente eu erro. – Ele olhou para o relógio na parede. — Está na hora do treino. Melhor a gente ir. Te encontro no campo.
Eles desceram as escadas. Justine entrou no dormitório feminino e Thiago no masculino.
Ela não estava com cabeça para Quadribol, mas não podia faltar á seu primeiro treino. Ela se trocou e seguiu para o campo. Todos estavam á sua espera. O treino começou, mas não durou muito tempo para Justine. Pouco depois de 20 minutos de treino, um balaço acertou sua cabeça de raspão, o que á fez desmaiar. 5 horas depois, ela estava na enfermaria, rodeada por Alvo, Rose, Thiago e até Coraline estava lá.
— O que aconteceu? – Ela perguntou, enquanto se sentava.
— Você levou um balaço na cabeça. – Disse Rose.
— Ainda bem que foi de raspão... Se não você passaria muito tempo aqui. – Disse Alvo.
— Estou aqui a quanto tempo?
— Mais ou menos 5 horas, quase seis, na verdade. – Disse Rose.
— Ainde bein que Thiague lhe segurrou ne quede... Poderrie ser piorr. – Disse Coraline. Fazendo com que Justine a notasse no quarto.
— Tenho que ir...
— Ir para onde? Você não pode...
— Tenho um compromisso... – Disse Justine enquanto levantava da cama.
— Papai pode esperar. – Disse Thiago. — Madame Pomfrey disse que você terá que passar a noite aqui.
— Mas é muito importante, Thiago. Você sabe muito bem disso... Eu tenho que dar um jeito de sair daqui.
— Não. Você deve ficar... Estará ótima amanhã e poderá falar com ele.
Justine queria retrucar, mas preferiu não discutir. Sua cabeça ainda doía e ela via que não estava na melhor situação.
— Eu trouxe o livro sobre o Basilisco. Quando estou com tédio, eu estudo, e já que você ficará bastante tempo aqui... – Rose entregou o livro, um pergaminho e a pena.
— Estudar? É isso que terei que fazer enquanto estiver aqui? – Todos apenas á olharam. — Ok. Mas e a tinta?
— Essa pena não precisa.
— Já chega... Todos para suas casas! – Disse Madame Pomfrey, enquanto atravessava o salão em direção a cama de Justine.
Todos saíram.
— Agora, mocinha, tome esse tonificante de abóbora... – Ele segurava uma pequena tigela. — Irá te fazer muito bem.
Justine pegou o tônico e bebeu tudo em uma única golada. O gosto horrível de abóbora com ervas quase á fez vomitar.
Mesmo ela tendo dormido 5 horas, ainda se sentia exausta e novamente caiu no sono.
Ela começou a sonhar. Se parecia mais como uma lembrança. A lembrança que ela vira quando tocou no medalhão de Madeline. Tudo igual, mas foi acordada por uma voz conhecida. Era, mais uma vez, Thiago.
— O que faz aqui?
— Vim me certificar que você não saísse no meio da noite e invadisse o escritório do primeiro Ministro.
Justine sorriu enquanto esfregava os olhos.
— O que você acha? Será que eu sou essa tal de Clarisse?
— Meu palpite você já tem, mas não podemos afirmar nada, não é mesmo?
— Mas como poderia... Minha mãe não tinha contato nenhum com o mundo dos bruxos... quer dizer, já nem sei mais se ela é minha mãe...
— Claro que ela é. Ela te criou, cuidou de você, assim como seu pai.
— Como eu não notei antes... Olhe pra mim. Minha é morena e meu pai tem o cabelo castanho, meus olhos são azuis e os dos meus pais são castanhos...
— Olhe... Eu estava fazendo uma pesquisa...
— Você estava fazendo uma pesquisa?
— Tá. Rose estava fazendo uma pesquisa na linhagem de Madeline e... Ela era da Sonserina, assim como Chrisse. Se você for realmente essa filha dela, você seria da Sonserina.
— Por que o chapéu seletor me colocou na Grifinória?
— Ele leva em conta nossas escolhas...
— E são nossas escolhas que transformam nosso verdadeiro caráter.
Disse uma voz mais grossa. Eles olharam e era o primeiro Ministro, junto ao professor Teddy.
— Pai? Eu...
— O que faz aqui? – Harry perguntou.
— Eu apenas... Vim ver se Justine...
— Tudo bem. Eu te entendo. Mas agora, vá para sua casa, não quero que meu filho tome uma advertência.
— Estou indo... Olá, tio Teddy.
Thiago atravessou o salão e foi em direção á saída.
— Como você está se sentindo? – Harry perguntou.
— Muito bem. Obrigada.
— Fiquei sabendo do acidente durante o treino, então avisei ao Harry. – Disse Teddy.
— Sofri um acidente uma vez...
— Desculpe, Sr. Primeiro Ministro... Mas, prefiro que você vá direto ao ponto.
Ele sorriu.
— Tudo bem. Diga-me, Justine. Ultimamente você tem ouvido alguma voz, ou entendido alguma língua que não deveria entender?
— O que?
— Sabe... Falado com animais, talvez...
— Eu acho que o senhor já tem a resposta, estou certa?
Eles fizeram silencio.
— Andou conversando muito com Thiago, não é mesmo? Sim. Eu já tenho a resposta, mas quero que você me diga o por quê?
— Eu não sei.
— Tente lembrar-se de algo. Algum acontecimento de sua infância, qualquer coisa que te ligue á isso... – Disse Teddy.
— Eu não sei, tá legal! Desculpe, mas minha cabeça está uma bagunça... Esse negocio de Sonserina estar no meu sangue e...
— O que? Sonserina no seu sangue? Onde ouviu isso.
— Foi o chapéu seletor. Ele disse. Mas eu escolhi a Grifinoria.
— Se o chapéu seletor disse que está no sangue dela então... – Disse Teddy com um tom desafiador.
— Estamos certos. – Concordou, Harry.
— Certos do que? – Justine estava aflita e perdida.
— Justine... Desde o seu feito contra Madeline, Teddy e eu estamos pesquisando sobre Madeline e seus antepassados. Você é a filha de Madeline, você é Clarisse Price.
— O que? Não! Desculpa, mas eu sou filha dos meus pais, Carol e Felipe Delohti. Não pode ser, não tem como...
— Tem como e é... – Disse Teddy. — Desculpe por você ficar sabendo assim.
— Isso não está certo! – Justine se sentou. — Mas, se eu fosse filha de Madeline, coisa que eu não sou, qual seria o problema com isso?
O primeiro Ministro hesitou, respirou fundo e depois disse:
— O problema não é você ser filha dela... O problema é de quem ela é filha.
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