Justice League Unlimited 2.0
11 Capítulo XI
Notas iniciais
- Batman, por que nós? – Indagou Mulher Maravilha pelo comunicador. Odiava o fato de terem passado uma missão para ela sem dizer o que era para fazer, ou coisa parecida.
- Depois agente conversa. Boa sorte com as crianças.
- Crianças? – Diana berrou, mas Bruce já havia desligado o comunicador. Ao olhar para as garotas, completou: — Tenho a pequena impressão que a barra será mais que pesada.
- Cara, tudo menos criança – Canário suspirou exaustivamente.
As quatro super-heroínas estavam indignadas com a missão que lhes concederam. Na verdade não sabiam o que realmente era a missão, mas já dava para notar que não era coisa fácil. Os rapazes tiraram o corpo fora e as meteram naquilo, mas teria volta. Com certeza teria.
Elas olharam umas para as outras e resolveram entrar na mansão. Canário, que estava com a bolsa no ombro, foi a primeira a entrar, seguida por Diana, Shayera e por ultimo Caçadora. Pior de tudo, até as chaves da mansão elas tinham. Só que não sabia nem ao menos quem morava nela.
Procuraram pelo hall de entrada, mas não encontraram ninguém. Como pensaram que a casa estava vazia, foram para a sala de estar, onde uma menina de cabelos loiros e olhos azuis estava deitada no sofá, vendo televisão com uma boneca nos braços. Ela as olhou e se pôs de pé.
- Oi, mocinha – Diana a cumprimentou. – Qual o seu nome?
- Meu nome é Kate, senhora – a menina respondeu, educada.
- Você está sozinha? – Algo dizia a Diana que não, mas perguntar não arrancaria nenhum pedaço dela.
- Não. Meus irmãozinhos estão brincando por aí – disse, gesticulando com as mãos.
- Entendo. Você tem... – Tentou indagar a morena, mas Shayera colocou uma mão sobre a boca dela, interrompendo-a. – Cala a boca, Diana. Você só faz pergunta inútil – a ruiva disse, já irritada. — Onde está sua mãe? – Ela olhou para a criança.
-Viajou a negócios com o senhor Bruce Wayne.
- O QUÊ? – Diana gritou, chamando a atenção dos demais presentes, que não entenderam nada. O que havia de mais nisso? — Não estou acreditando nisso!
Além do Bruce não ter dito nada sobre a missão, ainda escondeu que viajaria com uma mulher. Isso é definitivamente um absurdo. Assim que o visse, iria esganá-lo.
Ver aquela cena de ciúme, fez com que Shayera suspirasse. Ninguém merece, até a princesa das amazonas sofria esse fardo.
- Eu já volto – disse ela aos demais. Depois pediu licença e se retirou, indo para a varanda. Pressionou o comunicador no ouvido e chamou por Bruce. – Que história é essa de viajar com a mãe das crianças?
- Está com ciúmes, princesa – o Morcego indagou, com um sorriso divertido nos lábios.
- Claro que não – suspirou exaustivamente. – Explique-se.
- Diana, está tudo bem. A noite nós nos encontramos. Não preciso explicar, você já saberá o porquê disso – desligou o comunicador, deixando uma Diana aborrecida falando sozinha.
A morena pensou em esganá-lo, até que ouviu um barulho estrondoso vindo de dentro da casa. Mordeu os lábios para não xingar o Morcego de todos os nomes que conhecia e correu para dentro para ver o que havia acontecido. Quando chegou lá, deparou-se com a mesa de centro, que era feita em vidro, toda despedaçada. Notou também que algo gosmento derretia a madeira que sustentava o peso do vidro. Afinal, ela estava vendo coisas? Havia dois bebês iguais. Não, não eram iguais. Uma menina e um menino, concluiu.
- O que aconteceu aqui? – Indagou espantada.
- Os gêmeos são ETs — Caçadora respondeu com os olhos arregalados.
Shayera suspirou.
- Eles são como nós, Diana – Canário finalmente disse.
- Mas eu não sou ET – sua voz saiu chorosa.
- Pare de graça, mulher – Shayera empurrou-lhe, rindo. – Eles soltam algo pelo braço. O que é isso, Kate? – Indagou, virando-se para a criança mais velha. Kate tinha 7 anos.
- É uma substância tóxica. Ele solta pelo braço esquerdo e ela pelo direito – sorria enquanto dizia. Para ela aquilo era natural. – É muito perigoso.
- Cruzes! – Shayera exclamou, fazendo com que Diana risse.
- Jura? – Canário, que já estava de saco cheiro, indagou ironicamente.
Diana sentou-se no sofá. Precisava reunir as idéias em sua mente e enfim compreender o que aquilo significava. Se os gêmeos possuíam poderes, então quer dizer que a Liga estava interessada nesse tipo de coisa. Mas como ela e Shayera, duas das fundadoras, não sabiam disso? Era muito estranho, pensava. Olhou para as crianças. Uma menina de 7 anos, um menino de 5 anos, gêmeos de dois anos e um bebê de 8 meses. Eles dariam muito trabalho se o que acabou de concluir fosse realmente verdade. Olhou para a criança mais velha e sorriu.
- Você também tem algum poder, Kate? – Indagou, chamando atenção das amigas.
- Tenho sim, senhora – respondeu, fazendo carinho na cabeça da boneca. – Emito ar gelado da boca e gelo das mãos.
- Entendi tudo – Diana sorriu. – Shayera, posso falar com você? – A morena levantou-se do sofá e saiu do cômodo.
Mulher Gavião assentiu, seguindo-a.
- Vocês duas – ela gritou, sem olhá-las. – De olho nos cinco – depois de dizer, saiu para a varanda, onde Diana a esperava. – O que está acontecendo?
- Parece que a Liga está interessada em crianças com poderes – Diana estava encostada na sacada. Com os braços cruzados, ela olhava para a ruiva com o semblante sério.
- Será? Mas por que não nos contaram nada? – Mulher Gavião a olhava, incrédula. Pensando bem isso poderia até estar acontecendo. – Acho que se isso for verdade, eles tinham o dever de fazer uma reunião sobre isso.
- Concor... – A morena tentou pronunciar, mas algo invadiu seus ouvidos, fazendo-a imediatamente tampá-los com as mãos.
Shayera fez a mesma coisa e fechou os olhos. As duas correram de volta para a sala para ver o que estava acontecendo. Aquilo só poderia ser obra da Canário Negro. Gritos sonoros, ela era a única que os emitia.
- Quero minha mãe! – O pequeno gritava. Todos estavam sendo afetados pelos gritos da criança, menos a Canário Negro, que se agachou e fez um carinho na cabeça dele, tentando tranqüilizá-lo. A criança segurou o choro e olhou para a loira, que o pegou no colo.
Aliviados, todos tiraram as mãos dos ouvidos e ficaram a observar Canário balançando-o em seu colo para que não chorasse mais.
- Tem um filho e não nos contou nada, Canário? – Indagou Caçadora, caindo na gargalhada. Shayera e Diana a acompanharam. Realmente era engraçado a criança ter o mesmo poder que a loira.
- HÁ-HÁ-HÁ. Muito engraçado – fez uma careta para elas e depois mostrou a língua, fazendo com que elas voltassem a rir.
- Deus, cadê o meu chinelo? – Shayera indagou. – Eu o deixei bem ali – concluiu, apontando para o tapete, onde se encontrava o outro chinelo. Começou a procurar desesperadamente pelo pé perdido.
Todos resolvem ajudar a Mulher Gavião, até que Canário viu um bebê sentado atrás do sofá com o chinelo da ruiva na boca. A metade do objeto estava para fora e a outra metade... Não me pergunte.
- Achei! – Exclamou a loira, pegando o bebê no colo. O cabelo dele era clarinho e os olhos esverdeados. Parecia aquelas crianças de comercial de fraldas.
- MEU CHINELO! – Shayera o pegou da boca do pequenino. – Ele comeu o chinelo que o John me deu – disse em voz chorosa.
- Ele come chinelos?! – Diana indagou em voz alta.
- Ele come qualquer coisa – suspirou a pequena loira.
Dessa vez as garotas conseguiram ficar assustas. Emitir sons sonoros, emitir gelo, substância tóxica... tudo bem, mas comer tudo que vê pela frente? Aí já era demais.
- Esse menino é um filhote de esmeril – bufou a ruiva, dando o chinelo de volta para o neném, que sorriu para ela e voltou a comer o chinelo. – Mas ele é uma gracinha.
Passaram três horas curtindo as crianças. Elas eram uma gracinha. Deram banho, comida e os colocaram para dormir. Foi um sacrifício, já que não paravam quietos.
- Ainda bem que os pestinhas dormiram – Diana murmurou, suspirando.
As meninas concordaram, sorrindo. Que dia difícil. Foi mais difícil cuidar dessas criaturinhas do que proteger a terra de ataque alienígena. Depois de tanto conversarem, pegaram no sono. Tudo parecia estar calmo, até que duas horas depois ouviu-se um barulho de louça quebrando. Caçadora levantou-se no susto e acordou as demais.
- As crianças! – Gritaram em uníssono ao ver que as camas estavam vazias
Imediatamente desceram as escadas correndo e foram para a cozinha. Canário e Mulher Maravilha foram as primeiras a entrar no cômodo, mas ao pisar no solo liso levaram um baita escorregão.
- Ai, meu pai do céu! – Shayera exclamou, arregalando os olhos ao ver o estado da cozinha.
- Ai, meu bumbum. Isso sim – tentava se levantar a morena.
- O que está acontecendo aqui? – Canário gritou, furiosa pelo tombo.
- Estamos brincando de patinação no gelo – Kate respondeu, terminando de congelar o chão do cômodo.
- Céus, quando vamos embora? – A loira gritou, se apoiando em Diana para ver se conseguia se levantar sem cair outra vez.
A noite finalmente caiu e a lua cheia surgiu no céu estrelado. Estava frio, por isso procuraram agasalhar bem as crianças. Como eram levadas. Elas colocaram Kate para dormir em seu quarto antes de descer para colocar o restante. Canário estava sentada no sofá com James, o pirralho dos gritos sonoros, em seu colo. Se apegara bastante à ele. Shayera estava com um dos gêmeos no colo e Caçadora com o outro. Diana badalava o bebê, que estava quase dormindo.
- Até que eles são bonitinhos, não é? – Indagou Diana, fazendo carinho no rosto do pequenino em seus braços.
- Quando estão dormindo, sim – Caçadora respondeu, fazendo com que as outras rissem.
Continuaram a rir e conversar, até que dormiram com as crianças no colo. Depois de meia hora, Super Man entrou na mansão com a mãe das crianças, Bruce, Flash e John.
- Juliana, pegue seus filhos que nós vamos levar as meninas – Super Man falava com a mãe das crianças.
A mulher de cabelos castanho-escuros assentiu e, depois de apertar a mãos dos quatro rapazes, carregou seus filhos um por um para seus devidos quartos. Permaneceu com o caçula nos braços enquanto os observava.
- Elas vão nos matar – Super Man riu, olhando para os outros três.
- Vamos levá-las assim, dormindo. Conseguiremos prolongar um pouco mais os xingamentos – Bruce deu a idéia, pegando Diana no colo.
- Eu carrego a Shayera – Flash abriu um sorrisão, aproximando-se da ruiva, mas John o empurrou.
- Tire o seu cavalinho da chuva, velocista – Lanterna Verde a pegou no colo e seguiu Batman que saíra da mansão ao se despedir de Juliana.
- Esqueci que você é muito chato – Wally bufou, pegando Caçadora e seguindo o Super Man, que havia pegado a Canário.
Todos vão para a Torre da Liga, menos Bruce que segue para Gotham City com Diana. Chegando em sua mansão, ele cumprimentou Alfred e subiu para seu quarto. Deitou-a em sua cama e seguiu para o banheiro, a fim de tomar um banho e escovar os dentes.
Diana abre seus lindos orbes azuis e nota que não está mais onde estava. O quarto era amplo e muito bem mobiliado. Afinal, onde estava? Ela levanta e vê um paletó ao seu lado. Depois de pegá-lo com delicadeza, ela o levou ao rosto e logo notou que era de Bruce. Sorriu ao sentir novamente o aroma que envolvia o tecido.
Ao ouvir o barulho do chuveiro ligado, ela levanta e vai até o banheiro. Aproveitou que a porta estava aberta e entrou sorrateiramente, vendo-o nu de costas. Ficou contemplando aquela visão magnífica por minutos até que...
- Em vez de ficar apenas olhando, por que não vem tomar banho comigo? – O Morcego enxaguava o cabelo, ainda de costas.
Continua...
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