Just4U

16 Chapter Thirteen


Notas iniciais
Não quis demorar a postar, porque é aqui que começam as coisas! Estou animada e espero que gostem!
Boa Leitura.

PDV Yuri

Sempre fomos tão próximos e ele era uma das pessoas que conheci e peguei afinidade logo nos primeiros dias na construtora, assim como me apeguei á Yoona. Senti falta das palhaçadas dele pra me fazer sorrir ou dos inúmeros conselhos que dava. Terminei á tarde ao seu lado e quando o vi bater a porta se despedindo não veio a mesma tristeza de antes quando viajou, me senti bem sorrindo e sabendo que amanhã teria mais da companhia de Choi Siwon.

— Temos muito que conversar ainda ok? – piscou. – E não pense que ignorei o fato de você estar com uma aliança de compromisso. – gritou acenando, fui embora com as bochechas vermelhas e um sorriso envergonhado.

Eu gostava de passar bastante tempo com ele. Olhei por instinto a tela do celular e reconheci a ligação, decidi poder esperar até sair do trânsito. Entrei em casa já retornando.

— Até mais tarde Yuri-yah! – Sunny passou abarrotada de livros por mim, beijou minha bochecha e baguncei seus cabelos recebendo um tapa. – Você me busca hoje?

— Claro, é só ligar quando acabar suas aulas. – acenei a vendo correr para pegar o táxi, se tivesse avisado viria antes e a levaria, mas tudo bem. – Yoona? – ela atendeu a chamada.

“- YoungWoon quer saber se você já pegou Choi Siwon.” – sua voz estava baixa.

— Sim e passamos um tempo juntos. – ela limpou a garganta parecendo incomodada. – Tudo bem com você?

“- Ah sim, claro. Era só isso mesmo, te vejo amanhã ok?” – desligou, encarei confusa a tela do celular sem entender muito do que se passara aqui, mas amanhã vou tirar isso á limpo, não agora porque Tiffany quer que eu passe no hospital, até imagino o motivo. Só tenho tempo para um rápido banho e mordiscar alguma coisa que Sunny tenha deixado pronto.

PDV Jessica

Não tinha nada nessa televisão que valia atenção, desliguei jogando o controle sobre a cama e minha mente vagou. Odiava estar nesse quarto á semanas e nem tenho uma prévia de quando sair, o que mais irritava era o fato de ter que facilitar a convivência com doutora Tiffany e assim financiar minha saída.

Adoraria mudar radicalmente, de ares, de lugar, de cidade. Um sorriso brotou em meus lábios, depois de tanto tempo porque não pensei nisso? Seria ótimo mudar assim não teria que ver rostos conhecidos trazendo algum tipo de lembranças pra mim.

Se continuar fazendo direitinho meu trabalho de atuação, pode ser que isso aconteça até mais rápido do que estive pensando. Meu pai sempre disse que eu era habilidosa com essas coisas, que sabia dissimular uma situação a meu favor não importava as condições desfavoráveis em que me encontrasse, embora isso não tenha me rendido alguns benefícios naturais como sua filha nem que tentasse ficar por perto. Balancei a cabeça retirando isso do pensamento e focando somente em usar minhas habilidades para fugir.

O problema é que não importa pra onde eu vá LeeTeuk irá me encontrar, é seu trabalho e embora sei que posso confiar nele como a única pessoa que me daria apoio, ainda sim, tem as obrigações com meu pai e de alguma forma teria que contar minha localização. O sorriso se desfez pro breves segundos até que uma nova ideia preencheu meu desânimo. Eu poderia facilmente sair do país com meus contatos e até já tinha em mente a figura da pessoa que me ajudaria nisso.

Está decidido, assim que conseguir terminar essa prisão hospitalar vou sair da Coréia, creio que ele pode me levar para a América e isso seria muito bom, melhor até do que eu imaginava. Bati palmas não contento a emoção, seria difícil, porém ele arruma um jeito, posso me passar por uma irmã ou prima sua sem problemas.

Minha comemoração foi interrompida pelo rosto sereno e sorridente de doutora Tiffany pedindo licença. Vesti a máscara de gentileza e sorri de volta.

— Como tem passado? – perguntou me examinando, apenas fiquei quieta e deixei que fizesse seu trabalho. – Vejo que bem. – sorriu com o olhar e isso era bom de ver, poucas pessoas conseguiam transmitir isso, só que não é algo que me prenderia nesse lugar, estou interessada em nunca mais olhar pra ela se necessário for. – Trouxe alguém pra conhecer você, ou melhor, rever você. – sorriu indo em direção á porta, porém a impedi.

— Vai me exibir como um troféu á alguém? – ai já era demais. – Não pode fazer isso. – soou como as ameaças que sempre fazia em rejeição á suas ideias, cruzeis os braços e ela que já conhecia meu olhar apenas sorriu tentando me acalmar.

— Eu sei, mas não é nada do que está pensando. – girou a maçaneta e comecei a pensar no pior, poderia surgir qualquer rosto daquela porta, minhas unhas pressionaram meu braço enquanto um tremor passava por meu corpo.

Podia ser tanto LeeTeuk, meus pais ou minha... Engoli seco digerindo essa pessoa que faria tanto mal á mim quanto meus pais. De todos, meu amigo seria a única pessoa que receberia bem e em relação á ela não gostaria que estivesse tão perto e soubesse no que me tornei. Queria que ficasse o mais distante possível de mim, não podia fazer com que o tipo de lembranças que vem com essa pessoa chegue até mim.

Os segundos até que a porta se abrisse foram inexplicáveis, estava tensa até ver uma morena entrar no quarto sorrindo. Perdi completamente o fôlego, era realmente bonita, deslumbrante para ser mais exata e havia algo nela que parecia me incomodar e algo que me fez pensar já conhecê-la. Observei-a de cima a baixo tentando forçar minha mente, mas seria impossível ver alguém assim e esquecer.

— Não pensei que me receberia assim. – apesar de sorrir, as sobrancelhas estavam retraídas e sérias e deveria se referir á minha postura e tensão. – Kwon Yuri. – apresentou-se, o nome era bonito e bem apropriado á ela, foquei no formato de seu rosto para tentar encontrar uma semelhança em minhas lembranças.

— Jessica Jung. – meu tom era normal e Tiffany pareceu ficar satisfeita com isso.

— Tudo bem? – aquela voz também era familiar, mas de que lugar já a havia escutado?

- Sim e se depender da doutora Tiffany não sairei daqui tão cedo. – rimos. Franzi o cenho olhando mais diretamente pra ela e percebendo minha invasão mexeu nos cabelos deixando que seu perfume ultrapassasse o curto espaço e tomasse o ar e foi ele que me ajudou a descobrir o que precisava. – Você estava lá. – pronunciei pra mim mesmo, mas foi audível.

- Nas duas vezes. – sorriu.

- Exatamente e por isso queria que vocês se vissem. – a doutora completou contente.

A porta foi aberta de novo após três batida e eu já sabia quem era, o rosto delicado e sorriso simpático de SeoHyun adentraram o quarto chamando por Tiffany e esta sussurrou algo no ouvido de Yuri que a olhou de um jeito estranhamente íntimo e saiu pedindo que me comportasse, assenti ficando sozinha com sua amiga.

— E então foi só pra me ver que você veio? – perguntei casual e ela andou observando o quarto.

— Algo pessoal na verdade, queria entender o motivo que leva uma pessoa á entrar onde você está. – sua expressão agora era tão invasiva e analítica quanto a minha e fiquei incomodada no mesmo instante sentindo o rosto formigar e remexi na cama. – Quando Tiffany insistiu pra que eu viesse, era essa a dúvida que rondava meus pensamentos.

— Há vários motivos, óbvios quais você não irá entender ou precise saber. – desviei o olhar encarando a poltrona ao lado.

— Não que precise me dar uma explicação ou algo do tipo, porque não deve, mas fico realmente intrigada ao que te levou á isso. – colocou as mãos na cintura e fiquei presa ali até voltar a encará-la.

— Você não precisa saber. – fui rude, mas não gostei de ter sido.

— Sério? Achei que gostaria de alguém pra conversar. – persuadiu.

— Já tenho sessões de terapia e isso me basta. – retruquei e parecia não querer devolver a hostilidade embora algo em seu rosto se contorcia cada vez que eu impunha essa condição em nossa conversa.

— Não deve ser fácil pra você explicar o jeito que se sente diante desses profissionais. – aquele sorriso era fascinante, limitei a não olhar diretamente.

— É verdade. – abaixei a guarda. – Não sei explicar ou fazê-los entender a raiva de ter sua liberdade privada. – comentei.

— Então por que fez isso? – ela chegou mais perto e parecia me encarar vasculhando por respostas, voltei a ignorar. – Aquele dia você parecia rejeitar o que queriam te oferecer.

— Coisa de momento, só não estava aguentando mais.

— Então você quis provar? – seus olhos se impressionaram.

— Sim e se quer saber não arrependo de nada do que fiz. – fui direta, quem sabe assim ela para com essas perguntas irritantes.

— Jogar sua vida fora não é algo que pesaria em decisão?

— Pra falar a verdade não, jogaria tudo hoje mesmo se tivesse chance. — ela deu dois passos em minha direção parecendo não acreditar no que eu acabara de dizer.

— Não fala isso! E quanto às pessoas que estão preocupadas com você? Seus pais, amigos e até Tiffany? – agora já sei o que me incomodava nela, o jeito irritante e petulante, no qual nos igualávamos.

Fiquei parada ainda analisando seu rosto, ela não sabe de nada pra ficar jogando afirmativas sobre minha vida. E quanto às pessoas preocupadas nisso? Não são muitas que podem entrar nessa lista, ela parecia ficar impaciente com minha expressão vazia e seus lábios formaram uma linha fina de irritação, desdenhei e não quis mais olhar dentro daqueles olhos. Já estava entrando demais em mim e isso não era permitido.

PDV Yuri

Não pensei que seria tão complicado conversar com ela, até que começou tudo bem, mas diante dessas besteiras não admito ficar calada.

— Parou pra pensar não foi? Ou simplesmente fica em silêncio quando a verdade é dita pra você?

— Você não sabe nada sobre mim, tão pouco pode dizer esse tipo de coisa! – o tom de voz aumentou e rangi os dentes interiormente odiando que gritem comigo. Já era difícil aguentar meu chefe fazendo isso e uma garota que mal conhece a vida se achar no direito de utilizar disso era inaceitável.

— Sinceramente não preciso saber da sua vida pra dizer que você não precisava estar aqui. Presta atenção Jessica, você é jovem e já vai ter boa parte dessa fase jogada no lixo.

— Já enfrentei muita coisa sozinha pra saber que não preciso de ninguém, muito menos de favores. Você é tão egoísta quanto os outros que fingiram me ajudar. Só está aqui porque ficou curiosa pra saber meu fim. – gritou e coloquei a mão em seus lábios, sentindo meu rosto inteiro formigar provavelmente pela raiva, estávamos bem próximas e seu olhar era agressivo e suas mãos seguraram meus pulsos no mesmo instante, ali ficariam marcas.

— Ponha-se no seu lugar, primeiro você também não me conhece, segundo não sabe reconhecer quando está recebendo ajuda sincera e terceiro é muito nova pra tentar falar comigo dessa forma. – tirei a mão de sua boca não querendo que pensasse que iria machucá-la ou tinha ido para afrontá-la.

— Eu falo do jeito que quiser porque você não manda em mim. – fez pirraça.

— Acha que é dona do mundo não é? Todas as pessoas aqui têm medo de você, a minha Tiffany fica preocupada e cautelosa contigo, mas no fundo você não merece e não quer sair daqui a não ser para o mesmo buraco de que saiu. Eu te ajudei duas vezes. – mostrei o número com os dedos na cara dela. – Sabe o que é isso? Não são todas as pessoas que estão dispostas a ajudar desconhecidos na mesma situação que você, portanto devia pensar muitas vezes antes de falar essas coisas pra mim. Se você vai se tratar hoje é por minha causa, pode até não reconhecer depois que melhorar, mas só estaria tendo a chance de desfazer a merda em que você se enfiou porque eu te trouxe de volta. – ficou incrivelmente parada me escutando e apenas piscava. O rosto tão sereno que passava a imagem de uma pessoa completamente diferente. – Admirei o jeito que rejeitou aquela porcaria mesmo com a intimidação daquele idiota, porém pensei que tinha sido induzida á isso.

Suas mãos ainda estavam meus pulsos e faziam certa força ali, devia querer me estrangular, foquei séria seu olhar.

– Me enganei, agora que sei que nem sua vida importa pra você. Mas não tem o direito de estragar seu futuro e magoar as pessoas que estão preocupadas. – ela abriu a boca pra falar qualquer coisa, mas coloquei a mão impedindo.

Ouvi passos no corredor e soltei-a com raiva, minha paciência definitivamente esgotada, quem ela pensa que podia ser?

— Não vejo razão nenhuma pra gostar de mim, apenas respeite uma das pessoas que esteve do seu lado até agora. – minha frase final antes de sair batendo a porta e encostei-me a ela com a respiração ofegante e mesmo tendo falado tudo que queria me senti culpada por tê-la deixado mal, o nó em minha garganta crescia ao ouvir seus gritos dentro do quarto.

“- Você não me conhece! Podia ter me deixado em paz! Você e nem ninguém me conhecem!” – a voz fina parecia chorar, mas duvido.

Meus olhos arderam, porém não me deixaria abalar, respirei fundo tentando voltar ao normal e vi Tiffany com a expressão confusa em minha direção.

— O que aconteceu? – seus dedos seguraram meu rosto trazendo meu olhar na altura do seu. – O que aconteceu lá dentro?

— Nada, só conversamos. – menti arranhando as unhas nas palmas das mãos e sentindo o arder, ainda estava com o sangue fervendo e respirei fundo de novo tentando não mostrar isso á Fany.

— Yuri, você sabe que qualquer coisa, mesmo que pequena, pode abalar e fazer com que ela se oponha novamente ao tratamento não sabe? – as mãos em meus ombros eram firmes e o olhar de minha namorada era cauteloso.

— Se ela voltar a se opor não será por minha culpa e sim pela mente primitiva e inconsequente que tem. – andei rápido deixando-a pra trás e segui para o quarto de HyeMin, essa sim me faria bem depois de tudo isso.

Não gostei de ter discutido com aquela garota, ainda mais diante de tudo que ela enfrentava, mesmo já sabendo que era porque queria, não gostei de dizer nada daquilo e se ela voltasse a negar o tratamento não seria por minha culpa certo? Eu só havia deixado claro algumas coisas que precisava saber, suspirei entrando no quarto de Hye e vendo seus braços estendidos me aconcheguei neles. O perfume doce e bom dela invadiu meus sentidos e apertei os olhos sentindo o afago em meus cabelos.

Saímos de lá bem tarde já que Tiffany também quis aproveitar a companhia de Hye, sinto muito ter ocultado a pequena discussão que aconteceu com Jessica, porém seria melhor assim, não queria preocupá-la e ela já tinha prestado atenção demais nos problemas daquela pessoa que nem queria ser ajudada. Fui pra casa e ela prometeu buscar Sunny pra mim, assim caí na cama com Spencer esperando até que voltassem.

PDV SooYoung

Não foi muito difícil convencer Fany a vir me ver, sei que está magoada, mas minha voz chorosa e os pedidos incessantes a fizeram ceder. Preciso falar com ela, não sei bem, mas pedir desculpas pelo encontro repentino já é o bastante.

— Você pode substituir o lugar de Park hoje Taeyeon? – escutei YeSung sunbae pedindo e fiquei atenta, Fany veria Tae de novo? Sério que dessa vez não seria armação minha.

— Claro, mas não tinha nada preparado.

— Confio no seu bom gosto, preciso sair por alguns instantes e você que está ouvindo a conversa vai ficar responsável pelo movimento, tudo bem? – todos olharam e riram pra mim e corei afundando o rosto nas mãos.

— Conte comigo. – pronunciei baixinho e Taeyeon passou por mim gargalhando.

— Você é única SooSoo.

— Isso, vai rindo dos meus momentos de constrangimento vai. – fechei a cara e ela nem ligou indo ensaiar com a banda.

Esperei paciente até que Fany chegasse dessa vez com o frio na barriga cada vez maior já que pensaria que armei de novo para que visse outro show de Taengo.

— SooYoung-ah! – chegou abraçando-me e virei sorrindo.

— Fany! Esperava que demorasse menos e... – olhei para o lado presa num sorriso desconhecido estampado num rosto lindo e fofo, os olhos brilhavam mais do que qualquer outro que já tinha visto e entreabri os lábios pasma pela beleza da garota que estava atrás de Tiffany.

— SooYoung? Soo? – a morena passava a mão na frente de meus olhos e pisquei saindo do transe.

— Prazer, Choi SooYoung. – não esperei ser apresentada e tomei a frente sorrindo para a loira de cabelos curtos que agora sorria ainda mais pra mim, pelo menos acho que era pra mim.

— Lee Sun... – cortou a fala. – Sunny! – completou.

— Lee SunSunny? – contorci as sobrancelhas confusa.

— Não. – gargalhou e era tão linda fazendo isso que tive de acompanhar. – Meu nome soa muito antigo.

— Ah, que isso.

— Vou pegar alguma coisa pra beber, você aceita Sunny? – era a voz de Tiffany, porém nem virei pra atender. – Ou você mesmo pega pra gente Soo? – fiz sinal pra ela saísse que eu estava ocupada e fiquei admirando a outra.

— Seja como for, pode chamar de Sunny. – inclinou-se aumentando mais o sorriso e tive que sentar em uma das mesas para aproveitar mais de sua companhia já que YeSung não me veria fora do trabalho, olhei apenas por um segundo o palco e Taeyeon já tinha ido se trocar o que impediria que visse Fany agora.

Juro que se elas se encontrarem sem que possa estar perto vai ser maldade, voltei para a conversa produtiva e animada que estava tendo com Sunny, Tiffany chegou com as bebidas e hora ou outra entrava no assunto pra me envergonhar e rir de mim, mas deixei já que tinha feito o favor de trazer essa garota aqui.

Notas finais
E então, o que acham? Yuri pegando fogo com a personalidade de Jessica AUSHAUSHAUHU Eu até tinha escrito mais coisas, porém perdi duas vezes esse capítulo quando meu note desligou. Quando fui reescrever lembrava de algumas coisas, não tudo, mas sinceramente gostei kkkk
Reviews?
Kisses x)