Just4U

23 Chapter Nineteen


Notas iniciais
Não fiquem chateados pela demora (hehehe), eu sei que foi longa, mas acreditem está difícil acostumar com meus horários agora, porém não quero deixar de postar por tanto tempo então vou dar um jeito de aparecer por aqui toda semana.
Espero que continuem lendo essa fanfic, porque ela está dedicada a todos os que comentam e gostam tanto. E que sejam bem-vindos os novos leitores.
Boa Leitura.

Sem PDV

LeeTeuk andou de um lado para o outro impaciente, não querendo esperar até que pudesse vê-la, KyuHyun ajudou muito ao ligar dizendo que Jessica havia voltado para o hospital. O amigo não quis vir antes para deixar as coisas melhorarem e mesmo tendo se passado um dia inteiro não esperava que o estado dela fosse melhor ou mais aceitável. De qualquer forma, ele precisava vê-la e dar a merecida bronca.

Assim que a enfermeira de estatura mediana e olhos incrivelmente negros lhe deu permissão para entrar seu coração já estava a ponto de sair pela boca. Qual seria a melhor forma de agir com Jessica nesse momento?

Em todas as suas maiores sandices, LeeTeuk jamais pensou que a garotinha que viu crescer poderia armar uma fuga de um hospital daquela magnitude e ainda colocar a vida de outra pessoa em risco justo com Wong. Tanto ele quanto Jessica sabiam bem o que era estar perto daquele traficante, quantas vezes ele mesmo não havia brigado com o mau-caráter por causa de Jess? Será que ela simplesmente pensava que querer fugir do país sobre proteção dele seria tão fácil?

Balançando a cabeça e engolindo em seco todas as perguntas e afirmações rudes que desejava fazer, ele entrou na sala.


___


– Antes de dizer qualquer coisa, poderia cumprir uma promessa pra mim? – a voz abafada de Jessica contra o travesseiro soou pela sala assim que ouviu a porta se abrindo, mesmo sem olhar na direção conhecia bem o ritmo da respiração e as passadas leves da pessoa que agora chegava cada vez mais perto de sua cama. – Não espero que vá me perdoar, ou que entenda meus motivos, mas preciso que faça algo por mim.

- Perdoar até posso, mas entender nunca Jess. – o tom dele estava um tom abaixo do normal e ela se virou encarando aquele rosto antes sorridente agora numa máscara de tensão e desgaste. – Você não tinha motivos nenhum para fazer o que fez. – seu olhar continuava tão sério e reprovador como sempre o que a fez tremer.

- Eu tinha sim. – retrucou remexendo os dedos e agarrando o lençol. – Não importa que não entenda. Vai ou não me ajudar?

- Tudo importa somente se for a seu favor não é? – um riso seco e breve foi solto no ar e ela se sentiu quente de raiva. – E ainda quer que eu te ajude? Deixe-me adivinhar com o que será dessa vez: outra fuga mirabolante? Um ataque ao hospital, ou quem sabe sequestrar outra pessoa em mais uma de suas aventuras malucas?! – LeeTeuk praticamente jogou as palavras para fora com ironia e alteração, tentando-se ao máximo conter o tom para que os enfermeiros não o obrigassem a sair do quarto, ainda não tinha terminado ou melhor nem começado tudo o que esteve pronto para dizer á Jessica.

Pelo quanto irresponsável aquela garota havia sido, por quanto o havia deixado nervoso, por exatamente todos os atos impensados que ela havia feito desde que saíra de casa. Excepcionalmente essa fuga havia sido demais para que ele superasse e segurasse por muito tempo de chegar aos ouvidos do patrão.

Após mais um longo suspiro ele se ajeitou na poltrona ao lado da cama e uniu as mãos sobre o colo, olhava fixamente para um ponto qualquer a fim de não encontrar os olhos de Jessica. Não queria ser rude, mas se não fosse onde mais ela poderia chegar com essas loucuras?

- Yuri veio atrás de mim porque quis. – ela disse sentando-se e ajeitando o travesseiro. – Nunca pedi nada a ela, mas estou te pedindo agora para fazer algo realmente importante por mim. Eu não teria conseguido sair daquele lugar horrível, não teria escapado de Wong se um casal não tivesse ajudado e... – ela deixou a voz quebrar enquanto pensava numa maneira de completar a frase, o amigo ficaria cada vez mais indignado.

- E o quê? – ele perguntou paciente.

- Eu ofereci dinheiro em troca da minha liberdade.

- Dinheiro? Ofereceu um dinheiro que você mesma não tem, é isso mesmo?

- Tive que fazer isso ou não estaria aqui ouvindo suas broncas nesse momento. – ela bufou contrariada. – Eu usei a cabeça pra fazer uma negociação pela vida de Yuri e a minha, pode, por favor, dar um pouco de crédito á isso?

- Nossa, eu deveria estar orgulhoso?

- Sim!

- Vou fingir que estou. – LeeTeuk levantou-se com os ombros tensos e os braços cruzados sobre o peito. – Seu pai não vai gostar de saber disso...

- Apenas faça, não quero deixá-los na mão ou terão problemas. – Jessica abriu a palma da mão mostrando á ele o número rabiscado por Jin no momento da fuga e informou a quantia que deveria desviar de Jung. – Obrigada.

- Não agradeça. – ele abriu a porta preparando-se para sair. – Não terminamos nossa ainda, espero que esteja tão bem para conversar quanto agora.

Jessica teve pouco tempo de privacidade antes que SeoHyun viesse dopá-la mais uma vez, odiando todos os métodos do hospital ela teve que ceder, odiava mais o que passou nos últimos dias do que esse lugar, então consideravelmente poderia suportar. Mas o que persistia em sua mente era onde estaria Yuri.


PDV Yuri

Todos falavam ao mesmo tempo enquanto minha cabeça girava num único ponto que era recolocar as memórias no lugar. Mantive os olhos fechados não querendo ver ninguém até que a voz chorosa e preocupada de Sunny invadiu o quarto fazendo perguntas sobre mim. Lentamente pisquei e toda a atenção se concentrou em meu rosto, dava pra sentir os olhares direcionados.

- Yuri! – a voz de Yoona soou num apito e minha mão direita foi apertada com força entre as suas.

- Unnie! – o rostinho de Sunny surgia em minha visão assim que fiz força para levantar a cabeça e dezena de mãos se ergueram empurrando-me de volta para o travesseiro desconfortável.

- Não preciso ficar deitada, a única coisa quebrada aqui é a perna. – protestei recebendo um leve tapa de Yoona no braço.

- Que só está assim por culpa daquela irresponsável. – deu para ouvir o balbuciar dela e deduzi que falava de Jessica.

- Como se sente unnie?

- Muito bem Sunny-ah. – sorri recebendo outro tapa. – Mas o que é isso? Parem de me bater. – fechei a cara.

- É pra mostrar o quanto estamos decepcionados com você. – Sunny devolveu cruzando os braços sem conseguir manter nem por três segundos a máscara séria em seu rosto. – Não importa, estou feliz que esteja bem e que já tenha acordado.

Senti um perfume conhecido e virei o rosto encarando o seu bem perto, ele se abaixou deixando um beijo em minha testa e voltou a ficar parado á frente com as sobrancelhas curvadas.

- Jessica me ligou. – ele comentou na voz rouca. – E eu as trouxe pra cá, você esteve desacordada e na metade da viagem ela também já estava.

- Onde ela está agora? – perguntei sendo impedida de levantar de novo, dessa vez pelo gesso horrível que decorava minha perna direita.

- Espero que no seu devido lugar. – Yoona disse com um bico de desdenho nos lábios.

- Que seria? – arrisquei perguntar mesmo sabendo que a resposta não seria agradável. Yoona estava brava com Jessica mesmo antes de conhecê-la e não tiro suas razões.

- Trancafiada em algum quarto sozinha. – bufou me fazendo remexer na cama com certo desconforto.

Respirei fundo assim que SeoHyun entrou e mandou todos saírem e adicionou mais um dose do meu remédio. Acenei até que o último rosto se fosse pela porta e fiquei esperando algo acontecer, qualquer coisa, tateei a mesinha ao lado na busca pelo controle da TV e depois de achá-lo e ligá-la percebi que nada funcionava para conter o tédio eminente que se aproximava. Longos minutos depois e eu já estava a ponto de querer gritar e sair correndo, era insuportável ter que ficar deitada sem coisa alguma em vista pra fazer.

Não quero ficar contando às vezes que respiro ou os poucos barulhos que posso escutar do outro lado da porta que dava para o corredor, tive ímpetos de sair correndo mais uma vez, porém não adiantaria em nada. Minha mente estava odiando todo aquele silêncio e meus olhos não suportavam mais o mesmo padrão de branco e bege em todos os cantos do quarto. Por algum tempo me distraí olhando os pássaros que pausavam perto da janela, depois que se foram nada restava para manter minha atenção.

Como será que HyeMin conseguiu ficar naquele quarto por tanto tempo? E Jessica? Agora sei a agonia que ela sentia dentro dessa caixa. Forcei mais uma vez o corpo para fora da cama e depois de cambalear e tatear mesmo que contrariada as muletas num canto comecei a me mexer. Soltei com cuidado uma das mãos e girei a maçaneta fazendo certo barulho assim que a porta abriu. O ranger dela me fez cerrar os dentes, preciso ter uma conversa séria com a pessoa que cuida do ambiente desse hospital, uma reforma em todos os quartos seria ótimo ainda mais se eu fosse a encarregada, não sobraria pedra sobre pedra desse imóvel velho e sem graça.

Por sorte o corredor encontrava-se vazio e lembrando sempre que estava de muletas fui dar um passeio. Ninguém me parou, mas todos me olharam com certa desconfiança. Concluí que pensavam que se eu estava de pé e conseguindo andar então deveria ter sido recomendações médicas, assim nenhum enfermeiro quis questionar mesmo que indiretamente.

Lembrava bem onde era o quarto de HyeMin e era pra lá que iria, preciso de alguém pra conversar até que me perdi em outro pensamento. Qual seria o quarto de Jessica? Se é que ela ainda estava aqui, o que será que fizeram com ela? Siwon havia dito que também estava desacordada ao chegarmos ao hospital, e mais uma pergunta veio á minha mente: será que ela está bem?

Cambaleei pra trás quase tropeçando numa lixeira e uma enfermeira percebendo o barulho veio ajudar, mordi o lábio com medo que me levasse de volta para aquela prisão.

- Você está bem? – era morena, com os cabelos presos num modelo de coque comum e tinha os olhos de uma japonesa, porém as outras afeições eram coreanas. Suspirei com dor na perna por tê-la forçado ao tentar não cair no chão e fingi estar bem, mas a enfermeira percebeu. – Onde está indo?

- Ver uma amiga porque não consigo ficar trancada.

- Você não está trancada, só de repouso por causo disto. – apontou para o gesso e sorri.

- Tem razão, mas vamos combinar que aquele quarto não é um lugar muito agradável. – ela sorriu abertamente enquanto me guiava de volta pelo corredor.

- Ele é tranquilo para que nossos pacientes possam descansar.

- Mas eu preciso de algo a mais pra fazer lá! Qualquer coisa desde que não seja tedioso. – bufei enquanto entrávamos no elevador. – Isso sem falar na péssima decoração que ele tem, é claro demais, tem espaço sobrando que poderia ser aproveitado, as paredes sem nenhum detalhe me deixam nervosa. – o desabafo a fez rir ainda que contida. – SeoHyun não pode me manter lá pra sempre.

- Você está sob os cuidados dela?

- Sim, minha doutora na verdade é Tiffany Hwang. – aquele nome me fez sorrir ainda mais, eu estava com tanta saudade dela que não dava nem pra esconder.

- Vocês são amigas?

- Quem? Eu e SeoHyun ou eu e Dra. Tiffany?

- Você e a doutora.

- Somos. – aquela não era bem a definição do nosso tipo de relacionamento, mas isso bastava para respondeu sua pergunta. – A propósito meu nome é Kwon Yuri. – sorri.

- Sou Mi Hyun. — conversamos mais algum tempo antes que ela me deixasse no quarto. – Bom, tente ao menos ficar ai dentro dessa vez. – rimos.

- Não tenho tanta certeza, mas vou pensar no assunto já que o que mais dá pra fazer aqui é pensar.

- Isso às vezes é bom.

- Eu não acho. – respondi sincera.

- Também não acho. – eu conhecia aquela voz que me fez virar com um sorriso travesso no rosto. – Onde você se meteu?

- Pelos corredores, apenas um passeio, não fica com essa cara pra mim Seo.

- Se Dra. Tiffany estivesse aqui você mal poderia sair do quarto.

“Se Tiffany estivesse aqui eu a convenceria a usarmos melhor o espaço do quarto.” – pensei e não contive o riso.

- O que é tão engraçado?

- Hmmmm, sua cara de brava. – respondi ainda entre risos.

- Obrigado por trazer esta pessoa pra mim. – SeoHyun segurou-me pela cintura e agradeceu a Mi Hyun.

- Até mais Kwon Yuri. – acenou.

- Até. – sorri e desapareci com Seo para dentro do quarto que nos envolveu em seu horrível e dramático buraco do nada.

Alguma coisa, porém havia mudado, um imenso vaso de flores enfeitava a mesinha ao lado da cama desconfortável. Cheguei mais perto para apreciar e sentir pelo menos um pouco de solidão ao saber que alguém se lembrara de mim. Algo se destacou dentre as belas flores e retirei o cartão pequeno abrindo-o.

Chego logo, estou ansiosa para matar a saudade. Tenho pensado muito em você. – Com amor Tiffany Hwang.” – meus olhos não conseguiam nem ao menos piscar, eu queria ler e reler aquilo todo segundo, ela chegaria em breve apesar de não ter mencionado a data. Tiffany tinha pensado em mim, e estava com saudades. O que mais eu poderia querer?

Considerando meu desespero, as outras coisas que me fariam feliz era sair daqui e saber de Jessica. Aproveitando que SeoHyun ainda circulava pelo quarto perguntei o que tanto queria saber.

- E Jessica?

- Está bem mais calma.

- Só isso? Não tem mais nada pra falar? Tem alguma coisa acontecendo que eu não saiba?

- Sim só isso, e não tem nada acontecendo. – ela riu como se fosse uma piada. – Aliás, caso queira saber você vai... – esperei ansiosa pelo que iria dizer, mas a porta abriu enquanto Sunny e outra garota entravam.

- Já está acordada! – Sunny cantarolou deixando uma enorme bolsa em cima da cama onde estou sentada. – Você não ia contar antes de mim, ia SeoHyun-ah? – elas se entreolharam o que me deixou confusa, porém meu foco era na garota alta de cabelos longos e pretos caídos pelos ombros até a altura dos seios.

- E você é? – a pergunta foi direcionada á ela.

- Choi SooYoung. – o tom não era amigável, nem agressivo, era indiferente e assim escondi meu sorriso. – Vamos demorar muito Sun?

“Sun? É assim que chama a minha garotinha?” – bufei sem gostar de intimidades e de saber que algo acontecia por baixo dos panos.

- Não, não. É só o tempo de ajudarmos Yuri-yah a se trocar. – seus braços rodearam meu corpo num abraço caloroso e familiar.

- Trocar? Pra ir aonde? – pisquei confusa enquanto SooYoung revisava os olhos como se eu tivesse feito a pergunta mais óbvia do mundo, claramente me irritou. – Não me diga que... Oh Deus, até que enfim! – saltei da cama quase caindo e precisando de Seo e Sunny para me ajudar chegar até o banheiro.

SeoHyun ficou comigo no caso de algum acidente acontecer, o que com aquela porcaria de gesso na perna não seria muito difícil de imaginar. Quando saímos Sunny estava olhando SooYoung de um jeito estranho, quase como se estivessem se beijando a distância.

- Preciso ver uma pessoa. – informei olhando para Seo que reprovou minha atitude.

- É melhor esperar pra isso.

- Não é melhor esperar coisa nenhuma, eu não quero esperar e enquanto eu vou vê-la a coisa alta ali pode atacar minha Sunny como parece querer fazer, prefiro estar longe se isso acontecer. – sussurrei para Seo que conteve com esforço o riso.

- Tudo bem, vamos lá. – Fui guiada pela cintura por ela deixando as outras duas no meu antigo quarto que finalmente daria adeus.

- Por quanto tempo fiquei lá? – perguntei curiosa.

- Você esteve apagada por um dia inteiro e tivemos que cuidar da sua desidratação.

- Ainda bem que não deixarei completar um segundo dia. – sorri e paramos em frente a uma porta idêntica á todas no corredor, o que não era de se estranhar nesse lugar monótono.

- Vou entrar com você. – soou como uma informação e não como um pedido.

- Posso fazer isso sozinha. – pedi mordendo o lábio esperando que cedesse.

- Não demore. – sorri pra ela e entrei no quarto com sua ajuda, cheguei até a beira da cama de Jessica que estava dormindo, assim que a porta encostou, fitei-a mais de perto.

“Espero que esteja mesmo bem, queria ter te pegado acordada.” – resmunguei pra mim mesma enquanto observava seus olhos selados e sua respiração uniforme. As bochechas estavam mais rosadas do que antes dando um aspecto saudável ao rosto mais magro dela, por quanto tempo será que vai dormir?

- Hmmmm. – coloquei uma mexa atrás da orelha e arqueei o corpo pra trás assim que ouvi o murmúrio, mas foi apenas isso.

Desistindo de esperar e sem muitas forças pra ficar de pé controlei o tom e chamei por SeoHyun que não demorou aparecer na porta. Logo já estamos percorrendo o caminho de volta.

- Diga a HyeMin que virei visitá-la assim que isso for tirado. – bufei olhando com desdém aquela coisa branca incômoda.

- Pare de reclamar Yuri-yah. – Sunny ria colocando-me direito no banco traseiro.

A garota alta, SooYoung, entrou no carona e colocou o cinto de segurança, e porque raios eu estava sentada no meu próprio carro e no bando de trás enquanto outra se apossa do meu devido lugar na frente?

Ao ver meu bico SeoHyun riu e me passou as flores pela porta aberta e depois a bateu, disse que entregaria meu recado á HyeMin e voltou para dentro.

- Logo estaremos em casa Yuri-yah. – Sunny sorriu olhando pra trás por um instante pra me ver.

- Só dirija com cuidado e procure não se distrair com coisas pelos lados. – revirei os olhos me concentrando nas flores de Tiffany enquanto as bochechas de Sunny coravam.



Notas finais
E então gostaram?
Mereço algum review?
Kisses (x
(Ahh, leiam pra quem gosta de TaeNy *-----* "Yesterday", postei hoje mais cedo. Obrigadaa.)
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.