Just4U
11 Chapter Eight Part III
Notas iniciais
Foi tenso escrever essa parte, espero ter ficado boa.
Boa Leitura.
PDV Tiffany
O dia sem Taeyeon passou lento e quando fui dormir senti falta de sua gargalhada pela casa, o trabalho hoje havia sido estafante e se não precisasse não voltaria novamente. Fui obrigada a sair de meu posto, por causa da superlotação do estabelecimento e fiquei zanzando entre as mesas com bandejas pesadas e por vezes quase as derrubei, quando se precisa de prática com essas coisas, eu sou péssima. YeSung sunbae só não chamou minha atenção, porque não se encontrava por ali, havia saído, mas sei que meus deslizes chegariam á seu consentimento, isso me fez tremer entre as cobertas. Eu precisava muito daquele emprego e já tinha feito amigos, o que era finalmente bom.
Nas aulas copiei as matérias fielmente mesmo que desejasse ser relaxada ao menos hoje, só sabia que Taeyeon precisaria delas para se atualizar quando voltasse e a propósito é difícil ficar sozinha e não quero mais ter privacidade, só uma companhia, sendo assim o tempo venceu já que passou lentamente em forma de tortura para testar minha paciência. Eu quero Taeyeon, era tão fácil conversar com ela. Engatinhei até minhas bolsas e achei o que procurava, a blusa emprestada por Tae á mim no dia em que nos conhecemos, com toda a mudança eu havia esquecido de entregar e agora eu precisava dela para dormir, que coisa boba, mas era o único jeito.
Senti o leve perfume que ainda ficara no tecido e a vesti aquecendo meu corpo e era tão falho, mas pelo menos meramente confortante para mim no momento, voltei para minhas cobertas e fechei os olhos pensando no quanto tudo havia mudado.
Estou impressionada com a capacidade daquela criança ser tão provocante e inocente ao mesmo tempo, se me contassem eu diria que era mentira, mas ela conseguia transmitir isso tão fácil quando se mover. Ainda lembro a linha elegante e bem desenhada de suas costas e foi isso que me ajudou a dormir, estou certamente diferente em relação á ela. Isso em outros tempos me faria sentir desconfortável, agora com tanta proximidade estou bem em vê-la dessa outra forma.
Também não vou sair criando expectativas ou qualquer ilusão sobre o assunto, mas posso começar a conformar com a ideia de gostar de Tae, o que não era difícil.
Acordei preguiçosa e senti o cheirinho de café vindo da cozinha, esfreguei os olhos e levantei dos lençóis. Abri a porta estranhando a claridade da casa e percebi movimentação.
- Bom dia preguiçosa! – Taeyeon dizia levando uma xícara á boca e mantendo o grande sorriso a me ver.
- Quando chegou?
- Agora á pouco, não – tomou um gole do líquido. – Não quis te deixar sozinha por muito tempo.
- Hmmm, isso aqui fica um tédio sem você. – ela me olhou de cima á baixo e corei pegando um pouco do café também.
- Eu reconheço essa blusa. – arqueou uma sobrancelha e olhei para meu corpo que ainda vestia o motivo de meu sono noite passada. – Ficou bem em você. – sorriu e se encostou á meu lado na bancada.
- É-É que eu estava com frio e não acha as minhas e... – me embolei tomando rápido demais o café.
Minha garganta ardeu e parecia que o líquido entrava no lugar errado, prendi o ar e ela largou sua xícara vindo me socorrer, colocou as mãos em minhas costas e batia conforme eu ia tossindo e respirando novamente. Aos poucos me acalmei, mas sentia a garganta reclamando da ardência, só fui perceber mais tarde que estava com os braços de Taeyeon rodeando meu corpo que se apoiava totalmente nela. Senti que o que estava quente, quase pegando fogo agora era meu corpo e suspirei pesado perdendo os sentidos ao constatar que suas mãos estavam em minha cintura e nossos rostos a milímetros de distância. Ela respirava entre meus cabelos e eu no rumo de sua orelha, percebi que se arrepiara um pouco conforme eu apertei o abraço inconsciente e por ali ficamos até que ela se movesse para olhar meu rosto fixamente.
- Está tudo bem com você? – ela colocou o dedo indicador sobre meus lábios e friccionava o local onde eu sentia arder. – Esqueci de avisar que estava quente. – suas sobrancelhas se contorceram.
Sou tão desastrada que acabo de queimar dentro e fora da minha boca, fiquei estática a vendo acariciar meus lábios e quando os entreabri para responder o que perguntara ela apenas chegou mais perto fazendo meu coração acelerar e querer sair do peito. Segurei sua nuca por reflexo a trazendo ainda mais perto e aos poucos seus lábios estavam nos meus, sentia ela movimentá-los e retribui o contato que me trazia sequências de arrepios.
Pedia passagem com a língua e eu já estava ficando sem ar, mas concedi querendo muito experimentar de se gosto. Temi que minha língua ardente pelo desastre ocorrido me irritasse um pouco na hora de provar de Taeyeon, mas ela foi obediente, ou eu estava tão concentrada que nem senti doer. As mãos dela subiam e desciam por minhas costas, nossos seios estavam imprensados entre nossos corpos lutando por mais contato e o beijo tornou-se sensual e ela já colocava os dedos dentro da minha blusa, sorri em seus lábios e ela parou para me olhar.
- Se não quiser, eu paro. – seu olhar encarou o chão e eu puxei seu rosto delicadamente até me encarar.
- Eu quero. – ela me sentou na bancada e se colocou entre minhas pernas, que enlaçaram sua cintura e assim ficamos mais unidas para continuar aproveitando.
Trocamos de posições várias vezes e a cada uma eu sentia que não queria mais deixá-la longe por muito tempo. Acabamos deitadas dividindo o mesmo sofá, suas mãos rodeando-me por trás e eu rindo dos beijos que depositava na curva de meu pescoço.
- Tippany. – ela disse entre minha pele e as mordidas que dava.
- Sim?
- Eu estava pensando em você noite passada. – confessou e apertou as mãos ao meu redor, soltei um riso de felicidade ao saber que fiz o mesmo e ela ficou em silêncio.
- E pensou como?
- Está rindo de mim então não falo. – fez um bico bobo e me virei para ver.
- Não estou rindo disso babo, estou assim porque fiz o mesmo. – vi seu rosto todo sorrir ao ouvir isso e veio beijando meu queixo até estalar doce em meus lábios novamente. – E só dormi quando te senti bem perto. – corei.
- Hmmm, sabia que foi uma boa escolha deixar aquela blusa contigo. – gargalhamos.
- Mas você não me respondeu.
- Eu pensei em como senti sua falta e em como esses seus olhos brilham. – rodeou o polegar em minha bochecha. – Eu quis voltar correndo pra cá, pois sabia que te encontraria.
- Adorei ouvir isso Taeyeon-ah. – disse chegando ainda mais perto, isso se é que era possível já que estávamos completamente inseparáveis e mordi seu lábio inferior a vendo fechar os olhos.
Iniciamos outro beijo e acabamos caindo, seu corpo sobre o meu e minhas mãos curiosas subiram por suas coxas entrando por sua blusa e deixando rastros vermelhos de minhas unhas por suas costas. Ela se divertia e mordia-me á cada movimento e foi assim, ambas se provocando que passamos o resto do dia. Posso dizer que depois de hoje o meu sorriso não é o mesmo sem que eu pense em Kim Taeyeon.
Fim do Flashback
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Então ele perdeu bastante desde então, limpei as lágrimas que se formaram ao lembrar tudo aquilo. Lembrar que naquela tarde eu havia ganhado Taeyeon.
O pior é saber que a deixei ir da maneira mais idiota que existe. DongHae na época me tratava tão bem que foi fácil estar atraída, aos poucos eu ia chegando mais perto e ficando mais íntima, então na loucura pedi á Tae um tempo para decidir o que queria de minha vida. Vi um olhar magoado vasculhando meu rosto por resposta, porém ela ás tinha. Tinha percebido o quão íntima de Hae estive e saí de nossa relação magoada e magoando Taeyeon.
Ao terminar a faculdade, nunca mais vi DongHae ou seu “amigo” HyukJae. Sei que não traí minha namorada até porque Hae só foi descobrir meu interesse quando mais tarde eu também já sabia de seu segredo.
Não é toa que enquanto estive brigada com Tae e fui morar em seu apartamento escutasse por noites batidas e baixos gemidos. Logo pela manhã a mesma figura loira passava sorrateira por meu quarto descendo as escadas e batendo quase silenciosamente a porta da sala. Eu deveria ter reparado melhor, só desconfiei quando peguei um beijo fugido em plena sala quando o loiro saiu e Hae seguiu disfarçando para a cozinha com um sorriso sorrateiro nos lábios. Ali parada na escada o mundo caiu, enxerguei o quanto mesquinha havia sido trocando Tae.
Voltei á nosso apartamento correndo sem me importar com qualquer coisa ou planejar bem o que iria falar quando a encontrasse. Bati em sua porta não preocupando com os vizinhos que iriam chamar minha atenção, á única naquele dia que eu queria despertar era ela. Demorou alguns segundos até seu rosto avermelhado aparecer na fresta da porta e a me ver tentou impedir, forcei entrada e consegui. Nos machucamos muito ali e naquela hora suas palavras foram duras, mas eu sabia que merecia. Fui cruel por deixar o coração de Taeyeon. As frases doíam ao martelavam em minha mente provocando mais lágrimas e meu choro tomou conta do closet novamente. Seguei algumas fotos e visualizei seu número escrito atrás de uma delas, lembro bem do dia em que descobri que havia ido embora e levado todas as suas coisas, saído do bar que trabalhávamos e do curso de medicina sem ao menos deixar rastros. Naquele dia eu chorei como nunca havia feito, porque não tinha volta. Apagara depois seu número da agenda do celular para não lembrar dela toda vez que passasse pela letra “T”, mas sempre soube que ele estaria anotado em algum canto, pois bem, eu o achei.
Provavelmente não é o mesmo, pois eu mesma já troquei várias vezes e ela não estaria parada no tempo guardando isso somente para que eu ligasse. Talvez eu devesse ter tentando novamente, mas só pioraria minha situação.
Joguei as fotos no chão e fechei as mãos em punhos, socando violentamente a mala ao lado. Nela eu havia enterrado todo o passado, no entanto sabia que teria que abri-la um dia e por Yuri estou revivendo isso tudo.
- Yuri... – solucei entre o choro e fechei os olhos lembrando seu rosto contorcido por meu silêncio e confusão diante do pedido.
Passei os dedos pelas bochechas molhadas e retirei as lágrimas que fugiam pelo rosto, levantei dando um último olhar ás minhas lembranças e resolvi não magoar outra pessoa por conta de minhas indecisões. Retoquei a maquiagem e sai num rompante fechando a porta.
Sunny PDV
Esperei que ela viesse me buscar, mas não apareceu, tomei um táxi e segui para sua casa com minhas bagagens. Aposto que dormiu e esqueceu que teria que me ajudar com a mudança, vou relevar, pois ela parece ter uma vida ocupada.
- É aqui, obrigada. – o motorista retirou as malas e colocou-as na calçada, fui até a porta buscando no fundo da bolsa as chaves que a empregada de Yuri havia me levado no hotel.
Meus olhos se impressionaram ao ver a suntuosa decoração da casa, parei diante de uma parede de vidro onde meu sorriso sumiu ao ver a figura espalhada pelo sofá, os cabelos caindo sobre o rosto e corri verificando o pulso da morena que por mais que a balançasse não queria acordar. Olhei ao redor desesperada e reconheci algumas garrafas de bebidas espatifadas pelo chão, algo foi atirada na parede oposta e se transformado em cacos depositados no chão, a marca do vinho ficara na parece em tom marfim.
- Yuri, por favor, acorde! – implorei localizando os números na tela do celular e não saiba realmente pra quem ligar, mas ela conhecia a melhor do que eu.
Após a ligação feita, sentei no sofá e coloquei sua cabeça em meu colo acariciando seus cabelos castanhos que se espalhavam, foquei seus olhos fechados tão serenamente, nenhuma linha de tensão entre suas sobrancelhas. Ouvi a porta ser aberta e os passos rápidos soaram até que a figura magra e alta de Yoona apareceu.
- Ainda bem que me ligou. – veio até nós e colocou as mãos na cintura olhando preocupada para Yuri desacordada. – Ela não se mexeu?
- Está assim desde que cheguei. – senti sua mão apertar a minha e olhamos juntas esperando reações de seu rosto no qual os olhos abriram preguiçosos.
- O-O que estão fazendo aqui? – perguntou desnorteada tentando se sentar.
- Está a fim de nós matar?
- Não Yoona, eu não quero matar ninguém.
- Você estava desacordada. – protestei, seus olhos atentos passaram pela sala desorganizada e voltaram para mim vagos.
- Mero efeito. – disse baixo levantando do sofá e ficando em pé com dificuldade.
- Você bebeu demais. – Yoona a segurou pela cintura mantendo-a de pé. – Não devia ter feito isso, o que aconteceu? Achei que as coisas dariam mesmo certo, não pensei que destruiriam a sala á esse ponto? – brincou com um sorriso e ao encarar o olhar azedo de Yuri voltou a ficar séria. – Pelo visto não saiu como o previsto. – sussurrou.
- Não quero falar sobre isso. – endireitou-se e caminhou subindo os degraus para o segundo andar. – A propósito... – parou voltando com um sorriso sincero e triste. – Bem vinda Sunny-ah, sinta-se em casa meu amor. – assenti agradecida.
Após ficarmos sozinhas e sua secretária ter inspecionado todas as garrafas de bebidas da casa, voltamos a conversar.
- Você sabe o que se passou por aqui? – perguntei indo á cozinha já que não havia tomado café e toda essa confusão me deu fome.
- Não, mas ela misturou muitas coisas e isso não vai fazer bem e se a conheço, daqui a pouco vai começar a reclamar. – bufou. – Não vai ter quem segure seu mau humor. – revirou os olhos sentando no balcão.
- Nem quero pensar nisso, lembro bem de como é quando Yuri fica nervosa. – gargalhamos e ela se abaixou e voltou com uma pequena coisinha fofa em tom canela e tive vontade de apertá-la. – Oh! – soltei observando sua carinha manhosa.
- Spencer essa á Sunny, uma companhia para suas tardes solitárias. – brincou balançando a pata da cadelinha.
- Prazer sua coisa linda, fofa e meiga! – acariciei os pelos macios.
- Ela é um amor. – Yoona a devolveu para o chão e esta me cercou enquanto movimentava pela cozinha. – Mas voltando ao assunto, não entendo como o encontro da noite passada possa ter terminado assim.
- Encontro? – perguntei confusa.
- Já estão falando pelas minhas costas? – paralisamos vendo Yuri descer as escadas com a expressão amarga.
Não sei bem se foi uma boa ideia voltar nesse assunto.
PDV Yuri
Ainda me sinto quebrada por dentro e não quero ver ninguém que tenha algum tipo de brilho no olhar, por isso doía ver o rostinho de Sunny e lembrar de Tiffany imediatamente. Enterrei o rosto nas mãos enquanto tomava banho na água fria para relaxar minha tensão e chorei mais um pouco, não sentindo lágrimas apenas a vontade de desabafar a decepção. Estava com a pior das dores de cabeças que já tive na vida e aposto que Amber que crucificaria por isso. Desci encontrando Yoona e Sunny ainda presas no mesmo assunto.
- Já estão falando pelas minhas costas? – perguntei.
- Nada, estamos conversando sobre... – Yoona rodeou, desistindo alguns segundos depois de tentar encontrar uma desculpa. – Se abre Yuri, sabemos que algo deu errado.
- Eu não sei de nada. – a loira confessou me indicando um copo de água. – Acabei de entrar na sua vida novamente. – sorriu.
- Ela conheceu uma garota e por fim iriam ter um encontro ontem. – a voz tagarela de Yoona começou e antes que a impedisse Sunny empurrou mais água por meu copo e esticou em minha direção, obedeci sorvendo o líquido sem vontade.
- Precisa hidratar depois da pequena farra! – esbravejou. – Continue Yoona.
- Claro, então... Yuri estava decidida á se declarar depois de perceber que estava apaixonada. – senti os olhares sobre mim e desviei para o chão acompanhando a narração. – Tiffany pelo jeito não correspondeu ás expectativas... E é tudo que sei até agora.
- Tiffany. – Sunny reproduziu o nome baixo e olhei em sua direção. – Porque ela fez isso e quem é ela? – seu rosto limpo.
A campanhinha soou dentro de meu cérebro e apertei o copo de vidro entre meus dedos, fechando os olhos ao tentar reproduzir o máximo de concentração para expulsar o incômodo do som.
- Vou ver quem é.
- Provavelmente uma alma moribunda que escolheu justo hoje para me irritar. – falei áspera e observei Spencer ao redor de Sunny, estava parada em pé de costas para a sala e não me importei com quer que fosse. – Tomara que não demore.
- Acho que vai demorar Yuri. – virei deixando o objeto quebrável ir ao chão ao som daquela voz.
- Tif... – pela primeira vez depois daquela noite eu estava surpresa com algo, ela está realmente disposta á fazer com que minha vida tenha surpresas, nem todas agradáveis como a negação inesperada de meu pedido. Impedi que as lágrimas chegassem á encher meus olhos, porque minha raiva ainda estava maior que tudo.
- Precisamos conversar. – ela arriscou mais alguns passos, teria avisado para não se aproximar, no entanto resolvi testar o que queria dizer.
Vi Sunny passar ainda sem expressão com Spencer no colo seguindo Yoona até meu escritório e fecharam-se ali, abaixei para recolher os cacos de meu pobre copo que não tinha culpa de nada e acabei por me cortar.
- Droga! – esbravejei olhando o sangue fluindo devagar pelo corte, senti seu perfume atingir minha respiração e virei o rosto deparando com o seu á centímetros de distância, desvencilhei, mas suas mãos buscaram as minhas e começou a levantar puxando-me.
Não encontrava voz para tentar pará-la, apenas assenti e deixei que cuidasse daquele ferimento banal, se isso estava fazendo com que ela retirasse ao menos um pouco da culpa que sentia por me dispensar, não ia me intrometer apesar de que pra mim não mudaria nada. Por dentro eu estava muito mais machucada.
- Sei que isso não é nada... – começou inaudível, mas pela proximidade escutei. – Não estou tentando fazer com que me perdoe. – ia interferir, mas fechei os lábios. – Quero pedir desculpas sinceras e sei que te magoei. – encarou meu olhar enquanto movia seus dedos sobre o meu.
- Não acho que posso, na verdade você tem razão e não tem como tentar me fazer te perdoar. – virei antes que terminasse o curativo e insistente ela o tomou de volta firmemente.
- Eu poderia te prometer o mundo, dizer que vou tentar de coração estar contigo, mas não tenho coragem de mentir pra você. – a vi chorar.
- Estaria tão infeliz comigo? – ela estava me cortando de novo.
- Não Yuri, eu te faria infeliz, porque sei que tentaria á todo custo te amar, mas acabaria te fazendo sofrer, eu já fiz isso antes...
- Não importa Fany-ah, eu te quero mesmo assim. – “Como eu posso ser egoísta comigo mesma quando tudo que eu quero é tê-la? Não é hora de ter orgulho”,pensei.
- Não me pede pra te amar agora, não sei se consigo. – disse entre o choro que se tornava mais espesso e terminou o curativo, segurei seu rosto com a mão que não estava presa á sua.
- Estou pedindo uma chance. – paramos por alguns instantes na mesma direção e lia em seus olhos o quanto estava magoada e precisava de proteção, exatamente o que eu podia dar á ela se deixasse.
- Eu já magoei alguém que também só queria isso... – olhou para o chão e a fiz voltar pra mim.
- Não me negue isso. Ainda não tinha me apaixonado assim. – confessei e senti sua mão trêmula em meu rosto.
- Eu prometi a mim mesma que ia te fazer parar de sofrer, não gostei do jeito que lhe deixei. – sorriu. – Não prometo nada em troca, mas sei que vai me ensinar como te seguir, por isso eu quero tentar Yuri-yah. – aquilo soou como música aos meus ouvidos e selei nossos lábios no mesmo instante.
Ao seguir do beijo sentia que não ia sobrando nada partido dentro de mim ao ter sua chance de prosseguir com a nossa história, passou tanto tempo desde que nos conhecemos e essa era a primeira vez que eu podia dizer que Tiffany era minha.
PDV Yoona
- Elas se acertaram. – abracei a loirinha que sorria ao meu lado olhando pela porta entreaberta.
- Agora entendi porque Yuri estava daquele jeito. É difícil pra ela reconhecer que pela primeira vez estava apaixonada e por fim receber uma decepção.
- Exatamente, mas algo me dizia que elas iam se acertar. – sorri confessando e sentei na poltrona de Yuri relaxando. – Só espero que elas não ocupem a sala já que não vou aguentar ficar muito tempo presa aqui. – gargalhamos.
Notas finais
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