Notas iniciais
OIII, Nanami falando. AVISO, VEM TODO MUNDO AQUI AGORA: Estranhamente uma parte muito importante da historia não foi postada aqui, ou postamos mais o Nyah apagou, não sei, mas realmente é bem importe que vejam, pois vai ter relação com esse cap, então antes de ler aqui, vá no cap 6 que bem no inicio tem a parte que não havia sido postada. Só isso mesmo. bjs

Wanda Povs:

— Com licença, mais tem menores vendo! – exclama o atendente com cara feia.

A contra gosto separo meus lábios aos da Natasha.

Sorrio pra ela com as bochechas ardendo.

— Será que devemos voltar? – ela indaga – Acho que um banheiro não dura tanto assim.

— Tem razão. – Afirmo. Soltando as suas mãos, retiro o Cd da Paramore do rádio entregando ao caixa. Dou a quantia certa colocando o disco em uma sacola. – Agora podemos ir! – sorrio para Natasha, segurando em sua mão.

Saímos da loja as pressas, sentindo o mormaço da tarde, pelo menos lá dentro tem ar-condicionado.

— Será que contamos a eles que estamos namorando? – indago referindo-me ao Clint e Pietro. – Ou será que vai ser meio fora de hora?

— Não sei – fala Natasha – Melhor contarmos de noite, acho que se falarmos agora eles vão nos encher de perguntas.

— Então na hora de dormir.

— Melhor...

Antes que falasse outra coisa, meu celular apita indicando uma mensagem.O pego e vejo que é de meu irmão.

“Onde vocês estão?”

“Eu e a Naty resolvemos sair. Já estamos voltando”. Respondo apressando o passo.

Ao chegarmos à mesa já estava limpa, pelo que parece já pagaram a conta.

— Por que vocês duas saíram? – questiona Clint – Já estávamos preocupados!

— Como se precisasse. – Fala Natasha soltando minha mão antes que eles vissem, sentando-se a mesa, e eu ao lado dela. – Lembra que eu sei lutar vários tipos de artes marciais?

— Mais ainda sim é uma garota.

— Uma garota que já bateu em você.

Eles ficam numa troca de olhares, vendo desviava o olhar primeiro.

Eu senti um pouco de ciúmes, sei que Natasha e Clint já tiveram um relacionamento de curto período e isso não me anima muito.

— Se forem pra fica se encarando assim, por que não vão logo a um quarto? – indaga Pietro com a cara fechada e os braços cruzados. Parece que não sou a única a estar com ciúmes.

— Tem certeza que não é você que quer fazer isso? – indaga Natasha sorrindo maliciosa.

— Natasha! – reprova Clint e Pietro ao mesmo tempo.

Foi impossível pra nós duas não rirmos da cara envergonhada dos dois.

— Eu quero ir embora – fala Pietro com a cara amarrada. – Este lugar está chato pra mim.

— Dessa vez eu concordo com você pirralho – diz Clint. Eles se levantam de uma vez, não dando nenhuma escolha a mim ou a Natasha se queríamos ir ou não.

Seguimos o caminho juntos sem dizer nada. Eu e Natasha ficamos pra trás, trocando olhares uma pra outra.

— Eu vou tomar banho. – Fala Clint ao entrarmos. Ele sobe as escadas, sem dar atenção a nós.

— Acho que vou também – Natasha fala – Depois a gente de fala. – Ela acena para mim e vai.

Assim que parei de ouvir passos puxo meu irmão para um lugar mais afastado.

— Você namoraria com o Clint? – pergunto sem rodeios, eu realmente quero saber disso.

Pietro me olha envergonhado, corando de leve.

— Não sei... – ele recua um pouco, pensativo – Quem sabe... se eu gosto dele, por que não?

— Mas você vai pedir?

— Acho que está meio cedo, não acha? Acabei de me declarar pra ele, sem falar que não sei se ele sente o mesmo que eu.

— Entendo – paro todo o interrogatório.

— Por que quer saber? – meu irmão indaga – Não parecia tão curiosa antes.

Sorrio zombeteira.

— Não posso falar ainda. – Somente digo.

— Ah qual é? Por que não? Ninguém vai ouvir mesmo!

— Por isso mesmo – falo deixando-o mais confuso. – Todos tem que ouvir.

— O que? Como assim?!

— Não posso contar! – e com isso corro para a escada, sendo seguida pelo meu irmão. Ele pode ser mais rápido, mas ganhei vantagem com o tempo que ele demorou pra racionar com minha resposta mesquinha. Fechei a porta de meu quarto antes que ele pudesse entrar e soltei leves risadas.

Atiro-me na cama vendo que tinha mensagens da ruiva em meu celular.

“Vamos pedir pizza hoje. Assim que nos reunirmos nós contamos, okay?”

“Ok!”, respondo animada.

Deixo meu celular na cama. Tomo um banho rápido, colocando um vestido vinho simples.

Saio de meu quarto indo à sala, nenhum de nós almoça ou janta na cozinha, só vamos lá mesmo pra caçar comida quando estamos famintos.

Vendo que todos já estavam reunidos, com a caixa de pizza aberta na mesinha de centro com apenas três pedaços, sentei ao lado de Pietro, que me fita de cara emburrada.

Olho para Natasha, como se perguntasse se é agora. Ela apenas confirma e vem ao meu lado segurando a minha mão.

Os garotos nos fitam, com uma interrogação estampadas em suas testas.

— A gente só queria dizer que... – Natasha olha pra mim, incerta, vendo se deveria continuar. Aperto sua mão mais forte, acenando afirmativamente. – Nós estamos namorando!

Clint e Pietro continuam nos fitando com a boca aberta, quando finalmente raciocinaram suas bocas viraram um enorme “O” sem sair som algum. Eles olham um pro outro, voltando a nos encarar.

— Por que não param de fazer essa cara de merda e comessem logo o interrogatório? – Natasha questiona, pode parecer que ela está brava, mais isso tudo é nervosismo e uma imensa vontade de rir pela cara que os dois fizeram.

— Desde quando? – pergunta Clint com a voz baixa.

— Desde hoje de tarde, quando saímos pra ir no “banheiro”.

— Mana – Pietro me fita -, você gosta mesmo dela?

— Sim, e já faz um tempo – admito um pouco constrangida.

— E isso é sério? – pergunta o loiro.

— Só o tempo dirá. – Fala Natasha.

Fica um silencio chato no ar, como se não houvesse mais nada a ser dito, e não há.

— Bom, agora a gente vai sair – Natasha me puxa, guardando com sua mão livre sua carteira e celular no bolso da calça.

— Pra onde? – indaga Clint.

— Acho que um cinema.

— Wanda, você vai me deixar sozinho? – Pietro indaga, me olhando com olhar de cachorro abandonado.

— Você não está sozinho – digo -, Clint está com você.

— Pensem numa coisa boa – fala Natasha, com olhar de malícia – Assim quem sabem não terminam aquele beijo e vêem no que vai dá.

Nós duas caímos na risada pelo moreno ter ficado vermelho.

— Boa noite.

Saímos de lá rindo, tendo um pouco de esperanças que finalmente esses dois se acertem.

~Pov Clint~

Olhei para Pietro pensando em algo para falar, serio que a Wanda e a Natasha estavam juntas? Como não havia percebido, ou desconfiado.

— Isso é serio? — perguntou o moreno. — Como assim?

— Estou bem mais confuso que você. — falei ainda o encarando.

— Eu... nunca esperava que ela... tipo, que a Wanda curtisse... bem...

— Curtisse a fruta que você não curte? Acho até meio cômico pra falar a verdade. O que não esperava era a Nath ser lésbica. Vou encher o saco dela que nem ele faz comigo. — falei rindo um pouco e ele sorrindo de canto.

Logo ficamos novamente num silencio incomodo. Peguei meu copo com refri, o bebendo calmamente enquanto encarava o teto. Fiquei pensando sobre o momento em que íamos nos "beijar" se era realmente isso que ia acontecer, eu realmente ia o deixar fazer aquilo? Eu já estava deixando, certo?

— Você estava para me beijar, né? — perguntei o fazendo engasgar com a própria saliva.

— Talvez, por que pergunta? — falou um tanto nervoso com o que eu ia falar.

Pensei um pouco como o responder, então pensei em ser sincero, algo que não era tão complicado para mim, sempre era sincero comigo mesmo e com os outros.

— Porque provavelmente eu ia deixar, só isso mesmo. — assim me levanto vendo a cara de impressionado de Pietro. — Vou indo.

—Pra aonde? — perguntou também se levantando meio em desespero.

— Para o meu dormitório, pirralho. — digo começando a andar em direção do corredor dos dormitórios.

Assim que entro no meu quarto, resolvo tomar um banho rápido, e deitar para ver algum filme ou qualquer outra coisa, acho que estava acontecendo coisa de mais pra um dia só.

oOo

Ouso batidas sem para na minha porta, o que estava me irritado muito. Levanto da cama olhando o relógio, 3:45h da manhã. As batidas na minha porta continuaram altas e sem cessar, e assim que abro a porta já com o desejo de matar a pessoa que estava ali me deparo com Pietro, esse estava com olheiras aparente e com o cabelo totalmente bagunçado.

— Sabe que horas são? — perguntei massageando as têmporas de minha testa, me controlando pra não pegar meu arco-e- flecha e matar aquele infeliz.

— 3 e... — olhou a hora no seu celular. — 3:46 da manhã. — disse.

— Então que porra esta fazendo aqui?

— Eu fiquei pensando... Você realmente ia me deixa te beijar aquele dia certo? — serio que ele queria falar daquilo, naquela hora?

— Aham. — falei bocejando.

— Então isso quer dizer que, tipo, você gosta um pouco de mim, certo? Se não, esquece isso que vou falar agora, mas você acha que a gente podia dar certo que nem a Wanda e a Natasha? Não que eu queira namorar você, haha, claro que não, o que eu ia querer com um velho que nem você, o que estou falando é que, se realmente você quisesse algo comigo, e eu supostamente com você... — Antes que ele continuasse falando tanta merda de uma vez só dei um selinho rápido nele, o fazendo se calar na hora.

— Você falou tudo tão rápido que a única coisa que entendi foi "velho", mas de qualquer forma, se eu disse que ia te deixar me beijar, é por que temos tanta chance quanto elas. — falei quase fechando os olhos pelo sono.

Assim ele ficou me encarando com os olhos meio brilhante, como quando se da um doce para um criança.

— Posso te beijar agora? — revirei os olhos e apenas assenti com a cabeça, o puxando pra dentro do quarto e fechando a porta.

Ando despreocupado até a cama, me sentando nela e vendo que o moreno continuou em pé perto da onde tinha o deixando quando o puxei para dentro.

— Senta. — falei bando umas batidinhas no espaço que tina do meu lado, e logo o garoto vai andando até mim, sentando-se do meu lado.

Assim fecho olho para ele, dando um sorriso de canto e fechando os olhos. Um pouco depois sinto suas mãos segurando meio delicadamente meu rosto e logo assim sinto sua respiração próxima de meu rosto. Sinto os lábios macios tocarem os meus, e logo ele começa a move-los, como se tentasse conhecer e se acostumar com aquilo; segundos depois ele lambe meus lábios, o que para mim foi um pedido para que o desse passagem, assim abro a boca e ele adentra com sua língua se encontrando com a minha, começamos um beijo suave e calmo onde apenas explorávamos um a boca do outro tentando sentir o gosto de ambos.

Ele percorria sua mão por toa a extensão de meu corpo, descendo do rosto para as costas, assim meu abdômen, subindo para o pescoço e descendo para minha coxas, e eu o deixava aproveitar, até o momento que quis o tocar também. Sem separar nossos lábios, o deitei na cama, logo começo a passar minha mãos também pelo seu corpo, sentindo eu abdômen bem definido e seu braços fortes, logo descendo as mãos para suas coxas as apertando.

Quando percebi que aquilo estava ficando meio perigoso, separei nossos lábios.

— O que foi? perguntou me olhando.

— Já mostrei que gosto de você. — falei o fazendo corar. — Agora vamos dormir, se quiser pode ficar aqui. — falei o vendo sorrir.

—Ok. — falou se deitando e logo me deito também, e assim ele me abraça pela cintura deitando sobre meu peito. — Boa noite velhote.

— Boa noite pirralho. — falei suspirando cansado fazendo um "cafuné na cabeça dele".

Peter Povs:

No fim daquela tarde, aquela conversa minha com o Matt ficou martelando em minha mente, em desistência, fiz as minhas tarefas de qualquer jeito, vendo que não poderia me concentrar.

Peguei o Spider, e fiquei assistindo um filme qualquer na televisão, enquanto eu o acariciava.

Morrendo de sono, fui dormir, levando meu gato comigo, que pegou o péssimo hábito de dormir junto a mim, só que infelizmente tem a preferência de ficar no meio da cama, virando uma batalha pra ver quem fica com o maior espaço.

De manhã, com preguiça de ir a pé para a escola, esperei Tony se arrumar para trabalhar e me levar de carro, só que com isso cheguei atrasado. E pra piorar justo na aula do professor Charles.

Depois de ouvir várias reclamações e advertências, fui ao meu lugar, vendo que a carteira de Wade está vazia.

— O Wade faltou hoje? – pergunto a Hank, que fitava a todo o momento a Raven, constrangido.

— Não, eu o vi com o Osborn na entrada, pelo que parece mataram aula.

— O Matt não estava junto?

— Estava com a Gwen, mas ele me perguntou de você. – Fala Hank.

— Valeu.

Encerro a conversa, voltando a prestar atenção na explicação do Charles, com um pouco de dificuldade, já que minha mente tem de vagar sobre o que está acontecendo que eu não sei.

oOo

No recreio, encontro-me com Gwen e Matt, que acenam para mim pedindo-me para sentar junto a eles.

— Vocês sabem onde o Wade está? – indago.

— Eu o vi com o Osborn – fala Gwen – Acho que estão na quadra.

— Obrigado. – Me despeço dos dois.

Ao chegar à quadra, bem no fundo, avisto os dois loiros, que parecem nem me notar conforme me aproximo. Mas assim que subo a primeira arquibancada, eles param de falar instantaneamente, olhando para mim com sorrisos amarelos.

— O que está acontecendo? – indago cruzando os braços, desconfiado.

— Como assim? – indaga Harry, falsamente. – Não estamos sabendo de nada. – E com isso Wade concorda, fitando-me com um sorriso malicioso.

— Vocês tem certeza?

— Petey, você acha mesmo que eu guardaria um segredo de você? – Wade faz uma expressão ofendida, fingindo estar magoado, enquanto Harry segura a risada.

Arqueio as sobrancelhas.

— Acho sim – digo sincero – E quero que saibam que são péssimos atores! Vão me contar ou não?

— Ainda não sei do que você está falando

— Sério que vai ser assim?

— Assim o que? – Wade se faz de desentendido.

— Isso! – esbravejo – Vocês esconderem coisas de mim!

Harry se levanta, tocando no meu ombro.

— Peter, eu juro que não estamos escondendo nada de você – ele diz. – Confia em mim.

— Meio difícil... Mas tudo bem, se não querem contar não contem não vou obrigá-los – me afasto do toque de Harry, um pouco ressentido por ser o único que não sabe de nada – Talvez o Matt seja mais amigo e me conte uma coisa! – dito isso me afasto, pulando os degraus.

— Petey, espera! – Wade me chama um pouco nervoso. – Você não está bravo comigo, está?

— Um pouco... – admito.

Ele sorri de um jeito abobalhado, mordendo os lábios no final, deixando-me com um olhar confuso.

— Desculpa, é que você não faz ideia de como fica fofo quando está bravo. – Dito isso ele acaricia minhas bochechas, que ardem no mesmo instante. – Você me desculpa? – indaga com uma voz manhosa.

— Sim... – falo a contra gosto.

— Até pelo o que eu vou fazer?

— O que voc— antes que pudesse terminar o loiro sela seus lábios ao meu, na frente de todos na quadra. Corando ao máximo tento empurra-lo pelos ombros. Tento o único efeito em Wade, que coloca as mãos em minha cintura.

Aproveitando o momento quando ia reclamar de algo, ele adentra com sua língua, arrancando-me suspiros. Em desistência, correspondo ao beijo, envolvendo meus braços em seu pescoço, trazendo o maior mais para baixo, ajudando um pouco no beijo.

Timidamente, adentro minha língua naquela cavidade úmida, explorando cada extensão, no final enroscando nossas línguas uma na outra, aumentando ainda mais nossa falta de ar.

Arfantes, Wade separa seus lábios dos meus, fazendo-me buscar o precioso oxigênio.

— Por isso – ele fala com uma voz rouca, retirando as mãos de meus quadris, enquanto me afasto dele, com as bochechas queimando.

Harry vai ao lado dele, e juntos deixam a quadra, mas não antes do maior piscar o olho pra mim, que desvio o olhar constrangido.

Vendo que meu óculos está um pouco embaçado, o retiro, limpando-o. Ao colocá-lo vejo que todos da quadra estão me olhando.

Constrangido, saio de lá às pressas, sem olhar para os lados.

No pátio, procuro pelos dois loiros, não os encontrando, em desistência volto onde Gwen e Matt estão.

— Peter, por que você está corado? – indaga Gwen, com as sobrancelhas franzidas.

— Ele está? – pergunta Matt, levando sua mão ao meu rosto, tocando minha bochecha. – Elas estão bem quentes. O que aconteceu?

— E-Eu encontrei o Wade – somente falo.

— Ainda não to entendendo nada – fala Gwen.

— Ele me beijou na frente de todos na quadra – falo finalmente, corando ainda mais. – Por isso estou assim.

Gwen apenas abre a boca, mas se cala, tentando processar tudo.

— Tá e por que vocês se beijaram?

Suspiro pesadamente, voltando a narrar tudo que aconteceu desde o começo da semana, e no final da explicação ela ainda não sabia o que dizer.

— Sabe Gwen, você acha certo o Peter e o Wade ficarem nessa pegação sendo que nem namoram de verdade? – questiona Matt segurando a risada. – Isso é errado, não é?

— E muito! – a loira finalmente se pronuncia. – Peter, você não está enganando apenas seus colegas, como também os seus pais! Isso não é justo pra eles, como também não é pra você nem para o Wade. Não é vantajoso para ninguém se manter em uma relação fictícia.

Bufo, cruzando meus braços, olhando com cara emburrada para a loira. Sei que ela está certa, mas cadê a vontade de apoia-la?

— Não seria muito melhor se o Peter pedisse o Wade em namoro? – Matt volta a se intrometer. – Assim não enganariam mais ninguém.

— Com certeza! Pety, você gosta dele?

— G-Gosto... eu acho.

— Pronto! Peça Wade em namoro, assim você não engana mais ninguém. – Fala Gwen decidida.

— O que? Como assim? – indago com os olhos arregalados. – Eu não tenho coragem de fazer uma coisa dessas!

— É melhor passar a ter! Não quero ver você enganando seus pais. Imagina se o Steve descobrir? Será castigo eterno! Você vai pedir, não vai?

— Não sei...

— Peter... – Matt faz uma expressão triste – Você quer ser somente um caso pro Wade é isso? Ou apenas não quer dar explicação quando joga-lo fora?

— Não é nada disso!

— Então peça ele em namoro! – Gwen fala autoritária.

— Tá bem! – praticamente grito. – Feliz agora?!

— Muito – Matt sorri maldoso, enquanto Gwen respira mais aliviada.

O sinal bate, encerrando nossa conversa.

Gwen segura no braço de Matt guiando para o corredor, mas não antes de sussurrar:

Peça! E me olhar com cara feia, enquanto Matt enlarguece seu sorriso. Eu ainda mato esse cara!

~Wade Pov~

Certo, pelo o esquema que o Harry me passou ontem, tudo que eu tinha que fazer era seduzir o Petey.

(Isso Não vai ser tão complicado.)

[Concordo.]

— Vamos rever o plano. — falou o Osborn, estávamos sentados na arquibancada da quadra. — Primeiro terá que fazer com que toda a atenção dele fique focada em você, faça algo que o abale de uma maneira boa, que faça você ficar rodeando a mente dele. — disse. — Depois disso você pode por em pratica o plano de ficar mostrando o corpo. Veio de regata como pedi? — então assim tirei minha jaqueta mostrando a regata, e ele ficou encarando meus braços por um longo tempo, até bater no próprio rosto, como se estivesse saindo de um transe. — Meu Deus, isso é realmente provocante, tenho que mandar o Matt usar uma dessas qualquer dia. — falou rindo para si mesmo.

— O que acha que o Petey vai achar? — perguntei.

— Se conseguir a atenção dele, vamos dizer que você será um bom brinquedo durante a noite do coitado. — falou sorrindo de forma sacana.

— Isso será bom certo?

— Claro que sim.

(Se ele sorri, é porque o treco ta bom. Tendeu.)

[O Wade é lerdo, deixa ele.]

(Você devia contar pro Harry sobre a gente.)

[Ele vai tentar nos afastar do Petey.]

(Não, vai que ele consegue uma forma proveitosa de usar a gente.)

[Claro, vamos contar tudo agora para o Osborn. Vamos falar da gente, da vez que fomos presos por torturar aquele cara, e que tal falarmos da vez que quase matamos o psiquiatra.]

(Vamos!!!)

[ESTOU SENDO SARCASTICO.]

— Calem a boca. — gritei meio atordoado.

— Falando sozinho de novo. — disse Harry. — Sabe cara, mesmo cê falando pra caralho, ainda acho que você é um mistério. — disse sorrindo de canto, me fazendo engolir em seco. — E isso é um ponto muito bom em você. — fala.

— Quem sabe um dia te conte mais coisas. — falei rindo.

— Ui, me sinto importante agora. — falou.

Continuamos conversando um pouco, até ouvimos o sinal do intervalo.

— Já é recreio, nossa. — falei.

— Não é recreio, é intervalo. — corrige Harry.

— Se eu quiser falar hora do lanchinho, eu falo e você não se mete. — falei brincando, mas com um fundo de verdade, o fazendo rir.

— 'Ta. — disse assim olhando para o lado e sorrindo perverso. — O Peter ta se aproximando.

— O que eu faço? — perguntei.

— Primeiro finja que não o viu, e o seduza de alguma maneira como falei antes, da um cata sexão nervoso nele e cabo. — falou me fazendo rir.

Logo Petey chega até nós, parecia enciumado, ou era apenas minha imaginação. Depois dele ficar perguntando o que escondíamos dele e o que estávamos aprontando, ele desiste falando que ia perguntar para Matt, assim resolvo fazer o que Harry disse.

— Petey, espera! — o chamo fazendo ele me olhar. — Você não está bravo comigo, está?

— Um pouco... — fala de forma extremamente fofa, acho que vê-lo bravo era tão fofo quanto ver o sorriso desse.

Depois de irritar um pouquinho ele resolvo entrar em ação.

— Você me desculpa? — pergunto de forma um tanto manhosa .

— Sim... — fala soltando o ar em desaprovação.

— Até pelo o que eu vou fazer? — Assim me aproximo dele selando nossos lábios antes de deixá-lo terminar a pergunta que faria.

Foi um beijo intenso pelo motivo de ele estar deixando tudo fácil demais, pego em sua cintura e ele entrelaça os braços no meu pescoço, e sorriu ao perceber ele me trazendo para mas perto de si. Assim que o beijo acaba saiu junto de Harry, piscando para o meu nerd, que apenas fica meio aéreo e corado.

Assim que nos afastamos indo em direção dos banheiro, vi o quanto Harry se mostrava satisfeito.

— Muito bom, Wade. — disse sorrindo de orelha a orelha. — Sabia que conseguiria.

— Valeu. — falei e assim fizemos um "toca-aqui".

— Agora tira a jaqueta e fica só com a regata o resto do dia. — falou e assim o sinal tocou. — Vou indo pra minha sala. Seja o ultimo a entrar na sua, entre quando o professor já estiver na sala, assim chamara ainda mais atenção. — falou sorrindo. — Não só do Peter quanto de todos, o que fará o ver que pode te perder facilmente. — diz assim indo embora.

Assim fico enrolando um pouco no banheiro, até achar que já estava bom voltar para a sala, tiro a jaqueta e me dirijo em direção a sala, e antes de entrar na mesma penso: por que raios o Harry esta me ajudando com isso? Bom perguntaria depois.

Assim que entrei na sala, o professor me olha bravo mais logo arregala os olhos, era o Eric, então não me preocupei tanto.

— Wilson, vai para seu lugar. — fala olhando para meu corpo que era muito bem marcado pela regata colada. — Esta com tanto calor?

— É que eu vim correndo, me cansei. — falei indo para meu lugar, antes olhando para toda a sala e por ultimo para o Baby Boy, e como esperado (pelo menos por Harry), todos me olhavam de maneira... não sei dizer.

(Com tesão.)

[Querendo teu corpo nu.]

(ou podem estar vendo as cicatrizes no braço.)

[Ah é, esqueci disso]

— Parem de tirar minha autoconfiança. — falei nem sussurro sentando na carteia a frente do Petey, sentindo seu olhar pesado sobre mim.

(Pelo menos ele, nós sabemos que esta olhando por prazer.)

[Não duvido nada.]

Assim a aula continua, e tinha os momentos que virava para o Baby Boy e pedia alguma coisa, como lápis e canetas, com um sorriso, o mais encantador que conseguia. Outros momentos deixava algo cair no chão e me levantava abaixando lentamente para pegar o objeto do chão, arrebitando um pouco minha bunda. Não sabia se isso estava ajudando ou se era realmente extremamente gay, mas fazer o que? Pelo menos tinha toda a atenção do moreno.

No final das aulas levanto para guardar meu material, vendo meu nerd me olhando de cima para baixo, encarando meus braços, e tentando ver meu corpo pela saliência da camiseta. Esperei todos saírem da sala pra assim falar com o Baby Boy e o tirando de um mine transe.

— Não vai guardar sua coisas. — falei o fazendo pular da cadeira, ele realmente estava viajando.

— Cla-claro. — falou assim começando a pegar todas suas coisas e jogar para dentro da mochila.

percebendo seu nervosismo me aproximo mais dele.

— Ficou me olhando as aulas todas, tem algo a perguntar? — fiz-me de inocente fazendo um olhar interrogativo o fazendo corar. Tão fofo.

— Não é nada. — falou abaixando a cabeça envergonhado, assim pego no seu queixo o fazendo me olhar nos olhos.

— Quer me tocar? — perguntei provocativo o fazendo arregalar os olhos meio brilhantes.

Como nada ele respondeu apenas peguei a mão desse a levando lentamente em direção do meu abdômen, e ele não tentava se soltar, o que apenas me deixava mais feliz. Assim que sua mão encosta no tecido da regata, faço ele por a mão por dentro dessa, assim o deixando sentir meu corpo. Ele passava a mão timidamente pelo meu tanquinho e evitava subir muito as mãos. Logo ele sozinho leva a outra mão a mim, levantando a barrada da camiseta sem mangas, e apreciando com os olhos os lugares por onde sua outra mão percorria. Ele arfava timidamente, e corava ainda mais, me fazendo querer agarrá-lo, mas antes disso.

— Estamos na escola. — ouvi a voz vindo da porta e ao olhar vemos Gwen junto de Matt e Harry, que sorri como louco.

— F-f-foi... E-eu.. já estou indo. — falou Peter pegando suas coisas e saindo correndo e Gwen foi atrás dele preocupada, enquanto Matt ria indo atrás da garota, e Harry ficou ali.

— Grande Wade. — falou convencido.

— Obrigado. — assim saiu da sala.

— Já sei qual vai ser o seu novo ataque. — disse. — E o meu também porque to querendo beijar muito. — falou rindo. — A Gwen esta organizando junto de outros idiotas uma festa de Boas vindas aos alunos, nesse sábado e pelo o que ela disse, vai ter apenas um monitor, isso é: vai dar pra fazer muita coisa errada. — fala rindo.

— Deixa eu ver: você quer que eu seduza o Petey na festa? — perguntei.

— Não. — disse sorrindo. — Quero que o peça em namoro na festa.

Notas finais
Só isso amores. Até o próximo cap