Just give me a reason
1 Prólogo
Notas iniciais
Minha primeira fic, que contarei com a ajuda da minha amiga Natasha Rogers.
— Ah, por favor, mamãe!— Querido...— Olha, pipoca!— James, pera aí!Esse é James. Meu filho junto com Steve. Ele tem cinco anos. E é um amor de menino. É loiro, dos olhinhos azuis, e é forte, determinado, meigo, doce e tímido como pai. Mas é cabeça dura e marrento igual a mim.Desde que Steve e eu nos separamos, James é a razão para que, de uma certa forma, continuemos nos falando e nos vendo. Nossa relação de ex marido e mulher é amigável. Não costumamos brigar, nem pelas costas de James. Podemos não ser melhores amigos, mas nos falamos e nos damos muito bem.Quando James nasceu, tanto Steve quanto eu tivemos a sensação de que nossas vidas seria um mar de rosas daquele dia em diante, mas, infelizmente, era apenas aquilo mesmo: uma sensação. Não sabemos até hoje onde erramos, ou em que deixamos de acertar. Talvez tenhamos começado rápido demais, talvez tenha sido algo imaturo, inesperado, confuso... mas, se tem algo em que temos certeza de que acertamos, é em James. Ali não se tem erros. E se tem, nem eu e nem Steve iremos nos arrepender.— James, espera! — mandei, o segurando de leve pelo braço.— O que foi, mamãe?— Eu já te disse para você não sair correndo na minha frente. É perigoso!— Desculpe. É que eu queria pipoca doce.— Não, nada de pipoca doce. Vamos para casa jantar.— Então pede o bolo para o papai?— Ah, o que é isso, mocinho? Chantagem? — pergunto, rindo de sua pose. James me encara fazendo bico, com os braços cruzados.— Eu me comportei muito bem na escola. Eu mereço uma recompensa!— Hahaha... ok, filho. Você venceu!— Então, vamos na casa do papai? — pergunta, empolgado, descruzando os braços e esboçando um enorme e iluminado sorriso.— Vamos. — respondo, sorrindo depois de um tempo.— Oba! Então vem, mamãe. — fala, segurando minha mão e me puxando para fora do parque, bem animado e ansioso para falar com Steve.Steve é um excelente pai. Amoroso, cuidadoso, atencioso, responsável, presente, corujão... ele é o melhor pai do mundo. Eu sei que poderia entregar meu filho de mãos beijadas a ele, que James ficaria bem e seguro a todo momento. Steve e eu não deixamos o fim do nosso relacionamento interferir na educação de James. Claro que tem coisas em que eu sou contra e ele é a favor, e vice-versa. Mas sempre tentamos chegar a uma decisão pensada e conversada, aliás, tudo isso, de certa forma, refletirá no futuro do nosso filho.Todas as noites, antes de dormir, James me pergunta quando Steve e eu voltaremos a morar juntos. E, mesmo eu já estando acostumada com essa pergunta, eu nunca sei qual resposta dar a ele. Pois essa pergunta sempre me pega de surpresa. É um impacto em meu peito, me deixando sem falas.Mas, apesar do susto, eu respondo a mesma coisa: não sei. Eu não quero dar uma resposta definitiva, nem para o lado positivo e nem para o negativo, pois isso pode criar especulações na cabeça de James, e eu não gostaria que ele sofresse e nem ficasse iludido. E também, eu realmente não sei.Steve e eu nos separamos, mas eu não sei se é para sempre. Já faz três anos que estamos separados, mas parece que a cada troca de olhar que temos, cada contato de pele, cada troca de palavras... é como se estivéssemos voltando no tempo e nos conhecendo pela primeira vez. E tudo isso gira em torno de James.As missões também nos dão caminhos para nos falarmos, nos vermos... mas James é a nossa "arma secreta". Não que estejamos usando nosso filho, mas... digamos que ele é o nosso "portal". Pois se James não existisse, Steve e eu seríamos apenas colegas de trabalho, pois a razão para estarmos SEMPRE nos falando e nos vendo, é o nosso filho.Afasto esses pensamentos de minha cabeça assim que James e eu chegamos ao apartamento de Steve. Pegamos o elevador e subimos para o seu andar.— Mamãe, posso pedir para o papai fazer uma torta alemã? — pergunta James, subindo seus olhinhos azuis para poder me ver.— Torta alemã? Você gosta? — indago, enquanto endireito sua mochila em meu ombro.— Sim, é muito bom! — responde, fazendo beicinho e assentindo com a cabeça.— Então... tudo bem. — concordo, sorrindo de sua expressão e erguendo os ombros.— Oba! E você, mamãe?— O que foi, meu amor?— Você gosta de torta alemã?
— Se eu gosto?— Aham.— Eu a-d-o-r-o! — respondo pausadamente, o fazendo rir.— Hahahahaha eu também!— Mas tem uma coisa que eu adoro mais. — falo, sorrindo e cutucando a barriga de James levemente.— O que? — pergunta James, se esquivando e rindo.— Hmmmm... essa minha bolinha de queijo aqui. — respondo, me agachando até ele e fazendo cócegas em sua barriga.— Hahahahaha para, mamãe. Para... — James ri e tenta se esquivar de mim, mas eu o prendo, fazendo mais e mais cócegas.— Tá bom, eu paro. Mas, com uma condição! — falo, ainda o segurando.— O quê?— Eu quero um beijo.— Tá. — James vem até mim e me dá um selinho.— Opa! Que beijo foi esse? Eu quero um beijo mesmo! — exijo, o puxando de volta.— Tá, mamãe. — James põe seus bracinhos em volta do meu pescoço e encosta seus lábios nos meus, num selinho de cinco ou mais segundos.— Ah... agora sim. — falo, sorrindo.— Te amo, mamãe. — diz, ainda abraçado a mim.— Também te amo, meu amor. — falo, sorrindo pela sua doçura.O elevador chega ao andar e James e eu nos dirigimos para fora, no hall, tocando a campainha de Steve. Esperamos um tempo até que ouvimos passos nos aproximando.— É o papai! — sussurra James para mim, sorrindo.— É... é o papai! — sussurro de volta, brincando com ele.— Eu vou dar um susto nele, tá? Não fala que eu tô aqui. — fala James, ainda sussurrando, se pondo ao lado da porta.— Tá. — concordo, também sussurrando.Esperamos mais um tempo, até que a porta se abre e eu me viro para Steve.— Nat?— Oi! Eu... vim falar com você.— O que foi?Faço um discreto sinal para Steve, para ele entender que eu estou acompanhada por James.— BÚ!!!!!!!!!!! — grita James, parando na frente de Steve, com os braços erguidos.— Ah... que susto! — grita Steve, pondo a mão no peito, fingindo ter se assustado para alegrar James.— Hahahaha... papai bobão. — fala James, ainda rindo.— Como é? Repete! — manda Steve, pondo as mãos na cintura.— Papai bobão! — repete James, o imitando.— Agora, você vai ver.... — Steve o pega no colo e começa a beijar sua barriga por baixo do casaco, o fazendo rir incontrolavelmente.Eu apenas assisto à cena, sorrindo. Entro no apartamento e fecho a porta, indo até o sofá e jogando a mochila de James ali. Vou até eles e começo a fazer cócegas em James também, sendo acompanhada por Steve, que vez ou outra faz troca de sorrisos e olhares comigo, fazendo minhas pernas ficarem bambas.É... realmente, James é a nossa salvação.
Notas finais
Comentem!!!!!!
Fale com o autor