Notas iniciais
Heeeey! Capítulo novinho para vocês, amores! Confesso que esse aqui me deu trabalho para fazer, hein! Tanto que ele está grande, mas espero que gostem!!! ^^ Esse capítulo é dedicado à Angel Romanogers! Esperamos que goste, riqueza! Como havia te prometido, encaixei uma coisinha aqui especialmente para você junto com a Stasha Romanogers! :3 Perdão por qualquer erro de digitação e aproveitem! :D

– Senhor? — chama Hill, entrando na sala do diretor da S.H.I.E.L.D. acompanhada por Steve e Natasha. – Aqui estão!

– Entrem! — ordena Fury, de costas para as três pessoas, fitando a Nova York pela janela de sua sala. – Podem se sentar! — diz, após alguns segundos.

– Vou deixá-los sozinhos. — fala Hill, saindo da sala e fechando a porta.

– Ér... Fury? — começa a espiã. – Sobre a missão, poderia nos dar mais detalhes? Hill apenas nos disse que será na Rússia.

– Está ansiosa para voltar para casa, agente? — pergunta o espião, se virando em fim para poder fitar tanto ela quanto Steve. – Posso apostar que sim! — afirma de forma irônica, vendo Natasha engolir seco.

– Não vejo a hora! — ironiza mais ainda a mulher.

– O que tem essa missão? — questiona Steve, querendo mudar o foco daquela ironia toda, pois ele sabia que o assunto poderia chegar num contexto que magoasse mais ainda à Natasha.

– Agentes da HYDRA. — responde Fury, sentando-se em sua cadeira e jogando um envelope sobre a mesa de vidro, vendo Natasha pegá-lo na mesma hora. – Como está seu ferimento no ombro, agente Romanoff?

– Ér... já melhorou. — responde, indiferentemente.

– Então, indo à essa missão terá a chance de se vingar de quem fez isso com você! — diz Nick, vendo os olhos da espiã brilharem.

– O que eles querem com a S.H.I.E.L.D.? — pergunta Steve, enquanto analisa a explicação da missão com o cenho franzido.

– Controle e queda. — responde Fury. – Vocês sabem, a coisa de sempre. — termina sua frase com o máximo de simplicidade usada.

– E quando partirmos? — indaga Steve, lhe devolvendo o envelope.

– Hoje mesmo. — diz Fury. – Mas... minha preocupação é outra. — faz uma pausa enquanto suspira, olhando para Natasha. – Minha preocupação é você, agente Romanoff.

– Eu? — pergunta Natasha, erguendo seus ombros. – E por quê?

– Porque você é o alvo!

– Mas... como assim eu sou o alvo?

– No dia que levou o tiro no ombro da torre de Tony, o objetivo deles era te matar.

– Mas como eles sabiam que eu estaria lá? — pergunta Natasha com um sorriso nervoso no rosto, logo depois constatando sua própria dúvida. – Eles me seguiram, não é?

– Agente...

– Eles me seguiram e ainda continuam me seguindo, não é? — ela aumenta o tom de voz ao não obter a resposta de Fury. – Me diz, Nick! James está em perigo?

– Nat, calma... — tenta Steve.

– Me responde! — ela exige, sem nem mesmo olhar e talvez perceber que Steve havia dito algo.

– Sim! — o espião se sobressalta, respirando calmamente após essa ação. – Já fez parte da HYDRA, que era uma KGB "disfarçada". Eles querem o que lhes pertence de volta.

– Eu não pertenço a eles! — rebate Natasha, indignada com aquilo.

– Não se pode intervir em mentes psicopatas, agente. — diz Nick.

– Mas se eles me querem de "volta", por que iriam me matar?

– Lema da HYDRA: se não faz parte do grupo deles, então não fará parte de nenhum outro. — fala Steve, obtendo a atenção de Natasha.

– Eu vou matar todos eles! — afirma a espiã, entredentes.

– Bom, eu peço que deixe apenas um vivo para que tenhamos o testemunho e provas para prender. — ironiza Fury. – Vocês podem ir vestir seus uniformes. O quinjet já está à espera de vocês.

– Feito! — diz Natasha, levantando-se rapidamente, com Steve ao seu alcanço.

...

Boa sorte, mãe! — a imagem do rosto de James refletia no telão que tinha no quinjet, fazendo Steve e Natasha sorrirem. – Você também, pai! Acaba com eles e cuida da mamãe!

– Ela é teimosa, mas eu vou cuidar, filho. — fala Steve, percebendo que conquistou um pequeno e rápido sorriso de Natasha.

– James? — chama a ruiva. – Eu te amo!

Eu também te amo, mãe. — diz o menino. – Volta logo para casa!

A espiã apenas sorriu e engoliu a vontade de chorar, encerrando a conexão segundos depois, e então, partindo para a Rússia junto de Steve!

_-_

– Eu não aguento mais receber ordens do Loki! — murmura o Caveira para Bucky, observando de longe o deus sentado em seu "trono", com o olhar perdido e pensativo.

– E você acha que eu estou contente com isso? — indaga Bucky.

– Temos que mudar isso! Já estamos com esse plano de pegar o garoto há meses! E nada disso acontecer!

– Eu sei, eu sei!

– Não estou satisfeito por sempre fugirmos quando os vingadores aparecerem!

– Muito menos eu! Nós temos que fazer alguma coisa!

– Mas o quê vamos fazer? Ele é um deus! Tem o cetro!

– Venha comigo. — murmura Bucky, calmamente. – Eu tive uma ideia.

Os dois aproximam-se do deus, atraindo sua atenção.

– Loki? — chama Bucky. – Precisamos de conversar!

– O que vocês querem? — pergunta o homem, com o tédio dominando seu tom de voz.

– O que queremos? — indaga o Caveira. – Queremos agir! Já estamos cansados de só combinarmos de fazer coisas, mas nunca de conseguirmos!

– Falam de James? — pergunta Loki, pondo-se de pé. – Não se preocupem, meus queridos. Em poucos...

– CHEGA! — grita Bucky. – Não toma mais decisões por aqui, Loki!

– O que...

– Acabou! — exclama o Caveira, surpreendendo-o por trás, lhe acertando um chute nas costas e logo depois lhe prendendo pelo pescoço, enquanto Bucky pega seu cetro e o aponta contra o deus.

– E agora, Loki? Quem é que manda? — indaga o soldado, junto de uma gargalhada que foi acompanhada pela do Caveira.

– Eu, meu querido. — diz o deus, rindo segundos depois enquanto fita o rosto de Bucky.

O Soldado Invernal tenta usar o cetro contra Loki, mas nada funciona ao seu favor. O Caveira apenas fita a cena à sua frente de forma curiosa e confusa, até perceber que Loki não estava mais em seus braços. E nem o cetro nas mãos de Bucky.

Passando seus olhares pelo ambiente, avistam o deus da trapaça a poucos metros de distância de ambos, com o cetro em mãos, mais poderoso do que nunca.

– Como eu dizia... — inicia Loki, se aproximando alguns centímetros dos dois, até acertar a energia de seu cetro contra Bucky, o jogando longe. – ...eu que mando! — murmura, já de frente para o Caveira, lhe pegando pelo pescoço e apertando os dedos contra sua garganta com força.

– Até quando, vocês, vermes mortais, vão me desafiar? — pergunta Loki, fitando Johann enquanto o deixa sem ar. – Não sabem que não podem contra um deus?! — grita, o jogando longe após o término de sua fala.

Johann e Bucky levantam-se ao mesmo tempo, ambos prejudicados pela ira de Loki. Bucky havia entortado parte de seu braço, e Johann ainda tossia devido à falta de ar.

Nesse mesmo momento, Sharon e Matt chegavam ao local, e conseguiram assistir tudo que havia acontecido em poucos segundos. Arfando, a loira tenta se aproximar dos dois homens que se levantavam, mas para ao notar a energia do cetro de Loki cruzar em sua frente. Ela troca olhares com Matt e então olha para o deus.

– Se um de vocês dois se quer pensarem em me trair, os exterminarei de uma vez só, vermes mortais! — ralha, vendo os olhos dos quatro se arregalarem de forma assustada.

– Loki... — tenta Sharon, mas apenas sente um aperto em seu braço, e virando o rosto pode perceber que foi um sinal de Matt lhe dizendo para ficar quieta. Ela assente e quando volta a olhar para Loki, o deus bate a ponta de baixo de seu cetro contra o chão, soltando um enorme poder da arma para o céu.

– Ajoelhem-se! — ordena, aumentando o tom de voz enquanto fita as quatros pessoas à sua frente. – Ajoelhem-se agora, mortais!

Sharon, Matt, Caveira e Bucky se entreolham e então resolvem atender ao pedido, mais precisamente, ordem, de Loki.

O deus os fita com um sorriso arrogante e perverso no rosto, abrindo seus braços.

– É assim que eu gosto! — diz, começando a andar para perto deles. – E de agora em diante, aprenderão que sou eu quem manda aqui!

_-_

Natasha e Steve seguem pilotando o quinjet para Rússia. O capitão direcionava a nave junto da mulher todo o tempo, percebendo que a espiã mantinha a mesma expressão séria no rosto desde que haviam sido de Nova York. Nesse momento, assim como nos outros, Natasha está calada e olhando pela janela enquanto dirige, até que Steve não aguenta mais e resolve perguntar:

– Até quando a gente vai ficar desse jeito?

Sem olhar para ele, ela apenas suspira e responde com outra pergunta:

– De que jeito?

– Você sabe de que jeito! — ele exclama. – Assim... sem nos falarmos!

– Tudo o que era para ser dito já foi, Steve. Agora me deixa.

O capitão balança a cabeça e não fala mais nada, resolvendo dar o tempo que Natasha precisava para poder se acalmar.

Mais horas de viagem se passam, mais precisamente umas... três horas, até os dois vingadores finalmente chegarem em Moscow. Com cuidado, ambos posam o quinjet numa parte aberta da floresta, e se preparam para sair de dentro e seguir até o local que tinham que entrar para recuperar as informações perdidas da S.H.I.E.L.D.

As portas do quinjet se abrem, e os dois pulam para fora da nave, caindo sobre a terra fofa da floresta que estava coberta pela neve, consequência do rigoroso inverno da Rússia. Cautelosamente, começam a andar pelo território, e após mais alguns quilômetros de caminhada, acabam finalmente encontrando a residência escondida que tinham que achar. Natasha olha para Steve e faz sinal para que entrassem separados. A espiã iria por trás e ele iria por cima, entrando na casa pelo telhado.

Mais tempo se passa até que os dois estão dentro da casa. Todos os cômodos estão sujos, empoeirados e com as luzes apagadas. Andando bem devagar e atenta a qualquer movimento, Natasha leva sua mão ao ouvido direito e fala com Steve pelo comunicador.

– Na sala tá tudo limpo! — afirma, olhando para os cantos e fitando a camada de poeira que tinha sobre o solo e os móveis velhos de madeira. – Quer dizer... mais ou menos. — dá de ombros.

Como assim? — pergunta o capitão, com a voz preocupada.

– Esquece! — ela anda um pouco mais. – Achou alguma coisa?

Nada! — responde. – Parece que a casa tá vazia mesmo. Eu vou subir algumas escadas que acabei de encontrar e você recupera os dados da S.H.I.E.L.D.

– Ok!

Qualquer coisa me chama!

– Tá bom, Rogers!

Natasha encerra a conversa e segue para uma porta de madeira. Ela toca na maçaneta fria e tenta abri-la, mas está trancada. Põe a mão em seu coldre e tira um pequeno grampo, o girando na fechadura, que não demora mais do que sete segundos para que se abra. A espiã sorri vitoriosa e entra na sala, observando o computador antigo que estava por cima da mesa que também era de madeira, e que tinha blocos, canetas, panfletos, calculadora... coisas típicas de escritório.

Ela vai até a janela e observa o lado de fora da casa. Nada além de neve.

Abre as gavetas da mesa e encontra contas. Bufa e volta a fechar a gaveta com força. Resolve ligar o computador, e volta a falar com Steve ao achar o que estava procurando.

– Steve! Steve, você está aí?

Estou, estou! Por que? Aconteceu alguma coisa? Você tá bem?

– Me escuta! — exclama, enquanto tira a tampa de seu pen drive para poder encaixá-lo na entrada da máquina. – Eu achei o computador com os dados.

Maravilha! Recupere o máximo que conseguir para podermos sair logo daqui!

– Acho que eu vou conseguir recuperar tudo. — diz a espiã. – O download já está em doze por cento.

Não tente obter tudo. Não sabemos se vai dar tempo, então tente recuperar até setenta por cento. Creio que nessa quantidade já esteja boa.

– Steve, não tem ninguém na casa. Relaxa!

Natasha, escuta...

– Steve, para de paranoia! Viemos aqui para isso então vamos concluir a missão.

Eu quero estar vivo, e ver você viva também para podermos concluir!

– Nós estamos vivos, Rogers! E isso não vai mudar! Ao menos, não hoje. Calma! Precisamos recuperar as informações. A HYDRA não pode tê-las.

Eu entendo isso. É o certo, mas os donos da casa podem chegar a qualquer momento. Você leu o relatório que Nick nos deu! São altamente perigosos!

– Falando assim nem parece que você é o Capitão América. Está com medo de quê?

Não tenho medo por mim, Natasha. Tenho medo por...

– Por mim, não é? — indaga a ruiva, observando o download que estava em vinte por cento. – Você não muda.

Não pode me culpar e ficar zangada comigo por eu me preocupar com você.

– Não estou! — rebate na mesma hora. – Só fico zangada pelo fato de me tratar como se eu não fosse capaz de me defender sozinha.

Eu sei que é capaz, Nat. Mas... a sua segurança é tudo para mim.

– Já entendi, Steve. — a espiã o corta de forma fria. – É melhor pararmos por aqui antes que esse blá blá blá tome um outro rumo.

Concordo! — diz ele após um suspiro, que Natasha pôde ouvir. – Me diz aonde você tá para eu poder te encontrar.

– Tô numa sala que fica no meio do corredor. A porta tá aberta.

Ok! Estou indo!

– Tá bom! — responde Romanoff, voltando a fitar o passe de dados, que estava quase no fim.

Flash back onn

– Posso te perguntar uma coisa? — indagou Steve, com a voz baixa enquanto fitava a amiga.

– Acabou de perguntar, Rogers! — brincou a ruiva, o vendo fechar os olhos e sorrir enquanto balançava a cabeça. – Ok, fala!

– Por que... está sempre tentando me arrumar encontros?

Natasha parou de sorrir e o fitou nos olhos, sentindo suas bochechas queimarem. Ergueu os ombros e respondeu:

– Não sei. — sorriu, o vendo sorrir também. – Acho que... me incomoda a ideia de te ver triste e sozinho.

– Mas, por que então não tenta arrumar alguém para você? Você também é triste e... sozinha.

– Eu sei. — abaixou a cabeça por poucos segundos. – Mas... te ver feliz vai me fazer bem, então, eu fico só sozinha! — volta a erguer seus ombros, sorrindo de forma sapeca.

– Não quero ficar com ninguém. — Steve puxa a mão de Natasha para a sua e a aperta. – Ficar com a minha baixinha marrenta já tá muito bom!

– Ai, Rogers! Para! — ela revira os olhos e ri.

– Você... — ele fez uma pausa e acaricia a mão de Natasha com seu polegar, olhando em seus olhos. – ...é a minha melhor amiga.

– Você também é o meu melhor amigo. — assume Romanoff, o vendo sorrir feito criança por conquistar essa simples "confissão" da mulher.

Flash back off

Natasha é tirada de suas afáveis lembranças com a entrada de Steve na sala que estava.

– Oi! — diz, se aproximando dela. – Tudo bem por aqui?

– Tudo! — responde, levantando seus dois ombros. – Por que não estaria?

– Ora, porque... — Steve parou de falar ao ouvir um barulho vindo de fora da casa. – Ouviu isso? — pergunta, fitando Natasha nos olhos.

– Não ouvi nada.

– Preste atenção. Tá ouvindo? Parecem passos.

– Steve, você tá maluco? Não tem nada que... hmmmmmmm... — a ruiva geme ao sentir a forte e grande mão de Rogers tampar sua boca, empurrando seu corpo para debaixo da mesa de madeira.

– Shhhh shhhhh fica quieta. — sussurra Steve para ela, tomando cuidado para não machucá-la, pois sua mão ainda cobria os lábios da ruiva.

– Me solta! — Natasha exclama, após tirar a mão de Steve de cima da sua boca. – Continuo sem ouvir... — ela parar ao perceber vozes vindo da sala. – Tô escutando agora. — sussurra, atenta a tudo.

– Fica quietinha e vamos ouvir. — diz Steve, franzindo o cenho e concentrando toda a sua atenção nas vozes que vinham da sala.

Mais uns minutos se passaram até as vozes se calarem.

– O que eles disseram? — pergunta Steve para Natasha, vendo que ela ergueu seus ombros. – Você é russa! Você pode muito bem me traduzir!

– Não disseram nada demais. — a espiã mente, pois na verdade, os homens falaram de um segundo atentado contra a Viúva Negra. – Apenas que tentarão conseguir mais dados. — Natasha coça as palmas de suas mãos.

– Você tá falando a verdade? — pergunta Steve, percebendo seu nervosismo.

– Claro que tô! Por que mentiria?

– Não sei, mas sempre que você mente você coça as mãos. — diz ele, apontando para sua ação.

– Steve, cala a boca!

– Natasha...

– Ora, ora, ora... — uma voz masculina interrompe o diálogo dos dois. – Se não é o menino América e a assassina russa. — ao ouvirem isso, Steve e Natasha se entreolham e saem debaixo da mesa.

Steve põe seu braço sobre o corpo da espiã e sai primeiro, a fazendo bufar.

– Quem é você? — pergunta o loiro, vendo o homem rir.

– Quietinho, capitão. Saber quem eu sou não irá fazer a menor diferença. — diz o homem. – Vocês dois irão morrer! — afirma, andando para o lado esquerdo, possibilitando de Steve e Natasha verem a quantidade de homens armados que tinham atrás do homem que falava antes com eles.

_-_

– É bom que agora que nos acalmamos, todos estejam aqui. — diz Loki, fitando Sharon, Matt, Bucky e Johann.

– Como assim? — pergunta a loira.

– Gostaria de dar-lhes um comunicado. — responde o deus.

– E qual é? — questiona o Soldado Invernal.

– Gostaria de lhes dizer, meus queridos, que pegaremos James Rogers amanhã mesmo!

– E como? — indaga Matt.

– No colégio.

– Mas, as pessoas vão ver. — rebate Sharon.

– É por isso que ter o deus da trapaça no controle numa hora dessas é importante, minha querida. — ironiza Loki.

– Finalmente! Tudo isso é muito bom mas quem vai fazer o sequestro? — pergunta Johann, de braços cruzados.

– Murdock. — diz Loki, apontando seu cetro para o demolidor.

– Eu?

– Há outro Murdock? — debocha o deus.

– Está certo. — concorda o rapaz. – Como eu terei que fazer?

– Preste atenção! — inicia Loki, obtendo o olhar de todos à sua volta. – Você irá...

_-_

Steve começa a lutar contra os homens, enquanto Natasha lutava contra o chefe. A ruiva lhe acerta chutes e socos o fazendo cair desmaiado no chão, partindo para outros golpes em outros homens que se aproximavam. Steve atira seu escudo nos homens armados, pegando as armas e conseguindo acertar alguns. Natasha está batendo num cara quando percebe que o download já está com cem por cento completo. Ela grita e avisa a Steve que já baixou tudo, e ele apenas diz para pegar o pen drive e ir para perto dele. A espiã assente e fez o que o capitão a ordenou. Ao acordar, o chefe da quadrilha olha ao seu redor e percebe que estava perdendo, sendo assim, pede reforço, e dessa vez aparecem uns duzentos homens armados. Natasha toca na mão de Steve com o olhar preocupado, e o capitão apenas percebe que por mais força que tinha em seus braços, não seria capaz de combater todos aqueles homens. Ainda mais armados! Sendo assim, Rogers acerta seu escudo contra a primeira fileira de homens, os derrubando no chão enquanto Natasha atira e quebra a janela, pulando para fora da casa junto de Steve.

Ambos correm para a floresta coberta de neve até chegarem ao quinjet, onde se jogam para dentro e fecham a porta, obtendo a direção da nave segundos depois.

– Você tá bem? — pergunta Steve.

– Tô! — ela responde com a respiração ainda acelerada. – Essa foi por pouco!

– Pois é! — concorda Steve, logo depois percebendo o olhar apreensivo que Natasha ainda tinha no rosto. – O que foi?

– Steve, olha! — ela aponta para cima. – Tempestade de neve! Temos que sair daqui!

Os dois aumentam a velocidade da nave e tentam sair dali o mais rápido possível, mas a tempestade os atingem e cobre o quinjet.

O capitão e a viúva decolam às cegas, não sabendo aonde estavam ou se bateriam contra uma árvore ou montanha. Uns trinta minutos se passam desde que despistaram os bandidos da HYDRA, e sentem o quinjet dar um pequeno, porém perceptível solavanco.

– O que foi isso? — pergunta Steve.

– Parece que... teremos que parar. — responde a ruiva, olhando para baixo e conseguindo ver algo que a fez sorrir. – Vamos pousar ali.

– Natasha...

– Se não pousarmos vamos acabar morrendo, Steve! — exclama, o vendo assentir.

Eles coordenam os motores do quinjet para baixo, sentindo o colidir da nave contra o solo coberto pela neve. Assim que os solavancos param, ambos se entreolham e resolvem abrir a porta do quinjet para ver aonde estavam.

– Você entrou numa caverna? — pergunta Steve.

– Foi preciso! Não tá vendo a tempestade que está aqui fora? Vamos acabar morrendo congelados! Vem! — a ruiva o puxa de volta para dentro, fechando a porta do quinjet e assoprando as mãos para aquecer-se.

– Nat? — chama Steve. – Tem uns cobertores aqui. — diz, checando o compartimento do quinjet.

– Hill ou Fury devem ter colocado, pois aqui é inverno o ano todo assim como é verõa no Rio de Janeiro.

– Toma! — ele lhe joga um cobertor, a vendo pegar e enrolar em volta do seu corpo, sentando-se no chão da aeronave.

Horas depois...

– Nat? — chama Steve, esfregando as mãos em seus musculosos braços para aquecer-se.

– O que? — pergunta a espiã, fazendo o mesmo que ele, mas ela chegava a rangir os dentes por conta do frio.

– Parece que não ligamos o aquecedor. — diz Steve, mexendo no aparelho e o ligando segundos depois.

– Eu nem sabia que isso tinha aqui. — fala a ruiva, com a voz trêmula.

– É, parece que fizeram esse quinjet justo para essa missão na Rússia. — comenta Steve, voltando a se sentar ao lado de Natasha, com poucos centímetros de distância.

Passam-se alguns minutos até Steve voltar a chamá-la, assustado com a visão à sua frente.

– Natasha?

– O que foi, Steve?

– Você tá tremendo... — comenta, a olhando com uma expressão preocupada.

– Não se preocupe com isso. — diz, após soltar um pequeno riso pelo nariz. – Eu sou russa! Acredite ou não, já enfrentei situações piores do que essa.

– Pode ser, mas parece que seu corpo já não se acostuma mais com essas temperaturas.

– Steve, eu tô bem!

– Deixa de ser teimosa!

– Me deixa quieta, Steve! — exclama Natasha, fechando os olhos e repousando a testa nos joelhos, tentando manter seu corpo aquecido.

O capitão suspira e decide parar de falar por um momento, mas não aguenta continuar naquela situação ao ver que o frio chegava a ser tanto para ela que até mesmo seus dentes batiam contra os outros.

– Vem cá! — ele se aproxima dela e a puxa para seus braços.

– Eu disse que não precisava, Steve! — Natasha tenta se afastar, mas quase não tinha forças devido ao frio, e ao sentir o calor do corpo de Steve a mantendo quente, decide ficar por ali mesmo, encostando sua cabeça no peito do capitão.

– Precisava sim! Eu não poderia deixar você morrer de frio! — diz Steve, beijando sua testa, a vendo se repreender após soltar um sorriso fechado.

Natasha aninha-se em seus braços e aproveita o calor do capitão, mas quando torna a abrir seus olhos, percebe que Steve já a observava.

– O que é? — pergunta, com um pouco de dificuldade na fala por causa do frio.

– Nada, é que... você é tão linda. — fala Steve, a vendo corar. – Eu te amo tanto.

– Steve, para. — pede Natasha, mas ele a olha nos olhos e continua.

– Eu daria tudo para voltar no tempo. O tempo que a gente era casado. Eu... eu faria tudo diferente, só para te ver feliz mais vezes.

– Pare de se culpar. Não foi só você que errou, eu também errei.

– O meu maior erro foi deixar você ir embora. Te deixar longe de mim.

– Você não podia fazer nada, Steve. As coisas... acontecem. Já era tarde demais para nós dois.

– Nunca será tarde para nos amarmos.

– Steve, pensa bem. Talvez assim seja...

– Volta para mim, Natasha.

– O quê? — indaga a ruiva, com os olhos arregalados.

– Você... é tudo para mim!

– Steve...

– Por favor, eu não aguento mais ficar sem você.

– Por que está dizendo isso? Nós... nós não damos certo juntos.

– Claro que damos! Eu te amo! Eu te amo muito! E sei que você também me ama, por mais que negue, eu sei disso!

– Ok, eu te amo, mas... — ela pare de falar e deixa uma lágrima escapar. – ...se eu tivesse ao menos uma razão para...

– Para...?

– Para acreditar que ainda podemos amar, eu...

– Você tem, Natasha! — afirma o capitão, a vendo franzir o cenho.

– Não meta James nisso.

– Não falo de James.

– Então, fala de quê? — pergunta a ruiva, notando que Steve encarava seus olhos, calado. – Me fala, Steve! Me dê uma única razão para voltarmos! Apenas uma razão para eu saber que podemos amar novamente!

– Eu te amo. — assume, quase sem voz. – Você é uma parte de mim, é a minha vida... — um segundo de silêncio se instala no local. – Você... é a minha razão!

Natasha deixa mais algumas lagrimas caírem ao ouvir as palavras de Steve, e sem perceber, o loiro vai aproximando seu rosto do dela e a beija. A espiã não recua, não morde seus lábios, não tenta se afastar. Ela apenas envolve seu pescoço com seus braços e corresponde. Corresponde assim como nunca havia correspondido antes. O beija assim como nunca havia beijado ninguém. O... o ama assim como nunca havia pensado amar uma pessoa.

Romanoff sente quando os braços de Steve seguram seu corpo com mais firmeza, o deitando sobre os grossos lençóis que haviam forrado sobre o chão do quinjet. Ela sente quando ele afaga seus cabelos e beija seu rosto. Ela sente quando... quando ele a olha, como se estivesse lhe entregando a paixão apenas por encarar no fundo de seus olhos verdes.

Steve sorri e leva seus dedos até o fecho do macacão de seu uniforme, lhe pedindo permissão com o olhar. Tal permissão que ele soube que teve ao ver Natasha sorrir. Tal permissão que ele acaba sabendo que sempre teve ao sentir as mãos da mulher tocarem nas suas, o ajudando a deslizar o fecho para baixo. Ele sorri de forma apaixonada ao fitar o corpo de sua amada. Põe as mãos em seus ombros e tira o macacão de seu corpo, a vendo arrepiar-se. O aquecimento no local já começava a fazer efeito, ainda mais com o contato de seus corpos quentes encostando-se uns nos outros. Sendo assim, Steve logo trata de tirar seu uniforme de Capitão América para poder esfregar sua pele na de Natasha, sentindo sua suavidade, seu calor, seu cheiro... tudo!

A ruiva estava prestes a matar a saudade. A enorme saudade que aumentava o buraco em seu coração todos os dias. Ao notar que Steve estava apenas de cueca, ela sorri ainda mais e o puxa para cima dela novamente. Natasha mesma o beija, deslizando as mãos pelos seus cabelos e descendo para seus ombros, logo depois arranhando suas costas ao sentir os beijos de Steve preencherem seu pescoço, descendo para o busto. Ela suspira ao perceber os dedos do capitão no fecho de seu sutiã, e mexendo seu corpo para os lados, a espiã o ajuda a soltar, vendo a peça ser jogada para o lado segundos depois. Steve envolve seus seios com as mãos e volta a beijar seu pescoço, a ouvindo gemer enquanto mantém os olhos fechados. Logo depois, o lugar que antes tinha suas mãos, tem seus lábios. Os seios de Natasha são beijados com amor, paixão e saudade, a fazendo mexer os quadris contra o corpo de Steve, demonstrando sua excitação. A viúva crava suas unhas nas costas de Rogers, tentando alcançar o máximo da longa extensão suada, arranhando a região impiedosamente.

Steve geme enquanto beija sua barriga, tirando sua calcinha no processo. Beija suas coxas enquanto retira sua cueca, subindo o rosto para o de Natasha assim que o faz. Acariciando a bochecha da espiã, ele a beija e desliza seu membro para dentro dela. Qualquer dor que ainda existia em seus corações havia acabado naquele momento. Qualquer saudade, qualquer mágoa, raiva, ódio, ciúmes... ali existia apenas o amor entre eles, o desejo, a paixão ardente que nunca havia acabado. Eles apenas haviam a congelado, a destorcido por motivos bobos, e agora, a razão, estava consertando. E a razão nada mais era do que... eles próprios.

Os movimentos de vai e vem levam tanto Natasha quanto Steve às nuvens. Foram três anos sem toques, beijos, abraços... sem nada! Apenas três anos de formalidades e brigas. Mas tudo estava acabando, ou... começando! Ou então, recomeçando. Eles não queriam pensar no que viria depois, ou no que havia acontecido até aquele momento. Só... queriam o real, e o real era maravilhoso! Era mágico, tentador e verdadeiro!

Steve segura a cintura de sua amada possessivamente, e beija seu pescoço enquanto aumenta a velocidade das estocadas, sentindo as pernas de Natasha envolverem seus quadris, e os calcanhares baterem quase no meio de suas costas. A espiã arranha seus ombros e também beija a região de seu pescoço, ao menos, até onde alcançava. Ela queria não só receber seu carinho, assim como retribui-lo.

Arfando e suando, ambos acabam caindo do paraíso do clímax e respirando compulsivamente enquanto sentem o orgasmo ainda dominar suas mentes. Steve levanta o rosto do colo de Natasha e fita seus olhos, sorrindo para ela. Ele passa a mão por sua delicada face, tirando a camada grossa de suor que ali se formou, e a beija.

– Eu te amo! — diz, ainda com seus lábios pressionados aos de Natasha.

– Você também é a minha razão. — fala a russa, o sentindo sorrir contra sua boca, logo depois beijando seu pescoço e fazendo sua excitação retornar.

Mais nada importava. Mais nada fazia sentido e mais nada iria separá-los. Eles eram suas próprias razões.

_-_

Dia seguinte...

– Tchau, querido! — despede-se Pepper assim que deixa James na escola.

– Tchau, tia Pepper! Te vejo na saída! — diz o menino, entrando no local junto de sua professora.

O resto do dia se passa tranquilamente, até que James resolve pedir à professora para ir ao banheiro.

– Claro que pode! — concorda Magali. – Quer que eu vá com você?

– Você não pode me ver pelado! — exclama James.

– Ah mas eu...

– Você é menina! — a inocência, porém verdade, na fala do garoto faz a professora sorrir.

– Ok! Você está certo, eu vou apenas... te esperar do lado de fora e se precisar de ajuda, você me chama, tá bom?

– Tá bom!

Magali pede que sua estagiária vigie as crianças enquanto leva James ao banheiro.

Os dois atravessam um corredor e meio até chegar aonde James precisava ir. Magali encosta suas costas na parede enquanto espera o menino. E em poucos segundos de distração, apenas sente uma pancada na cabeça, logo depois caindo desmaiada no chão.

– Tia Magali? — chama James, após sair do banheiro aliviado. – Tia Magali, o que foi isso? — pergunta, se referindo ao barulho que havia escutado. – Tia Magali, ainda está aí?

O menino nem tem tempo de obter uma resposta, mesmo que ela não viesse, pois apenas sente-se ser preso por braços fortes, e um pano tampar sua boca. Ele se debate por uns segundos até ficar do mesmo jeito que Magali. Inconsciente.

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A troca da olhares e sorrisos bobos faziam os corações de Natasha e Steve baterem mais rápido e mais forte dentro do peito. Alisando suas costas com as pontas dos dedos, Steve beija a testa da ruiva e pergunta:

– Tá feliz?

– Que tipo de pergunta é essa, Rogers? — indaga Natasha, com sua mão sobre o peitoral largo do capitão.

– Ué! — ele ergue os ombros. – Quero saber se tá feliz.

– Eu estou... — ela para de sorrir e levanta-se, se sentando sobre os lençóis e cobrindo seu corpo com os mesmos.

– Nat, o que foi? — pergunta Steve, a imitando.

– James! — exclama, com os olhos arregalados, olhando para Steve.

– O que tem ele?

– Aconteceu alguma coisa com meu filho!

Notas finais
Quantos reviews a gente merece depois desse capítulo com hot? Mais do que 10, né? E recomendações? Não merecemos mais nenhumazinha? ACOMPANHEM, FAVORITEM, RECOMENDEM E COMENTEM! CAPRICHEM!!!! Beijocas *.*