Just give me a reason
8 Hope is the last to die
Notas iniciais
Turbilhões de sentimentos se passam e se formam dentro dos corações apaixonados de Natasha e Steve. Todas as imagens lhe vêm na cabeça de forma perturbadora e ao mesmo tempo apaixonada.
Nem se eles quisessem, conseguiriam sair um dos braços do outro nesse momento. Depois de tanto tempo, depois de três longos e sofridos anos em que passaram separados, sem sentir o toque um do outro, beijo, abraço, olhar... eles não se separariam de jeito nenhum!
Steve segura Natasha nos braços, abraçando seu corpo, acabando com qualquer centímetro de distância que possa existir. E a mesma tem seus braços em volta do pescoço de Steve, colando ao máximo seu rosto ao dele.
Quando seus pulmões começam a reivindicar por ar, têm que se separar, infelizmente. Porém, continuam abraçados, com suas testas coladas e com as respirações ofegantes. Steve ainda abraça o corpo de Natasha, e a ruiva ainda o prende com os braços ao redor de seu pescoço.
— Nat.. — inicia Steve, com a voz doce, lhe dando um beijo na testa.
— O quê? — indaga Natasha, sentindo os lábios quentes e carinhosos lhe tocarem no topo da cabeça.
— Eu... — Steve olha para seu rosto, que ainda tem os olhos abaixados.
— Você o quê? — Natasha levanta suas íris lentamente, encontrando o mar azul que reflete nos olhos de Steve.
O loiro não aguenta. Lhe dá outro beijo. No início, a ruiva tenta se soltar, mas Steve segura seus punhos e a prende contra a parede, delicadamente, sem a machucar.
Se separam ofegantes, e ele a fita nos olhos. Direciona seus lábios ao ouvido direito da ruiva e sussurra:
— Eu te disse. Você é minha, Nat. Minha!
E então, afasta-se lentamente, pegando sua camisa no chão e saindo do apartamento de Natasha, que ainda se encontra num estado de transe devido aos lábios dos sonhos que Steve lhe proporciona a cada toque carinhoso.
A ruiva respira compulsivamente e leva as mãos aos lábios, relembrando do momento que havia acabado de acontecer. Steve e ela haviam se beijado! Ainda é difícil de crer. Depois de anos, depois daquela noite com Matt e Sharon, ela jamais poderia esperar que isso fosse acontecer, pelo menos, não tão rápido.
Natasha balança a cabeça negativamente e segue para o banho, pois o calor que toma conta do seu corpo já está começando a incomodá-la, de certo modo.
...
A ruiva liga a água do chuveiro, pondo uma de suas mãos sob as gotas frias e, logo depois, se pondo em baixo das mesmas. Sente o gelo lhe percorrer todo o corpo e fecha os olhos ao sentir as gotas lhe caindo na cabeça e escorrendo até os pés.
Mais uma vez, as lembranças são suas inimigas.
Flash Back onn
— Será que essa festa terá alguma confusão? — perguntou Natasha no banho, enquanto Steve se barbeava na pia.
— Não sei. Podemos esperar de tudo quando o assunto é Stark, né?
— Hahaha ah.. com certeza!
— E... quanto a você?
— Eu? O que tem eu?
— Não acha que cabe mais um aí não? — perguntou Steve, passando a toalha no rosto e se virando para Natasha, que estava dentro do box.
— Não sei. Que tal se... testarmos?
— Hmmmm... eu acho uma ótima ideia! — respondeu Steve, tirando sua camisa e logo depois a bermuda, abrindo a porta do box e colando seu corpo ao de Natasha, de baixo do chuveiro, selando seus lábios aos da ruiva, fazendo suas mãos passearem por todo seu corpo estrutural.
— Não tem problema se nos atrasarmos, né? — perguntou Natasha entre o beijo, já sentindo o membro de Steve em sua entrada, enquanto o loiro a apertou contra a parede de ladrilho.
— Não, claro que não! A moda hoje em dia é se atrasar. — sussurrou Steve, descendo os beijos para o pescoço de Natasha, já deslizando seu membro para dentro dela.
— Então... va-vamos... seguir a mo-modaaa, ah! — Natasha gritou e cravou suas unhas nas costas de Steve, fechando os olhos e começando a receber suas estocadas lentas, ganhando movimentos rápidos logo em seguida.
— Te amo, para sempre! — falou Steve, a segurando no colo, fazendo suas pernas ficarem uma para cada lado, descendo ainda mais os beijos, para seus seios.
— Eu também. — disse a ruiva, apertando os fios dourados de Steve, beijando o topo de sua cabeça.
Flash back off
— Oh meu pai, me dê forças. Me dê forças! — pede Natasha, começando a sentir gotas quentes rolarem pelo seu rosto, no meio das gotas frias do chuveiro. Não se pode confundir. Ela está chorando.
...
Steve entra em seu apartamento, empurrando a porta lentamente, a fazendo fechar-se sem estrondo. O loiro caminha até o quarto, em completo transe, segurando a camisa em suas mãos.
Steve senta-se em sua cama e a cena ainda lhe vem à memória.
— Olha, o que eu faço da minha vida não te interessa! Eu não te devo mais nada! Eu não sou mais nada para você, nem você para mim!
— Mentira!
— Mentira? E por quê?
— Porque você é minha! Minha e de mais ninguém!
E logo depois... o beijo.
Steve ainda consegue sentir seus braços colando o corpo de Natasha ao seu. Ainda pode sentir os braços finos e curtos da ruiva em volta do seu pescoço. Pode jurar que ainda tem os lábios quentes e macios de Natasha grudados aos seus, lhe proporcionando a calmaria perfeita.
O loiro passa seus dois dedos nos lábios, ainda sentindo o doce e delicado gosto dos lábios daquela que roubara seu coração, de forma pertinente.
— Eu não vou te perder! Você é minha! — assegura Steve para si, sorrindo ao ver a camisa, sabendo que Natasha sente tanta falta dele assim como ele sente dela.
...
— E ele fica falando o tempo todo sobre vocês. — diz Pepper para Natasha, observando James brincar com Tony de longe.
— Sobre... nós? — indaga Natasha, com certa dificuldade na fala.
— Uhum.
— E... o que ele fala sobre nós?
— Ah, ele fala o que toda criança sonha em ter. Seus pais juntos. — responde, depois de um suspiro.
— Eu gostaria muito de realizar esse sonho para ele. — comenta Natasha, com a voz embargada, dando um rápido sorriso e olhando para baixo, mexendo nas unhas disfarçadamente.
— E... o que impede de você fazer isso?
— Tudo! — responde, erguendo a cabeça para Pepper, junto com seus ombros.
— Como assim tudo?
— Ah... tudo, Pepper. Não é assim fácil, tipo... ah eu tô a fim, vou lá e faço. As coisas não são assim.
— Natasha, não estamos falando de algo em comum. Estamos falando de duas pessoas que se amam loucamente e resolvem ficar afastadas por mero... capricho! — esbraveja Potts.
— Isso não é um capricho!
— Então é o quê?
— Ér... bem... é só uma... cautela.
— Uma cautela? De quê?
— De nós mesmos, Pepper. Já sofremos muito um com o outro e, justamente por nos amarmos, é que queremos polpar um ao outro também. — responde, depois de um tempo.
— Acontece que vocês ficando separados não estão polpando ninguém! Nem você a Steve e nem ele a você. E muitos menos os dois a James!
— Tá, mas... — Natasha faz uma pausa, fechando os olhos e pendendo a cabeça para trás, inspirando o ar aberto do jardim da casa de Tony e Pepper.
— Mas o quê?
— Nos beijamos. — responde, depois de um tempo, voltando à sua pose comum.
— Como? — indaga Pepper, franzindo o cenho por causa do sol.
— É, nos beijamos.
— Ér.. e... quando?
— Hoje de manhã.
— E como foi?
— Logo depois que você e James saíram, nós... tivemos uma briga e então... nos beijamos.
— Ai, meu Deus! E aí, o que fizeram quando se separaram?
— Nada, nós só nos entreolhamos e depois... nos beijamos de novo. — responde, soltando um sorriso ao lembrar da cena.
— Awnnn
— Pepper, por favor! — pede Natasha, ainda sorrindo enquanto revira suas íris.
— Ah, o que foi?! O que você quer que eu diga?
— Que tal... um conselho?
— Um conselho?
— É.
— Você quer um conselho?
— É... — responde Natasha, sorrindo.
— Hmmmm... que tal... deixa de ser burra e recupera este homem!
— Pepper!
— Que é?
— Voc... você é louca!
— Não tanto quanto Steve é por você. — fala, fazendo Natasha encará-la com a boca entreaberta.
A ruiva pensa em responder, mas seu celular começa a tocar e ela precisa atender ao ver que é Hill.
— Alô?
— Agente Romanoff?
— Sim. Sim, Hill. O que foi?
— Fury quer falar com você. Pode vir aqui?
— Claro, claro. Eu já tô indo. É... uma missão?
— Saberá quando chegar aqui. Por favor, não demore!
— Tá. Pepper, eu preciso ir.
— Mas o que foi? — pergunta Pepper, se levantando ao ver Natasha pegando suas coisas que estão sobre a mesa.
— Provavelmente, uma missão. Ér... você pode tomar conta de James, né?
— Claro!
— Ok, obrigada. Ahn.. diga a ele que eu precisei ir logo, tá? O vejo à noite ou então amanhã.
— Tá. Depois a gente continua aquela conversa, hein! — grita Pepper ao ver Natasha correr para o portão da rua.
...
A ruiva chega à nova sede da S.H.I.E.L.D. e se dirige até a sala de Fury, encontrando com Maria no corredor.
— Por aqui, agente Romanoff. — Hill segue um outro caminho do que Natasha já havia se "acostumado".
Natasha apenas assente e segue em silêncio até a nova sala de Fury. Ao chegar em frente a sala, ouve vozes.
— Quem está aí? — pergunta Natasha para Hill.
— Apenas... entre. É importante. — Hill se afasta e volta ao seu trabalho, deixando Natasha confusa.
A ruiva dá de ombros e gira a maçaneta, entrando na sala do diretor e recebendo uma surpresa um tanto... desconfortável.
— Steve? — indaga, assim que o vê sentado em uma das cadeiras que tem em frente à mesa de Fury.
— Oi. — responde o mesmo, ainda meio tímido.
— O que tá fazendo aqui? — pergunta, enquanto se aproxima lentamente.
— O capitão Rogers veio em missão, assim como você. — Fury toma a palavra antes de Steve.
— E qual é a missão? — pergunta Natasha, agora direcionando seu olhar a Nick.
— Bem, apesar de simples, a missão é... um tanto complexa. Sente-se.
— Complexa... como? — indaga Natasha, atendendo ao pedido de Nick.
— Eu dei início à essa missão faz uns dois meses, com alguns agentes da S.H.I.E.L.D. . E ela já está para terminar, falta apenas mais uma fase.
— Que seria...? — indaga Natasha.
— O senhor Loyer, conhecido como Tyler Méier, é responsável pelos altos níveis de contrabando de armas e drogas. A festa que dará amanhã à noite, fechará um bom acordo econômico com seu antigo rival, Louis Spoladoré.
— E... se essa missão já começou, por que entraremos somente agora? — pergunta Natasha mais uma vez.
— Porque vocês ainda não são conhecidos por ele e nem pela sua amante, Desirré.
— E o que teremos que fazer? — cobra Natasha, lendo os papeis.
— Você e o capitão Rogers se passarão por um casal interessado em fechar este acordo.
— Como? — indaga Natasha, voltando com sua atenção para Fury.
— Sim. O antigo rival do Tyler, Louis, já está preso. E conseguimos fazer com que ele ligasse para Tyler e dissesse que apresentaria um novo casal ao mundo dos negócios.
— Fury, eu já entendi. Mas... precisa ser necessariamente Steve e eu?
— Romanoff, por favor! Acima de qualquer problema conjugal, quero poder acreditar que tenho profissionais.
— Fury... — tenta Steve.
— Caso contrário, a porta da rua é serventia da casa! — diz, firmemente, encarando o loiro e a ruiva.
— Tá. Tá, já entendemos. — fala Natasha, num tom de derrota.
— Ótimo! Vocês irão se hospedar neste hotel ainda esta noite. — explica Fury, entregando o cartão do hotel para Steve.
— E como agiremos na festa? — pergunta Steve.
— Isso será a critério de vocês. Só, por favor, esqueçam que são conhecidos, e sejam profissionais! — reforça Nick se pondo de pé.
— Entendido! — dizem Natasha e Steve ao mesmo tempo, imitando Fury.
— Dispensados!
...
— A mamãe promete que, assim que a missão terminar, eu vou aí te buscar, tá? — conversa Natasha com James, ao telefone.
— Tá, mamãe. E cadê o papai?
— Seu pai tá na casa dele. Ele virá me buscar e então iremos para a missão.
— Oba! Uma missão que vocês estarão juntos!
— James, filho, não crie especulações.
— Especu o quê?
— Não tenha fantasias. Será apenas trabalho. — explica Natasha, depois de um riso abafado.
— A esperança é a última que morre, mamãe.
— Ér... então, boa noite, querido. Te amo! — fala Natasha, depois de um tempo em silêncio.
— Também te amo, mãe.
— Beijos.
— Beijos. Ah, mãe!
— Fala, amor.
— Manda um beijo para o papai e fala que eu também amo ele?
— Falo. Falo, sim, querido.
— Ok! Então tchau.
— Tchau, meu piquitucho.
Natasha desliga o telefone, mas parece que a gravação da ligação ainda ecoa em sua mente, travando na frase de James, a repetindo diversas vezes: A esperança é a última que morre, mamãe.
...
Natasha e Steve já haviam chegado ao hotel em que passariam a noite, e ainda estavam desconfortáveis pelo ocorrido de mais cedo.
A ruiva decide tomar um longo, frio e relaxante banho, para tentar afastar os insistentes pensamentos relacionados a Steve.
...
Natasha sai do banheiro enrolada na toalha e caminha até a cama, pegando sua camisola que está sobre o travesseiro. Sente suas bochechas arderem de forma extremamente incômoda, ao pegar Steve apenas de cueca, enquanto o mesmo se arruma para dormir.
Respira fundo e dá continuidade ao que está fazendo.
— Será que você pode se virar? — pede Natasha para Steve, querendo se trocar.
— Natasha, fomos casados por três anos! Temos um filho! — fala, depois de uma breve gargalhada.
— E...?
— E que eu conheço o seu corpo melhor do que você mesma!
A ruiva fecha a cara e bufa, pegando sua camisola e indo para o banheiro, batendo os pés contra o chão de forma irritada.
...
Abre a porta novamente e caminha até a cama, se pondo rapidamente em baixo das cobertas, já que suas pernas estão à mostra, devido a curta camisola que, com certeza, está atraindo total atenção de Steve.
Steve a imita e se prepara para dormir, mas fita Natasha meio boquiaberto ao ver a ruiva se levantar e dividir a cama, fazendo um montinho de travesseiros. Pensa em contestar, mas resolve se calar ao ouvir um frio boa noite da ruiva. Devolve no mesmo tom e vira-se de costas, fervendo de raiva.
...
Dream onn
— Como eu senti sua falta! — diz Steve, passando suas mãos entre os cachos ruivos de Natasha.
— E eu, a sua! — fala Natasha, começando a beijar o pescoço de Steve.
— Não se afaste mais de mim.
— Não vou! — afirma Natasha, fazendo uma trilha de beijos do peito de Steve até seu membro, parando por ali, começando a lamber e a chupá-lo, de forma bem lenta e prazerosa, o fazendo delirar de tanto prazer.
— Nat, Nat.. awn.. Nat... — geme Steve, alto.
Dream off
— Nat, Nat, Nat.. — geme Steve na cama, ainda de olhos fechados, fazendo Natasha acordar e fitá-lo com os olhos arregalados.
— Tarado, depravado! — xinga Natasha, batendo no rosto de Steve com um travesseiro.
— Ai! O que que te deu? — cobra Steve assim que acorda, devido ao susto.
— Como assim o que que me deu? O que que te deu?! — cobra Natasha, ainda com o travesseiro em mãos.
— Como assim?! Foi você que me bateu!
— É, mas não fui eu que fiquei gemendo seu nome de forma explícita! — devolve Natasha, cerrando os olhos.
— Ér... eu... fiz...
— É, fez!
— Me desculpe.
— Hmmmm
— Me desculpe, eu... devia estar sonhando..
— Ah, por favor, sem detalhes. Apenas... controle suas fantasias, sim?
— Natasha...
— Obrigada e boa noite. — a ruiva se vira rapidamente e volta a dormir, deixando Steve ainda corado e nervoso com sua mania de fugir dele.
— Para de fugir de mim! — diz Steve, a puxando pelo braço, colando seu pequeno corpo ao seu.
— Ér... isso não tá dando certo. Vamos... separar as coisas. — Natasha se solta dele e faz uma nova barreira para separá-los na cama, dessa vez, com lençóis.
Steve bufa e volta a dormir. Não valerá a pena discutir com Natasha. Não desse jeito que ele está, nervoso.
...
O loiro acorda no meio da noite, se virando para o lado, sentindo seu rosto bater contra o lençol que serve de barreira. Ele solta um estalo impaciente com a boca e joga os lençós no chão, fazendo Natasha levantar na hora, enrolada nos lençóis que lhe cobrem o corpo.
— Ei, põe de volta! — manda Natasha, de pé, apontando para os lençóis que estão no chão.
— Ai, para com essa coisa ridícula! — exclama Steve, também se levantando.
— Ridícula é a sua mãe!
— Natasha!
— Sinto muito por ela. Mas... vai! Eu não mandei você jogá-los no chão. Agora, coloca de volta! — manda, apontando para a cama.
— Por quê?
— Porque eu quero!
— Mas eu não vou fazer suas vontades!
— Tá! Então, eu os boto! E você que não se atreva a jogá-los de volta no chão!
Natasha agacha-se para pegar os lençóis, mas Steve a puxa para ele, pelo braço, antes que a ruiva chegue ao chão.
— Para de tentar me afastar de você!
— Eu...
— É inútil! — afirma, a prendendo mais ainda e selando seus lábios aos dela, com toda o amor e luxúria que é possível transmitir.
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