Just freaks

1 Trato com o diabo


Pov’s 1° pessoa on:

Alemanha- 16:47 PM

Data- 15/02/1501 (XVI)

Minha respiração estava pesada, meu corpo sangrava sem parar por conta da pele ralada, feridas profundas e provavelmente algum osso partido, meus olhos embaçados de tanto chorar sem parar não apenas pela dor em meu corpo, mas também pelo desespero de tal situação. Pouco atrás de mim teria uma multidão de pessoas com tochas, correntes, pedaços de madeira, garfos (tridentes) e todo o tipo de "armas" atrás de mim.

“... Eu preciso escapar!...”.

Essa era a única coisa que eu pensava naquele momento, tentava ignorar os gritos, xingamentos e promessas de morte atrás de mim e tampar o som do choro do bebe para não perceberem que eu não estava só, quanto mais eu corria, mais eu pensava.

“... mesmo que o ser humano tenha evoluído de forma surpreendente da época da pedra ate aqui... parece que ele esta tendo conhecimento sobre tudo e ao mesmo tempo esta se tornando cada vez mais idiota...”.

“... será que eu realmente vou conseguir escapar?...”.

“... será que adianta mesmo escapar?...”.

“... por que tem que ser tudo dessa maneira?...”.

“... por quê?...”

“por quê?...”

“POR QUÊ?!...”

“POR QUÊ?!...”

“... por que esta acontecendo isso?...”.

Eu já imaginava que aquela cena poderia acontecer uma hora ou outra, porem não estava preparada, eu sabia que eu podia me defender porem estava muito desabilitada com os ataques que eles me fizeram antes com suas terapias de tortura para o meu julgamento final, e também não estava esperando que tivesse que fugir com alguém que recém do ventre.

Apos algum tempo correndo desesperada em busca de algum esconderijo, eu vou para uma parte pouco abitada daquela região, uma planície com bastante claridade impedindo que eu me esconda o que era de certa forma um enorme problema... Os gritos pararam, os únicos barulhos que eu agora escutava era o choro da criança que eu cuidava em prantos, meus batimentos cardíacos disparando rápido, minha respiração pesada... Parecia estar a salvo, mas não abaixei minha guarda, eu estava ferida e com uma criança de colo, uma presa fácil para qualquer um.

—Parece cansada... Porque corria desesperada de sua própria espécie jovem humana?- Uma voz grossa aquela planície me assustando e me fazendo virar-me rapidamente vendo uma sobra de alguém não humano, porem agindo feito um.

—Querem me matar, dizem que por conta de eu ser uma bruxa, devo morrer para não causar mais problemas... Quem esta ai?- Digo aproximando da voz com um ou dois curtos passos para manter minha segurança, mesmo sendo limitada.

—Eu quem deveria perguntar já que você esta em meu território, seria mais certo você me contar quem é...- Ele pronuncia o "Voce" como se estivesse indiretamente me apontando e julgando meus modos levantando sua cabeça que daria para perceber com seus olhos heterocromáticos nas cores amarelo e vermelho entreabertos que pareciam brilhar naquela escuridão levemente se mechendo para cima enquanto olham para baixo.

—m-me desculpe... Meu nome é- sou interrompida antes de contar meu nome.

—Srta. Weber, não é? Uma alma perdida e desesperada por ajuda eu diria... — Ele comenta me olhando da cabeça aos pés como se estivesse me interrogando

—bem, sim... - Digo abaixando minha cabeça e olhando a criança que já havia se acalmado e estava enrolada na capa em que eu utilizava junto

—Humm, tudo bem... Vou lhe ajudar... - Ele disse saindo de onde estava fazendo a luz entrar em contato consigo e fazendo-me poder vê-lo melhor, uma criatura parecida com um sátiro extremamente alto, porem tinha uma energia diferente do que os outros sátiros têm, sua pelagem negra lembrava ao carvão e tinha chifres curvos no topo de sua cabeça indo a lateral, de alguma forma ele possuia garras o que era algo extremamente anormal para uma raça como aquela, porem seus pés eram cascos como um satiro comum... Assim que eu olhei para ele e seus olhos heterocromáticos entraram em contato com os meus... Parecia que eu estava sendo encarada pelo próprio Diabo

—o-oque?...- Digo assustada recuando alguns passos e aproximando mais a criança contra meu corpo

—Venha comigo- Ele estendeu sua mão ate mim e mesmo com certo receio eu aproximei minha mão a dele para guiar-me aonde quer que seja- Me chame de Hemnor... Srta. Weber...- O mais alto começa a caminhar quase me arrastando com seus longos passos e força bruta

—pra onde... Esta me levando Sr. Hemnor?...-Digo tentando acompanhar seu ritmo com dificuldades. O de pelagem negra me segura pela cintura e me levanta a sua altura me fazendo olhar em seus olhos.

—Vou te manter a salvo sobre minha proteção, porem em troca você será a minha esposa...- eu engulo sego e começo a suar frio, penso por alguns instantes; não iria adiantar ficar no meio do mato, pois não teria recursos para eu sobreviver com uma criança tao jovem, à igreja e toda a aldeia estava atrás de mim e provavelmente de meu filho também, se eu recusasse provavelmente Hemnor iria me matar para manter sua segurança naquele local, eu estava incapacitada de deixar meu filho vivo naquele momento por conta de estar gravemente ferida e fraca, não poderia nem me defender... Não teria outra escolha...

—... C-certo... Eu... Aceito ser a sua esposa- Digo aquelas palavras com meus olhos marejados, pois aquilo significaria minha liberdade sendo jogada fora, nesse instante sinto meu corpo pesar e minha visão ficar embaçada, minha cabeça parece estar rodando e logo minha visão escurece sendo a pequena criança que eu abraçava a ultima coisa que eu pude sentir e a alta criatura que me carregava em seus braços a ultima coisa que eu pude ver...

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.