Just a give a reason

4 Quando desculpas não são mais suficientes


Notas iniciais
Olá!! Eu simplesmente tive que terminar o capítulo depois de duas MARAVILHOSAS recomendações!! Como eu amo vocês!! Bem, aqui temos um pouquinnho a mais de drama. Muitos sentimentos revoltos e confusos. E uma pitadinha de Honumi porque não sou de ferro! Obrigada queridas!! kisskiss

Parte IV – Quando desculpas não são mais suficientes

Lin estava satisfeita nos próximos dois dias, nem sinal de Tenzin, bem provável que tivesse ido embora com a esposa ou que tivesse simplesmente ignorando sua presença na mesma ilha. Que assim fosse, não precisava dele. Nem ela, nem sua pequena. Olhou Shen brincando no chão com alguns cubos e sorriu. Bateu o pé no chão criando uma pequena vibração e viu que ela virou o rosto em sua direção com uma risada gostosa. Shen era só dela. Tenzin teria provavelmente uma penca de airbenders com a parideira que escolheu, porque um tipinho feito Pema só servia para arrumar casa e ter bebês.

Tentou tirar aqueles pensamentos ruins da cabeça. Não foi Pema quem lhe tirou Tenzin, ele foi embora por livre e espontânea vontade. Ela só apareceu no momento exato quando tudo estava ruindo. E cada vez que pensava naquele relacionamento Lin via quantas e quantas falhas havia nele. Antes de terminar eles já estavam muito mais quebrados do que dava para consertar, mas isso não fazia doer menos.

Quando estava prestes a começar a brincar com a filha viu uma das criadas entrar correndo ofegante deixando-a de sobreaviso.

– Tem um navio da nação do fogo se aproximando pela rota particular.

Lin arqueou as sobrancelhas e pensou. Honora não havia dito que viria também, na verdade, ela disse estar ocupada demais para ter tempo de férias. Sabia que Zuko e Mai estava numa conferência entre Nações... Hum... Usando a rota particular... Só podia ser uma pessoa. A Beifong levantou-se e pegou a filha num braço descendo em direção a praia em poucos minutos o pequeno barco com a bandeira da Nação do fogo estava parando alguns metros distante da areia seca e dele surgiu um oficial de vermelho que saltou molhando as botas de couro na água do mar enquanto vinha em sua direção.

– Yahoo... Bumi chegou!!

– Tio Bumi?

Shen que estava escorada no peito da mãe ergueu a cabeça tentando localizar pelo ouvido de onde veio a voz e depois se fez ser colocada no chão para ir correndo mais ou menos na direção dele. A areia não deixava que o senso sísmico fosse perfeito. O comandante riu vendo a pequena desviar do curso e a tirou do chão.

– Linlin e a pequena Beifong! Mas eu tenho muita sorte mesmo! – disse caminhando em direção a mulher com a pequena que lhe abraçava –

Lin rolou os olhos verdes e sorriu.

– Eu sabia que só você seria atrevido suficiente para entrar na rota exclusiva da família real. Como vai, Bumi?

– Ah, eu vou indo... Cada dia num lugar... Mas e aí? Sério mesmo que tirou férias?

– É o que parece, não? – ironizou e viu que ele fez uma careta –

Bumi fez um bico enorme e olhou para Shen como se ela pudesse vê-lo.

– Viu como sua mãe trata o tio mal, pequena? Eu acho que vou precisar de um abraço e um beijo para ficar melhor.

Lin rolou os olhos vendo que a filha ria e dava o tal abraço e beijo em Bumi que gargalhou. Até que o comandante se dava bem com crianças. Ele colocou a pequena no chão que segurou na calça bege que ele usava para se orientar.

– Nem um beijinho, Linlin?

– Saí dessa, idiota! – rolou os olhos e girou sobre os calcanhares – Mas então, o que faz aqui? Soube que estava em Capital City.

– Eu estava... – suspirou puxando a brisa do mar – Mas você sabe que eu nunca fico muito tempo num lugar só... E também... Eu não queria ficar lá vendo Honora fingindo ter a família perfeita. É degradante. Aquele marido dela é um nobre esnobe e idiota que não presta pra nada... A não ser sair bem nas fotos... E o garoto dela é legal... – parou pensando no menino – Enfim, eu não gosto do Zhao e dei o fora antes de quebrar aquela cara sebosa dele.

A mulher só meneou com a cabeça. Bumi e Honora eram outros com uma história complicada. Olhou para trás e se perguntou se ele realmente nem desconfiava que o garoto de Honora, como ele se referia a Iroh II, era filho dele. Não precisava ser muito esperto para saber, mas talvez fosse exatamente isso, Bumi não queria saber.

– Bem... Honora se casou com ele porque você não quis se casar com ela. – disse tranquilamente –

– Ahhh Linlin... Você também não, okay? Já ouvi esse discurso da mãe, da Kya, do Tenzin... Eu entendi, okay? A culpa daquela droga de casamento da Honora é minha, mas eu realmente queria entender casar com aquela coisa. Inferno... Ela é a Firelady, podia escolher qualquer um e ficou com aquilo... Eu só ouço dela e da Kya que ela precisava casar! Precisava o Caralho! Dúvido que o Zuko não segurava as pontas mais uns anos até ela se acertar.

A beifong parou e olhou para trás, diretamente a Bumi, no fundo dos olhos, ele realmente não fazia a melhor ideia. Chacoalhou a cabeça.

– Se está tão incomodado, faça algo a respeito. – se limitou a dizer e viu que ele abriu e fechou a boca algumas vezes antes de ficar quieto –

Entraram na casa e logo a menina se distraiu fazendo alguma coisa e a dupla ficou conversando. E dessa vez Honora estava fora de pauta.

– O queee?? Tenzin está aqui e viu a Shen?? – olhou para garotinha e baixou o tom – Então ele sabe? Finalmente contou a ele?

– Claro que não, Tenzin continua tão no escuro quanto sempre esteve e pretendo que continue assim. – falou calmamente sendo encarada analiticamente pelo comandante –

– Você sabe o que eu acho disso, Lin! – ele raramente a chamava pelo nome sem apelido, o que queria dizer que era sério – Realmente te vale a pena essa vingancinha? Tudo o que o Tenzin quis na vida dele foi um filho seu...

– Pode ir parando ai, Bumi! Não vou discutir com você novamente. – o encarou – Seu irmão quer airbenders, eu nem sei se posso gerar um. É melhor ele ficar com a mulherzinha dele que vai parir um monte deles. Minha filha é minha, não é vingança, ela só não é do interesse dele.

O homem levantou exasperado. Lin era dura como as rochas ou metal que dobrava. Se não fosse tão orgulhosa poderia ter tido o irmão de volta, se tivesse sido menos intransigente poderia tê-lo tido de volta, mas ela preferia sofrer sozinha e investir naquela vingança. Porque ocultar um filho de um homem que tudo o que mais quis na vida é ser pai era vingança.

A família do Avatar Aang era realmente desajustada.

A irmã mais nova quando finalmente se encontrou na vida acabou viúva, Tenzin perdeu a mulher da vida dele porque ela não queria lhe dar os tão esperados airbenders e ele... Bem... Ele tinha escolhido deixar tudo para trás por medo e agora estava lá tendo que assistir sua garota naquela vida rídicula de aparências.

– Você... Você é demais para mim, Lin! Eu não vou falar mais nada! Eu só acho que devia pensar mais na coisinha ali, ela vai te fazer perguntas um dia. – disse apontando –

– De Shen cuido eu, Bumi. – olhou a filha – E você deveria ouvir seus próprios conselhos e fazer algo a respeito.

– Não é tão simples, okay? Olha... Vamos fazer assim, eu não opino nos seus problemas e você não opina nos meus. Eu tô a fim de relaxar.

– Vai ficar alguns dias aqui em Ember? – disse enquanto entravam –

– Se não me chutar, sim... relaxar, dar uma olhada nas garotas bonitas, e depois voltar a Capital City, Zuko me ofereceu um cargo de chefe da segurança da cidade...

– E vai aceitar? Digo... você gosta tanto da vida em campanha...

– Eu não sei Lin... – a voz do comandante agora era profunda — Eu já estou afastado de campanhas a algum tempo, eu praticamente já passei efetivamente o controle da minha tropa... Só que ficar em Capital City significa estar sempre em contato com Honora... E eu não sei se estou preparado para isso.

Entraram na casa e Bumi se jogou no sofá e shen veio escalando e subindo sentando sobre o peito do comandante que fez um afago nos cabelos dela. Lin sentou-se numa das poltronas fitando a cena e suspirou.

– Mas a segurança de Capital City está ligada a segurança do palácio, se Zuko está lhe pedindo, deve estar preocupado com a segurança de Honora... Você sabe... desde que ela concordou com a nacionalidade única para todas as nações que os grupos extremistas estão a toda...

– Sei disso, Lin... – disse deixando a menina brincar com suas mãos grandes – Eu estou ciente das movimentações, essa questão da nacionalidade única ainda vai dar muita confusão... Por isso estou cogitando aceitar, eu sei que posso garantir a segurança dela, mas... mas aquele marido dela não me desce! E ter que aturar aquele seboso está além da minha paciência...

– Bem, se algo acontecer vai se sentir culpado, pode cuidar de tudo no escritório da cidade... E eu não sei, talvez vocês possam tentar ser amigos...

Bumi virou o rosto a Lin e ergueu uma das sobrancelhas espessas numa expressão incrédula.

– Oh claro, ser amigo da única mulher que amei na vida, okay Lin, totalmente possível. Não quero ser amigo da Hon! Não quero vê-la naquela droga de casamento! Não me importo com o quantos erros cometi, se ela me aceitasse hoje, eu chutaria aquele seboso do palácio e faria dela uma mulher feliz.

– Bem Bumi, eu não posso falar por Honora, você sabe o que fazer ou não...

O militar ficou calado algum tempo e depois se levantou com a sobrinha no colo.

– Vamos dar um passeio na cidade, Linlin!

– O que?? Não, não... Você não vai a lugar nenhum com a minha filha!

– Hey! Me dê um voto de confiança, eu e coisinha vamos lanchar na cidade! Você quer lanchar com o tio, Bumi, não quer? – disse olhando para ela e a viu sorrir concordando – Viu? Ela quer ir comigo! Então ou vem com a gente ou manda uma dessas criadas junto se não confia no comandante!

Lin rolou os olhos e ponderou, ele iria de qualquer maneira e agora Shen também ia querer. Espíritos! Era melhor ir com ele e ter certeza de que não entupiria a pequena com tranqueiras.

– Okay, me dê um momento.

O comandante sorriu e piscou para lin enquanto saia conversando com a sobrinha.

***

Tenzin estava na cidade, procurando algum presente para levar a pequena menina e também talvez algo doce a Lin, para deixa-la mais tranquila. Havia uma pequena feira com muitos tipos de coisas artesanais. Era final de tarde e logo seria hora do jantar, um bom horário para tentar conversar civilizadamente com Lin.

Acabou de pagar por uma compota de doce de pêssegos da lua que lembrava que a Beifong gostava quando a gargalhada do irmão ecoou em seus ouvidos carregada pelo vento. Estranhou, soubera que ele estava na Nação do Fogo. Virou o pescoço em busca do homem por trás da voz grossa na multidão de pessoas quando finalmente o encontrou ficou sem reação.

Alguns metros distante dele estava o irmão mais velho com shen em um braço e Lin no outro andando pela feira como se fossem uma família feliz. O sangue do monge ferveu naquele instante, já estava ciente de que ele sabia de tudo, mas.... mas aquela cena o desestruturou. Lin e Bumi tinham uma rixa terrível, mas mesmo assim ele estava acompanhando as duas.

Por que Lin fazia essas coisas? Teve que segurar fundo o ar buscando paz para não terminar fazendo uma cena ali. Seguiu o trio com os olhos, aparentemente eles estavam saindo para comer, apertou a sacola numa das mãos e pensou em ir embora, mas não o faria, Lin e a pequena eram a família dele! Não ia perder mais nada além de tudo o que já tinha perdido.

Caminhou a passos firmes e os alcançou quando ocuparam uma mesa.

– Boa noite!

A voz do monge reverberou fazendo os três o fitarem.

Os grandes jades da Beifong o fitaram com desprezo e frieza.

As safiras do irmão foram da surpresa a um sorriso.

E os pequenos e leitosos de Shen, mesmo sem enxergar eram apenas de uma confusão, ela provavelmente estava tentando ter certeza de que era ele.

– Maninho! Que mundo pequeno! – o comandante sabia que Lin estaria as beiras de uma crise, mas tentaria levar tudo na tranquilidade, se ergueu com toda altura e abraçou Tenzin – Onde está, Pema? – disse olhando para os lados –

– Voltou a Republic City. – disse um pouco travado ainda preso no abraço dele que se apertou mais até que correspondesse – Não estava na capital da Nação do Fogo?

– Pois é, mas resolvi pegar meu barco e dar uma volta, pensar na vida... Mas de volta a cidade? Não me diga que brigaram?

– Sim, Bumi, brigamos, mas não quero falar disso agora... – disse olhando para Lin – Boa noite...

A mulher Bufou e arqueou as sobrancelhas em claro desdém pela sua cortesia, tentou suprimir sua irritação com esse comportamento dela. Abaixou-se na cadeira em que Shen foi colocada e acariciou seus cabelos finos.

– Olá, princesa da Terra, veio lanchar na cidade?

– Hunru... – ela balançou a cabeça – Twinkle-toes?

O monge só sorriu e o irmão piscou algumas vezes tendo certeza de que ouviu do que a pequena chamou o irmão. Ele notou também que a mãe dela estava prestes a sair da mesa e fez um sinal com a cabeça, não havia motivo para tanto. A contra gosto, ela permaneceu.

– Senta e come com a gente, Tenzin, deve ter algo sem carne aqui em algum lugar...

O abade retirou da sacola um brinquedo que fazia barulho entregando a menina que sorriu e agradeceu. Ela era tão linda... Ainda não sabia bem o que sentir, mas com certeza era amor em sua forma mais pura. Aquela pequena era tudo o que ele sempre sonhou. Deu um beijo na testa dela e sentou-se numa das cadeiras, a irritação da earthbender já o estava irritando.

Não haveria conversa civilizada, eles provavelmente acabariam brigando.

***

Após um jantar onde a mulher mal abriu a boca o grupo seguia de volta a casa de Ember quando Lin pediu a Bumi que levasse Shen para dormir, a menina já cochilava em seus braços, enquanto ficavam a meio caminho da casa. O militar temeu deixar os dois sozinhos, mas sabia que eles teriam de se enfrentar.

– Tente não fazer disso mais difícil, Lin. – disse baixinho a ela enquanto pegava a menina de seus braços –

A beifong esperou ele estar longe o suficiente para encarar o monge.

– Que parte do: Dê o fora da minha vida, você ainda não entendeu?

– Não vou a lugar nenhum, Lin, principalmente agora que sei que Shen é mi... nossa filha. – disse num tom comedido evitando uma discussão –

– O que? – a mulher arregalou os olhos – Do que raios está falando?

– Não precisa se dar ao trabalho de fingir, eu sei que Shen é minha filha... E não foi ninguém quem disse, descobri sozinho! – antes que lin abrisse a boca continou – Pode negar o quanto quiser, eu sei a verdade, poupe a si própria de mentiras. A questão agora é que eu não vou ficar longe. Nossos problemas são de adultos e Shen merece um pai que a ame e cuide dela.

A dobradora respirou fundo.

– Tenzin, volte para cidade, vá atrás da sua mulher antes que seja tarde, nada mais aqui lhe interessa. Nos esqueça!

– Com Pema eu lido depois!! – disse firme – Pare de agir como criança, Lin, eu sei o quanto te machuquei e só os espíritos sabem o quanto lamento por isso. Mas você sabe tanto quanto eu que as coisas não foram tão simples assim! Eu errei sim e assumo a culpa, mas você também foi inflexível. Nosso relacionamento já não ia bem a tempos... Foi uma situação onde tudo convergiu de uma única vez!

O sangue da mulher ferveu nas veias.

– Com Pema lida depois? Com você é sempre assim... Desde que não seja mais do seu interesse a página vira! E as promessas que fez a essa mulher, Tenzin? Honre com elas!! Faça tudo o que não fez comigo! Haja como deve dessa vez!!

– JÁ CHEGA!! – disse alto apesar de não gostar de gritar e encarou bem a Beifong voltando a baixar o tom, mas com tom ainda firme – Pare de agir como se só você tivesse sofrido, como se não tivesse tido culpa nenhuma!! Não desqualifico seu sofrimento e nem nego que minhas palavras pereceram, mas pare de falar como se eu também não tivesse sido afetado!! Entenda Lin, o peso de um povo inteiro sobre minhas costas! Foi um momento difícil, eu não sabia se algum dia ia querer ter filhos comigo! Mas isso não quer dizer que eu lhe troquei pela primeira que pudesse me dar uma criança, tanto é que ainda não tive filhos... – suspirou, aquilo não ajudava muito, não quis dar tempo a ela e agora... enfim — Lin, olhe para mim! Não foi falta de amor! Tentei esperar! Você viu que tentei, mas chegou num ponto que eu não sabia mais o que esperar! Essa mágoa toda que tem de mim não vai ajudá-la em nada, mas se quer me odiar, o faça! Mas não tire o direito daquela pequena em ter uma família... Nossos erros não podem afetá-la! Seja racional somente nisso!

As palavras dele bateram pesadas em Lin, havia muita verdade ali, mas o orgulho da Beifong era do tamanho de uma montanha.

– Eu... Eu não posso lidar com você! Vai ser torturante! Não merece ter mais nada além de tudo o que já tem!

O monge deu um passo mesmo correndo o risco de levar um tapa ou uma pedrada.

– Só vai ser uma tortura se continuar com toda essa mágoa... Eu lamento muito ter te partido o coração dessa maneira, mas eu não tenho tanto assim para você ficar achando que saiu só prejudicada. Lin... – chamou por ela ameno – Todas as desculpas do mundo não serão o suficiente, mas mais uma vez eu te peço perdão. Pelo coração partido, por não ter conseguido confiar e te dar mais algum tempo, por não ter te ouvido quando quis me dizer... – tocou o rosto dela de leve — Meu coração também se partiu, a gente era tão próximo que eu acho compartilhávamos um só coração... Nunca vou ter desculpas o suficiente, mas tente pela Shen, pela filha que você ama. Você não estará dando algo a mim, mas ela. Todo esse rancor envenena você, Lin... Se dê uma chance de viver sem esse peso.

– Tenzin... Eu não posso, não dá! Para você é fácil...

– Não, não é fácil! – a segurou pelo rosto – Não é fácil, Lin, pare de se machucar pensando assim. Meu amor por você não foi mentira, minhas palavras foram soltas, infelizmente... Mas não houve um momento de mentira. Eu só quero fazer parte da vida dessa criança, não precisa ficar perto se isso te machucar tanto, só que eu gostaria de compartilhar isso com você. Não sei o que vai ser de nós a partir de agora... Mas faça isso por ela, não pense em mim, ou em qualquer beneficio que eu teria... isso não me interessa, somente o bem estar dela deve nos interessar agora.

Lin queria gritar e se afstar, nunca mais ter Tenzin por perto, mas sabia que não podia negar isso a ele agora que sabia. A vida parecia mesmo querer tirar uma com ela sempre que possível.

– Eu não vou te impedir de nada, mas tenha em mente o quanto eu te odeio Tenzin, e o quanto eu amaldiçoo cada droga de momento da minha vida que tive ao seu lado. Shen é uma excessão porque como disse, ela não tem nada a ver com nossos problemas, mas você... Oh espíritos... eu desejo que um dia você ame alguém tanto e essa pessoa despedace seu coração em tantos pedaços que não consiga nem pensar em juntar. Que doa tanto que não saiba se vai conseguir sair da cama. E que veja essa pessoa tendo toda a felicidade que não teve com você e que isso machuque todo dia, toda hora até quase enlouquece-lo.

Dito isso, virou as costas para ir para casa com o coração doendo novamente.

Mal sabia ela que ele já estava com tanta dor e remorso só por vê-la assim, realmente, deveria haver algo muito errado com ele. Todos esperavam coisas... E não conseguiu corresponder a ninguém.

– Eu ainda te amo, Lin... – disse para o vento, mas isso não importava, porque ela estava sofrendo –

Continua...

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.