Just a Hufflepuff
13 13:Liv
Notas iniciais
A porta da enfermaria se abriu e Liv saiu por ela, ela parecia melhor do que nunca.
— B!— Liv me abraçou assim que me viu. —você venho.
—é obvio que vim!— sorri. — eu senti tanto a sua falta.
— eu também.
Tomamos o caminho do salão principal.
—eu devo ter perdido tanta matéria! — Liv falou preocupada.
—você recupera.
Caminhamos em silêncio por um tempo.
—Lily se lembrou de algo.— comentei
Parei de andar e conferi se não tinha ninguém por perto.
—de quando ela foi atacada.
—o que ela lembrou?
—de um anel verde.
—eu não me lembro de nada. —Liv balançou a cabeça. —sempre que eu tento eu só enxergo um borrão.
Hesitei um pouco, deveria falar sobre o anel que achei?
—Liv, no dia em que você foi atacada eu encontrei um anel no corujal e...
—o mesmo que Lily lembrou?
— acho que sim.
—o que Dumbledore disse quando viu o anel?
Voltei a andar.
—nada, porque esse anel ainda tá comigo, ninguém sabe dele além de você.
—Lyn, você tem que entregar para os professores!— Liv me seguiu
Não respondi.
—porque você não entregou ainda? O que você tá escondendo?
Os olhos castanhos de Liv me penetravam.
— Lyn?
—porque com o anel seria fácil identificar o culpado.
— e é isso que queremos né?
—é que... — respirei fundo—eu acho que foi o Regulus!
—wow. — Liv me puxou pelo braço me fazendo parar de andar. —porque você acha que foi ele?
—é que no dia em que Lily foi atacada eu o vi e ele parecia estranho.
Liv riu sem graça
—desculpa Lyn, mas seu irmão é estranho, sempre foi.
—Liv!
—Lyn, olha, eu sei que isso é difícil, mas se foi ele ou não, temos que entregar o anel, e você sabe disso!— Liv me encarou. —por favor, vamos entregar o anel! Eu invento uma história, ninguém vai saber que você o achou há muito tempo.
Assenti, eu tinha que fazer o certo.
—tá, tá bom, eu vou busca-lo e nos encontramos na sala da McGonagall.
—não, vamos direto a Dumbledore, e vamos juntas buscar o anel, não quero ficar andando sozinha por ai.
—tá, vamos.
E seguimos para a Lufa-lufa.
(...)
— me espera aqui, eu volto logo.
Falei pra Liv me esperar na cozinha (porque ela se recusou a ficar sozinha) e corri pra Lufa-lufa, muitos alunos do sexto ano estavam no salão comunal, uns estudando, outros conversando.
Subi pro meu quarto, que estava vazio, e fui até o armário, não precisei procurar muito para achar o que estava procurando.
(...)
—pegou?— Liv me perguntou quando eu apareci na cozinha.
—tá aqui. —abri a mão para que ela visse. —vamos.
Seguimos para a sala do diretor, eu sabia onde era, apesar de nunca ter ido lá.
—e agora?— Liv perguntou quando paramos em frente à gárgula que guardava a sala de Dumbledore. —qual é a senha?
—eu esperava que você soubesse.
Mas não precisamos pensar muito, porque a gárgula se abriu e a professora Minerva passou por ela.
—-senhoritas? —ela ergueu a sobrancelha ao nos ver.
—professora, temos que falar com o diretor—Liv se apressou em dizer. —é sobre os ataques.
–—se lembrou de algo?
Liv me olhou.
—quase isso.
(...)
—Dumbledore, Olivia e Lynx desejam falar com o senhor. — McGonagall falou para o Dumbledore assim que entramos em sua sala.
—sentem-se, senhoritas.
Sentamo-nos de frente para o diretor, ele sorria.
—fico feliz que esteja bem, Olivia.
—obrigada, diretor!- Liv me olhou. —viemos aqui porque assim que eu sai da enfermaria quis ir até o corujal, pra ver se lembrava de algo.
—e lembrou?- foi McGonagall que perguntou.
—não, mas encontramos isso.
Coloquei o anel em cima da mesa.
McGonagall arfou e se aproximou da mesa.
— será que é o anel que Lily se lembrou? —ela olhou para Dumbledore.
O diretor nos observava atentamente por cima dos óculos meia-lua.
—bem, estou impressionada que vocês acharam o anel, porque todos os professores se reuniram para vistoriar o corujal e não achamos nada. —Minerva nos olhou.
—vai ver tinha gente demais procurando. — dei de ombros.
—é talvez. — Liv se levantou. —podemos ir, diretor?
—é claro! — Dumbledore assentiu.
Saímos o mais rápido possível dali.
(...)
Depois que saímos da sala do diretor, Liv insistiu que queria assistir as aulas, nós não tivemos aulas juntas, então só nos vimos no almoço.
O dia passou rápido e logo já era de noite e eu estava indo jantar quando esbarrei com Ed em um corredor vazio.
— Lynx. — ele me olhou sério. —podemos conversar?
—o que você quer? — falei séria.
—eu só quero ti lembrar que estamos noivos e que eu vi você e seu amiguinho lufano se beijando.
— você e eu não estamos noivos e quem eu beijo ou deixo de beijar é problema meu. —retruquei.
—quanta audácia! —- Ed me empurrou contra a parede e segurou meus braços com força. — se fossemos casados seria punida severamente. —- ele soltou meus braços e passou a mão no meu rosto. —-seria uma pena machucar esse rostinho lindo.
—tira suas mãos sujas de mim! —o empurrei pra longe. — você não pense em tocar um dedo em mim! Eu acabo com você antes que o faça!
Sai dali rapidamente, mas quando virei no corredor, pude ouvi-lo gritar:
—é melhor que comece a me tratar melhor, será pior pra você quando nos casarmos!
(...)
—ele fez o que?- Sam se levantou. —eu vou acabar com aquele garoto!
—Sam, para!
Encolhi-me na poltrona, Sam percebeu que tinha algo errado no momento que eu entrei no salão e não parou de insistir até que eu falasse o que aconteceu, mas claro que só fiz no salão comunal da Lufa-lufa e quando não tinha mais ninguém lá.
— você prometeu que não faria nada de estupido! — falei.
—tá, eu prometi, mas...
—ta tudo bem, agora, tá legal?
Sam se sentou no braço da poltrona e me abraçou.
—desculpa, mas só de pensar no O'connel te tocando!
O abracei também, era tão bom estar perto de Sam, era como se nada mais importasse, eu juro que poderia ficar ali pra sempre.
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