Just This Bad Boy
19 Desabando em lágrimas.
Notas iniciais
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Vilu’s POV/on
Vilu’s POV/on
Passou-se um tempo desde a última vez que tinha o visto. E para ser sincera não sentia um pingo de saudade, sabia que deveria estar bem acompanhado. É como diz o velho ditado “Um homem quando está excitado diz que te ama várias vezes, por força do hábito.” E foi o que ele fez, eu deveria saber, estava tudo perfeito de mais pra dar certo. Por isso tomei um pensamento pra seguir minha vida<—>É PRECISO PENSAR PARA ACERTAR, CALAR PARA RESISTIR E AGIR PARA VENCER!!!
Eu sei, ainda não estou totalmente recuperada da imbecilidade que eu fiz... CAÍ DA ESCADA, dã tabacuda! Mas tudo bem, pelo menos ELE se sente culpado por isso, pelo menos é o que ELE vive dizendo por ai. Bom, já está chegando a hora de eu continuar minha vida, e a propósito acompanhada:
– Maxizito, me leva pra facu? Hoje me deu vontade de assistir aula. – Eu falei tentando fazer uma voz de inocente que estava mais parecendo voz de puta.
– Maxi... O que? E... Te levar pra onde? – Ele falou fazendo uma cara de interrogação tão fofa.
– Ué, você vive reclamando porque eu te chamo de Maxizinho agora vou te chamar de Maxizito, e é eu já estou cansada de ficar em casa sem fazer nada, e você sabe que eu não consigo ficar sem nada por muito tempo, não sabe? – Respondi tentando convencê-lo.
– A senhorita por um acaso já falou com seu irmão?
– Eu não preciso de permissão! – Falei indignada com aquele comentário.
– Ta bom, ta bom eu sempre tive que escolher a quem obedecer mesmo, né.
– E o melhor é que você sempre ME obedece, e é por isso que eu te amo! – Depois que eu falei essa ultima frase pude perceber um olhar diferente do Maxi pairar sobre mim, o que me fez acordar e ver a merda que eu acabara de falar. – Bom é... Eu vou subir e me arrumar ta? Já volto.
Subi as escadas meio que correndo, hoje eu havia acordado com a leve impressão de que meu dia seria cheio de surpresas. Chegando ao meu quarto peguei meu shortinho curto, não era um BC mais era curto, uma blusinha azul céu de tecido e alças bem fininhas, já que estava o maior calor, pelo menos o meu corpo estava quente. Peguei meu material e desci as escadas para encontrar um Maxi vestindo uma camisa social rosa:
– Roupa social perto de mim é sacanagem, Maxizito!
–Ah é Vilu? Por que? – Ele falou com cara de “eu sei que estou gostoso”
– Você sabe que eu tenho tara por homem de roupa social! – Falei chegando bem perto da boca dele.
– E... E... Eu... S... Sei é... Erhm..? – Ele gaguejava mais que um gago de nascença
– Aham – O olhei nos olhos que ao encostar nossos lábios falei:
– Agora vamos que eu estou ansiosa para aprender coisas novas! – E saí saltitante e rindo. Daqui pra frente seria assim, por causa do erro de um homem todos iriam ter que me pagar, não importa quem.
Chegamos à universidade onde eu faço Administração, e pude sentir, mesmo sem olhar de lado, todos os olhares voltarem-se em minha direção, e vou confessar que adorei poder esfregar na cara de todos que estou melhor do que antes, principalmente na cara da pessoa que estava vindo em minha direção:
– Oi Violetta, já vi que você está ótima, pronta pra outra, não acha? – Aquela voz irritante da Lara chegou aos meus ouvidos me provocando náuseas.
– Não Lara, não acho que estou pronta pra outra, mas quem sabe pronta para uma revanche! – Falei em tom desafiador, pois sabia que ela não entenderia do que eu estava falando.
– Como assim revanche? Olha se você acha que eu ainda estou com o seu namo...
– Ex-namorado oh coisa lenta! – A interrompi, para corrigi-la
– Ta bom, que seja, se você acha que eu ainda estou ameaçando seu ex-namorado, quero que você saiba que eu...
– Não me interessa o que você faz ou deixa de fazer com o Léon, isso é entre vocês, agora da licença porque que eu saiba nessa universidade dão aulas para adolescentes, não para animais como você e seu macho! – Falei em tom superior já que sabia que todos ao nosso redor estavam olhando, e não me importava em que todos soubessem que fui traída afinal eu seria a vítima.
– Como assim meu macho? — Ela fez cara de interrogação, além de safada é lenta, aff! — Ué, você é a galinha fêmea e ele é o... Deixe-me ver, ah sei lá tenho pena do animal que for comparado a ele, mas como toda rapariga tem um macho, o seu é o Léon! — Que maravilha ao terminar minha frase, adivinhem quem apareceu??? O Léon! Não poderia ficar melhor.
– O que está acontecendo aqui... Vilu? Você... Você veio?- Ele falou e pude ver uma certa alegria em seu olhar, o que me fez pensar... Será que ainda gosta de mim? Não... Não mesmo!
– Não Léon, isso é ilusão de ótica e eu ainda estou estirada na escada da sua casa após ter visto a melhor cena da minha vida. – Falei ríspida, sabendo que esse seria apenas o primeiro dia de aula.
– Vilu eu preciso te explicar... – Ele tentou.
– Ah ta, agora você quer explicar o inexplicável, Léon eu vi, ninguém me contou e a propósito, para de me chamar de Vilu ta legal, isso é só para os íntimos. – Falei e saí abraçando o Maxizinho em seguida e o empurrando para que me levasse até a sala de aula, como o Léon fazia.
– Vilu... O que foi aquilo? – Maxi me perguntou em seu tom de voz, como sempre calmo.
– Maxizito eu precisava colocar tudo para fora, estava tudo entalado a mais de um mês, e... – Não consegui terminar já que minhas lágrimas tomaram conta de meu rosto e a única coisa que pude fazer foi encostar minha cabeça no peito de Maxi e chorar.
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