Notas iniciais
Demorei,né? Pois é, eu não sabia o que escrever e sei que todos querem que dê uma acelerada na estória para Sakura finalmente acordar, mas também queria dar momento pai e filha, então está aqui.
Espero que gostem, e eu quero comentários!!

Já eram 6 horas da manhã e nada de notícias. A cada hora que passava eu estava falando com um médico diferente do outro e todos diziam a mesma coisa: Sakura estava em uma cirurgia. Ninguém dizia que cirurgia era essa. O pior era que a cada minuto que passava eu me sentia cada vez mais vazio, sentia medo de perde-la novamente. Mas eu não podia perde-la mais, não depois de encontrar essa esperança novamente.

Naquelas horripilantes horas, prometi a mim mesmo que quando Sakura saísse daquele hospital eu não a deixaria só por um minuto, a amaria pelo resto da minha vida, iria curtir todos meu momentos com ela... enfim, não largaria do pé dela.

Hoje deveria ser um dia feliz, ela acordaria e nós comemoraríamos o nosso dia, e também o dia em que Sakura voltou para mim, mas não foi como eu esperava, não chegou nem perto do que eu queria que acontecesse.

Quando Tsunade finalmente voltou para o quarto com a cara nada boa, eu logo perguntei preocupado:

- O que aconteceu?

- Há algo muito estranho. – Tsunade disse e suspirou. – Quando ela “morreu”, fizemos todos os tipos de exames, vimos que não havia nada com o pulmão dela manualmente, e estava em perfeitas condições. Mas agora, tivemos que fazer um transplante de pulmão com urgência, os pulmões estavam destruídos. Ainda tivemos que fazer vários exames. – Ela explicou.

- Como conseguiram o transplante tão rápido? – Perguntei desconfiado.

- Quando ela descobriu sobre o câncer, colocamos ela na fila para ser doado um pulmão. Há alguns dias avisaram que era vez dela, então estávamos cancelando o “pedido”, mas levariam alguns dias, afinal, aqui no hospital não tem ninguém que cuide da fila. Conseguimos os pulmões por que ainda não havia sido cancelado. – Tsunade explicou na maior calma possível.

- E agora ela está bem? – Perguntei aflito.

- Está instável no momento. – Ela disse para logo suspirar.

- E por que não a trouxeram para o quarto? – Perguntei.

- Ela está na UTI no momento e tivemos que dar calmante para ela. Acho que ela só acordará durante a noite. – Tsunade avisou-me.

- Posso vê-la? – Perguntei tentando fazer com que a conversa não demorasse tanto.

- Somente às 8 horas começam os horários de visitas, mas como sei que está aflito, vou deixar você ir vê-la. – Tsunade falou dando um sorriso sapeca, que logo foi retribuído por um pequeno sorriso de minha parte. – Mas não conte que fui eu, se não me expulsam. – Ela pediu.

- Me leve logo. – Eu disse sem paciência.

- Tudo bem. – Tsunade disse e saiu apressadamente até a UTI sendo seguida por mim. Quando chegamos na porta ela falou com uma enfermeira e a enfermeira fez sinal para que eu a seguisse. A enfermeira me levou até o quarto em que Sakura estava e me deixou a sós com ela. Olhei para Sakura e vi uma imagem pior do que antes: ela estava mais abatida, parecia ter olheiras, a pele estava mais branca do que o normal e sua expressão parecia cansada. Aquilo me partia meu coração, ou o resto que sobrava dele. Eu só queria poder vê-la novamente com aquele sorriso e o brilho no olhar.

Quando eram 12:30 Naruto me ligou e disse que Matsuri estava um pouco desconfortável. Fui correndo até a casa de Naruto e quando cheguei lá Matsuri veio correndo até mim e me abraçou bem forte. Ela parecia feliz.

- O que foi, filha? – Perguntei depois de adentrar a casa.

- Hoje faz três anos do dia em que você pediu a mamãe em namoro. – Ela gritou sorrindo.

Como Matsuri sabia disso? Nem mesmo Naruto ou Hinata sabiam disso, afinal, eu e Sakura preferimos manter segredo durante um tempo. Quando descobriram do nosso namoro, já fazia cerca de 4 meses que estávamos namorando, e para não ficarem chateados com a gente, preferimos dizer que estávamos namorando há menos de um mês. Concluindo: Só eu e Sakura sabíamos que hoje era um dia especial. Então, como Matsuri poderia saber disso se eu não havia lhe contado?

- Como sabe disso, Matsuri? – Perguntei depois de breves momentos em silêncio.

- Mamãe me disse. – Matsuri disse inocentemente.

Tudo bem. Acho que meninas de 7 nos até tem amigos e namorados imaginários, mas ver alguém real que nunca conheceu? Poderiam até dizer que era mentira, mas eu conhecia minha hime e sabia quando ela mentia, então ela estava falando a verdade.

- Naruto, eu vou sair um pouco com ela. Obrigado por cuidar dela. – Eu disse educadamente, afinal, eu estava absorto em meus pensamentos.

Levei Matsuri para tomar sorvete e para podermos conversar. Quando estávamos na sorveteria, sentados, eu comecei a perguntar:

- O que a mamãe te disse?

- Ela disse como conheceu você e como começaram a namorar. – Matsuri disse enquanto saboreava o sorvete.

- Onde você estava? – Perguntei calmamente.

- No quarto do Yoshio. – Matsuri disse sem tirar os olhos do sorvete.

- Quem é esse? – Perguntei com certa raiva.

- É meu amigo. É o filho do tio Naruto e da tia Hinata. – Ela disse olhando para mim. Suspirei rapidamente com sua resposta, pelo menos era um menino de juízo – se tivesse puxado para o lado de Hinata, claro.

- E como ele é? – Perguntei com ciúmes.

- Ele é legal. – Matsuri disse inocentemente.

- Ele é bonito? – Perguntei. É, sou ciumento, sim.

Matsuri parou de tomar seu sorvete e olhou para mim.

- Papai, você está com ciúmes? – Ela perguntou com um olhar desconfiado.

- Hn. – Eu disse ignorando.

- Ah, papai, não precisa ficar com ciúmes, eu nunca vou te deixar. – Matsuri disse carinhosamente levantando-se da cadeira e vindo até mim para me abraçar.

Uma menina da idade dela nem saberia o que é ciúmes. Algumas vezes ela era tão doce e inocente, mas algumas vezes ela é séria e entende as coisas de adultos. Era uma garotinha fantástica.

Deixando todo esse assunto, decidi leva-la a um psicólogo, afinal, estava preocupado com o que Matsuri via. Ela nem conhecia Sakura, nunca havia contado muitas coisas que aconteceram entre mim e Sakura, então eu achei que havia algo com ela.

Então, fomos até o hospital central de Konoha, onde Sakura estava. Quando eu estava no balcão falando com a atendente para tentar encaixa-la em um horário, vi Matsuri sair correndo pelos corredores. Corri atrás de Matsuri, tentando não atrapalhar os médicos, mas alguns foram inevitáveis. Quando Matsuri finalmente parou e entrou em um quarto eu a segui.

Quarto 301, o quarto da Sakura. E isso estava ficando cada vez mais estranho.

Entrei calmamente no quarto e vi Matsuri abraçada ao corpo de Sakura com certa felicidade em seu rosto. Quando cheguei mais perto de Matsuri olhei para Sakura. O que eu mais queria aconteceu: ela estava com aquelas esmeraldas brilhantes abertas e o sorriso magnífico em seu rosto.

- Sakura? – A chamei baixo.

- Oi, Sasuke. – Ah, aquela voz. A voz magnífica que esperei anos para ouvir novamente.

Quando finalmente minha mente processou o que estava acontecendo eu arregalei os olhos, e entreabri minha boca. Meu deus! Ela realmente estava acordada, ela estava com os olhos abertos, ela falou comigo! Fechei meus olhos e me belisquei rapidamente para saber se aquilo era um sonho, mas quando abri novamente meus olhos vi que tudo era real, que tudo que estava vendo não era alucinação ou sonho, nem mesmo minha imaginação, ela estava mesmo acordada.

Fui cautelosamente até Sakura, encostei em seu cabelo, em suas bochechas, seus lábios, seus pescoço e segui até suas mãos, enquanto ela apenas me observava, assim como Matsuri. Quando minhas mãos tocaram suas mãos, pude sentir a sensação de alívio ser liberada, e eu finalmente tive coragem de abraçar Sakura depois de tanto tempo. Quando nosso abraço acabou, encostei meus lábios nos dela e pude sentir aquela boca macia novamente. Quando o ar nos faltou nos separamos, e pude ver lágrimas descendo pelo rosto dela. Matsuri abraço à Sakura e a mim.

Agora eu tinha certeza de uma coisa: não deixaria Sakura nunca mais ficar sozinha, nunca mais deixaria minha família ficar sozinha. Recomeçaria minha vida do zero, e nessa vida eu faria tudo certo.

Notas finais
Gostaram? Quero que me digam,ta?!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.