Um doce e suave som ecoava por sobre a sala de música de um orfanato bem pago no meio da capítal do Japão. Lá fora, uma pequena chuva acalmava os dedos tremulos da pianista que tocava uma melodia de triste. Uma melodia de coração partido. Havia se passado uma semana desde a corte de honra, onde Ultear e sua trupe levaram sua punição por machuca-la e traição ao nome que levavam no peito, que era da escola.

O suave toque de suas mãos sobre as teclas do piano não tinham controle, a fúria que sentia de si mesma esbravejava no som que eclodia contra as paredes. Achava que poderia rachar de tanta dor que estava sentindo. As gotas da chuva também a ajudavam com o som, transformando a música em uma letra de dor e amor.

Ela se lembra daquela semana como se fosse os piores dias da sua vida, mesmo que ela já tivesse tido outros. Conforme seu coração tocava, ela lembrava de cada nanosegundo que aconteceu...


1 semana atrás.

Depois que escola ouviu da boca das próprias meninas do grupo de Ultear, todas as coisas que fizeram. Foram vaiadas e alguns tomates deram cores aos cabelos e tom de pele delas. Mas que surpreendentemente deixaram Juvia nada contente. O rosto dele era o que havia em sua mente. O triste olhar que ele carregava lhe deixava inconsolável. De modo bruto seu coração se ferira, mas ela não entendera por quê.

O que estava acontecendo?


Ela o seguiu até os portões da frente da escola, onde o vento passava lentamente levantando seu longos cabelos cor de oceano, enquanto pequenas folhas de sakuras lhe batiam no rosto, mas como se soubesse que estava atrás de si ele correu, e ela de vista o perdeu. Seu rosto ainda estava marcado pelas lágrimas que Erza havia abafado contra seu peito, inchado pelos ultimos golpes em seu corpo, mas seu coração era quem mais estava perdido naquela tormenta em que a escola se tornou.

Seu diretor mal conseguia organizar as turmas com a ajuda dos professores, mas não deixava de sorrir. Lucy estava segurando os braços de Natsu que queria bater em alguns garotos, com que Lisanna provavelmente deve ter tido relações. Cana tinha seguranças ao seu redor, já que havia algumas meninas querendo bater na garota que fedia a bebida alcóolica. E a pequena menina de curtos cabelos azuis segurava Erza que queria mostrar para Angel quem era a vaca agora.

Porém a azulada, na qual a história tem um inicio triste, permanecia no portão da escola. Com uma mão sobre o coração ela queria poder desabafar a angustia que sentia, e abraçar a dor dele contra seu peito e transforma-la na sua, porque o sorriso dele, era quem fazia o sol aparecer por entre as nuvens de chuva.

Porém grandes e imensas paredes de gelo se erguem entre os dois. E Juvia seria a água quente que as fariam descongelar.

Caminhou ligeiramente para seu apartamento, com a tristeza batendo contra seu rosto. Os sons de carros e motos era abafado pelas batidas sincronzadas de seu coração machucado. E seus olhos cegos de amor, lhe mostravam as melhores cenas que sua sádica mente adolescente podia imaginar. Nem deu bola quando a velha de cabelos róseos gritou contra ela. E soube exatamente do que se travava, eram as lágrimas que pingavam contra o carpete caro e macio do hall de entrada do hotel.

A maçaneta de seu quarto, escorregava, mas conseguira entrar. E foi direto para o banheiro onde tomou um longo banho de água quente. Enquanto pensava no que houvera no dia que se seguiu. A Loxar não conseguia era tirar o sorriso debochado de todas as cenas que montava. E de seu coração ele não queria sair.

Enrolada em uma toalha entrou em seu quarto onde teve o vislumbre dele deitado em sua cama. Não deixou de ficar rubra com o pensamento de tê-lo por entre as suas cobertas. Com o cabelo ainda molhado pelo banho, ela o prende em um coque alto e faz a toalha escorregar até chegar aos seus pés equanto escolhia um pijama para vestir. Quando sente seu corpo tremer com a voz rouca que lhe penetra profundamente:

—J-Juvia........... — virando a cabeça devagar para a sua cama, ela o vê deitado nela. Gray Fullbuster estava mesmo deitado em sua cama?!

—G... G...G.. Gray-Sama....? — um pequeno grito seu ecoou no quarto, enquanto ela tentava de todas as formas esconder os grandes seios e sua intimidade, seu rosto tomava a cor rubra, Gray por outro lado, econdia o rosto em chamas contra um dos travesseiros da moça.

—O que você pensa que está fazendo? — berrou entre os travesseiros.

—O q-que G-Gray-Sama f-faz n-no q-quarto d-de J-Juvia? — gaguejava.

—Eu vim conversar... Mas... Bem... Até que você tem um corpo bonito para uma nadadora. — Juvia lhe atinge com um boneco de chuva, bordado por ela mesma.

—Isso não é hora pra dizer essas coisas Gray-Sama! — diz ela. Ele ri. A risada dele era um ácido contra suas defesas. Ela não podia segurar a vontade de repetir o doce beijo dado entre os dois nos fundos da escola.

—Ei Juvia! Melhor se tampar. — dizia ele olhando para ela vermelho. Outro pequeno grito.

—Não olhe Gray-Sama. — pediu ela procurando rapidamente por alguma coisa para vestir. E a primeira coisa que encontrou foi um vestido de linho azul, que vestiu e o olhou com interrogação nos olhos. — Né... O que Gray-Sama deseja?

Ainda deitado na cama de Juvia, ergue o tronco e fica sentado fitando o ladrilho de seu chão. Logo percebe que Gray está nervoso, quando ele coça a cabeça e depois olha pra a azulada que ainda tem uma interrogação nos olhos. Levanta-se e caminha devagar até Juvia, parando a sua frente consegue sentir o ar gélido de seu corpo, que de maneira louca, pedia para que se aproximasse dele. Porém ela não cedeu.

—Gray-Sama... — o chamou.

—Eu vim me despedir.

—Hum?

—Eu vou embora Juvia. Meio que não vou voltar mais.

Seus olhos se encheram de lágrimas. Queria gritar que era mentira. Aquilo não poderia estar acontecendo. Como se fosse feita de vidro, sentiu cair e espatifar em milhões de cacos brilhantes.

—Juvia não vai deixar. — disse simplesmente.

—Você não pode me impedir. — o frio em sua voz continha, mas ela não recuou.

—Juvia não vai deixar. — seus olhos tinham lágrimas, mas ela tentaria.

—Por quê? — perguntou confuso.

—Porque... Porque... Juvia precisa de Gray-Sama aqui. Juvia não vai ser forte sem Gray-Sama.

—As pessoas aprendem a ser fortes sozinhas.

—One... — não terminou sua frase. Seu pedido para que ficasse foi sufocado com os lábios dele de encontro aos seus. Suas lágrimas ainda caiam e molhavam seus lábios que estavam unidos. Aturdida, permanecia com os olhos abertos enquanto ele estava com os olhos fechados. Seus braços o abraçaram enquanto as frias mãos dele lhe seguravam o rosto. Ele desceu as mãos até chegar nas coxas, as puxou para cima onde a menina enrolou as grossas pernas em volta de sua cintura. Gray a carregou até a cama e deitou sobre o delicado corpo dela.

Beijo-a nos lábios com voracidade, as bochechas, os olhos, a ponta do nariz e novamente tocou os lábios dela com os seus. Juvia, por sua vez, gritava mentalmente.

Por favor, fique Gray-Sama.


No outro dia, Juvia tinha olheiras por baixo dos olhos. Ele a beijara até adormecer, e se fora como a noite em que chegara. Olhou para o seu despertador, levantou-se e pôs uma roupa leve, percebeu o ar gelado e molhado, logo choveria. Juntou um guarda-chuva cor-de-rosa e saiu de seu apartamento, com o olhar triste atravessou o hall de entrada e foi em direção ao lugar que provavelmente poderia se sentir melhor.

Caminhando por entre ruas e ruas, chegou no lugar que ainda havia cheiro de madeira queimada. Os destroços pareciam ainda chamuscar e a fumaça que muitos afogará permanecia no ar. O gosto de ferro quente estava em sua garganta e a imensa vontade de chorar lhe veio. E como se a chuva entendesse, ela começa a cair, assim como as lágrimas dela.

Se permitia molhar pela chuva, mesmo que trouxera um guarda-chuva, mas não o abrira. O caminho conturbado de sua vida, lhe deixava confusa e mais ainda pelo fato do garoto que agora balança seu coração irá partir. E seu coração novamente se fragmentaria. Esperava que pelo menos com esta nova vida, algo bom aconteceria, porém só encontra em seu caminho coisas ruins. Será que ela era uma pessoa ruim? Será que era este seu destino? Sofrer por algo que desconhece?

Sentou-se num banco que havia ali, onde normalmente ficavam árvores de pessego, e o cheiro familiar de pão assado saindo do forno. Que agora era apenas uma memória de seu passado naquela escola. Phanton Lord havia por fim se perdido entre chamas que ninguém sabe como começaram.

—Vai pegar um resfriado assim. — a voz solene de sua amiga insana chamou sua atenção.

—E-Erza-San? — assustou-se com a chegada da moça, mas logo seu foco mudou. Olhou exasperada para onde os escombros estavam e lembrou-se o motivo de estar ali.

—Gray vem de uma familia que é rígida quando se trata da família. Mesmo ele que perdeu seus pais em um acidente parecido como este, que atingiu a Phanton Lord.

—Er-Chan, conte a Juvia, a história de Gray-Sama, por favor...

—Não sou a melhor pessoa para conta-la. Mas acho que se você demorar muito não o irá alcançar. — a ruiva observava a mesma cena melancólica de Juvia, a doce menina da chuva percebeu do que ela estava dizendo e mesmo lutando contra o que sua mente lhe dizia, saiu em disparada rumo ao único lugar que provavelmente ele poderia estar agora.

A estação de trem.


Correndo contra um tempo que não sabia, a chuva lhe molhava calmamente. A doce menina estava descalça, pois seus sapatos lhe machucaram os pés a impedindo de conseguir correr. Seus olhos o medo era encontrado e por fim na estação de trem. Erza lhe disse que ele iria para o Alaska, onde sua familia adotiva morava por agora.

Sua timidez escapava por hora naquele momento e para qualquer pessoa perguntou onde ficavam os trens que ia para a direção do país gelado. Até que o observa e corre em sua direção. Ele está de costas e só se vira quando a ouve o chamar. No momento ele fica pasmo, mas sorri levemente de canto para ela que o abraça.

—Gray-Sama... por favor... Não vá embora.

—J-Juvia...

—Juvia não pode deixar Gray-sama partir... — como se entende-se Gray a abraça tão forte como se pudesse coloca-la para dentro de si, e no alto da cabeça despeja um beijo.

—Eu prometo voltar. — Gray a solta e o um guarda avisa que o trem partiria. Gray caminha para longe de Juvia que deixa suas lágrimas escaparem.

Ela o vê entrar no trem e começar a partir. Ele sai por uma janela e de lá abana para ela que começa a correr junto com o trem. Gray arregala os olhos pelo ato da menina que corre.

Juvia não queria deixa-lo partir. Havia tão pouco tempo para aproveitar o inicio da história dos dois. Aquilo não podia terminar assim. A azulada tentaria e quando não havia mais por onde caminhar na estação ela grita:

— Juvia Ama Gray-sama!

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.