Just Remember - Hiatus -
23 Um olhar do paraíso
Notas iniciais
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Musica do capítulo: Diamonds Rihanna.
http://www.youtube.com/watch?v=lWA2pjMjpBs
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NO CAPÍTULO ANTERIOR - Meninas, apenas para refrescar a memória de vocês, vamos recapitular os fatos do capítulo anterior: Bella e Edward voltam da festa de aniversário da Emily e encontram Renne esperando pela filha na casa dela. Bella decide contar toda a verdade para a mãe, a respeito do estupro cometido por Phil, porém Renne não acredita e elas discutem. Bella desmaia e a mãe vai embora. Bella acorda e Charlie e Edward chamam Carlisle para examiná-la. Ele a examine e receita uma bateria de exames. Bella adormece nos braços de Edward, em meio a juras de amor. Uma vez dormindo, ela começa a sonhar com Jacob.
‘’Você é uma estrela cadente, eu vejo...
Uma visão de êxtase...
Quando você me segura, sinto-me viva!
Somos como diamantes no céu...
Então brilhe intensamente, essa noite, você e eu.
Somos belos como diamantes no céu...
Olho no olho... Tão viva!
Somos belos como diamantes no céu...’’
Diamonds – Rihanna
PDV Bella
Era como olhar o paraíso.
O campo era de um verde vivo e resplandecente, esparramado bem ali, na minha frente. O canto suave dos pássaros era empolgante. E o perfume das flores? Ah! Isso era extremamente revigorante. Inspirei fundo e deixei o perfume invadir meus pulmões. O movimento de inspirar e expirar profundamente fez meu busto se mexer, ao passo que então percebi o lindo vestido branco rendado em que eu estava vestida. Deitei-me de costas na relva úmida e me permiti apreciar aquela imensidão de sensações, enquanto os suaves raios do sol invadiam minha pele pálida. Era tudo perfeito demais ali. Um lugar utópico, ou o céu, por assim dizer. E obviamente, não era real...
Tudo aquilo era como um “déjà vu”.
Eu tinha certeza de que já estivera naquele lugar, afinal tanta beleza era difícil de ser esquecida. Eu viveria cem anos e ainda me lembraria de tamanha beleza. Foi para aquele campo verde magnífico que fui transportada, no dia em que decidi me despedir de Jacob, em seu túmulo no cemitério de La Push. Naquela ocasião, ele me explicou que aquilo era um lugar entre a Terra e o Céu.
Um lugar de paz!
Meu lugar de paz...
Mas... O que eu estaria fazendo ali novamente? Tentei procurar dentro de mim a resposta para esta pergunta. Com um pouco de esforço consegui entender que há poucos minutos eu adormeci nos braços de Edward. Conclusão: isso só poderia ser um sonho. Suspirei fundo e em pura tranquilidade esperei o que vinha a seguir...
- É mesmo muito lindo aqui. – a voz rouca e familiar tirou-me daquele estado inerte.
- É sim... Maravilhoso! – respondi com um sorriso deslumbrado no rosto.
- É um daqueles lugares que nunca se esquece... Não é, Isabella? – a voz chamou meu nome com tamanha reverência e respeito, que precisei abrir os olhos para encará-lo. Rolei de lado na grama macia e pegajosa, para em seguida me sentar e encontrar seus singulares olhos castanhos.
- Olá Jacob. – o cumprimentei com alegria. Era sempre tão bom vê-lo, mesmo que somente ali em meu sonho.
- Oi Bella. Como está? – disse-me sorrindo.
- Guardadas as devidas proporções? Estou bem. – respondi. De fato era verdade. Fora o acontecido recente com Renée, eu estava muito bem.
- Eu sei. – ambos sorrimos desfrutando daquele peculiar momento de cumplicidade. – Escute... O recente mal entendido com Renée não durará para sempre. Mas você precisará ser forte, para passar pelo que vem por ai. Você precisa tomar sua decisão e seguir em frente com ela. Ok? – afirmei várias vezes com a cabeça. O que viria pela frente?
Jacob – ainda com seu sorriso iluminado no rosto — desviou os olhos dos meus e fitou a imensidão verde. Imitei seu gesto por puro reflexo. Recolhi as pernas para próximas do peito e as abracei, fazendo com que meu vestido cobrisse meu corpo até as canelas. Ficamos alguns minutos ali, em pleno silêncio, apenas desfrutando da linda paisagem a nossa frente. Não queria pensar na discussão com Renée ali... Percebi que no final do campo, um tímido arco-íris começava a se formar. Concentrei-me nele. Eu sempre amei arco-íris, desde a minha infância. A mais breve chuva de verão em Forks já me deixava em estado de euforia. Eu sabia que após a chuva o colorido apareceria no céu. Olhava aquele singelo fenômeno da natureza e tentava a todo custo enxergar as sete cores. Distingui-las. Jamais consegui. Meus arco-íris eram formados apenas por seis cores. Nunca pensei muito na simbologia deste grande arco colorido.
Lembro-me apenas de Charlie – que sempre se achou muito religioso, mesmo aparecendo na igreja apenas em casamentos e batizados – me explicando o significado daquilo para os cristãos. Ele me disse que aquilo representava uma aliança de Deus para com os homens. Está lá na bíblia, em uma passagem de Gênesis, quando Deus fez uma aliança com Noé onde todas as vezes que chovesse, no céu apareceria um arco-íris. Essa seria sua promessa de que o mundo não acabaria mais uma vez em água. Mas para a criança em mim, aquele colorido todo sempre foi apenas o sol brilhando sobre as gotas de chuva. Simples assim... Suspirei e olhei para a figura sentada ao meu lado...
Estávamos em paz.
Longos minutos depois, senti a necessidade de romper o silêncio tranquilo e perguntar a Jacob o que eu estava fazendo ali. Ou, o que ele estava fazendo em meu sonho. Ambas as respostas me ajudariam a entender melhor aquilo. Será que eu estava ficando louca?
- Hmmm, Jake... Queria te perguntar uma coisa. – disse timidamente ainda olhando as cores no horizonte.
- Eu imaginei mesmo que tivesse. – respondeu. Eu não estava olhando para ele, mas seu tom de voz amável me fez perceber que ele ainda sorria. – O que deseja saber?
- Por que estamos tendo essa conversa...? – perguntei totalmente sem jeito. Argh!
- Pensei que gostasse de conversar comigo. – fingiu falsa tristeza. Poderia um espírito (ou um anjo... Eu não havia decidido o que Jacob era nessas ocasiões...) ainda ter tanto senso de humor?
- Não! Eu amo isso, na verdade! Conversar com você sempre me fez muito bem. – disse tentando consertar as coisas. Minha voz soou ternamente calma. Não havia desespero em mim. Nem nele, tampouco.
- Então manda ver, Bella. O que quer saber? – ele recuou as pernas e as abraçou junto ao peito, mantendo a mesma posição que eu.
- Não sei bem, na verdade. – passei os dedos em meus cabelos. Estava envergonhada por não conseguir elaborar uma pergunta que não o ofendesse.
- Ah! Sem essa... Vamos lá. Pergunte o que quiser. – encorajou-me.
- Bom, não que eu esteja reclamando, mas por que estou aqui conversando com você, como se esse momento fosse real? Isso é só um sonho comum... – finalizei a frase olhando compenetrada para as pontas de meu cabelo.
- Não subestime a realidade dos sonhos, Bella. – senti Jacob se agitar ao meu lado, e no segundo seguinte seu par de olhos castanhos estavam presos aos meus. — E você está aqui porque tenho algo a lhe dizer.
- Hmmm... Temos o poder de fazer essa conexão então? Quer dizer, é só um de nós querermos e nos encontramos nos sonhos? – arregalei os olhos ao terminar a frase. Seria isso possível?
- Não é bem assim. – Ele riu abertamente pra mim.
- Desculpa... Não estou entendendo nada. – Retribui seu sorriso sincero.
- Não é algo que você precise entender. Então, não se preocupe com isso.
- Ah... – E essa foi minha resposta mais criativa. Na verdade, eu estava curiosa pra saber o que ele queria me falar. Olhei pra ele com uma expectativa exacerbada – Então, o que você queria me dizer?
- Continua a mesma curiosa de sempre, hein?!
- Ah! – Soltei um suspiro frustrado. – Vamos lá, Jake. Estou envelhecendo aqui.
- Bom... Lembra-se da primeira vez em que estivemos nesse campo? – questionou-me unindo as grossas sobrancelhas.
- Claro! – respondi prontamente, afirmando várias vezes com a cabeça.
- Naquela ocasião você me fez uma pergunta. Uma importante pergunta... – ele interrompeu a frase. Pela expressão de expectativa em seu rosto, entendi que essa era a minha deixa para recordar a pergunta. Repassei rapidamente aquela pequena conversa em minha mente. Mas nada muito significativo me chamou atenção. Torci o nariz.
- Não me lembro... – sibilei. Mas ele não deixou brecha para meu desapontamento florescer.
- Não tem problema. Escute com atenção o que irei te dizer.
- Ok. – prometi.
- Naquela ocasião você me perguntou o motivo pelo qual eu morri no acidente, e não você... Eu lhe contei que você ainda tinha um propósito para cumprir aqui. É sobre isso que quero lhe falar. Bella, seu encontro com Edward não foi em vão.
Edward?!
- O que tem o Edward?
- Escute... O amor que une vocês tem um propósito maior.
Hã?!
- Desculpa Jake... Não estou entendendo nada. – eu tinha certeza que em meu rosto estava estampada toda a confusão que se abrigava em meus pensamentos.
- É por esse motivo que eu não podia te dizer nada disso naquela época. O relacionamento de vocês era recente demais. E vocês ainda precisavam se apaixonar. E depois se amarem. – Jacob me olhou de forma carinhosa e complacente. O fato de eu amar Edward não o entristecia, de forma alguma. Afinal, ele agora era um... Anjo? Espírito? O espírito de um anjo? Anjos têm espírito?
Considerei as palavras dele por alguns minutos. O meu relacionamento com Edward tinha um propósito maior. Mas qual seria? Por que precisávamos nos amar antes? Antes do quê? Jacob pareceu ler meus pensamentos...
- E então do amor de vocês nascerá duas vidas. – o rosto dele se iluminou no final daquela frase. Aquilo muito lhe agradava.
- Ah! – levei minha mão à boca. Uma onda de ternura me invadiu.
Filhos...
Meus filhos...
Meus filhos com meu Edward.
- É claro, Jake! É isso... Eu já desconfiava. Eu estou... estou... grávida! – mais que rapidamente minhas mãos voaram para minha barriga lisa, enquanto ele lentamente assentia, confirmando minha dedução.
Filhos! Eu grávida... De novo. Agradeci internamente a Deus e aos céus. Depois de dois abortos, eu acreditava que não teria mais essa possibilidade. Oh meu Deus! Eu estava maravilhada!
De repente a palavra “filhos” no plural me preocupou. E me alegrou ao mesmo tempo. Seriam dois filhos? Um de cada vez? Ou eu teria gêmeos? Decidi perguntar à Jacob. Ele saberia a resposta, não saberia?
- Então Jake... Você disse filhos? – meus olhos brilharam na pronúncia do “s” no final da frase.
- Não. Eu disse que nascerão duas vidas.
- Serão gêmeos?! – já estava imaginando duas miniaturas minha e de Edward, correndo de mãos dadas pela praia de La Push, quando ele respondeu ao meu questionamento, me entregando um enigma.
- Eu só posso te contar até aqui.
- Ah não! – meu rosto murchou consideravelmente.
- Se alegre, Bella. Vem daí o propósito de vocês. – ele piscou para mim.
- Você não vai me contar mais nada, não é...?
- Não. Mas no momento em que a situação se apresentar a você, tenho certeza que saberá o que terá que fazer. Guarde bem este sonho e não se esqueça das minhas palavras. Serão duas vidas.
- Serão duas vidas... – repeti o final de sua frase, como se aquilo pudesse enraizar em minha memória. Eu não queria esquecer.
Ele ergueu a mão em direção a minha face, já molhada pelas lágrimas. Eu senti seu toque, mas ele não me tocou de fato. Como da outra vez, nossos corpos não se encostaram... Ficaram a milímetros de distância. Nossos sorrisos mais uma vez fizeram o papel das frases. Palavras não eram necessárias. Não naquele momento e contexto. Senti minha visão embaçar lentamente. Jacob foi se transformando em nada mais que uma mancha. Um borrado de cores brilhantes... as palavras deles foram ficando cada vez mais distantes em minha mente... eu não podia esquece-las, mas não consegui evitar. Não!
E eu acordei.
***
Abri os olhos lentamente e encontrei uma imensidão verde diferente a minha frente. Não era mais o esparramado campo verdejante do meu sonho. Mas aquele verde não era menos glorioso. Muito pelo contrário. Eles eram minha glória particular. As duas esmeraldas piscaram sonolentas.
- Oi meu amor. – a voz dele estava rouca de uma forma obscenamente sensual.
- Oi... – eu respondi. A voz rouca de sono, nenhum pouco sensual.
- Oi. – Edward disse novamente sorrindo e passando lentamente as mãos em meus cabelos, me fazendo carinho. – Estava sonhando com o quê? Seu rosto estava tão lindo. Tão em paz.
- Eu estava sonhando com... com um campo verde. E um arco-íris. – disse confusa tentando me lembrar dos detalhes daquele sonho. Eu sentia que tinha algo importante e eu estava deixando passar. Edward continuava me encarando. — Hmmm... faz tempo que está me observando dormir? – perguntei curiosa. Para mim era um verdadeiro mistério a fascinação que Edward tinha por me ver dormir.
- Faz pouco mais de trinta minutos... eu acho. – ele franziu o cenho e bocejou ao mesmo tempo.
- Ah não amor... Você fica velando meu sono e não dorme quase nada. Acaba ficando cansado. Não é certo... – o repreendi.
Edward preencheu lentamente a pouca distância que ainda existia entre nós na cama, posicionando-se ternamente em cima de mim. Repousou um braço de cada lado do meu corpo e de repente fiquei pequenininha embaixo daquele homem todo. Meu homem. Com o dedo indicador ele fez carinho em minha bochecha e eu fechei meus olhos, me permitindo experimentar a plenitude de seu toque. A voz ainda rouca e sexy dele me fez abrir os olhos e encontrar suas duas orbes verdes sedentas de desejo.
- Na verdade amor, eu não estou nenhum pouco cansado... – Edward me entregou um sorriso safado e se aproximou para me beijar.
Nossos lábios se encontraram em um movimento cálido. Mas de repente sua língua ditou um novo movimento ao nosso beijo e invadiu afoita minha boca, deixando-me entorpecida de um desejo conhecido e tão adorado por mim. Edward abandonou meus lábios para recuperarmos o fôlego e eu já soltava um gemido baixinho, enquanto me remexia timidamente embaixo dele. Era o estímulo que ele precisava para continuar. Eu ainda estava abalada pelos recentes acontecimentos com Renée e meu namorado, sabendo disso, não tentaria forçar nenhuma intimidade. Mas meu gemido permissivo foi interpretado corretamente por ele, que em retribuição passou a distribuir beijos e leves mordidas por toda extensão do meu pescoço. Minha pele arrepiava onde sua boca úmida tocava. Senti uma de suas mãos descer em minha coxa, acariciando-a, enquanto arqueava lentamente meu corpo em direção a sua voluptuosa intimidade. Ele já estava pronto pra mim, assim como eu estava para ele. Arqueei meu corpo em busca de um contato mais pleno. Edward parou de me beijar apenas para retirar carinhosamente minha camisola, jogá-la em algum lugar do quarto e em seguida começar a descer os lábios por meus seios.
Eu já estava derretendo de desejo por ele.
Uma das mãos dele apalpava com ardor um dos meios seios, enquanto sua boca dava a devida atenção ao outro, com mordidinhas no bico, seguidas de chupadas e lambidas ansiosas. Era uma sensação maravilhosa ter a boca dele ali. O sangue pulsou mais forte em minhas veias e meu corpo ficou mais quente, quando a boca de Edward desceu lentamente para minha barriga circulando meu umbigo com a língua, para em seguida ir direto para meu centro excitado. Exatamente como em nossa primeira vez, ele deu um beijo calmo e lento em meu sexo e assim que sua língua tocou minha carne, uma mistura fantástica de amor, felicidade e luxúria me invadiram. Naquele momento eu me permiti sentir tais sensações sem reservas. Esquecendo-me de completamente tudo que não fosse eu e ele, fazendo amor na mais perfeita sintonia.
Quando abri meus olhos pela segunda vez naquele domingo, o sol já estava a pino lá fora e seus raios tocavam a pele nua das minhas costas. Memórias eróticas de mais uma noite de amor com Edward invadiram minha mente e eu sorri feito uma boba. Virei de lado, mas não tinha olhos verdes ali para me receber dessa vez. Sentei na cama, me cobrindo com o lençol e vasculhei rapidamente todo meu quarto, porém não o encontrei em lugar algum. Até que meus ouvidos sensíveis pelo recente despertar, captaram o estridente som do chuveiro do meu banheiro. Então meu namorado estava tomando banho. Hmmm.
Meu corpo registrou a informação e desejou estar com ele.
Deixei o lençol esquecido na cama, completamente nua caminhei nas pontas dos pés até o banheiro. Abri a porta tão silenciosamente quanto pude, passei por ela e a tranquei. A visão a minha frente era... era... era um convite para o paraíso. O corpo esguio e lindo de Edward completamente molhado e cheio de espuma. Um convite de tirar o fôlego! Fiquei alguns minutos apreciando meu namorado, que enxaguava o shampoo do cabelo, mantendo os olhos fechados. Hmmm.
Tive a ideia nessa hora.
Ainda sem anunciar minha chegada, me juntei a ele no chuveiro, levando minhas mãos aos seus cabelos e repetindo seu movimento de enxaguar o shampoo. Seu sorriso de resposta foi resplandecente.
- Então, esse é seu bom dia de hoje? – disse ao retirar a espuma dos olhos e me fitar, entregando seu sorriso torto safado que mexia bem ali, abaixo do meu ventre. Ele andava fazendo muito isso.
- Não seu bobo... isso sou eu enxaguando seu cabelo. – respondi sorrindo abertamente. Agachei-me lentamente na frente dele, até chegar a seu membro, que já estava excitado. Sem nenhum resquício de pudor olhei para cima, bem dentro de seus olhos, e com a língua umedeci meus lábios. – Esse... é o seu bom dia de hoje. – sem mais avisos tomei-o em minha boca e como presente pude ouvir o gemido de aprovação de meu namorado.
Edward me deu a notícia assim que saímos do banho.
- Amor, vou precisar fazer uma viagem rápida para Seattle à trabalho, para algumas entrevistas e um ensaio fotográfico com parte do elenco do filme novo. – disse enquanto observava eu me vestir. Apesar de não gostar muito da ideia de Edward se afastando de mim agora, eu entendia que era por um bom motivo. Era o trabalho dele e eu teria que me acostumar com isso, por mais que fosse um tanto... difícil. Tentei manter a expressão serena no rosto ao enfiar a cabeça pela gola da camiseta e responder.
- Ok, sem problemas. E quando você vai? – questionei, depositando um beijo carinhoso em seu rosto.
- Hoje à tarde. Coisa de última hora, amor. – ele torceu o nariz.
- Não... hoje à tarde? Jura? – eu gemi ao dizer aquilo, não conseguindo dessa vez massacrar minha frustação.
- Mas é uma viagem muito rápida, amor. Estarei de volta na terça-feira pela manhã. Prometo que você nem vai sentir tanto assim minha falta. – ele prometeu puramente para me tranquilizar, enquanto me puxava para seus braços.
- Impossível... você ainda está aqui e eu já estou com saudades. — ri da minha frase completamente clichê, enquanto jogava meus braços ao redor de seu pescoço e ele fechava as mãos ao meu redor.
O celular de Edward tocou alto, interrompendo nosso momento. Ele arqueou o corpo para alcançar o aparelho em meu criado mudo. Olhei de rabo de olho para o visor e pude identificar que era Maria Victória e franzi o cenho em reprovação. Eu ainda não ia com a cara dela, apesar de nos últimos tempos Mary estar me tratando de uma maneira completamente polida. Meu namorado atendeu a ligação de sua agente com um cordial “bom dia” e manteve um braço em minha cintura. Fiz menção de me afastar dele — para lhe dar privacidade, afinal era uma ligação de trabalho — mas senti seu braço se fechar ainda mais em minha cintura, me reivindicando para si. Não discuti e permaneci ali fazendo carinho em sua nuca, enquanto mal humorada ouvia-o acertar com ela os detalhes finais da viagem. Pude entender que Mary não iria com ele... menos mal.
***
Chegamos ao aeroporto de Port Angeles com trinta minutos de antecedência e sob uma fina garoa. Fiz questão de levá-lo até lá para aproveitar cada minuto do meu domingo ao seu lado. Era ridículo, mais eu me sentia extremamente emotiva com essa viagem. Cheguei até a reprimir uma lágrima quando entramos na grande casa dos Cullens e ele subiu até seu quarto para fazer a mala. Que aliás, não passava de uma mochila e devido a isso Edward fez o check-in sem grandes transtornos. Nós estranhamos o fato de nenhuma fã lhe parar para pedir autógrafos ali no aeroporto. Autógrafos, fãs, fotos... Bom, com essa parte do trabalho dele eu já tinha me acostumado. Vai entender...
A voz feminina chamou o voo de Edward no sistema de som do modesto aeroporto.
- Me liga quando desembarcar? – pedi assim que chagamos no portão de embarque.
- Com certeza, amor. – ele me disse, enquanto entregava a passagem para o funcionário do aeroporto e voltava toda sua atenção pra mim. – Me promete que vai se cuidar? Que amanhã vai ir fazer os exames que Carlisle recomendou tudo certinho?
Ah! Os exames. Eu havia me esquecido completamente deles! Meu sogro me recomendou uma bateria de exames na noite anterior, devido ao meu desmaio provocado pelo auto nível de stress, após a conversa calorosa com minha mãe, que só Deus sabia onde estava. Tentei ligar no celular dela – escondido de Edward e Charlie – várias vezes no decorrer do dia, para saber se pelo menos ela tinha chego viva em casa, mas a ligação caia direto na caixa postal. Ligar na casa não era uma opção, visto que Phil poderia bem atender ao telefone e a voz nojenta dele era a última coisa que eu queria ouvir na vida.
- Sim, eu prometo! – rolei os olhos para ele.
- Estou falando muito sério, é sua saúde, Bella. Cuide bem dela! – ele me censurou. – E eu amo você. – completou sorrindo, depositando um selinho demorado em meus lábios.
- Eu também amo você. – respondi contra seus lábios entreabertos que ainda estavam nos meus.
E em seguida ele passou pelo portão de embarque.
Estranhamente desolada, caminhei até o salão de espera do aeroporto, para ver o avião de Edward decolar. Não sei porque fiz isso, mas o fiz. Parei em frente a grande janela e cruzei os braços na frente do corpo — fechando uma das mãos em volta da chave do meu carro. Notei algumas manchas coloridas no horizonte e a princípio imaginei que era apenas o vidro à minha frente que estava embaçado. Descruzei os braços, puxei uma das mangas da minha blusa até as mãos e tentei limpar aquele pedaço da janela. Mas as manchas foram ficando mais acentuadas e vivas. Apertei os olhos para enxergar melhor e constatei, com uma alegria notadamente infantil, que era um arco-íris. Tentei identificar as cores e comecei a dar nome a elas: violeta, anil, azul, verde, amarelo, alaranjado e vermelho. Sete cores. Sete cores?! Recontei usando os dedos, para obter mais segurança no resultado e fiquei meio que em choque quando constatei que realmente consegui distinguir as sete cores, visto que em toda minha vida meus arco-íris tinham apenas seis.
Minha mente deu um salto no tempo, transportando-me ao passado. Levou-me até as explicações de Charlie a respeito daquele fenômeno da natureza. “O arco-íris significa uma aliança, Bella. Um elo de amor entre Deus e os homens. Um compromisso inabalável.” dizia meu velho pai. Com as palavras de Charlie ecoando em minha mente e postas dessa maneira, passei a divagar sobre o conceito da aliança — sendo ela um círculo completo e que não pode ser desfeito — no mesmo momento em o avião de meu namorado decolou se misturando ao arco colorido no horizonte.
Meu Edward.
Deixei escapar uma lágrima, ou duas, não sei ao certo. Finalmente meu arco-íris tinha sete cores.
Notas finais
Olá meninas!!! Tudo bem?!
Oinnnn gente, como eu adoro esses sonhos da Bella ;) Sempre tão significativos, tão especiais... e esse realmente me marcou por tudo que foi falado e mostrado através dele. Após todo o sufoco com a discussão com a Renée, Bella foi acalentada por seu espírito/anjo no mundo dos sonhos... e pelo seu Edward, quando desperta! (foi muito bem cuidada, por sinal heheh! Essa Bella sortuda, acordando com um despertador desses... ai ai heheh). Também não poderia estar mais feliz com a chegada do colorido que faltava na vida dela! Um bebezinho, que unirá ela e o Edward para sempre e já se mostrou como uma grande benção! ;)
Agora só nos resta esperar e torcer para que a viagem do Edward seja breve, e que o retorno dele seja comemorado pela doce notícia que já cresce no ventre da sua Bella! Recomendações? Comentários? As meninas muito merecem, por escreverem esse super estória, certo?!
Até o próximo post!
Beijosss
Dani ;)
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Notas Mah:
Olá meninas... Quanto tempo! Como estão?!
Tanto eu, como a Ju gostaríamos de ter postado antes... Mas, existem percalços no caminho, infelizmente, e nos impossibilitaram de postar. Mas enfim, voltamos!
Gostaria de agradecer a cada uma de vocês pelos reviews, pelas MP's pedindo por JR... Mas principalmente, pelo carinho. Isso é tudo o que uma autora precisa para continuar, e eu agradeço de coração.
Espero sinceramente que gostem do capítulo, e continuem acompanhando JR (:
Um obrigada para a Ju, pela parceria...
E um obrigada também para a Dani, por betar.
Beijo grande e até breve,
Máh S.
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Notas Juh:
Olá meninas... boa noite! Demoramos, mas chegamos! Tivemos imprevistos, provas da escola/faculdade, festas de final de ano... mas não desistimos da fic. Estamos de volta. =)
Com relação ao capítulo... vocês gostaram? O que acharam do que Jacob disse a Bella no sonho? Hmmm. Acho que agora nossa menina terá um grande motivo para lutar, contra tudo aquilo que lhe faz mal. Contem tudoooo nos reviews!
Muito obrigada por todoooo carinho de vocês com JR. Pelos reviews, recomendações e MP´s. Vocês são demais! E desejo boas vindas as novas leitoras! ♥
Fiquem com Deus e até o próximo post.
Bjsss,
Juh Cantalice.
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