Just Remember - Hiatus -
3 Tempo
Notas iniciais
Aqui esta mais um capítulo de "Just Remember" para vocês!
Esperamos que gostem... aqui veremos um pouco da nova rotina de Bella, após o acidente.
Agora, por gentileza nos perdoem, pois a formatação do Nyah esta horrível! =/
Nos falamos lá em baixo.
Bjs
Juh e Máh
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Musica: Oração ao tempo - Maria Gadú
http://letras.terra.com.br/maria-gadu/1969421/
"...Compositor de destinos
Tambor de todos os rítmos
Tempo tempo tempo tempo
Entro num acordo contigo
Tempo tempo tempo tempo
Por seres tão inventivo
E pareceres contínuo
Tempo tempo tempo tempo
És um dos deuses mais lindos
Tempo tempo tempo tempo..."
Oração Ao Tempo – Maria Gadú
PDV Bella
Para as outras pessoas eu poderia ser considerada bipolar, mas creio que essa não seja a palavra correta para me descrever. Talvez... eu estivesse um pouco confusa, apenas isso, afinal, estou indo a caminho de algo que idealizei tantas vezes nessas últimas semanas. Serei livre novamente, vou receber alta.
Receber alta...por um lado eu estava feliz. Não que o hospital fosse ruim, mas eu acredito que com ou sem memória, prefiro minha casa, apesar de não me lembrar dela. O lado ruim da situação, é que eu não me lembrava de nada mesmo! E é uma sensação tão ruim...me sinto confusa, morrendo de vontade de me lembrar de tudo num lampejo e ao mesmo tempo, não sei quando e nem como conseguirei...
– Bom Bella...sua estádia aqui terminou. – anunciou Dr. Smith, meu neurologista – Já enviei toda a sua documentação e exames para o Dr. Carlisle Cullen em Forks, como sua família me pediu. Ele fará o seu tratamento enquanto estiver lá.
– Sim, eu sei. Muito obrigada. – sorri fracamente.
– Desejo tudo de melhor para você, Bella. Que você se recupere, se lembre de tudo e venha fazer uma visita quando puder! – ele sorriu, cheio de pés de galinha.
– Claro...farei isso. Muito obrigada pelo tratamento nesse tempo em que fiquei aqui. – sorri, e trocamos um aperto de mão contido.
Segui pelos conhecidos corredores do hospital, esperando sinceramente voltar aqui com minha memória e poder conversar normalmente com todos que conheci. Aos poucos fui encontrando todos os enfermeiros e copeiras nos corredores, e acenei calmamente para cada um deles. Foi uma despedida silenciosa. Antes de ir ao hall de entrada, onde provavelmente toda a minha família por parte de mãe me esperava, passei na sala de Dr. Spencer, meu psicólogo.
– Posso? – pedi ao bater na porta.
– Claro Bella! – ele sorriu – Imagino que tenha vindo se despedir!
– É...isso mesmo. – sorri um pouco.
– Já tem um psicólogo em Forks? – perguntou ele.
– Sim , o Charlie entrou em contato com o seu colega, que trabalha lá. Já tenho sessões marcadas.
– Oh, que ótimo! Fico feliz em saber! Você vai gostar do Dr. Johnson, ele é um excelente profissional!
– Imagino que sim. Ahn...estou indo. Muito obrigada por tudo durante esse tempo que fiquei aqui. – sorri com verdadeira gratidão. Imagino o quão chato pode ser aguentar uma pessoa sem memória.
– Espero que se recupere logo Bella, estarei torcendo! Mande-me notícias, sim?! E lembre-se que essa sua “doença” se cura com tratamento correto e tempo...então dê tempo ao tempo!
– Certamente... – sorri mais abertamente agora. Trocamos um aperto de mão também, um pouco mais caloroso. Saí lentamente de sua sala, preparada para encarar todos que estariam me esperando. Ainda me despedi silenciosamente de alguns funcionários do hospital, e em questão de minutos estava em meio a muitas pessoas. Uma delas era Mel, que viajaria comigo para Forks. Eu gostaria de tê-la por perto, mas ela apenas me acompanharia até minha casa com Charlie e voltaria ao trabalho. Acredite, ir comigo para Forks foi um pedido dela. Amiga preocupada essa minha.
– Pronta para ir, querida? – perguntou Renné pesarosa. Ela queria que eu ficasse em Phoenix, mas eu realmente precisava ir para Forks.
– Estou sim. – sorri encorajando-a.
Seguimos direto para o aeroporto. Eu não esperaria nem mais um dia para voltar para a pequena e nebulosa – pelo que soube – cidade de Forks. Charlie me esperava pronto, com tudo que eu precisava. Era um caminho rápido do hospital até o aeroporto. Eu não podia reclamar...as janelas do carro estavam completamente abertas, e o calor penetrava diretamente em meu rosto. O vento batia delicadamente em mim, fazendo com que meus cabelos voassem em meu rosto. Não me importei em tirá-los. Mas cedo demais, a sensação boa do calor passou. O carro havia estacionado. Mel se encarregou de despachar as malas, o que percebi ser um pretexto para deixar-me sozinha com Renée e Phil. Era hora de dar adeus temporariamente.
– Promete que vai se cuidar?
– Prometo mãe...
– Vai me ligar todos os dias e vai atender todas as vezes que eu ligar?
– Vou mãe...
– Está com o note, fale sempre comigo, me conte tudo o que lembrar...sempre ok?!
– Tudo bem. – sorri – Tudo ficará bem.
– Tenho certeza que sim! Boa viagem meu amor, logo nos falaremos!
– Claro, obrigada.
– Eu te amo filha... – ela sussurrou enquanto me abraçava forte.
– Ahn, eu também... – falei receosa. Era simplesmente estranho falar em amor com alguém que eu não lembro. Apesar de essa pessoa ser minha mãe, continua estranho, muito estranho...
– Se cuide, Bella. E sempre mande notícias, sua mãe precisa disso! – Phil sorriu amavelmente para mim, e me deu um leve e rápido abraço. Ele parecia um bom homem, e minha mãe parecia segura e protegida com ele. Eu esperava que fosse assim mesmo.
– Já despachei tudo, precisamos ir agora. – Mel se aproximou calmamente de nossa ‘bolha de despedida’.
– Até logo, vamos conversando. – falei tentando controlar a histeria iminente no rosto assustado de minha mãe.
Antes de entrar na sala de embarque, ainda dei uma rápida olhada, constatando que minha mãe e meu padrasto ainda estavam parados, olhando. Phil parecia calmo e falava algo para Renné, que chorava e parecia estar triste. Ela superaria minha ausência, eu tinha certeza. Como tinha certeza também que precisava de Forks para ter minhas lembranças novamente...
(...)
Forks era uma cidade realmente pequena. A placa de boas vindas na entrada da cidade não negava isso. Charlie nos buscou no aeroporto com a viatura policial e um grande sorriso nos lábios, mas a pequena viagem na viatura parecia um pouco desconfortável, já que o silêncio era inevitável. Não tínhamos absolutamente nada para conversar.
Pensei que sentiria algo ao estacionar na frente da velha casa, mas não senti nada, a não ser uma pontada no coração. A velha sensação de estar perdendo algo, era sempre assim. Descarregamos o carro e partimos escada acima, para que deixássemos nossas coisas em meu antigo quarto.
Mel ficaria mais dois dias e então voltaria para Phoenix, para trabalhar, afinal sua vida era toda estruturada lá. E eu infelizmente já sentia falta dela.
– Esse é o seu quarto. – Charlie falou baixo – Consegue se lembrar?
– Não, me desculpe. – falei envergonhada.
– Logo isso tudo passa! – disse ele calmo, dando tapinhas consoladores em minhas costas tensas – Por favor, fique a vontade. Essa é sua casa e acima de tudo, você tem que se sentir bem. Me chame se precisar de algo, estarei na cozinha.
Acredito que tenha ficado um bom tempo parada na porta de meu suposto quarto, ‘admirando-o’. Eu gostaria tanto de reconhecer tudo! Passei meus olhos rapidamente por cada canto. Comecei pela cama de casal, que era um modelo pequeno se comparada as outras. Era coberta com um grosso e bonito edredom roxo. Em cima da cama pendiam pequenas luzinhas, em diversos formatos. Havia uma mesinha de cabeceira e em cima dela um abajur. Senti que tinha medo de escuro, para precisar de tantas luzes. Num canto mais afastado tinha uma velha cadeira de balanço, com alguns casacos pendurados. Parecia confortável, um bom lugar para ler, ou simplesmente olhar o verde pela janela. Havia também uma mesinha de computador, vazia. Encontrei ali um ótimo lugar para meu note, já que tinha tomadas próximas. Tinha um painel de fotos vazio na parede. Não pude deixar de comparar o painel vazio com minha vida, também vazia. Tinha também uma cômoda rústica muito bonita, um grande espelho antigo e cortinas em tom lilás, de muito bom gosto por sinal. Próximo ao armário de tamanho médio, vi outra porta que imaginei ser o banheiro. Ótimo, teria privacidade.
– Como se sente? – perguntou Mel de repente. Eu não havia notado sua presença ali antes.
– Estranha...
– Em que sentido?
– No sentido que esse quarto me parece familiar, mas não consigo lembrar absolutamente de nada. E isso faz parte da minha vida agora. Isso é estranho, não é?!
– Fique calma...tenho certeza que logo você se lembrará de tudo.
– Esta vendo aquele painel de fotos vazio? Devíamos chamá-lo de “Bella”, pois é assim que eu me sinto o tempo todo, Mel. – Falei apontando para o painel.
– Já conversamos sobre isso tantas vezes, querida! A cura dessa doença vem com o...
Eu a interrompi.
– Já sei, vem com o tempo!
– Isso mesmo, com o tempo. É ele que vai trazer sua memória e curar as feridas...da perda de Jacob e do seu bebê. Tenha fé!
– É o que eu mais tenho tido. – fui até ela para receber seu abraço amigo e deixei Mel me consolar por alguns minutos.
– Tome um banho quente e se vista confortavelmente. Charlie está preparando um jantar.
– Ele cozinha? – perguntei curiosa.
– Ele me contou que teve que aprender a se virar quando você se casou. – ela sorriu – Ande, vá se arrumar para comer e desça!
– Estarei pronta logo.
Fiquei sozinha no quarto novamente, olhando tudo com mais calma e perícia. Minha cabeça latejava com a força que eu fazia para fazê-la lembrar, sem muito êxito ou êxito nenhum, infelizmente.
(...)
As coisas ficaram monótonas sem a companhia de Mel. Eu não ficava triste, afinal, ela fez um grande favor em me acompanhar e precisava trabalhar. Eu sabia que no momento que precisasse, poderia ligar para ela, mas eu sentia sua falta, mais do que gostaria de admitir. A despedida foi difícil, mas prometemos que trocaríamos e-mails todos os dias. Eu sempre mandava emails para ela, contando as poucas coisas que lembrava. Ela também mandava emails para mim com enorme frequência.
– Bella? – Charlie tirou-me dos devaneios internos gentilmente – Pode vir aqui fora comigo um pouco?
– Claro. – sorri fracamente e o segui.
O tempo em Forks era variável. Ou chovia muito, ou nada. Nada de sol. Mas mesmo assim, o tempo continuava sempre nebuloso. Eu sinceramente não tinha vontade de sair de casa. Queria ficar deitada o dia todo, tentando lembrar de cada detalhe minucioso da vida que eu tinha perdido.
– Imagino que você fica muito sozinha em casa. – falou Charlie, de repente – Então pensei ser a hora de lhe entregar isso...
Ele estendeu para mim um par de chaves prateadas. Olhei atônita.
– O que é isso, Charlie? – Sempre chamava Charlie pelo primeiro nome, pois por algum motivo não conseguia chamá-lo de pai. Acho que deixaria isso para quando me lembrasse dele como sendo meu pai realmente. Ele parecia entender isso, sem eu ao menos ter dito uma palavra sobre o assunto.
– É o seu carro.
– E...eu tenho um carro? – perguntei confusa.
– Bom...ahn...Jake estava arrumando esse carro para você. Terminou um pouco antes do acidente. Você o usou algumas vezes, mas nunca saía sozinha, então, ele sempre ficou parado. – Charlie tirou a capa de plástico que cobria o carro. Era perfeito para mim, achei um carro realmente gracioso.
– Sabe que carro é esse Bella? — perguntou Charlie.
– Ah...alguma coisa vermelho?
– Rá! Disso você não saberia nem se pudesse se lembrar das coisas, nunca se interessou por carros! – Não me ofendi nem um pouco com a piada de Charlie. Agora, com a convivência, era muito fácil me sentir confortável em sua presença.
– Seu bobo, me diga logo!
– É um Volkswagen Rabbit.
– Então...isso é bom?!
– Sim Bella, é um clássico!
– Obrigada Charlie! – desajeitada fui lhe dar um abraço. Eu andava evitando demonstrações de afeto, porque me sentia extremamente estranha quando fazia isso com pessoas desconhecidas para mim. Mas naquele momento, achei adequado trocarmos um abraço. Charlie pigarreou sem jeito e me deu um tapinha leve no ombro, sorrindo um pouco.
– Agora poderá ter um pouco de liberdade, ir onde quiser, sem se molhar com essa chuva doida da cidade.
– Realmente! – sorri admirando meu carrinho – Obrigada novamente!
– Disponha. Estou indo para a delegacia, precisa de algo?
– Não, estou bem.
– Certo, sabe que meus telefones estão na geladeira, me ligue caso precise de qualquer coisa, ok?!
– Ligarei. Bom trabalho.
– Obrigado. – ele sorriu amarelo e entrou na viatura. Fiquei observando-o até que o carro sumiu na esquina.
Ainda fiquei um bom tempo no pátio observando meu carro, tentando me lembrar. Minha cabeça latejava como sempre, sem que as lembranças viessem com facilidade. Resolvi entrar e tomar um banho quente, já que o tempo ameaçava desabar a qualquer momento sobre minha cabeça. Forks era imprevisível. Uma Droga.
Eu sempre me sentia renovada depois de um banho quente. Sequei meus cabelos metodicamente e examinei no espelho do meu quarto algumas cicatrizes em meus tornozelos e pernas, que eu não sabia que tinha adquirido no acidente ou caindo por aí, devido minha notável falta de equilíbrio. Vesti um conjunto surrado de moletom. Fiquei aquecida de imediato, e ainda desci na cozinha para preparar algum chá para mim. A campainha tocou e senti meu corpo ficar tenso de repente. Eu não estava preparada para receber ninguém. Fui lentamente até a porta e dei uma espiada pela fresta. Eram quatro pessoas totalmente diferentes e desconhecidas, mas eu não podia ter certeza da última parte. Dois rapazes e duas garotas. Conversavam baixo entre si. Respirei fundo, alisei minhas roupas e cabelos e então rapidamente abri a porta. Quatro pares de olhos me encararam com expressões que foram do susto a alegria.
– Olá? – falei sentindo minhas bochechas corarem.
– Bella...não se lembra de nós, não é?! – perguntou o rapaz loiro.
– Desculpe, não. Deveria?
– Somos seus amigos, estudamos juntos por cinco anos. – disse uma das moças, de óculos – Podemos? – ela fez menção a entrar.
– Claro... – sorri fracamente. Realmente não me lembrava deles.
– E então Bella...o que tem feito depois do...depois que voltou para Forks? – perguntou o rapaz loiro enquanto sentava no sofá. Eu tinha certeza que a pergunta na realidade era “o que você tem feito depois do acidente?”, mais por algum motivo ele mudou o rumo da pergunta. Seu nome era Mike.
– Bom...eu fico em casa, na maior parte do tempo.
– Não tem vontade de sair? – perguntou a garota sem óculos. Essa se chamava Jessica.
– Tenho. Charlie, ahn, meu pai me deu meu carro hoje.
– Que bom! Jake montou com muito carinho para você! – Angela, a garota dos óculos, disse com um sorriso sincero. Trocamos mais meia dúzia de palavras e então eu pedi.
– Certamente sabem do acidente e da minha amnésia, não é?!
– Sim. — Responderam os quatro em coro perfeito.
– Podem me contar mais sobre minha vida? – perguntei – Eu realmente gostaria de saber coisas que vivi com vocês!
Pedimos pizza e entramos numa conversa calma e animada. Eles me contaram cada detalhe do que passei na escola. Desde os detalhes mais importantes, até os mais insignificantes. Soube dos meus paqueras e outros amigos, também dos professores, das notas. Aparentemente eu era uma boa aluna, mas sem muitos amigos. Por que será que não me surpreendi com isso?
Os quatro falaram de meu casamento também...afirmaram que eu estava linda e a festa, apesar de muito simples, estava divina. Me perguntei se eu teria um álbum de casamento e decidi perguntar para Renée depois. Os quatro estranhos em minha casa ainda disseram que eu e Jacob nos amávamos muito, e isso era visível para todas as pessoas que nos viam. Contaram-me que eu estava me tornando uma grávida linda, até o dia do acidente. Comentaram que eu tinha uma barriguinha que já queria aparecer. Eu queria chorar ao ouvir tudo aquilo, mas guardei as lágrimas e lembranças recém adquiridas para mim. Choraria e pensaria nelas novamente num momento menos constrangedor.
– Bella... – Mike falou – Você trabalhava na loja de artigos esportivos dos meus pais.
– Sério?
– Sim. – ele sorriu – Sabe, eu sou o proprietário dela agora, o gerente.
– Seus pais morreram? – perguntei chocada.
– Não! Mas decidiram curtir a vida e deixaram a loja comigo. Andei pensando se não gostaria de voltar a trabalhar lá.
– Nossa...seria ótimo! – falei realmente animada – Sair um pouco, me mover, fazer coisas...
– Pode começar quando quiser. – ele sorriu. – Erik trabalha lá também. — ele apontou para o outro rapaz.
– Eu aceito, com toda certeza! Obrigada pela oportunidade!
– Não há de que. – ele sorriu. Senti segundas intenções em seu sorriso. Ele me olhava de forma diferente, mas não quis pensar muito nisso.
– Já está tarde. Vamos? – chamou Jessica já se levantando. Ela parecia incomodada com o modo de Mike me olhar – Voltaremos mais vezes Bella, qualquer coisa nos ligue. – ela me passou um papel – Trouxe nossos telefones anotados para você.
– Que gentileza. – sorri – Obrigada.
Despedi-me rapidamente de cada um deles, e assim que eles saíram, corri até meu quarto. Fechei a porta e liguei o aparelho de música, com um cd qualquer que estava dentro. Era apenas música de fundo. Antes que eu voltasse para Forks, minha mãe me deu uma bonita agenda e me incentivou a escrever quando eu precisasse, escrever muito! Durante a tarde, enquanto descobria coisas novas sobre mim com meus ‘amigos’, resolvi que seria interessante que eu fizesse um diário. Abri a agenda na primeira página, analisando a linha em branco. Escrevi rapidamente Just Remember no topo da primeira página e encarei a folha por mais algum tempo. Resolvi escrever sobre meu dia e tudo que eu soube. Escrevi pelo que pareceu muito tempo, e aí deixei que algumas lágrimas rolassem, afinal, não havia testemunhas...
Depois de secos, meus olhos pareciam cansados demais, pesados. Encostei meu corpo preguiçosamente no monte de travesseiros e me aninhei a algumas cobertas. Devo ter dormido pouco depois.
(...)
Eu já estava em Forks há exatamente duas semanas. Aos poucos fui me adaptando à nova rotina. Cheia de dificuldades, como por exemplo, o sono excessivo que os remédios anticoagulantes provocavam em mim, que eu tinha dificuldade de vencer. Já havia alterado meu nome em todos os meus documentos e eu era novamente “Isabella Marie Swan”. O meu estado civil também foi alterado e agora constava “viúva”. Viúva com 21 anos e sem memória. Também já havia feito uma consulta com meu novo psicólogo e realmente gostei dele. O Dr. Johnson me deu várias idéias para começar a lembrar aos poucos das coisas e repetiu o que todos me diziam, que a cura dessa doença vem com o tempo – tempo...tempo...tempo...mas quanto tempo? — ele aprovou a idéia do diário e disse que talvez fosse bom eu ir até a casa de meu ex-sogro, Billy Black — em La Push — uma vez que ele representava uma “peça” importante de meu recente passado. Eu tinha medo de ir até lá e vê-lo. Eu tinha medo de que ele não quisesse minha visita, minha presença. Prometi pensar e resolvi ir.
No dia seguinte teria minha primeira consulta com o Dr. Carlisle Cullen, e depois, iria dirigindo até a casa de Billy.
– Isabella Swan? – chamou um bonito homem loiro, de uma das portas do enorme corredor. Levantei-me rapidamente e o segui. Sentei na cadeira que ele me indicou.
– Muito prazer, Srta. Swan! Sou Dr. Cullen.
– É um prazer, senhor! Mas por favor, me chame de Bella... é que eu prefiro assim. – pedi e em meio a uma crise de nostalgia, me lembrei do dia que conheci a Mel.
– Certamente. Me chame de Carlisle, eu prefiro também. – ele sorriu.
– Certo...Carlisle. – sorri.
Conversamos brevemente sobre meu estado de saúde. Ele avaliou mais uma vez os exames que recebeu de meu médico em Phoenix, e me explicou cada detalhe do novo tratamento. Alguns de meus remédios permaneceriam iguais, mas outros, ele achou interessante substituir por algo mais natural, menos forte.
– Você teve um forte trauma na cabeça, Bella. Acredito que saiba...
– Sim.
– Receitarei um anticoagulante novo para você. Será ótimo para sua recuperação e assim tentaremos diminuir o sono, que é um efeito colateral muito forte desse tipo de medicação. Além disso, continuarei com as vitaminas, que percebi necessárias. Mas essas serão as mesmas que seu outro médico receitou, ok?!
– Certo.
– O Dr. Johnson lhe receitou antidepressivos? – perguntou.
– Não, ele acha que não é preciso.
– Ótimo! Nunca recomendo esse tipo de medicação.
Aos poucos, Carlisle foi preenchendo algumas guias de exames que ele gostaria que eu repetisse, para ver minha situação atual interna. Fez as receitas com os remédios e me entregou uma tabela com datas, para que eu pudesse trocar o anticoagulante aos poucos. Ele me explicou que uma troca repentina poderia atrapalhar meu tratamento, uma vez que o anticoagulante já estava em grande quantidade em minha corrente sanguínea há algum tempo. Despedimo-nos rapidamente, e eu já estava livre, morrendo de vontade de ir até Billy logo. Mas antes de qualquer coisa, passei na farmácia mais próxima e comprei tudo que eu estava precisando. Minhas medicações e meus itens de higiene pessoal.
Eu havia conseguido um mapa que me mostrava exatamente como ir até La Push. Resolvi não pedir ajuda a Charlie, porque obviamente ele iria insistir em ir junto e naquele momento, qualquer outra pessoa poderia estragar tudo que estava planejado em minha mente. Eu dirigia devagar, sempre com medo de perder o controle do carro. Eu não me sentia segura para fazer essa pequena viagem, mas mesmo assim encarei-a, pensando num bem maior.
A casa vermelha estava escondida entre muitas árvores. Parecia aconchegante e acolhedora. Estacionei a certa distância, respirando fundo antes de sair do carro. Para minha enorme surpresa, o senhor de pele morena e cabelos compridos estava sentado em sua cadeira de rodas, na soleira da porta. Ele me fitava intensamente. Provavelmente já me esperava. Vendo Billy parado ali, tão debilitado, pude ver todo o seu sofrimento. Além da deficiência aparente, seus olhos transbordavam tristeza e pesar. A tristeza tinha nome e sobrenome, Jacob Black. Ele parecia um tanto em choque enquanto me observava atentamente. Eu me sentia em um filme, andando em câmera lenta, cada vez mais distante dele, ao invés de mais perto. Eu não conseguia me lembrar dele, mas as feições parecidas demais com as de Jacob nas fotos, me fizeram ver o que meu marido seria quando tivesse mais idade. Jacob não chegaria àquela idade, estava morto... as palavras soaram duras em minha mente.
– Olá. – falei baixo, sentindo minhas bochechas queimarem de vergonha.
– Bella... – sua voz estava embargada – Como é bom ver você!
– Eu...ahn...também sinto isso. – falei constrangida e em meio a muitos pensamentos e emoções.
– Pode me dar um abraço? – pediu Billy.
Notas finais
Oláaaa meninas!Tudo bem?!
Bella realmente está passando por momentos difíceis, né?! Me peguei pensando que perder a memória totalmente, assim como ela, deve ser tão difícil quanto se sentir sozinha e perdida no meio de uma multidão! Também acredito que esse tipo de amnésia funcione mais como uma defesa mesmo, criada, ainda que inconscientemente, para que ela pudesse se proteger de todo o sofrimento pela perda do bebê e do Jake!
Agora estou ansiosa e com o coração na mão, para percorrer com ela cada passo em busca do resgate do seu passado e da construção do seu presente! E Edward, quando será que o caminho dela cruzará com o dele, hã?!
Comentários??? Recomendações??? ;)))) As meninas merecem, já que a estória está ÓTIMA e cada vez mais envolvente!!!
Beijos e até o próximo post ;)
Dani
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Notas Máh:
Olá meninas!
Agradeço pelos comentários que vocês já mandaram! Fico feliz em ver que vocês estão gostando! O apoio de vocês é super importante para nós!
Espero sinceramente que gostem desse capítulo e continuem acompanhando Just Remember!
Volto a agradecer a Juh Cantalice pelo convite maravilhoso, e agradeço também a Dani, nossa beta incrível!
Até breve!
Beijos,
Máh.
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Notas Juh:
Olá meninaaaas!
Aí esta mais um capítulo de Just Remember, que eu particularmente gostei bastante...nele vemos a nova rotina de Bella e como ela esta lidando com o novo de sua vida.
Obrigada novamente Máh e Dani pela parceria!!
Ganhamos recomendações??? *_*
Até o próximo capítulo!
Bjs
Juh Cantalice.
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