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2 Uma explosão e uma nova forma de ver a situação


Notas iniciais
Hoje o aniversário é meu, mas esse presente é para vocês. Boa leitura

Sofia, Bulgária

O porteiro soube, no instante em o que o viu, que ele estava de mal humor, por isso fez questão de nem olhar para o morador da cobertura quando o homem passou pelo saguão do prédio.

Assim que entrou no elevador Viktor apertou o botão, que o levaria para o andar de seu apartamento, antes de dar um soco na porta, tal soco foi forte o bastante para afundar a porta de metal.

Foi só naquele momento, depois de ouvir um choro de bebê começar, que o apanhador se deu conta de que não estava sozinho ali. A jovem com o a criança de colo, mas a única reação recebida por ela da parte dele foi um movimento de ombros, evidenciando o fato de que ele não iria se desculpar ou se importava com a opinião alheia sobre sua atitude.

O elevador parou e abriu-se quando o botão do décimo andar ficou iluminado e no segundo seguinte a babá saiu correndo dali com o neném.

Na cobertura o apartamento do astro do quadribol era o único. O moreno apreciou esse fato naquele dia mais do que em qualquer outro, visto que ele quebrava todos os espelhos do longo corredor, com as próprias mãos, sem se importar com os próprios machucados, que essa ação poderia causar a si esmo, já que os vidros eram partidos pelas mãos masculinas.

Já dentro de sua morada, o sangue do búlgaro manchava o chão de mármore do apartamento, que antes de sua chegada estava imaculadamente branco, fazendo uma trilhada porta de entrada até o dormitório.

– Deveria ter lançado o feitiço Avada Keravada naquele velho decrepito! — A voz máscula gritou com fúria, quebrando o silêncio mórbido que se instalara no ambiente desde que ele parara de andar.

O velho Nikolaj Asparuch teve muita sorte de sair sem Viktor Krum tê-lo agredido fisicamente, pois todos que jogavam com ele, ou simplesmente conviveram consigo por um tempo esperaria, que ele desse um soco do diretor da Seleção da Bulgária por impedi-lo de jogar uma temporada inteira, além lhe obrigar a treinar um time de um país rival, no mínimo.

O jovem, por outro lado, estava orgulhoso com o fato de ter conseguido secontrilar e não atacar Asparuch, como acreditava que ele merecia.

Se controlar não foi uma tarefa fácil para Viktor, sem contar que tal ato exigiu todo seu escaço autocontrole, pois ser apanhador, jogar quadribol e defender a Seleção de sua terra natal eram as coisas de que mais gostava e se orgulhava, bem, se Krum fosse honesto consigo mesmo admitiria que ser um apanhador em que ele é realmente bom e seu temperamento difícil não lhe permitira trabalhar em qualquer outra profissão, mas isso não muda o fato de que o moreno estava fervendo de raiva.

Caminhando de cômodo em cômodo Viktor ora atirava espelhos, vasos e qualquer outro objeto que poderia quebrar não, ora simplesmente os socava, para ter o prazer de ver suas próprias mãos destruindo algo.

Há muito tempo a dor física não é mais sentida mais por Krum, todos os medibrixos, pelos passou, concordam que isso começou depois que ele foi vítima da maldição imperdoável Criciatos durante a última guerra contra o Lord das Trevas.

Mesmo sem ter treinado naquele dia, depois de quebrar praticamente tudo que era possível ser quebrado na casa o corpo masculino se atirou no sofá de couro preto e segundos depois a mão esquerda dele foi aperta e o pomo de outro, que fora pego da gaveta do aparador que fica perto da porta de entrada, ficou livre para voar pelo apartamento. Ver a bola voar e se debater causa em Viktor uma sensação de poder, de controle.

O homem levantou-se e se dirigiu para a cozinha, s fim de fazer uma poção que curasse seus ferimentos em ambas as mãos; assim que a poção ficou pronta, foi bebida de um só gole.

O barulho provocado pelo baque do pomo de ouro caindo cansado contra o granito da bancada da cozinha o fez acariciar a pequena bolota alada.

Alguns podem até dizer que bolas de quadril não sentem, mas Krum sabe que eles estão errados, soltar o pomo dentro de um local fechado e deixá-lo voar livremente por ali, mesmo que a bola se bata é uma espécie de desafio para o pequeno pomo de outro, que fica mais forte e mais resistente, se é que isso é possível.

A Guerra. Aquele evento histórico do mundo bruxo levou um pouco da alma de Viktor; durante a batalha sua fé nas coisas e pessoas diminuiu enquanto seu lado sombrio e perigoso cresceu, seu gênio difícil se tornou ainda pior.

Ainda eram onze horas da manhã, faltava bastante tempo antes dele ter que estar naquele maldito aeroporto lotado de trouxas, poderia dormir um pouco depois de sua explosão de raiva, contatou ele após olhar no relógio de parede da cozinha.

O som do par de botas triturando os cacos de vidros, esmagando-os contra o chão, denunciou que o moço mudava de cômodo mais uma vez.

Após alguns instantes ele encontra-se deitado em sua cama, sob as grossas mantas de inverno, que ele ainda não guardar, vestindo somente a calça de um pijama de moletom.

Ele fechou os olhos e sua mente estava um turbilhão cenas da Guerra, que Viktor conseguia suprimir quando estava calmo, mas quando estava fora sem seu autocontrole tais lembranças vagavam livres por sua mente. E era sempre a mesma memória: Belltrix o torturando na Torre de Astronímia Hogwarts.

Por conta dessa recordação, Krum ficou os dois primeiros anos pós-guerra sem dormir direito, sem ter paz de espírito. Noite após noite ele acordara molhado de suor, como se tivesse treinado exaustivamente por horas a fio, e seu copo doía como se realmente tivesse acabado de ser torturado.

E daquela fez não fora diferente, o homem acordara horas cerca de uma hora depois com esses mesmos sintomas, que não atormentavam-no há meses.

Experimento maneiras de fazer a sensação vivida do pesadelo passar, Viktor descobriu que, além de jogar Quadribol, um banho, com água quente e espuma, era a melhor forma de afugentar as dores físicas. Quanto às dores emocionais? Bem, esse é, ainda, um assunto delicado.

Enquanto observava a água fumegante sair da torneira e encher a banheira o rapaz tirou sua calça de moletom e sua cueca, além de despejar um pouco de sabonete líquido na água, assim que a banheira estava quase cheia, depois que fechou a torneira.

A água da banheira transbordou quando Krum se sentou, molhando todo o banheiro, mas ele não se importou, simplesmente encostou a cabeça na borda da tina e fechou os olhos, sentindo o corpo relaxar lentamente.

Seu instante de relaxamento, contudo, não durou muito, pois uma coruja entrou pela janela aberta do banheiro e deixou um jornal cair no rosto masculino antes de voltar para o lugar de onde viera.

Com o susto Krum abriu os olhou e se sentou ereto na tina, para ler o jornal.

Ignorando notícias sobre política e economia, o jovem foi direto para o caderno de esportes, onde havia na primeira página uma fotografia de Ronald Weasley, que beijava Hermione nos lábios, ao lado de Harry Potter, este por sua vez beijava a irmã caçula do ruivo, e o restante de um time masculino de quadribol inglês.

Em seguida o jornal foi jogado no piso encharcado do banheiro ao mesmo tempo em que Viktor amarrava uma toalha branca e felpuda em sua cintura, rumando às pressas para seu quarto, a fim de fazer as malas e pegar o avião, em que tinha uma passagem já comprada, rumo à Inglaterra, pois ao ver a fotografia o búlgaro adquirira um sentido novo para a estadia no Reino Unido, para além da punição: reconquistar Hermione Granger.

Foi com esse pensamento, já vestido ede malas prontas, Viktor Krum aparatou nos fundos do Aeroporto Internacional de Sofia e adentrou a construção com um sorriso.

Seu último pensamento, antes de adormecer na poltrona do avião, foi que teria de agradecer à Nikolaj Asparuch pela oportunidade, que ele lhe dera, mesmo sem saber, de (re)conquistar a garota de seus sonhos.

Notas finais
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Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.