Notas iniciais
Após muito tempo, voltei a escrever. Espero que apreciem. Boa leitura.

A casa noturna estava lotada. A pista de dança entupida de pessoas bêbadas, dançando, ou melhor, pulando como animais. Em uma mesa um tanto afastada estava Elle, fumando um cigarro e bebericando um copo de whisky já quente. Seu corpo esguio e seus cabelos ruivos estavam esparramado na enorme poltrona, com um jeans justo rasgado nos joelhos , a camiseta preta com alguns alfinetes customizando-a. Os coturnos surrados davam um charme especial aquela que, aos olhos de algum rico esnobe, mereceria um olhar de desprezo.

Ao longe, sentado no bar, estava aquele que a menina reparou a noite toda. Após terminar o cigarro e apagá-lo no braço da poltrona, seguiu pela pista de dança, com o olhar fixo no loiro, em meio àquelas paredes pichadas e as luzes piscando.

– Um copo de whisky, uma pedra de gelo, por favor. – Elle pediu ao garçom, sentando-se ao lado do garoto loiro de madeixas longas. – E você, o que vai beber hoje? – Arriscou um diálogo.

– Por hoje nada, obrigado. – Sua voz era delicada, rouca. Sua pele muito branca e as feições de seu rosto delicadas demais, quase femininas. As mãos com unhas compridas pintadas de um preto desgastado seguravam a garrafa de água.

– Aqui está sua bebida, senhorita. – O rapaz entregou-lhe, sua bebida e assim que pegou a mesma, virou-se para a sua “presa” da noite. Deu um pequeno gole e estendeu o copo para o rapaz. – Vamos, não tem mágoa que resista a uma boa bebida.

O garoto pegou o copo, ainda olhando para suas próprias mãos, deu um gole tímido na bebida forte e só então olhou para Elle. Trocaram algumas palavras e beberam alguns copos mais. Estavam cada vez mais perto um do outro e a garota ansiava por uma maior aproximação. O calor realmente tomava conta do lugar e o loiro levantou seus cabelos, prendendo-os com a própria mão, para uma rápida refrescancia. Com o pescoço levantado, aquela era a deixa de Elle.

A garota se aproximou e beijou o pescoço do garoto lentamente e este correspondeu às carícias da mesma. Chegando a orelha, Elle sussurrou:

– Aliás, qual seu nome? – A voz saiu falha, rouca.

– Austin. – Falou o loiro, praticamente no mesmo tom de voz que a ruiva, afastando a boca da mesma de seu pescoço e selando seus lábios em um beijo ardente, quase medonho se visto de fora, tamanha era a ância que um tinha pelo corpo do outro.

Por um impulso, os dois se dirigiram ainda aos beijos, para o banheiro sujo da casa noturna. O heavy metal barulhento ainda latejava lá dentro, porém com menos intensidade. Após entrarem a porta fora trancada por Austin. O mesmo jogou Elle contra parede, fazendo soltar um gemido, talvez de dor, talvez de prazer. Aquilo que sentiam era uma mistura de tudo.

Em poucos segundos, Austin já estava dentro de Elle, os dois eram um só, tudo o que sentiam era apenas prazer, nada de amor, compromisso ou reclamações, só muita bebida, o sabor de cigarro na boca de ambos e talvez alguma doença, mas quem liga? Afinal, é só por uma noite, docinho.


Notas finais
Espero que tenham gostado e, se não for pedir demais, deixem a sua opinião.Obrigada.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!