Just One Chance to Play

1 Capítulo 1 - Reencontro "Agradável"


Notas iniciais
Ol! Jujubas, morangos e tudo de bom ♥Espero que gostem de acompanhar essa aventura literria :3Boa LeituraJa Nee~~

Várias pessoas estão falando com o papai. Estão todos chorando, todos de preto.

Está chovendo. Cai chuva de meus olhos também. E no do papai.

Mamãe está ali, não é? Naquela grande caixa marrom. Papai disse que ela foi brincar em um lugar muito especial. Mas eu não posso ir com ela. Eu tenho que ficar com o papai.

– Eu sinto muito Erick — A mãe de Jack veio falar com meu pai. Onde está Jack?

~~--~~

– Nós estamos indo embora minha pequena — Papai disse me pegando no colo. Seus olhos estavam tão molhados.

– Por que papai? Eu gosto tanto daqui

– Nós temos que ir. Papai foi chamado para trabalhar em um lugar muito legal e quer que você venha junto.

– A gente pode levar o Jack? Hein?

Ele sorriu triste e beijou minha testa e depois me pôs no chão. Ele não me respondeu. Apenas olhou para a foto da mamãe.

...

Eu nunca mais vi a mamãe.

Nem o Jack

10 anos depois

– Erika, estou saindo! — Ouvi a voz de meu pai ao longe e então o barulho da porta fechar.

– Apressado como sempre — Revirei os olhos e fui me arrumar para ir para a escola.

Levantei da minha cama, onde eu fiquei pelo menos uns 10 minutos enrolando para levantar e dei uma olhada para o meu quarto de recados. Tinha um cartão de ano novo de Mia, minha melhor amiga.

Segundo ano do Ensino médio ai vamos nós!! Mais um ano pra facul cara!

Feliz ano novo sua vaca que eu amo!!!

MIA — PANDA

Vaca... Não tinha um animal melhor para ser o apelido carinhoso? Tipo, sei lá, um pinguim! Ela ficou com um panda!

Respirei fundo e fui tomar banho, fiz minha higiene matinal e pûs o uniforme da escola. Com sempre, o desanimo chega ao me olhar no espelho e ver a juba de cabelos avermelhados. Meus olhos heterocromáticos, metade castanho, metade verde, estavam com um olhar morto de sono e olheiras marcavam minha pele levemente morena.

Suspirei e terminei de pentear meu cabelo, fui para a cozinha e peguei um cacho de uvas rubi e fui comendo enquanto ia andando para a escola.

– Você jogou a madrugada toda de novo, não foi? — Mia me interrogou assim que cheguei na escola. Seus cabelos castanho claro brilhavam no sol da manhã juntamente com seus olhos cor de mel. Mas sua pele estava pálida como sempre.

– Preciso responder? — Mirei meu olhar morto para ela e deu de ombros — BF4 minha querida.

–BF? Você sabe que não entendo nenhuma das suas siglas — Ela revirou os olhos — Vamos logo.

Subimos as escadas da escola cheias de alunos sentados, conversando ou simplesmente andando por ai. Sempre íamos para sala mais cedo. Era muito mais calmo ficar lá do que lá fora no calor infernal.

– Bom dia Flores d...

– Não comece Patrick — O cortei. O garoto louro de pele bronzeada e de olhos azuis deu um sorriso irônico em minha direção e depois olhou para Mia.

– A madrugada toooda — Mia disse simplesmente. E eu assenti.

Sentei na carteira ao lado de Patrick e Mia sentou atrás de mim. Ficávamos na frente da sala, no canto bem longe da mesa do professor e bem perto da porta. Ninguém senta atrás quando a fila da cantina é maior do que a Índia...

– Gente... Nós estamos no segundo ano... Não sentem nada diferente? — Mia disse animada pulando na carteira.

– Sono — Eu e Patrick respondemos em uníssono.

– Vocês sãos uns chatos — Ela bufou — Um só quer saber de festas e a outra só quer saber de jogar.

– Cara, vou fazer 18 esse ano. Tenho que aproveitar — Disse Patrick pondo as mãos atras da cabeça e encostando na parede.

– Se aproveitar demais repete de novo — Falei secamente, fazendo ele me fuzilar com os olhos.

Ele ia com certeza me matar. Mas a porta da sala abriu abruptamente, assustando nós três. Dela saiu um garoto de cabelos negros bem bagunçados usando um head-phone branco andando a passo pesados e rápidos em direção a uma cadeira afastada no fundo.

– Novatos... — Mia sussurrou animada — Tinha esquecido deles.

– Tem algo que não te deixa animada? — Perguntei para ela meio entediada.

– Maracujá — Ela fechou a cara — Odeio maracujá.

– Você não é normal... — Patrick riu enquanto eu balançava a cabeça negativamente.

A porta se abriu de novo, mas dessa vez foi para uma grande quantidade de alunos entrar na sala, pois o sinal havia acabado de tocar. Seguido pelos alunos veio o professor, que sentou em sua mesa e começou a organizar seus papeis enquanto alguns alunos ainda entravam.

– Bem, primeiro tempo do primeiro dia — O professor começou a falar assim que a porta se fechou — Não posso dizer que sou um professor sortudo. Pegar o primeiro tempo da segunda é pedir para ouvir roncos. Mas vamos com o de sempre. Novatos levantem as mãos.

Umas 10 pessoas levantaram as mãos e o professor começou a perguntar uma por uma seus nomes. Isso era apenas para o professor conhecer os alunos, pois a turma era grande demais para se apresentar completamente.

– Jack Campbell — Quando o último garoto disse seu nome, me virei imediatamente para olhar quem era. Acabei encontrando o olhar do garoto com os headphones. Mas ele desviou o olhar.

– Sejam bem vindos — O professor disse ao final das apresentações — Mas não pensem que não terão aula hoje.

Um coro de "aaaah" foi dito pela turma toda.

Menos por mim. Que ainda encara o garoto com os headphones.

~~--~~

O sinal já havia batido a poucos minutos, porem eu ainda estava sentada nas escadas esperando. Quando o garoto com os headphones brancos passou por mim, me levantei o o segui.

– Hey! Jack! — O chamei, fazendo-o parar e virar-se para mim. Abri um sorriso — Quanto tempo!

– É, pois é — Ele disse dando de ombros.

– Espera, você lembra de mim? — Estava começando a me animar, mas sua resposta me cortou.

– Não. Sei que conheço você — Sua voz indiferente saia — Li o nome na chamada e reconheci. Supus que era você, pois estava me olhando mais cedo.

– Nós nos conhecemos desde que nascemos Jack — Dei uma risada sem graça — Passamos a infância toda juntos.

– Ótimo. Fico feliz que tenha relembrado seu velho amigo de infância — Ele deu as costas para mim — Tenho mais o que fazer. Adeus.

E ele andou sem olhar para trás.

Cheguei em casa e assim que abri a porta de casa ouvi vozes vindas da cozinha. Fechei a porta e fui até lá sem o intuito de ser vista e me surpreendi ao ver os pais de Jack falando com meu pai.

– Nós tentamos até um psiquiatra, mas ele não colabora em nada — Ouvi a mãe dele falar — Mudamos para cá para tentar um novo, que dizem que tem uma ótima reputação.

– A situação já está ficando insuportável. Você tem sorte de ter a filha que tem Erick — Disse o pai dele, houve uma pausa — Acho melhor irmos Erida.

– Claro, Claro. Desculpe o incomodo Erick — Eles começaram a caminhar em direção a porta e decidi entrar no meu quarto e deixar a porta entreaberta.

– Não foi incomodo algum. Fico feliz de terem compartilhado isso comigo. Farei o possível para ajudar — Pelo som, já estavam próximos a porta — Vamos marcar algo algum dia.

– Sim, nós iremos. Muito obrigado Erick.

Ouvi o barulho da porta se abrir e logo se fechar novamente. Sai do quarto e encontrei meu pai dando um suspiro preocupado, mas quando me viu abriu um sorriso.

– Filha, não tinha ouvido você chegar...

– Por que eles estavam aqui? Como assim psiquiatra?

– Ah... Isso? — O tom de preocupação voltou ao seu rosto — Você deve ter visto o Jack hoje na escola, certo?

– Sim... — Respondi hesitante.

– Diferente, não é? — Ele suspirou quando assenti — De acordo com seus pais ele está em crise desde uns anos atrás e piorou quando o filho deles nasceu... Vieram apenas contar as novidades.

– Você parece preocupado demais... — Comentei.

– Eu conheço os pais dele. Não são pessoas muito compreensíveis — Ele suspirou de novo — Filha, tenho trabalho a fazer. Eles me deram o novo endereço deles, caso queira visita-los. Está no bloco.

Ele apalpou minha cabeça e seguiu para seu escritório. Acompanhei ele com o olhar e assim que ele virou o corredor fui para a cozinha e peguei o bloco de notas.

– Hm... Não é tão longe... Umas duas quadras, talvez? — Pensei batucando no bloco até notar um número — Tem o telefone...

Bufei estressada. Olhei para o número e para o fixo. Para o número e para o fixo de novo. Como ousa tratar a melhor amiga de infância dele desse jeito?

– Quero ver que crise é essa eu mesma — Disse pegando o fixo.

Disquei o número e ele começou a chamar.

Notas finais
Espero que tenham gostado! O próximo logo sai u.uKissus~~ BF4 - Battlefield 4
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.