Notas iniciais
" When a Stranger Calls " e " Saw " = filme de terror
SPF 85 = protetos solar

A segunda vez que Rachel viveu um dos ataques de pânico de Quinn, elas estavam no mesmo prédio. A mesma sala, que era um enorme apartamento que estava sendo mostrada a elas por uma corretora de imóveis. Quinn tinha sido impaciente e agitada naquela manhã. Rachel achava que ela estava mal humorada porque ela teve que levantar cedo e só tinha comido uma banana no café da manhã.

A banana. Foi uma loucura. Cornelius tinha comido todos Sugar Puffs.



Quinn até parecia melhor meia hora atrás, deslizando no piso de madeira do estúdio nos calcanhares.



Mas depois elas começaram a falar com a corretora sobre pagamentos, dias de mudanças e regras do prédio e Quinn começou a balançar sobre os saltos altos. Foi quando elas começaram a discutir sobre vizinhos e rotas de ônibus quando Rachel percebeu que Quinn estava respirando rapidamente.



Excitação ou pânico? Ela não tinha certeza no principio. Ela se virou para verificar o rosto de Quinn.



Seus olhos estavam fechados com força e a corretora se perdeu com o que seja que ela estava falando sobre as políticas do prédio, olhando para Rachel interrogativamente. Rachel agarrou a mão de Quinn.



"Quinn." Ela sussurrou, ficando à frente de sua namorada. Quinn inspirou bruscamente pelo nariz.



Rachel se voltou para a corretora. " Você poderia nos dar um minuto, por favor?" ela perguntou com a voz baixa. A mulher concordou com a cabeça e rapidamente correu para fora. Porque não havia paredes no maldito apartamento.



Sem segmentação nenhuma. É bem legal porque nenhum assassino seria capaz de observá-las. Elas não ficariam em situações como em When a Stranger Calls. Bom, poderiam até estar mas elas seriam capazes de ver o estranho.



Mas não seriam capazes de brincar de esconde esconde.



Então, provavelmente foi um não.



Quinn começou a recuar. Pra onde ela estava indo, Rachel não sabia, mas ela estava prestes a cair de bunda. Então, Rachel segurou sua mão mais forte. Se Quinn caísse, Rachel iria junto.



"Mmm, não." Quinn gemeu,, erguendo a mão que estava com Rachel e sacudindo a cabeça.



"Ok, ok." Rachel disse baixinho, olhando Quinn cuidadosamente. Quinn recuou até a parede, ela sentou e segurou as pernas, pressionando o rosto nos joelhos. Ela tinha as mãos sobre os ouvidos novamente.



Rachel se aproximou cuidadosamente e se abaixou na frente de Quinn, sentando da mesma maneira. Quinn estava chorando baixinho. Rachel sentiu o aperto no seu peito voltar.



Deus. De onde isso vem? Foi o esconde esconde? Por que Rachel viveria em um labirinto se isso significasse que Quinn poderia jogar seu jogos.



O chiado no peito de Quinn aumentou e Rachel fez exatamente o que ela tinha feito na primeira vez, no abrigo de animais. Ela botou uma mão no topo da cabeça de Quinn e com a outra ela tentou tirar a mão de Quinn do ouvido.



"Quinn." ela disse baixinho, se curvando para que seu rosto ficasse bem na frente do de Quinn. Quinn não respondeu. "Querida, você pode olhar pra mim, por favor?"



Quinn gemeu novamente e se arrastou para o lado, tirando a mão de Rachel de sua cabeça. Rachel seguiu.



"Urso, me deixe ver seus olhos." Rachel pediu calmamente, observando as lágrimas caírem no joelho de Quinn com mais intesidade. Quinn começou a tossir em seu jeans e Rachel se colocou mais perto.



"Quinn, você precisa se sentar direito. Você não pode respirar assim, querida." Rachel persuadiu, tentando empurrar delicadamente Quinn para seu ombro.



Quinn concordou e depois tentou se virar e encarar a parede. Rachel agarrou seus joelhos.



"Não, não urso, escute." Rachel disse, colocando a palma da sua mão em uma das bochechas coradas de Quinn. "Você está bem. Você está bem, Quinn. Me dê alguns fatos sobre animais. Você pode fazer isso? Conte me sobre os elefantes."



Quinn balançou a cabeça e começou a tossir novamente. Rachel queria que ela abrisse os olhos. Ela estava um pouco perdida. Os olhos arregalados e ela se sentiu muito paranoica no gigante e vazio apartamento. Ela precisava de paredes.



Mas ela era Rachel Berry. E quando tudo falhar, cante.



Hushabye Mountain. Porque Quinn gostava dessa e sabia a letra, então ela seria capaz de focar nela.



"A gentle breeze from Hushabye Mountain softly blows o'er lullaby bay, it fills the sails of boats that are waiting, waiting to sail your worries away." Rachel cantou baixinho, movendo a mão para esfregar as costas de Quinn, contente quando ela parou de tossir. Ela precisava do cão gigante e fofo do filme para vir e ajuda-la.



"It isn't far to Hushabye Mountain, and your boat waits down by the key. The winds of night so softly are sighing, soon they will fly your troubles to sea."



Rachel sorriu pra sim mesma quando Quinn começou a acompanhar a música, porém seus olhos ainda estavam fechados. Ela não estava ofegante e Rachel agarrou as mãos dela para segurá-las.



"So close your eyes on Hushabye Mountain, wave goodbye to cares of the day. And watch your boat from Hushabye Mountain, sail far away on lullaby bay."



Rachel sorriu delicadamente quando Quinn finalmente abriu os olhos na última frase. “Aí está ela.” Ela disse baixinho, inclinando-se para beijar as bochechas cheias de lágrimas. Quinn respirou fundo e sacudiu os cabelos novamente.



“Você, você pode cantar Heffalump, por favor?” Quinn pediu baixinho, fungando e olhando nos olhos quentes de Rachel.



Será que nós estamos no jardim de infância?



Oh Deus. Rachel não sabia se ela ainda sabia toda a letra. O que era terrível. Quem com 24 anos não sabe a letra de Heffalump and Woozles?



“Estou aceitando pedidos agora?” ela perguntou baixinho, tirando o cabelo de Quinn da frente do rosto, onde ele estava preso nos olhos e bochechas.



Quinn engoliu em seco e assentiu séria. “Sim.”



Rachel franziu o rosto para lembrar o primeiro verso. Foi muito enérgico, razão pela qual Quinn adorava. E ainda seria uma boa distração. Muitas fotos para a memória.



"They're black, they're brown, they're up, they're down, they're in, they're out, they're far, they're near, they're gone, they're here, they're quick and slick, they're insincere…"



E foi isso. Quem na merda desse mundo poderia decorar mais do que aquilo? Rachel nem tinha certeza do que estava falando. Ela poderia simplesmente continuar rimando palavras e chamar de sucesso. Rachel estreitou os olhos enquanto olhava para Quinn, tentando lembrar o resto. Quinn fungou de novo e deu um pequeno sorriso.



"Beware, beware, be a very wary bear." Quinn cantou baixinho. Devagar. Piscando exageradamente. Rachel balançou a cabeça de acordo com ritmo da musica enquanto Quinn cantava.



"A Heffalump or Woozle is very confuzle, a Heffalump or Woozle's very sly, sly, sly, sly, they come in ones and twoozles, but if they so choozles, before your eyes you'll see them multiply, ply, ply."



Quem, em nome de Deus, havia escrito aquela música? Rachel riu quando Quinn começou a cantar mais alto.



"They're extraordinary, so bewary, because they come in every shape and size, size, size, size, if honey's what you covet, you'll find that they love it, because they'll guzzle up the thing you prize."



Quinn ficou de joelhos e colocou os braços ao redor de Rachel nessa última frase. Rachel esfregou as costas dela suavemente.



“Melhor, urso?”



Quinn assentiu com a caeça e se afastou, limpando o rosto e ficando em pé. Rachel a seguiu, observando-a com cuidado.



“Você quer- Você quer ir ver o Tom? Eu vou com você se você quiser.”



Quinn franziu a testa por um momento, mas acenou com a cabeça. Rachel tocou suas bochechas. Ela olhou ao redor do apartamento es perguntando se a corretora estava bem. Ela estava esperando no corredor por 10 minutos. Entoa Rachel olhou o rosto brilhante de Quinn novamente.



“Eu sei que você quer tirar os sapatos e correr atrás de mim pelo apartamento, Quinn.” Rachel disse com um sorriso malicioso.



Quinn olhou para ela. Com esperança. Rachel sorriu e pegou a mão dela e elas definiram que os sapatos seriam como uma linha de chegada.



Quinn ganhou a corrida, porque Quinn sempre ganha suas corridas. Ela deve treinar em seu tempo livre. Rachel escorregou e bateu a cabeça em uma das duas portas da sala gigante. Foi um feito incrível. Rachel acabou de fazer tudo de forma brilhante.

*****

“Mudanças são difíceis para você, Quinn.” Tom disse, cruzando os braços e olhando para as duas mulheres a sua frente

Rachel ficou quieta e esperou por mais explicações. Quinn retorcia os tentáculos de Henry ao redor de seus dedos.

“É difícil para qualquer um com Asperger. É na verdade uma das características. Você gosta de segurança, basicamente. Você sabe, a mentalidade ‘ se você esta confortável onde esta agora, porque mudar?’ “

Quinn piscou. Ela olhou para Rachel e então de volta para Tom. “Mas... nós não estamos confortáveis. Está muito quente.” Ela disse sem rodeios.

Rachel balançou a cabeça em concordância. Seu apartamento costumava ser confortável mas depois de seis mamíferos tudo mudou para o inferno.

Tom sorriu. “Talvez você não esteja confortável, literalmente. Você está confortável, porque você sabe o que esperar todos os dias.”

Isso, certo, porra. Trabalhar com máquinas era como uma montanha russa para Rachel. Então ela foi estar com Quinn. Passeando com os cachorros. Alimentando os gatos. Isso definitivamente fez a vida picante.

“Agora vocês tem planos para mudar, é uma espécie de medo do desconhecido.” Tom explicou, batendo os dedos na mesa para que Quinn olhasse para ele. “Você não sabe o que vem então você não pode se preparar. Você não sabe como ira reagir e você não sabe como as coisas vão ser. E isso te deixa ansiosa.”

Tom ergueu a sobrancelha como se estivesse perguntando se Quinn concordou. Quinn abriu a boca e então fechou e acenou com a cabeça ligeiramente.

Rachel observou eles. E falou quando ninguém disse nada.

“Então.” Ela coçou o queixo pensativa. Rachel estava acostumada em ir direto para as novas situações. Toma-las como elas vem e levá-las para longe. Ela não podia ser cautelosa ou adversa a mudanças como uma atriz da Broadway. Estrela da Broadway.

“Hm, nó devemos...” Rachel se afastou de Tom para olhar para Quinn. “Você... você quer ir mais devagar?”

Os olhos de Quinn se arregalaram. Ela parecia um pouco em pânico. “Ir mais devagar com o que?”

Rachel olhou para os encantos do urso sobre o colar de Quinn e mordeu o lábio. Ela realmente não sabia o que estava sugerindo. Foi uma conversa vaga.

“Eu não acho que seja uma boa ideia.” Tom interferiu.

Obrigada Senhor. Rachel desviou os olhos do urso e focou no Tom. Ela não podia olhar para os olhos chatos de Quinn para ela.

“Quero dizer, se abrandar as coisas em geral, seria tornar as coisas mais confortáveis para vocês, em todos os meios, vá em frente. Mas nós não queremos chegar a um ponto onde você está regredindo dentro de si. Não correr nenhum risco, não seguindo as oportunidades, não conhecendo novas pessoas. Não queremos que volte para isso, Quinn.”

Rachel ouviu um suspiro e virou-se para achar Quinn que ainda estava olhando para ela.

“Eu não... eu não preciso ir devagar com você, Rachel.” Quinn sussurrou. Muito calmamente. Rachel teve que se inclinar sob o braço da cadeira para ouvir corretamente.

Ela procurou no rosto de Quinn com cuidado por algum sinal que Quinn não estava dizendo toda a verdade. Tudo o que ela viu foram os olhos castanhos honestos. Olhos brilhantes. Quinn não podia mentir.

“O que você precisa, urso?” Rachel perguntou, com a mesma calma. Ela, gentilmente, tomou o polvo do colo de Quinn para que ela pudesse se concentrar.

“Eu hm... hm.” Quinn sacudiu os cabelos. Se ela fizer isso mais uma vez hoje, isso vai virar um afro permanente. Ela provavelmente iria adorar. Rachel sorriu para a bagunça. Tom estava sorrindo para elas também.

Quinn permaneceu em silencio. Rachel apoiou mais as costelas sobre o braço da cadeira.

“Eu estou... eu gosto de onde nós estamos agora. Eu não quero ir devagar.” Quinn disse, sentando reto e atenta tanto para os olhos de Rachel como para os de Tom. “Eu estou indo... bem. Muito bem. Acabei meio que... aquele apartamento era muito grande. E aberto. E tudo muito novo, e...”

“Sobrecarregado.” Tom disse simplesmente.

Claro que a primeira coisa que veio na cabeça de Rachel foi a musica Dirty Dancing.

Ela oscilou um pouco enquanto as letras voltavam para ela então estalou os dedos para cantar baixinho porque o lugar estava em silencio. “Oh won't you help me cure this overload.”

Ela fez uma dança com os ombros para ajudar Quinn. Qualquer coisa para faze-la sorrir.

“O que é isso?” Quinn perguntou com um sorriso.

A mandíbula de Rachel caiu. Era Funny Girl de novo. Definitivamente já estava na hora de levar Quinn para sua coleção de musicais, só para evitar momentos como esse.

“Dirty Dancing.” Rachel afirmou séria.

O sorriso de Quinn brilhava. “Eu já ouvi falar disso.”

Rachel tentou não revirar os olhos. “Mas você ainda não viu.” Quinn afirmou com a cabeça, sorriso vacilando um pouco por causa da expressão de Rachel.

Rachel havia aceitado há muito tempo que ela não tinha controle sobre seu rosto. Era como se tivesse vida própria. Ela soltou um suspiro.

Tudo bem. Mantenha a calma. Basta mostrar os filmes. Vai ficar tudo bem.

“Eu... você pode... eu vou assistir se você quiser.” Quinn disse, parecendo insegura. Ela parecia um pouco desconfiada de Rachel e olhou o polvo sendo esmagado na sua mão.

“Isso é uma boa ideia.” Tom disse com um sorriso agradável, levantando uma sobrancelha para Rachel.

Rachel sorriu para Quinn para tranquiliza-la. Isso seria a coisa mais importante. Assistir seus filmes favoritos com sua garota favorita.

“Querida, é verdade, eu estou tão presa a você.” Rachel contou brilhantemente ate o sorriso de Quinn voltou.

Deus. O que elas estavam falando antes? Sobrecarga. Ela resistiu a vontade de cantar novamente e começar o ciclo de novo.

Rachel levantou a mão para sinalizar que ela estava ficando para trás no assunto. Tom e Quinn olharam com expectativa.

“Como saberemos, quero dizer. Quinn não vai continuar com ataques de pânicos se formos em frente com a mudança?” ela perguntou cuidadosamente.

Quinn suspirou e estendeu a mão para arrancar Henry das mãos de Rachel. Rachel pegou o seu pulso gentilmente e puxou sua mão para beijá-la.

“Nenhum pouco.” Tom respondeu confiante. “Quinn, se você se preparar para o que vai acontecer no dia a dia, certifique-se que você vai saber o que esperar, eu acho que você vai ficar bem. Sem surpresar, certo?”

Quinn assentiu com a cabeça em concordância. Tom virou-se para lidar com Rachel.

“Rachel, você certifique-se que ela esteja cercada por coisas familiares. Você. Os cães e gatos.”

“Nós temos um coelho agora.” Quinn acrescentou calmamente.

Tom sorriu para Rachel como se soubesse o exatamente o que ele estava passando. Não. Ninguém sabe. A menos que eles vivam naquele apartamento. Iria traumatizar mais. Foda-se traumatizar, Rachel.

“Talvez procurar um apartamento que é mais parecido com o que vocês tem agora. Não como o que vocês foram visitar hoje.”

Ok. Um com portas e quartos. Isso não deve ser difícil.

Além do mais, uma varanda, uma cozinha maior para destruir, vários armários para brincadeiras e assassinos em série, animais de estimação e a uma curta distancia do Central Park.

Ok. Rachel era uma estrela da Broadway, mas ela não era uma milionária. Isso pode ser difícil.

*********

Rachel estava no Cosney Island no outro dia, deitada na areia sob o sol e olhando uma lista de apartamentos que a corretora havia lhe entregado. Ela estava lendo as características para Quinn, que estava sentada a dois passo de distancia cavando um buraco enorme que ela estava desaparecendo aos pouco. Elas vieram substituir o calor do apartamento pelo calor do sol.

“Três quartos, dois banheiros, academia no prédio, construído em 1800-“

“Veto.” Quinn interrompeu, rosto desaparecendo quando ela ia ao fundo do buraco tirar mais areia. Rachel tomou um momento para admirar o shorts que sua namorada estava usando.

“Mm.” Ela ajeitou o óculos de sol para olhar melhor. “Porque?” ela perguntou distraidamente.

Quinn franziu a testa quando uma das paredes começou a entrar em colapso. “É mais velho que o que estamos agora. Entoa irá fazer mais barulhos estranhos. E tudo só vai quebrar e nós vamos terminar no mesmo lugar. Mas eu gosto da arquitetura pós-Guerra Civil. Se for renovado ou algo assim.”

Hm. Quinn era familiarizada com os estilos de arquitetura.

Tudo bem. Boa razão. Quinn se virou para ver se Rachel estava escutando. Rachel tentou fazer cara de inocente e Quinn corou e sorriu para ela.

Ela estava coberta de areia. Era como se ela tivesse sido enrolada na areia. Ela colocou areia na boca de Rachel quando foi beijá-la e, em seguida, sentou-se de pernas cruzadas comas duas mãos tocando bateria na briga nua de Rachel.

“Você está jogando areia em mim.” Rachel reclamou, tentado tirar as mãos de Quinn com seus papéis.

Quinn sorriu e mudou para um ritmo mais lento.

“Ok, escute. Três quartos, um banheiro, na Park Avenue. Porteiro, animais permitidos.” Rachel lendo, ignorando os dedos de Quinn na sua barriga. “A decoração parece um pouco vaga.”

Porque a banheira parecia de outro mundo. Quatro botões e uma torneira no meio dela, em vez de estar no final. O que é esta loucura? Uma pia e nenhum balcão. Na verdade, parecia uma versão limpa do cenário de Saw.

“Veto.” Rachel afirmou.

Quinn assentiu com a cabeça. “Sem espaço para os animais.”

Yeah. Ok. Rachel deixou essa passar.

“Eu gostei desse.” Quinn disse, segurando um papel com uma imagem de um condomínio construído ano passado.

Rachel olhou e sorriu. Isso era definitivamente moderno. Futurista. Quase como um laboratório. O que seria um desastre dando a ela problemas com um simples aparelho. “Veto.” Ela disse com um sorriso.

Quinn olhou para ela, a cabeça bloqueando o sol e, em seguida, olhou para a imagem. “O que? Porque?”

“Eu iria me sentir como um robô, Quinn. Nos precisamos de algo parecido com um lar.”

Quinn se aproximou até seus joelhos encostarem em Rachel. “Mas nós poderíamos ser como os Jetsons. Ou astronautas.”

Rachel bufou. O sarcasmo de Quinn era muito raramente detectável. E isso mudou tudo. Quem não gostaria de ser como os Jetsons? Rachel balançou a cabeça com um sorriso. “Veto. Veto. Veto.”

Quinn suspirou. Ela estendeu a mão e tirou os óculos escuro de Rachel e colocou nela. Rachel ficou temporariamente cega, então ela deu um tapa na coxa de Quinn. Até que ela se moveu e bloqueou o sol novamente.

“Fique quieta. Você é minha sombra, urso. E escute esse.” Rachel disse puxando uma promissora listagem. “Três quartos, dois banheiros, em Carnegie Hill. Passos do Central Park, 2 apartamentos por andar, jardim privado, cheia de sol e encantador.”

Encantador poderia significar pequeno e degradado. Rachel preferiu pensar positivo.

Quinn ouviu atentamente e sorriu quando ouviu jardim. “Os cachorros vão adorar essa.” Ela comentou, olhando para as imagens.

Rachel concordou com a cabeça. “Eu gosto. É muito bonito.”

Quinn acariciou a barriga de Rachel, sorrindo ainda mais. “Eu gosto de você. Você é muito bonita.” Ela comentou aleatoriamente. Rachel corou e levantou o papel para esconder seu rosto.

“E tem uma lareira. E um pequeno extintor para o caso de colocarmos fogo nas coisas com a lareia.” Rachel continuou. Ela moveu a folha e olhou para Quinn. “O que você acha?”

Quinn estou a imagem e concordou lentamente com a cabeça. “É muito... nós. Confortável, você sabe? E acessível. E pode fazer barulho estranhos porque é meio velho mas eu quero o jardim.”

Oh, Rachel também queria. Ela sempre sonhou com uma pequena horta de cenoura e tomate no seu jardim. Ela percebeu que provavelmente mataria todos ele, mas seria divertido tentar. Além disso, ela poderia ter uma daquelas botas de jardinagem cor de rosa. Ela ficaria adorável com elas.

“Parece silencioso. Calmo.” Rachel comentou, olhando para Quinn. “O que seria bom para você. E eu.”

Quinn apenas balançou a cabeça. Seus dedos estavam distraidamente procurando o umbigo de Rachel.

“Você está bem?” Rachel perguntou com a voz baixa, se aproximando e tirando os óculos do rosto de Quinn.

Quinn balançou a cabeça. “Eu vou sentir falta do nosso apartamento.”

“Sério?” Rachel perguntou, levantando uma sobrancelha. Os ruídos. O calor. O frio. O micro-ondas com defeito. Aranhas no banheiro. Marcas nas paredes de animais nocivos. Deus, ante de Quinn se mudar, o apartamento era perfeito. Ela era como um tornado.

“Sim.” Quinn afirmou enfaticamente. Ela sorriu e colocou as mãos na barriga de Rachel novamente. Ela simplesmente não conseguia deixar suas mãos longe. “Porque eu nunca teria conhecido você se nó não fossemos colegas de apartamento. E porque aqueles ruídos foram o que te fizeram me deixar dormir na sua cama. E eu só aprendi a usar a maquina de lavar agora. Então isso será um ajuste.”

Rachel cantarolava. Ela estava quase em lagrimas. Quinn estava totalmente certa. Ela teria que aprender a usar a nova maquina de lavar.

“Eu acho que nós teríamos nos conhecido de qualquer maneira.” Rachel disse logicamente, colocando uma mão na coxa de Quinn. “Barnaby é sua alma gêmea, então ele teria me arrastado até você onde quer que você estivesse.” Ela comentou com um sorriso.

Quinn sorriu e concordou.

“E eu teria deixado você dormir na minha cama de qualquer maneira. Se você tivesse pedido.”

Que é, provavelmente, algo que Rachel não aconselharia os outros a seguir, mas que seja. Ela lembrou de quando viu Quinn parada no corredor com um urso de pelúcia na mão.

“E agora eu te tenho todas as noites.” Quinn disse, parecendo muito satisfeita consigo mesma. Ela deveria. Ela estava com Rachel Berry.

Rachel foi para o mar. Ela precisava se acalmar. “Vamos nadar.” Ela declarou, se levantando e tirando areia das pernas. Quinn continuou sentada e ajudou a tirar a areia das pernas de Rachel. Embora fosse desnecessário.

“Só se você me ajudar a construir um castelo de areia.” Quinn negociou.

Porque um buraco gigante para os banhistas distraídos caírem não era o suficiente.

“E me ensinar a nadar.”

Rachel congelou no meio do aceno com a cabeça. O que? Ela olhou para Quinn interrogativamente, estendendo a mão para que pudesse puxar Quinn. “Você não sabe nadar?” ela perguntou com os olhos arregalados.

Quinn ficou em pé, enterrando os pés na areia quente. Ela balançou a cabeça descaradamente. “Ninguém nunca me ensinou. Nós não íamos... nadar muito.”

Bom. Ensinar Quinn a nadar no oceano não poderia ir muito bem. Especialmente quando era Rachel, que tinha uma ideia superficial do conceito natação, fazendo isso. Provavelmente Quinn seria arrastada em uma maré e acabaria em Maine. Ela pegou as mãos de Quinn e olhou para a água.

“Vamos entrar até a água ficar nas nossas cinturas, porque é agradável e calmo, mas eu vou te ensinar a nadar em uma piscina, ok?”

Quinn assentiu com a cabeça. “Então nós podemos comprar uma boia inflável? A baleia?”

Rachel olhou para ela. “É claro.” Ela inclinou-se para beijar o rosto vermelho de sua namorada, depois as bochechas e finalmente a boca. Quinn definitivamente estava queimada. Ela provavelmente não sabia disso ainda. Nem o SPF 85 de Rachel poderia salvá-la agora.

Rachel correu suas mãos no corpo aquecido pelo sol de Quinn. Tinha areia por todos os cantos do corpo de Quinn. Quinn a envolveu em abraço.

“Vem sentar no meu buraco comigo.” Quinn suplicou baixinho.

Rachel mordeu a boca. Soou um pouco ridículo, mas ela balançou a cabeça de qualquer maneira. A água poderia esperar alguns minutos. Ela e Quinn tinham um castelo para construir.