Just Me

1 Nunca jogue comigo, por que nunca sei onde parar


Notas iniciais
Esse capitulo é só para introdução da historia, pra voces conhecerem um pouco da personagem principal, a Lis.

Resumo sobre mim, sou da cor morta, tipo: ‘Nossa! Essa menina esta morta?!’, muito pálida, sádica, sedentária, chata, mandona, besta, retardada, assisto desenhos infantis, como besteiras demais, adoro rock, tenho problemas familiares, só tenho um amigo gótico, sou baixinha, cabelos muito pretos, tipo piche, e meus olhos são azuis, mas eu uso lentes pretas por que sou humilde, sério, odeio o jeito que as pessoas só pensam na beleza exterior, isso me chateia e manda algum infeliz para o hospital, já bati em primas menores, só as primas, por que os primos me amam, e vice-versa. Meu nome é Ellise Harper, tenho 18 anos e acabei de terminar o ensino médio, pretendo dar um ano de férias para minha linda pessoa pensar em algo para trabalhar. Ou não, né.

Moro no centro de Los Angeles, e aqui o calor é insuportante (insuportável e importante), todos os verões a família inteira se arrasta pra uma droga de viagem para praia, ver gente que nem se importa uns com os outros, só nas épocas festivas, nem se quer ligam para saber se morremos ou só se entramos em coma.

Eu tenho um coelho preto chamado Julian, uma dálmata chamada Judd e o Todd, meu ratinho branquelo, o Julian ganhei da minha vó, o Todd do meu pai e a Judd do Peter. Judd é minha vida, ensinei todos os truques possíveis para ela, é assim que passo minhas férias até ser obrigada a ir para meu ‘passeio’ de família.

Meus pais passam o dia todo fora trabalhando, minha mãe é contadora e meu pai é analista de sistema, nem sei o que ele faz lá, juro. Eles saem todos os dias as 8 e só voltam as 9 da noite, e como eu sou meio irresponsável, eles me ‘obrigam’ a passar o dia todo com Peter ate eles chegarem e perceberem que eu não ateei fogo na casa, eles se sentem mais seguros me deixando com um gótico do que me deixar sozinha perto de um fogão, ou qualquer coisa que esteja ao meu alcance, o que é quase nada, só tenho 1,61 de altura.

-Lis!- gritou a peste la de baixo, eu tinha que aprender a ser escandalosa com alguém, né? Ou não.

-Que é?- gritei também sem tirar meus olhos do meu velho novo livro, Fallen, faz 3 dias que estou lendo... A sinopse. Acho que não da pra ler vendo Hora da Aventura, a jujuba é tão linda que dispersa minha atenção, ouvir música, ver TV e beber Pringles também não é muito legal.

-Vem logo!- esse desgraça fica me enchendo o saco, mais eu o amo, de montão.

Levantei minha bunda sedentária da banheira, não, eu não estava tomando banho, estava apenas vendo TV no meu banheiro, e isso pra mim é super normal.

Fui atravessando os cômodos tão devagar quanto uma lesma em coma... eterno.

-Cadê você?- Peter me chamou de novo, pra variar, para um gótico de cabelo lambido ele é bem ativo.

-Estou chegando, espera!- saco!

Eu estava a coisa mais linda, pijama do Scooby – Doo manchado de nachos, cabelos tão bonitos quanto os de uma fuinha com conjuntivite, e meu corpo pálido e super sexy como uma lontra, meu esmalte preto já estava para fazer aniversario em minhas unhas.

-Demorou. — Peter disse sem emoção alguma, esse é o gótico que eu conheço.

-Por que eu deveria vir rápido? Tem algum panda fofo aqui na sala?

-Você vê algum por aqui?- ele perguntou sarcástico.

-Não, só vejo uma jamanta com anorexia!- eu disse subindo no balcão que dividia a cozinha da sala, só assim consigo pegar meu tão amado pacote de ar, o Ruffles.

-Baixinha super sexy!- apesar de parecer isso não foi um elogio.

-E você super lindo, esta namorando? Ah! Não, você nunca namorou. — jogo na cara mesmo.

-Isso! Chuta cachorro morto.- ele disse e eu desci do balcão e comecei a realmente chuta-lo, mesmo que meus golpes não fossem fazer efeito, pois ele e super alto, eu sou totalmente obediente, quando me convém.

-Feliz?

-Nunca!- esqueci que ele é meio sem emoções, deve ser o fato de ele ser GÓTICO!

-Droga! Com amigos como você minhas torturas jamais terão efeito. — eu disse torcendo os lábios.

-Afê! Obrigada pela consideração, sei que você me ama, muito.—ele disse indo ate a porta.

-Onde você vai?

-Comer muffins!

-Vou contigo!- eu disse e saltitei ate a porta, só que nunca, ate por que minha bunda pesa mais que minha alegria.

-Assim?!?- ele me encarava de cima a baixo.

-O que é que tem?

-Nada, você só esta toda descabelada, pijama sujo de nachos, e sem sutiã por baixo.

-Oh! Isso? Vou me trocar, me espera aqui! Ou morreras!!- eu disse correndo ate meu quarto.

-Ótimo, escolho morrer, não tinha nada para fazer esse final de semana mesmo!- ele disse tomando um gole do MEU pringles que estava em cima da mesa de centro... desde o domingo retrasado.

[...]

-Quando as pessoas falam ‘Demente’ é tudo junto ou ‘Demente’ é ‘Demente’ separado?- eu disse sentada na mesa do café bar, mais conhecido como Pub Club.

-Depende de quem ta falando, simples!- disse Peter.

[...]

Eu estava parada em frente ao espelho, eu sentia sua falta, mais do que tudo, sentia falta do seu cheiro, sentia falta do seu gosto, do seu perfume, dos seus beijos, eu sentia a falta dele, falta de quem um dia jamais esquecerei.

Jurei a mim mesma que não choraria por sua partida, que seu sumiço não me doeria, que minhas lagrimas jamais apareceriam, mais não adianta negar, tudo que eu quero é te-lo de volta em meus braços, é sentir sua pele quente me abraçando. Mas eu me prometi que seria forte, por mim e por Pett.

Flashback On

-Lis, por favor, não fique assim! Por mim!- Peter estava sentado, ou melhor, de joelhos ao meu lado agarrado em mim.

-Por quê? Por que ele se foi desse jeito?- eu pronunciava leves sussurros enquanto ele afagava minha cabeça.

-Por que ele é um débil!- ele disse rindo levemente, me fazendo repetir seu ato.

Eu me sentia a pessoa mais segura com Pett por perto.

Flashback Off

[...]

-Judd?!- algo molhado na minha cara, obvil que é ela.

-Sim, aqui é a Judd! Acorde meu bem...- ouvi uma voz feminina, senti uma dor imensa na minha bochecha e levantei-me num pulo.

-Peter! Seu otario!- eu dizia enquanto esfregava minhas bochechas freneticamente fazendo um frio percorrer meu corpo, ele estava passando uma pedra de gelo em minhas bochechas fofas, isso não é legal.

Aí de repente é encontrado morto num matagal e ninguém sabe por que, né!

Ele estava jogado no meu carpete rolando de um lado para o outro abraçado com meu ursinho do bob esponja.

-Larga o Bob!!- eu disse pulando em cima dele.

-Sai de cima de mim obesa!- ele esperneava como uma garotinha enquanto eu o batia com uma meia que achei ao seu lado, no caso, embaixo da cama.

-Larga meu Bob!- eu enfiei a minha meia em sua boca e ele parou de se mexer e fechou os olhos.

A meu Deus! Eu o matei.

-Peter, acorda!- eu disse o balançando.- Peter, não tem graça! Peter!- eu o vi levantar apenas uma fresta de seu olho e o fechar rapidamente, oh! Então ele quer brincar? Que seja assim então.

Levantei-me, fui ate a cozinha, abri o freezer e peguei um pacote, de carne moída crua, coloquei sobre o balcão e abri a embalagem, tirei um pouco com a mão, isso era a coisa mais nojenta que já toquei, mais era irado!

-Judd! Vem cá!- eu disse chamando Judd para meu quarto junto a mim. Pett ainda estava deitado no carpete, afastei sua calça preta justa e coloquei um punhado de carne, ele não se mexeu, ate onde ele pretende ir com isso? Mas tudo bem.

-Judd, agora é com você!- eu olhei para ela e estalei os dedos, no mesmo instante ela voou em direção a calça de Peter o mesmo corria pelo quarto todo com Judd agarrada nele, e eu? Saí correndo do quarto e tranquei a porta. Nunca jogue comigo, por que nunca sei onde parar.

Notas finais
Gostaram? a personagem é bem doidinha, né? haha se acostumem.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.