Just Love You
10 iNice to meet you
Notas iniciais
Sam PV:
Tentei várias vezes ligar para o Eddie — Um amigo ex-namorado da minha mãe — mas não consegui nada! Até que me cansei e resolvi pergunta a Pam se ela tinha o novo número dele:
– Pam — Digo ao entrar na sala — Você tem o novo número do Eddie?
Ela me olhou com um olhar de assassino, sentir que devia correr dali o mais rápido possível.
– Pra que você quer o telefone dele? — Ela pergunta enquanto mastiga um pedaço de pão.
– Bom... Pra, pra... Pra conversar oras! Pra que mais eu ia querer? — Digo
– Hum... Conversar o que? — Ela pergunta ainda mastigando, já vi que educação nessa casa está em falta.
– Não te interessa! Você tem ou não tem? — Pergunto já irritada
– Olha como fala comigo! Sou sua mãe! — Ela repreende
– Tá! Mãe! A senhora tem o telefone novo do Eddie?
– Eu nem sabia que ele tinha mudado de número
– Claro, ele não liga pra você... — Digo irônica
– E se ligasse eu também não iria atender — Ela diz irritada — Aquele cantorzinho de boteco barato... Saiu daqui dizendo que me amava e uma semana depois eu encontro ele com uma dançarina magrela...
Eu já estava bufando de impaciência. Minha mãe e seus dramas patéticos! Ela expulsou o Eddie quando descobriu que ele era cantor e depois de uma semana encontrou ele com uma mulher, brigou com ela, foi parar na cadeia e agora fica reclamando como se o Eddie fosse o culpado.
– Tá mãe! — Digo á cortando antes que ela comece com o drama de novo — Você tem ou não o novo número dele?
– Já disse que não! — Ela diz novamente irritada — Tenta ligar pro antigo dele sei lá...
– Eu já tentei! Mas chama, chama e ninguém atende.
– Ele deve está ocupado com alguma dançarina... — E ela começa...
Deixo minha mãe falando sozinha na sala — Ninguém merece ouvir os dramas de Pam Puckett — volto para meu quarto, visto alguma coisa, e sigo para minha consulta no terapeuta.
Era estranho o fato da Carly não ter me ligado o dia inteiro. Quase não nos vimos no colégio e o resto dia ela não deu nenhum sinal de vida. Bom, talvez ela esteja chateada pelo fato de eu ter cancelado o ensaio de hoje, mas enfim.
Chegando ao terapeuta, eu tinha que esperar algumas consultas de outros pacientes acabarem. Durante esse tempo, eu tentava terminar a música que eu estava fazendo ontem...
– Acho que "little kid believing" fica melhor mesmo — Diz um garoto que estava sentado ao meu lado.
Como ele ousa ler o que eu estava escrevendo? Intrometido!
– Desculpa — Digo — O que disse?
– Essa frase — Ele diz — "I'd rather be singin' about a little kid believing" ficou muito boa, não acho que precise apagar...
– Você tem sempre o costume de ler o que as pessoas estão escrevendo? — Pergunto ainda espantada com tanto abuso da parte dele.
– Só quando estou entediado — Ele diz
– Não seria melhor se você procurasse alguma distração que não seja ler o diário dos outros?
– Eu me divirto com isso — Ele diz como se não tivesse nada de mal — além do mais não sabia que era seu diário.
– Ah! Sei! — Digo — E você tem não tem nada a dizer? Tipo desculpa por ler o seu diário garota que eu nunca vi na vida?!
– Ann... Bom, então desculpa! — Ele diz sem graça
Ótimo — Digo mentalmente e volto a me concentrar na música.
– Eu posso perguntar o seu nome? — Ele torna a interromper.
– Sam! Meu nome é Sam! — Eu digo já irritada
– Ah legal — Ele diz — O meu é Nick...
– Nick? — Pergunto
– É!
Eu não me aguentei e comecei a rir sem parar.
– Qual é a graça? — Ele pergunta
– Seu nome! — Eu digo dando gargalhadas
– E o que tem?
– É tão... pequeno e bobo — Digo ainda rindo
– Bom, o seu só tem três letras então...
– Nã-Nã-Não! O meu nome de verdade é Samantha, mas todos me chamam de Sam.
– E o meu de verdade é Nicollas, mas todos me chamam de Nick.
– Então tá! — Digo disfarçando o riso.
–É um prazer te conhecer Sam — Ele diz tentando puxar mais assunto
Fale com o autor