Just Love Me

10 There's no place like home


Notas iniciais
As frases entre aspas são pensamentos. Boa leitura!✌🏻️🖖🏻

É impressionante como o cérebro humano funciona. A quantidade de dados que armazena e o modo como deleta informações. E mais impressionante são as coisas que nunca somos capazes de esquecer.
De maneira indescritível, Storybrooke havia se tornado um lar. Era lá que sua família se encontrava, o que tornou aquela pequena cidade do Maine, sua casa permanente.
Todos os anos Emma evitava visitar o lugar. Em dez anos, tinha ido até lá apenas quando o pai se casou novamente. David havia se casado com Mary, uma professora do jardim de infância. No pouco que conversaram Emma notou que a mulher era apaixonada e que também era uma boa pessoa. Na ocasião, Swan não cruzou com nenhum dos Mills apesar de seu pai ter dito que mantiveram uma boa relação após a partida dela.
E dez anos depois ela se encontrava cruzando a fronteira da cidade.
"Não há lugar como o lar"
Riu de si mesma e acelerou.

Toda vez que Regina parava para refletir sentia a ironia da vida. Ela sempre quis ir embora de Storybrooke e começar a vida em outro lugar, mas no final, acabou voltando para a cidade depois da faculdade. Era ela quem administrava a empresa de imóveis que um dia fora de seu pai. Já era certo dizer que a cidade havia crescido e modernizado-se. Por mais estranho que pudesse parecer, Cora havia ficado na prefeitura por mais alguns anos até que saiu e August assumiu o cargo. Parecia que aquelas pessoas confiavam nos Mills. Zelena morava em Londres desde a formatura de Regina e segundo os telefonemas e e-mails que trocavam, ela havia conhecido alguém.
Regina respirou fundo e continuou o trajeto, encolhendo os ombros por causa da brisa gelada. Nos últimos anos, ela visitava bastante o píer e ficava horas a fio pensando.
"Talvez eu pense demais"
Balançando a cabeça negativamente ela andou até o Mercedes e fez o trajeto até a mansão Mills. Ela dirigia calmamente, seguindo o trânsito lento da cidade quando um Porsche preto passou ziguezagueando pela avenida. Ela rolou os olhos. Deveria ser o filho de Robin se exibindo outra vez. Regina continuou seguindo normalmente até que o mesmo Porsche surgiu a sua frente, ela freou mas mesmo assim atingiu o carro que por sua vez já tinha atingido uma camionete. Sentiu um banque e ouviu o som de pneus cantando próximo a seu carro. Estava atordoada e sentia a visão turva. Alguém abriu a porta e desafivelou seu cinto. Sentiu seu corpo ser carregado e depois posto no chão. Observou a confusão que o lugar se encontrava: o carro do xerife, algumas ambulâncias e um carro de bombeiros. Vários motoristas discutiam enquanto outros observavam a confusão.
— Pode olhar para cima, por favor?
Regina obedeceu. Conhecia aquela voz e aquele perfume. Focou na pessoa a sua frente. Alta, esguia, cabelos loiros, olhos verdes e pele clara. Vestia sobretudo preto por cima do jeans e do suéter, uma touca cinza cobria apenas uma parte dos cabelos loiros e usava luvas apesar de já te-las retirado.
— Seu corte não é fundo — Falou voltando os olhos para a
outra — Mas é melhor irmos para o hospital
Quando encarou aqueles os olhos e observou o rosto, Regina percebeu quem era. Seu coração acelerou e ficou difícil de respirar.
— Emma?
A mulher a encarou.
— Sim, sou eu — Falou sorrindo torto — Já faz muito tempo não é Regina?
— É já faz
Uma parte dela, sua consciência talvez, ficava dizendo que ela deveria dar um tapa em Swan enquanto outra parte suspirava e fazia uma cara de "por que não beijou ela?". A morena fechou os olhos com força e os abriu novamente, Emma ainda estava a encarando. Regina se levantou e quase caiu, mas Swan a ajudou e praticamente a carregou para dentro do carro.
— Meu carro! — Regina
exclamou — Não posso deixá-lo aí!
— Eu falei com o Graham e ele ligou para a oficina — Emma informou enquanto dava a
partida — Já estão vindo pegar o seu carro
A morena afundou-se no banco e fechou os olhos. Deveria estar sentindo raiva de Swan, mas naquele momento sentia uma estranha aura de segurança. Era como se Emma fosse a salvadora dela outra vez.
"Droga Swan!" Pensou "Você precisa mesmo sempre salvar o dia?"
A loira estacionou a BMW e abriu a porta para Mills. Serviu de apoio para a morena até entrarem no hospital, onde rapidamente conseguiram um leito para ela. Depois de ser atendida e suturarem o corte, Regina estava sendo preparada para fazer alguns exames.
— Quer que eu ligue para alguém?
Mills deixou de encarar as mãos e olhou para a loira.
— Zelena, Cora ou outra pessoa?
— Zel está em Londres — Falou — Ligue para a mamãe e pro Daniel
Emma franziu a testa, mas pegou o celular de Regina e procurou pelos números. A morena foi levada para fazer os exames enquanto a loira ainda estava ao telefone. Quando Regina voltou, Emma conversava com Cora. Logo em seguida Daniel chegou e encarou Emma que fez uma careta ao vê-lo.
"Algumas coisas nunca mudam"
— Como está se sentindo? — Cora perguntou se aproximando
— Um pouco tonta por causa da medicação — Falou
Ela continuou encarando Regina com ar de preocupação, isso fez com que ela repensasse o sentido daquela frase. Sua mãe também falava de Emma.
— Estou bem — Disse por fim
Daniel se aproximou e segurou a mão da morena. Ele sorriu tentando reconfortar a outra.
— Não está sentindo nenhuma dor?
Ela negou com a cabeça e ele acariciou sua mão.
— Obrigado Swan — Falou virando-se para a loira — Mas creio que já fez todo o que podia por aqui, agora, já pode ir
Regina franziu a testa e olhou para a mãe que mantinha uma expressão neutra. Emma quis esconder a irritação mas a morena viu quando ela travou o maxilar.
— Estou esperando apenas os resultados — Falou — Não se preocupe, Dani, não vou rouba-la de você
Regina mordeu os lábios para não rir e viu que Cora fazia o mesmo. Naquele instante era como se visse a versão adolescente de Emma. Daniel ficou vermelho. Ele iria revidar se o médico não tivesse chegado.
— Sua tomografia não apresentou nada, Srta. Mills — Explicou — Preciso que a senhorita fique em observação por mais uma hora por conta da pancada
Ele então virou-se para Emma.
— Foi um prazer, Swan — Falou apertando a mão de Emma
— Idem, Hunt — Ela falou
Emma viu o olhar interrogativo de Regina e sorriu de canto.
— Um antigo colega de
trabalho — Explicou ainda
sorrindo — Até mais Regina; Tchau Cora
Ela pôs o sobretudo e saiu. Um pequeno sorriso involuntário escapou de Regina.

Notas finais
Bom, eu até pensei em fazer a Regina perder a memória só que eu achei meio clichê e fora de contexto, portanto, fica para próxima. Vou fazer alguns capítulos em flashback que esclarecem e mostram algumas coisas. Bye!