Just Love
3 Walking in The Sky
Notas iniciais
Curtinho!!
É que eu não queria separar o romance em dois capitulos!!!
Quando abri meus olhos, relutante, vi que ainda estava lá deitado ao meu lado:
- Bom dia dorminhoco! – ele murmurou
-Dia! – a lembrança da noite anterior me tomou de assalto
– Por que você estava me olhando ontem a noite? – perguntei, antes mesmo que eu pudesse pensar.
- O que?
- Nada, nada, nada! He he he – disse tentando concertar o que eu disse – Só estava pensando alto!
- Aham, sei. Eu vou descer, to azul de fome! – não tenho certeza se ele engoliu minha desculpa mais o que mais eu poderia fazer.
“Burro, burro, burro, como eu fui dizer aquilo, eu não penso antes de falar não! Essa boca que sai falando tudo que me vem à cabeça!”
Desci morrendo de vergonha não sabendo bem o que encontraria, e o vi comendo na mesa da cozinha.
Parecia mesmo que não havia ouvido, pois agiu como se nada tivesse acontecido.
A tarde fomos caminhar pelo bairro já que estava um pouco mais “quente”, apenas -5°C e acabamos por encontrar um belo parque coberto pela nave branca. Caminhamos até o sol se por dando lugar a lua e quando percebemos já era tarde e começamos nosso caminho de volta:
- Hei, e você, eu não sei se você tem uma namorada? – disse eu meio do nada e sem muita certeza de o porquê aquilo me interessava.
- Não que isso seja da SUA conta, mas eu não tenho uma namorada.
- Ah, isso explica as horas que você passa no banho, você deve ser muito “solitário”.
- Hei, foi quando VOCÊ estava no banheiro que eu ouvi aquele barulho estranho – ele disse me empurrando contra uma arvore cheia de neve.
- Eu estava escovando os DENTES! E além do mais por que eu estou ouvindo ágüem que não tirava os olhos da bunda da sobrinha da Sue! – eu disse retribuindo o favor do empurrão com uma bola de neve da qual, pela minha completa inabilidade e falta de coordenação motora, ele se desviou com facilidade.
- Como se eu pudesse querer algo com uma ga-ro-ta... ... daquelas! Ah, me faz um favor e fica quieto!
- Vem me obri... – antes mesmo que eu pudesse terminar minha frase ele pulou sobre mim e começamos a rolar sobre a grama coberta de neve fofa, em uma tentativa de briga que, na verdade, não deu muito certo. ele segurava minhas mãos tentando impedir que a grande bola de neve que eu segurava fosse jogada em seu cabelo. Estavamos ambos no chão e ele estava com um joelho de cada lado da minha barriga. Escorreguei passando minhas pernas por sob a dele e passando-as por sua cinturafazendo-o cair no chão muito junto a mim e nossas pernas se entrelaçaram até que eu pudesse sentir sua respiração rápida.
Derrubei a neve de minhas mãos e me concentrei em mantê-lo parado... nossos olhos se cruzaram... e mesmo assim permanecemos ali... parados.
- Melhor pararmos com isso — eu dise ao perceber a pose estranha em que nos encontravamos. Começamos a rir e rolamos para o lado nos afastando mas ainda continuamos deitados sobre a cama molhada.
Paramos minutos depois e ficamos fitando o céu azul e vermelho pelo por do sol.
- Sabe... Foi muita sorte eu ter conhecido você.
- Porque você ta me dizendo isso? – perguntei olhando em seus olhos profundos que logo se desviaram dos meus.
- Apenas pensei que você gostaria de saber.
“Sim, eu gostei de saber” era isso que hoje eu sei que era o que eu deveria ter dito, mas na época, eu apenas disse:
- Está ficando tarde, acho que a gente tem que voltar pra casa. – me levantei e comecei a caminhar. Por mais lentamente que eu andasse ele não ousava andar ao meu lado, ou me olhar nos olhos durante todo nosso caminho para casa.
Ao chegarmos a casa levamos duas broncas: uma sobre o horário e outra sobre estarmos cobertos de neve dos pés a cabeça.
Tomamos banho, deitamo-nos cada um em sua cama e ligamos a TV. Estava passando uma série de comédia que também passava no Brasil e acabamos assistindo. Enquanto víamos o programa conversávamos muito. E assim passamos o resto daquela noite, até que nossos olhos se fecharam em alta madrugada.
Era engraçado pensar que só nos conhecíamos a pouco mais de alguns dias e mesmo assim já éramos amigos e nos sentíamos, ou pelo menos eu me sentia, tão a vontade um com o outro. Aquela noite me lembrei de meu irmão e das longas conversas que tínhamos e como eu sentia falta disso.
A dor voltara aquela manhã, mais forte e pungente do que nunca pela aproximação da minha partida. Apenas alguns dias me separavam de talvez nunca mais retornar a ver a única pessoa que me fizera sentir em casa dês que cheguei nesse país estranho. Por mais que eu tentasse me convencer que nos veríamos em breve meu coração falava mais alto do que eu pudesse suprimir e a dor só fazia crescer.
Os dias seguintes passaram-se rápidos e leves, quase como lembranças felizes da infância. E enquanto as horas se passavam o relógio zombava de mim e de minha agonia;
“Maldito aquele que nos deu alma para que pudéssemos sentir e maldito aquele que nos deu coração para que pudéssemos amar, amaldiçoou o dia em que Deus nos deu sentimentos que não podemos controlar!”...
Notas finais
Ou eu não posto o preximo capitulo que um passarinho me conto que começa todo o romance!!!
hauhauahuah
Beijuxxxxxxxxx
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