Just Like Me

4 Capítulo 4 - A bola traíra


Notas iniciais
GENTE EU SEI, EU SEI, EU SEI QUE TÔ ATRASADA, ME PERDOEM, EU NÃO CONSEGUI NEM LIGAR O PC NOS ULTIMOS DIAS, ME DESCULPEM POR FAVORRRRRRRRRRRRRR

Lá estava eu, com uma cerveja, procurando a loirinha tatuada irmã do Fabito. O Bola definitivamente é péssimo com descrições. O fato é que, depois de quatro loirinhas tatuadas, eu fui reclamar com o Bola e ele me mostrou a garota certa sozinha num canto, olhando pra tudo com a cara mais entediada que eu já vi na minha vida. E eu moro com a Thaís.

Hora de agir. Eu sabia que ia perder algum membro, mas resolvi atacar mesmo assim, eu não ia desistir de encher o saco do Fabito nunca.

– Oi. – falei ao me aproximar dela, com um sorriso.

– Oi. – ela ficou olhando em volta, como se eu não estivesse na frente dela.

– Qual teu nome? – comece sutilmente, para atacar ferozmente. Frase minha, se for usar, coloca meus créditos. Aceito assim: Bernardo Mais Foda Do Mundo Vulgo Beck. Com letra maiúscula em cada palavra pra dar aquele efeito.

– Natallie. – que porra de nome de patricinha.

– Me chama de Beck. – ela me olhou, parecendo surpresa, mas logo desviou o olhar. Acho que alguém andou falando de mim... — Tá sozinha aqui?

– Não. – porra garota, colabora. Seja legal com o maior inimigo do seu irmão.

– Tu tá com quem?

– Fabinho. – nesse instante eu tive que fingir surpresa.

– O Fabrício? Tatuado, alto, olho claro…? – Mano, eu reparo demais nele, acho que sou gay.

– E tem outro? – aí eu percebi que ela queria que eu fosse embora a todo custo.

– Não que eu saiba. – ela revirou os olhos sutilmente, sem querer que eu visse, mas falhou. Vamos tentar outra abordagem... — Por que tu não olha pra mim? – puxei o queixo dela com o dedo e a fiz olhar pra mim. Ela me olhou nos olhos por um ou dois segundos e afastou minha mão.

– Satisfeito?

Isso era exatamente o que eu queria ouvir.

– Não. – mesmo sabendo que podia morrer por isso, puxei-a pela cintura e a encarei, com um sorriso malvado.

– Me solta! – ela me empurrou, mas não obteve muito sucesso, porque mesmo sendo mais magro que um bicho pau eu tenho certa força.

– Que foi? Só porque tu é amiga do Fabinho não pode falar comigo? – aproximei meu rosto do dela, como se fosse beijá-la, só pra fazê-la reagir de novo.

– ME SOLTA! ME SOLTA!

– Só depois que eu ganhar um beijo. – eu estava realmente me divertindo.

– Solta ela, Beck.

Ah não, a Bolinha justiceira vai bancar o herói só pra manter a pose na frente do melhor amigo que ele roubou de mim?

Acontece que eu não soltei a Natallie, só a apertei ainda mais.

– Eu mandei tu soltar ela. – Aí ele me puxou, fazendo eu me afastar da menina, que quase caiu no chão.

– Que é, velho? – perguntei, querendo que ele fosse embora.

– Tu não viu que a garota não quer nada contigo?

Foi aí que o show ficou interessante. O protagonista chegou segurando dois copos, que acabaram voando longe quando ele me viu. Tinha um monte de gente em volta, assistindo ao décimo quinto – eu acho – show que eu dava em alguma festa do Bola.

– O que tu tá fazendo aqui, Beck?

– Tô curtindo a festa. – respondi, com um sorriso, como se não estivesse nada errado.

Ele veio até mim, pegou minha camiseta pela gola e me puxou pra cima, me deixando nas pontas dos pés.

– Eu já falei pra sumir daqui.

– Vi coisa melhor pra fazer. – olhei pra irmã dele, sorrindo. Cara, eu vou morrer.

– Sai daqui antes que eu te arregace, filho da puta.

A Natallie se aproximou e enfiou o braço entre nós, tentando nos afastar, totalmente em vão.

– Binho, para. – “Binho”? Que merda de apelido mano. E depois ele reclama que meu apelido é Beck.

– Sai, Ná. Vai pro canto. – ele apontou pra um lugar com a cabeça. Que fofo, eles têm apelidinhos carinhosos um pro outro. Que vontade de vomitar.

– Não. Solta ele.

Ele fez a cara de fúria. Fodeu, ele vai bater nela, ou pior, me jogar nela!

– VAI PRO CANTO! – ele gritou tão alto, que eu quase fiquei surdo.

Mas eu ainda não tinha desistido.

– Tua namoradinha vai te proteger, Fabito?

Ele fechou os olhos com força e rangeu os dentes, querendo me matar ali mesmo.

– Eu vou quebrar tua cara, velho. Cala tua boca.

– Então vem, mano. Me arrebenta. – beleza, eu não precisava ter dito isso.

Ele me deu um soco bem no nariz, que me derrubou. Alguém me segurou pelos braços enquanto ele me chutava na costela, sabendo que eu já era todo fodido, já que foi ele mesmo quem fodeu. Tá, isso soou estranho.

– PARA BINHO! POR FAVOR! – a menina tava tão desesperada que conseguiu fazê-lo parar de me chutar.

– Esse nariz sangrando e as costelas quebradas vão ser fichinha da próxima vez que tu se aproximar da minha irmã. – ui, que medo.

Tá, confesso que deu uma assustada, ele tava bravo pra caralho. Adeus anos de terapia de raiva!

– Vem Binho. Por favor. – ela o puxou, mas ele não saiu do lugar.

– Tua namorada manda em ti agora? – desafiei. Mano, eu tenho algum problema, a merda simplesmente sai antes de eu pensar.

Então a Natallie se aproximou de mim e encostou o pé na minha perna.

– Cala tua boca, senão quem vai te bater sou eu. – com qual força? — Você tá no chão, com o nariz sangrando e fodeu a costela. Tem certeza que vai continuar falando merda? – Resolvi baixar a bola. Ela até que tava certa. — Vem. – Pegou o braço do Fabito, fazendo ele dar uns passos pra trás e apontar o dedo pra mim.

– Tu só não morreu porque eu respeito minha irmã e porque tem muita gente olhando. – desde quando ele se preocupa com a quantidade de gente em volta? Isso não foi um empecilho no dia da Melissa e em nenhum outro — Nunca mais volta aqui.

Como eu não tinha o que falar, resolvi mostrar o dedo do meio pra eles, mas o filho de uma cachorra do Bola virou a porra do meu dedo, me fazendo gritar de dor. Pelo menos não quebrou.

Eles foram embora e eu levantei do chão, limpando o sangue do nariz na gola da camiseta e olhando pro Bola, furiosamente.

– Você ainda vai pagar por ser traíra.

– Eu nunca disse que era seu amigo.