Just In Love.
22 Capítulo 22
- Alô ?!
Já atendi com aquele sorriso idiota no rosto.
- Ei, tudo bem ? – Ele sussurrava.
- Harry, tá tudo bem ? – Eu também sussurrava agora.
- Tá, tudo bem ! Mas por que você tá sussurrando ?
- Não sei.
Nós dois rimos.
- Mas sério, aonde você tá ? Por que tá falando baixo ?
- Tô aqui no hotel com os meninos, eles já estão dormindo e apostaram que eu não agüentaria e te ligaria... Sabe como é, não quero perder.
Gargalhei alto... Orgulhoso.
- Tudo bem, de qualquer jeito contarei pra eles amanhã !
- Você não faria isso.
- Claro que não. – Ri.
- É bom ouvir o som da sua risada. – Senti que ele foi sincero.
- É bom ouvir sua voz antes de dormir, me acalma.
- Tem como ser mais linda do que você, Amanda ?
- Ah, claro que tem. Pra você, tem.
- Como ? Me responde.
- É só ter uns 40 anos, pronto, você acha linda.
Harry não agüentou e gargalhou do outro lado da linha.
- Não vi graça nenhuma, Haroldo.
- Droga ! – Ele sussurrou.
- Eu disse, disse que ele não agüentaria ! – Escutei a voz do Louis do outro lado da linha, gritando.
Gargalhei enquanto os meninos gritavam com Harry.
- Ele está apaixonado, o Harold está apaixonado. – Deduzi que era a voz de Liam.
Do outro lado da linha, escutei os meninos cantarem uma música estranha, que eu entendi ser romântica.
- Olha, ele tá vermelho ! – Foi a vez de Zayn denunciar Harry.
Escutei o barulho de algo caindo.
- Tá tudo bem, ai ?
- Tá, babe. Tudo bem... Foi só o Zayn que caiu.
- Caiu como ?
- Com o chute que eu dei.
Gargalhei de novo.
- Agora escutem-me, vamos dormir, certo ? Preciso pensar na resposta de vocês.
- Precisa pensar como vai dizer ‘sim’. – Escutei Liam gritar.
- Tá, tudo bem... Amanhã conversamos. Boa noite babes, amo vocês.
Desliguei rápido o telefone, precisava ajeitar minhas coisas. Com certeza iria pra Houston, mas não adiantaria tanto a resposta.
Finalmente deitei na minha cama, relaxei, abracei meu travesseiro e dormir. Sonhei mais uma vez com ele. Já era rotina.
Levantei assustada no meio da noite, estava soada e tinha algumas lágrimas no meu rosto. Deve ter sido algum pesadelo. Olhei em volta, estava sozinha no meu quarto. Peguei meu travesseiro, abracei ele e sai da minha cama. Andava devagar até a porta do meu quarto. Sai, não tinha ninguém no corredor. Fui até a porta do quarto do meu irmão, parei e a encarei por um tempo. Estava com medo, não podia dormir sozinha. Tentei abrir a porta, e estava aberta. Entrei e caminhei até ele, cutuquei ele algumas vezes.
- Arthur ? – Eu sussurrava.
- Hm ?
- Arthur...
- Fala.
- Olha aqui.
Ele levantou apenas o rosto do travesseiro e esfregou os olhos.
- O que tá fazendo aqui ? Aconteceu alguma coisa ?
- Tive um pesadelo, não consigo dormir.
Ele sorriu.
- Vem cá, dorme aqui.
Ele deitou na outra parte da cama de casal que ele tinha no quarto. Coloquei meu travesseiro, entrei debaixo da coberta e deitei.
- É disso que eu to falando, pequena. Você não pode fazer tudo sozinha.
Agora era como antigamente, meu irmão mais velho me protegia dos meus medos.
- Eu sei, mas tem coisas que eu posso lidar.
- É, também sei disso... Mas eu ainda to aqui pra te proteger.
Ele deu um beijo em minha testa, segurou minha mão e fechou os olhos. Finalmente consegui dormir e me senti protegida. Precisava descansar, amanhã precisava dar a resposta pros meus meninos.
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