Notas iniciais
Oi gente! Se vocês estão lendo isso aqui é porque se interessaram na história. Fico imensamente grata por terem escolhido ela para lê-la.Bom, boa leitura e espero que gostem pois me roubou um bom tempo para escreve-laAh, mas uma coisa. Eu fiz uma playlist para quem quer ouvir com música. Aqui está: http://www.youtube.com/watch?v=3YxaaGgTQYM&list=PL5kBQgYgAaKN1T-oNbvW1VX9fZkWrdGr_Beijos ate lá em baixo!

—PARA TONY! CHEGA! NÃO QUERO MAIS SABER! – Pepper gritou com o Tony enquanto estavam sentados na mansão, lá fora tinha um tempo nublado com uma leve chuva caindo dos céus.

—EU JÁ DISSE QUE FOI SEM PENSAR! – ele gritou de volta.

Traições entre eles eram constantes, com cada vez mais com indícios de normalidade entre os dois.

—VOCÊ SEMPRE FAZ ISSO SEM PENSAR! – ela gritou.

—VOCÊ TAMBÉM JÁ FEZ ISSO E NÃO FIZ TODO ESSE ESCANDÂLO –

—EU SÓ TE TRAI UMA VEZ! UMA VEZ! E QUANTAS VEZES VOCÊ ME APUNHOU PELAS COSTAS? – ela perguntou se levantando e caminhando em sua direção.

Ele nada disse, apenas abaixou a cabeça.

—QUANTAS VEZES EU FIQUEI ACORDADA DE NOITE QUERENDO QUE VOCÊ VOLTASSE? QUANTAS VEZES VOCÊ PEGOU VADIAS POR AÍ E A MÍDIA DESCOBRIU E FIQUEI TAXADA COMO CORNA NO MUNDO INTEIRO? ME DIGA TONY! – ela disse gritando com toda a sua força – Me diga... – ela disse já chorando e perdendo todas as forças.

Ela caiu no chão sentada com a mão no rosto.

—Pepper, por favor... – ele disse chegando perto dela e ela se virou e deu um tapa estalado em seu rosto. Ela com fúria olhava para ele com o rosto inchado e olhos vermelhos.

Ele nada disse e pegou as suas chaves em cima da mesa e foi ate a garagem. Pegou sua Audi Spyder acelerando ao máximo.

Pepper na sala se lamentava por ter escolhido o emprego de assistente de Tony Stark. A coisa que a mais a trouxe foi o salário, claro, mas em segundo, foi á sensação que tinha que ir trabalhar com ele, que tinha que conhece ló.

Pepper se levantou e foi ao quarto dos dois. Pegou uma camisa do Tony e a abraçou deitada no chão. Chorou, tudo o que tinha que chorar tudo o que tinha para chorar e estava engasgado em sua garganta.

Tony dirigia com a máxima de velocidade permitida pelo carro, com os pensamentos a mil e a cabeça cheia de raiva e tristeza, não percebeu que não prestava atenção devida ao transito e quando percebeu, já estava com o carro em direção a um penhasco enorme. Fechou os olhos e todas as suas lembranças com a Pepper vieram à tona. Quando se conheceram, seu primeiro beijo, quando ela foi morar com ele na mansão, tudo, tudo veio à tona.

O carro bateu em diversas pedras antes de cair com um baque no chão. Ele já desarcodado e com os olhos fechados não pensava em mais nada.

Pepper sentiu um aperto no coração enorme e uma sensação estranha, como de que algo estava muito errado mesmo. Pepper se levantou e foi ao banheiro, novamente aquela sensação a atacará de maneira repentina.

Lavou o rosto e se enxugou. Olhou-se no espelho e viu um vulto, olhou direito, era o Tony. Sua primeira reação foi de se assustar, mas o olhar e o rosto dele demonstravam paz e nada como de meia hora atrás.

Pepper... – ela ouviu seu nome ser chamado, mas não saber de onde.

—Quem é? – perguntou olhando por todos os cantos do quarto.

Não se assuste – a voz era de super familiaridade para ele.

—Tony? – ela perguntou estreitando os olhos e olhando por todo o quarto novamente procurando a fonte daquela voz.

Eu vou embora – ele disse e ela franziu o cenho.

—Eu sabia que isso não iria durar – ela abaixou a cabeça e se pôs a chorar novamente.

Não dessa forma, para sempre, daqui, desse mundo – ele falou.

—Eu não estou entendo – ela disse muito confusa.

Um dia você vai acreditar. Agora, por favor, quero que você seja forte, quero que você não pense que eu não te amei por todo esse tempo porque eu amei, com todo o meu coração remendado. Você me fez um homem melhor, me fez uma pessoa melhor, devo tudo a você Pepper, você é a mulher da minha vida! Eu não te merecia, você merecia coisa muito melhor do que eu – a voz disse e a Pepper derramava lágrimas e mais lágrimas.

Ela ficou atônica, sem reação, apenas em pé, olhando para o nada querendo que aquela declaração não fosse verdade que só fosse uma peça pregada por sua mente.

—Tony... – ela ia dizendo mas não conseguiu, uma nova onda de choro a devastou e caiu ajoelhada no chão.

Não se esqueça que vou estar sempre com você para te proteger – ele disse e depositou um beijo na testa da amada. Ela fechou os olhos sentindo aquele toque frio, como um morto. Foi aí que ela se ligou. Abriu os olhos e correu com toda a sua velocidade para o carro que tinha na garagem. Ligou ele com toda a pressa do mundo e saiu cantando pneu. Por sua velocidade, o carro na partida se derrapou para os lados e quase bateu na parede.

Ela dirigia a toda velocidade, dirigia por onde o Tony sabia que ele iria. Chegou em um ponto que ela não queria acreditar, tinha carros e mais carros de policia perto de um barranco com uma falha na cerca de metal.

Ela parou o carro e saiu dele com a mão na boca sem acreditar, suas pernas tremulas e seu coração na mão foram o que a fez acreditar que aquilo não era real, que aquilo era real. Ela caiu no chão, de joelhos com lágrimas caindo aos montes.

—Senhora Stark, por favor, levante-se – o policial disse mas ela nada respondeu, ainda estava em estado de choque pela recente notícia.

Veio outro policial que a pegou nos braços e a levou a ambulância que prestou os primeiros socorros.

—Não, não, não... – ela repetia isso diversas vezes.

Mediram sua pressão e ofereceram um remédio calmante para ela que negou com a cabeça.

Ela saiu da ambulância ignorando tudo e todos. Chegou perto de onde tinha o penhasco e viu o carro todo destroçado e quebrado no meio, seu coração se partiu no meio ao ver aquilo. Colocou suas mãos na boca e chorou ainda mais. Ela se ajoelhou no chão e abaixou a cabeça.

Ficou ali por um longo tempo, seus joelhos doíam horrores mas ela ignorava a dor, nenhuma dor se comparava a que ela sentia nesse momento.

Um par de braços a cercou e a primeira reação foi se debater, mas assim que percebeu que aquele rosto era familiar o abraçou de imediato, o amigo de Tony estava lá, o amigo de anos estava lá para conforta lá. James Rhodes estava lá.

Ela colocou sua cabeça em seu peito e chorou, chorou ainda mais, tudo. Abraçou seu corpo com força sentindo o conforto de um amigo. Ele a abraçou e segurou as lágrimas. Seu amigo, seu melhor amigo partirá dessa pra melhor. Abraçou com força o corpo de sua amiga que mais precisava de ajuda nesse momento.

A levou para o seu carro e a colocou no banco de trás para que fosse deitada. Fechou a porta e entrou no carro pela porta da frente e a levou para de volta a mansão.

Estacionou o carro e retirou Pepper de lá e colocou em sua cama a cobrindo. Deu um beijo em sua cabeça e saiu do quarto.

Desceu e foi para a cozinha, pegou um copo de água e bebeu, sentiria falta do Tony, de suas piadas, de seus atrasos, de suas invenções, de tudo o que ele fazia o que o tornava especial e inesquecível.

—Senhor Rhodes? – perguntou Happy, outro amigo de Tony.

—Sim Happy – ele disse fungando.

—O que houve com a Pepper? – ele perguntou preocupado.

—Não sei nem como dizer isso Happy – ele passou a mão pelo rosto.

—Aconteceu alguma coisa muito grave?- ele perguntou.

—Sim, muito grave. O Tony... Bem... Ele morreu – ele disse ainda sem acreditar em suas próprias palavras.

—Como? Mas como? – Happy começou a ficar atordoado pelo baque da notícia.

—Parece que depois de uma briga, ele pegou o carro e dirigiu e caiu de um penhasco – ele disse segurando o máximo para segurar as lágrimas.

—Não, isso não aconteceu, me diga a verdade Rhodes – Happy disse pegando James pelo colarinho.

—Estou falando a verdade – ele falou e o Happy foi perdendo as forças e não aguentou ser forte e deixou o choro rolar. Colocou a cabeça baixa no ombro do Rhodes e chorou, o moreno colocou a mão na cabeça o deixando chorar mas ainda segurando as lágrimas.

—Vem, vamos beber um pouco – ele disse e o levou para a sala e pegou uma das garrafas de Tony e pegou dois copos.

Colocou aquele Whisky caro em dois copos com bastante volume e bebeu tudo de uma vez só sentindo a garganta queimar aos poucos.

Colocou mais tanto para ele para Happy.

Beberam juntos e colocaram mais, mais, mais e mais.

Pepper abraçou o próprio corpo querendo que aquela dor lhe fugisse e fosse para outra pessoa. Ninguém merecia isso.

—Tony... – ela o chamava mas ninguém lhe respondia, apenas o silêncio.

—Pepper – ela ouviu aquela voz tão doce e tão amada por ela.

—Tony – ela sorriu sentando na cama.

Não precisa ficar assim por mim, não precisa se acabar assim por dentro, eu ficarei bem, você também. A vida continua, não a jogue fora como eu, por favor... – a voz dizia mas foi sumindo aos poucos.

—Não, não, eu preciso de você! Eu preciso de você aqui comigo – ela disse olhando pros lados.

Ela pegou a camisa de que estava a momentos antes disso tudo e abraçou com muita força. A cheirou, o cheiro do Tony era como uma droga para ela, era inebriante, especial e viciante, nunca mais conseguiria sentir o cheiro de sua fonte original, o que para ela era o fim do mundo.

Perdeu a pessoa que ela mais amou no mundo, que mais a amou no mundo.

—Pepper, você esta bem? Precisa de alguma coisa? – perguntou Rhodes aparecendo.

Ela negou com a cabeça e ele fechou a porta.

Voltou a abraçar a camisa de seu amado e apertou contra o seu próprio corpo.

Retirou os seus sapatos e se desfez do rabo de cavalo apertado que a fazia ter dor de cabeça.

Lembrou de todas as lembranças deles juntos, de quando se conheceram na entrevista de emprego, de quando foi o seu primeiro beijo deles, de quando ele assumiu que era o homem de ferro em rede nacional, de quando os invasores alienígenas invadiram a terra, naquele dia ela pensou que fosse perder ele, mas não tinha que ser hoje. Lembrou também quando ele lhe pediu em casamento de uma maneira um pouco inusitada e muito criativa.

FlashBack on~

—Venho aqui chamar todos vocês para falar de Pepper Potts, minha namorada – Tony disse em cima do palanque onde na frente dele tinha inúmeros jornalistas.

Pepper confusa e sem saber o que ele vai fazer dessa vez, começou a ficar preocupada.

—Essa mulher, além de ser uma chata, uma certinha... – ele ia dizendo mas a Pepper a interrompeu.

—Tony, se for para falar isso, não diga na frente de inúmeros jornalistas, diga na minha cara –

—Além dessa mulher ser chata e certinha, é a mulher da minha vida! Uma mulher que fez o meu coração simplesmente despertar, uma mulher simplesmente incrível que estava do meu lado esse tempo todo e nem percebi. Uma mulher com quem eu quero passar o resto da minha vida – ele disse para todos que tiravam fotos e mais fotos do casal.

Pepper sem reação ainda e totalmente atônica nem percebeu que ele tirou do bolso uma caixinha pequena.

—Vírginia Pepper Pots, eu teria a sorte de passar o resto da minha vida ao seu lado? – perguntou Tony de joelhos na frente da Pepper, a mulher de sua vida e inúmeros jornalistas.

—Sim! – ela disse e ele se levantou e a beijou de forma que todo aquele amor que ele sentia por ela fosse demonstrado a ela.

Com as mãos trêmulas, ele colocou a aliança no dedo do meio da Pepper.

Ela sem olhar direito para a aliança, beijou Tony.

FlashBack off~

Só de lembrar daquela lembrança, o coração dela começava a apertar, começava a querer sair dali só para acabar com aquele sofrimento.

Todos diziam que aquele casamento não daria certo, que não existiam maneiras cabíveis daquele relacionamento dar certo, tinham razão, tinha toda razão pois a fase de paz só duros quatro anos e eles estavam casados a sete anos.

Ela queria que todas aquelas lembranças parassem de atormentá-la e começasse a ser lembranças que ficariam marcadas em seu coração de forma boa e não de forma que a fizesse sofrer mais.

Ela se sentou na cama.

—JARVIS, por favor, ligue a televisão – ela disse com a voz um pouco embargada.

—Tem certeza senhora Stark? Isso a fará ficar ainda mais triste – respondeu o mordomo virtual.

—Sim, apenas ligue – ela disse.

‘’Pedimos desculpas por interromper a programação costume, mas temos uma notícia urgente. Tony Stark, o bilionário homem de ferro morreu hoje de acidente de carro em malibu, perto de sua mansão, estamos sobrevoando agora a mansão’’ dizia a repórter em um helicóptero e sobrevoando a mansão.

Apareceu uma foto do Tony e ela se levantou e levantou o braço com o intuito de tocar a imagem holográfica. Sua mão atravessou a imagem e um antigo sorriso, agora brotou outra lágrima. Ela limpou e sem desligar a televisão, desceu as escadas se deparando com dois amigos sentados no sofá dormindo.

Ela foi à cozinha e abriu a geladeira e pegou uma jarra de água. Apoiou-se na pia e fechou os olhos lembrou-se de quando estava de costas na cozinha ele sempre chegava por trás e a enchia de beijos, mas agora... Não, isso não podia, mas acontecer.

Ela encheu o copo com água e bebeu tudo.

Deixou a jarra na pia e o copo também.

Voltou à sala e se sentou no sofá também se acomodando no ombro do amigo.

James a perceber a Pepper junto sorriu e voltou a dormir.

Algumas horas depois...

Pepper acordou na sala e percebeu de que estava sozinha. Là fora estava chovendo com trovões á tona.

E agora? O que viria pela frente? O que viria para ela enfrentar? O que ela tinha que fazer? Pela primeira vez, ela não sabia o que fazer, isso a deixava apavorada.

Notou um bilhete na mesinha do centro e o pegou e leu.

‘’Pepper, eu sei que quando acordar vai estar sozinha nessa mansão gigante, mas saiba que nós nunca iremos te deixar sozinha neste momento tão difícil tanto pra mim quanto para você. Não precisa se preocupar com o enterro do Tony, pois já cuidaremos de tudo. Quando digo nós, quero dizer eu e o Happy. Espero que fique bem e se precisar de qualquer coisa, qualquer coisa mesmo, me ligue’’.

O bilhete foi escrito pelo James e ela sorriu ao lê-lo.

Levantou-se e foi tomar um banho.

Subiu as escadas e foi ao banheiro que antes era deles, agora, ela não sabe.

Pegou uma toalha e entrou no banheiro. Despiu-se e abriu a torneira sentindo água fria entrar em contato com seu corpo. Fechou os olhos e todas aquelas lembranças voltaram, mas não eram as boas, mas as brigas, as traições, a tristeza e a armagura voltaram.

De quando eles discutiram sobre as festas e o vício na bebida que estava voltando que levou a um outro patamar, aquela certamente, foi uma das piores brigas entre eles. Naquele dia, ele não estava muito sóbrio, discutiram e os dois começam gritar cada vez mais alto. Tony como não estava muito ciente de seus próprios atos, bateu em Pepper. A força de que ele usou foi tanta que ela caiu no chão com a mão no rosto. Deixou uma marca de mão no rosto branco de Pepper e ela saiu, deu voltas e mais voltas na cidade ate esfriar a cabeça. Quando voltou, percebeu que ele tinha feito a mesma coisa só que mais perigoso ainda, com a armadura.

Aquela foi uma das piores brigas entre eles, certamente as cicatrizes demoraram a se fecharem.

Como ela queria que ele estivesse lá com ela, de qualquer maneira possível somente para ela ver aquele rosto que esta cravado em sua mente, aquele sorriso que a faz viajar para outro mundo, ela só queria aquele homem, só isso.

Ela faria de tudo, de tudo mesmo para telo de volta, qualquer coisa mesmo que fosse para beija ló e pedir desculpas por toda a tristeza que o causou, afinal, quem estava gritando naquela discussão era ela, quem bateu nele foi ela e quem o fez se aborrecer foi ela. Na mente dela, a culpa era dela e demais ninguém.

Ela saiu do banheiro e pegou uma toalha e se enxugou. Foi ate o quarto e pegou uma roupa confortável e se deitou na cama ignorando o cabelo molhado e frio baterem em suas costas e molhar sua blusa.

Pegou o travesseiro que antes era de Tony e o abraçou envolvendo suas pernas nele.

—Pepper? – James Rhodes bateu e a chamou por de trás da porta.

—Quero ficar sozinha! – ela gritou olhando pro nada.

—Temos que ir no enterro do Tony – ele falou abrindo a porta mesmo sem a permissão dela.

—Mas eu não quero ir – ela disse baixinho já com lágrimas brotando em seus braços novamente.

—Você precisa ir – ele disse se sentando na ponta da cama.

—Senhora Stark, ligação de Steve Rogers – avisou JARVIS.

—Atenda – ela se sentou na cama.

—Pepper? Eu vim lhe ligar para desejar os meus pêsames – ele falou.

—Obrigada Steve – ela falou enquanto caminhava ao closet.

—Ele era um cara chato mas era especial, irá fazer muita falta a todos nós –

—Com certeza – ela disse com uma peça pra fora da arara de roupas e baixou a cabeça.

Bom, é isso. Se precisar de qualquer coisa, me ligue –

—Obrigada Steve – ela falou e ele desligou o telefone.

—Você vai então? – perguntou Rhodes na porta do closet.

—Minha despedida do Tony – ela disse triste.

Ela pegou roupas pretas que ela tinha que usar no enterro e as levou ao banheiro.

—Eu te espero lá em baixo – ele disse e saiu do quarto.

—Ela vem? – perguntou o Happy.

—Sim – ele disse e se sentou no sofá.

—E agora senhor Rhodes? E a empresa? As armaduras? A Pepper? O que vai vir pela frente? – perguntou Happy preocupado.

—O que tem pela frente? Só Deus sabe – ele disse.

Pepper vestia as roupas calmamente sem pressa, afinal, ela não estava nos seus melhores dias.

Ela se olhou no espelho e estava com uma cara péssima. Noites mal dormidas era a causa, as lágrimas ajudou bastante também. Noites mal dormidas ela sempre teve de alguns anos para cá, as brigas com o Tony sempre a faziam chorar pela noite e essa noite ela chorou mais do que nunca.

Ela pegou os sapatos e desceu as escadas fazendo barulho com o salto ao tocar os degraus. Assim que chegou a sala, os dois já estavam de pé.

—Então vamos – ela disse.

—Vamos – Rhodes concordou e foram ate a garagem e pegaram o carro escuro com vidros também bem escuros.

Happy iria dirigir, James iria no banco da carona e Pepper no banco de trás.

Abriram a porta da garagem e Happy saiu com o carro. Uns mares de repórteres o esperavam com perguntas nada inconvenientes como ‘’Você está grávida Pepper?’’, ‘’Você o matou?’’ e ‘’Você irá tomar o lugar do Tony com as armaduras?’’ perguntas ridículas como essas sempre a importunou desde que virou assistente dele há anos atrás, mas nesse momento? Quando ela mais queria privacidade? Quando ela mais queria que respeitassem o luto dela? Não, não iria acontecer isso.

Happy acelerou com o carro deixando alguns repórteres para trás, alguns fotógrafos ainda ousaram correr atrás do carro apenas para tirar ainda mais fotos.

Enquanto o carro se dirigia ao cemitério mais caro de Malibu, Pepper olhava para a janela com tudo lembrando o Tony, as placas, o cheiro, as pessoas... As pessoas que ele sempre tentou zelar, sempre tentou proteger, sempre tentou manter a salvo depois da quase total destruição de Nova Iorque. Agora que as pessoas sabiam que existia extraterrestres a fora, o pânico irá se gerar em pouco tempo. Quem irá salvar o mundo sem o Homem de Ferro? Os vingadores? Talvez não sejam muito fortes sem o Tony, afinal, quem pegou mais Chitauris foi o vingador dourado, o Homem de Ferro.

Depois de alguns minutos, Happy estacionou o carro e retirou o cinto e olhou para trás junto com James vendo a Pepper olhar pra janela com a mão apoiando o queixo.

—Vamos Pepper, nós já chegamos – disse Rhodes enquanto Happy saía do carro e abria a porta para ela.

—Obrigada Happy – ela falou agradecendo e esboçando mesmo que for só um pequeno sorriso falso.

—De nada – ele falou e colocou os óculos escuros.

Entraram pelo cemitério e se dirigiam ao salão onde acontecia o enterro.

Várias pessoas estavam lá, conhecidos, amigos, conhecidas, ela sabia muito bem que essas ‘’conhecidas’’ foram as anteriores do Tony antes dele se casar com ela. Alguns dos heróis também estavam lá. O Steve Rogers, Bruce Banner, o Quarteto Fantástico, o professor Xavier, Clint Barton, a Natasha Romanoff e tantos outros.

Ela se dirigiu ao caixão onde estava o corpo do Tony. De olhos fechados, sem movimentos, com alguns ferimentos e frio e bem pálido estava o corpo do antes Tony Stark.

—Tony... – ela disse com a voz embargada.

Todos que estavam lá, se afastaram um pouco para que ela tivesse um momento mais sossegado com ele.

Ela tocou seu rosto pela fina renda que estava por cima do corpo. Ele vestia um terno branco em vez das roupas que ele usava antes do acidente, calças surradas e uma blusa qualquer.

—Porque você tinha que ir? – ela perguntou com lágrimas caindo pelo seu rosto pálido e um pouco inchado – Porque você tinha que ir justo agora? Porque não esperou um pouco para essa que aquela fase ruim passasse? – ela perguntou ao corpo do amado mesmo sem saber que não teria respostas. Ela chorou por cima do corpo do amado.

Como Tony era ateu, não teria missa de sétimo dia e nem nada. Apenas teria o enterro e o caixão seria colocado na terra.

—Senhora Stark – chamou uma voz familiar para ela.

—Oi Natasha – ela falou enxugando as lágrimas.

—Sinto muito pelo seu marido, venho aqui para prestar os meus pêsames. Thor mandou avisar que os trovões dessa noite serão para ele – ela falou mesmo com um sorriso que ela sabia que era falso.

—Obrigada Natasha –

—Oi Pepper – falou Clint aparecendo também.

—Oi Clint –

—Eu sinto muito pelo Tony. Ele era uma das únicas pessoas do grupo que mesmo em momentos difíceis, ele fazia piada mesmo que fosse para irritar alguém. Ele fará muita falta a todos nós –

—Muito obrigada Clint –

Natasha o levou e deram as costas.

—Senhora Stark – chamou outra pessoa.

—Senhor Richards – ela ouviu uma voz só um pouco familiar para ela, era o senhor Fantástico do quarteto fantástico.

—Vim prestar minha condolências em nome de todo o grupo –

—Obrigada senhor Richards – ela disse.

—Por favor, me chame Reeds – ele disse.

—Então me chame de Pepper – ela disse e os dois trocaram um sorriso bem tímido.

—Se precisar de alguém com quem conversar, mesmo que for uma coisa boba, me chame – ele disse.

—Obrigada – ela agradeceu e foi embora.

Outras pessoas também vieram prestar suas condolências ao falecido. Uma depois da outra. Desde que chegou, não teve um momento em paz com o Tony, o que há deixou um pouco nervosa.

—Obrigada – ela disse pela quase milésima vez desde que chegou aqui. Agora falava um empresário com quem as indústrias Stark fazia negócios.

Ele concordou com a cabeça e saiu.

Pepper olhou para o corpo do Tony e uma lágrima saiu de seus olhos. A enxugou e se sentou numa cadeira vazia perto do caixão.

Ela pensou nessas pessoas, quem estaria aqui porque gostava mesmo do Tony? Quem tinha nenhum vinculo além de profissional não passava na metade e claro as mulheres ele saia antes.

Passaram-se mais alguns minutinhos e mais algumas pessoas vieram falar com a agora, viúva. Nesse momento, os funcionários do cemitério prepararam o caixão para ser levado por alguns dos homens que se ofereceram para levar no triste enterro de Anthony Edward Stark.

Steve Rogers, Clint Barton, Reeds Richards, Bruce Banner, Happy e James Rhodes iriam levar o caixão para o túmulo.

Eles pegaram o caixão e pelos ombros o levaram. As outras pessoas iam atrás enquanto a Pepper ia ao lado do grupo mantendo uma certa distância.

No caminho, Pepper sentia inúmeras lágrimas caindo sobre seu rosto pálido e inchado pelo choro que desde ontem a noite sentia dominar seu corpo.

Uma cerimônia pequena e simples, bem diferente de Tony Stark, mas era o que ela mais pedia, descrição. Bastava o assédio da mídia em sua falta de privacidade, bastava o mundo que pedia mais um homem de ferro e bastava seu coração sem um pedaço, seu coração, seu coração estava despedaçado e destruído e faltando um grande pedaço, um enorme pedaço que só irá se restaurar sozinho com o tempo, somente ele, o tempo é um santo remédio.

Assim que colocaram o caixão na cova, mais lágrimas caíram sobre seu rosto. Nunca mais irá poder velo, nunca mais irá poder ouvir sua voz, nunca mais poderá sentir o seu toque, nunca mais, nunca mais.

Seu corpo pedia para se sentar, pois suas pernas já estavam vacilando, já estavam a traindo.

Querer que uma pessoa que você ama fique para sempre com você é pedir demais?

Os funcionários começaram a colocar terra por cima do caixão e o céu ficava cada vez mais fechado, cada vez mais pesado.

Todos jogaram rosas douradas e vermelhas simbolizando as cores de sua armadura. Pepper jogou uma rosa vermelha. Essa rosa lembrava quando ele pedia desculpas com boques enormes de rosas de várias cores. Essa lembrança é uma das que ela mais sentiria falta.

Assim que os funcionários colocaram toda a terra necessária, uma salva de palmas de todos os presentes tomou conta. Todos com roupas pretas saíram o mais depressa possível para não pegar chuva que já ameaçava cair.

—Pepper, vamos – disse James a chamando.

—Quer ficar mais um pouco – ela disse sem olha ló, apenas olhava onde o caixão foi enterrado.

James assentiu e foi com Happy para fora do cemitério para ir embora.

—Será que ela vai ficar bem? – perguntou Happy preocupado.

—Ela vai ficar, tem que ficar – James respondeu também bastante preocupado.

Pepper revezava o olhar entre a cova recém aterrada e a pedra com o seu nome.

‘’Tony Stark. Gênio, bilionário, playboy, filantropo’’ é o que dizia a pedra.

A ameaça de chuva agora se transformou em chuviscos. Molhava sua pele e gotas desciam por suas costas lhe causando arrepios em contato com a água gelada.

—Porque Tony? – ela perguntou com a voz calma – Porque você tinha que ir? Você não sabe o quanto eu vou sentir a sua falta – ela disse com a voz embargada pelo choro.

Ela sentiu seu ombro tocado. Olhou para trás e viu um borrado que quase não dava para ver, mas era o seu amado.

—Tony... – ela disse sorrindo fracamente.

Não fique assim, não quero que fique assim. Siga a vida, viva a vida e seja feliz –

—Sem você vai ser um pouco difícil – ela abaixou o rosto e a mão gelada dele o levantou.

Não, não vai ser. A vida lhe guarda ainda muita felicidade, só cabe a você saber quando e como aproveita lá –

Me diga Tony, por quê? Porque você tinha que ir? –

Apenas chegou a minha hora, apenas isso –

—Eu queria ter ido com você –

Não diga isso, por favor, não diga isso – sua voz lhe transmitia que aquilo não era um pedido, mas sim uma ordem – Você é muito importante, além de mim para o mundo também –

—O mundo? –

Você vai entender – e a sua voz foi sumindo as pouco e a sua imagem borrada foi também.

Ela ficou confusa, o mundo? Não tão importante quanto ele, isso ela tinha certeza.

Ela assentiu com a cabeça e saiu e foi para o carro que provavelmente Happy e James a esperavam.

Em passos lentos ela chegou e entrou no carro com inúmeros flashes vindo dos repórteres que permaneceram na porta. Além de repórteres, avia também fãs, adultos e crianças, tanto adulto e criança estavam com capacetes imitando o rosto de sua armadura.

Happy acelerou o carro para de volta a mansão.

O motorista passou com dificuldade pelo portão por causa da quantidade enorme de repórteres presentes em frente. Ela saiu do carro e sem dizer uma mínima palavra, foi para o seu quarto. Antes dela sumiu, James avisou.

—Amanhã iremos ler o testamento dele- ele avisou e ela não demonstrou nenhuma reação de que ouviu.

Pepper subiu as escadas e foi para o quarto, retirou os sapatos, o vestido e desfez o rabo de cavalo e deitou na cama só de peças intimas.

—Jarvis, tranque a porta –

—Sim senhora Stark – ela ouviu a porta ser trancada e fechou os olhos.

Sonho on~

Pepper estava no sofá, chorando como sempre depois de uma briga, fechou os olhos enquanto seu marido não estava presente.

Ela viu uma imagem com os olhos fechados que a desesperou, um pressagio, um mal pressagio. Ela viu a cara de desespero de Tony perdendo o controle do carro e saindo e caindo da pista num penhasco enorme.

O desespero tomou conta de seu corpo. Numa velocidade incrível, pegou as chaves e pegou o carro cantando pneu. Dirigiu e dirigiu ate ver o carro de seu amado a uma velocidade um pouco menos do que ela estava, mas não deixava de ser abusiva também.

Ela ficou lado a lado com o carro e abriu a janela que dava para o outro carro.

—Tony – ela gritou.

Ele confuso, começou a parar e ela também.

—Tony – ela saiu do carro com felicidade estampada em seu rosto.

—O que você faz aqui? – ele perguntou confuso enquanto ela o abraçava fortemente, de início ele apenas estranhou.

—Desculpa Tony, desculpa, desculpa, desculpa, a culpa é minha, a culpa é toda minha, me perdoe, por favor – ela disse entre soluços e enterrando seu rosto em seu peito.

—Claro que te perdoo. O que aconteceu? –

—Nada, eu só vi que ficar longe de você é muito pior – ela disse e ele sorriu.

—Também acho isso ruiva – ele disse e ela riu.

Ela viu em seus olhos o que ela tanto procurava, o homem de sua vida.

Ele a pressionou contra seu corpo acabando de vez com o espaço, mas eles ainda achavam que estavam muito distantes um do outro.

Ele com uma mão, tocou seu queixo a beijando como na primeira vez, só um leve tocar de lábios.

Ela passou a mão por sua nuca aprofundando o beijo. Ela pediu com urgência a passagem de sua língua.

Eles estavam no meio da estrada bloqueando as duas vias com seus carros mas não ligavam, só o que precisavam estava ali, um ao outro. Não importava mais nada, brigas, traições, problemas, nada, só o que importava era a presença de seu amor, de sua metade.

Ela arranhou sua nuca querendo que ele não a largasse nem para respirar.

Ela o empurrou contra o carro e suas costas bateram no carro. Ele estava adorando esse lado dela.

Ele a levantou a pegando e a colocando em seu colo a segurando pelas pernas.

De costas, Tony abriu a porta do banco de trás e colocou a ruiva deitada no banco beijando seu pescoço com urgência e o mordendo causando gemidos baixos nela.

Ele entrou ficando por cima dela e fechando a porta de maneira desajeitada.

Ele distribuiu beijos por seu pescoço e por seu queixo. Ela puxava os cabelos de Tony e puxava para os lados a camisa de Tony, quase a rasgando.

Tony apertou os dois seios delas ao mesmo tempo e com força a fazendo gemer. Quase rasgando sua blusa, ele a retirou e arrancando sem a menor educação seu sutiã. Ele abocanhou um e massageou o outro apertando o seu mamilo. Pepper estava adorando tudo aquilo, aquela emergência de um ter o outro, ela sentia falta de todas as noites em que Tony quase a levava a loucura.

Pepper quase puxava a camisa para demonstrar o quanto estava amando, puxava seus cabelos e arranhava toda a sua pele exposta.

Tony retirou sua camisa e a jogou no chão do carro e voltou a beijar aquela deusa ruiva.

Ela passava as mãos por todo o seu tronco deixando um rastro vermelho por arranhar sua pele causando uma ardência em Tony que sofreria em tomar banho.

Apertou a cintura da ruiva com força que deixaria marcas mais tarde. Arqueou o corpo para ficar mais colado ao dele. Cercou a cintura de Tony com as pernas e viu que seu amigo já havia dado sinais.

As calças de Tony estavam apertadas, seu membro já havia dado sinais de vida.

Ela desajeitadamente começou a desabotoar a sua calça. Tony a ajudou e desceu com suas calças a deixando no chão do carro.

De maneira bem complicada, ele inverteu as posições agora ela ficando por cima.

Ela deitou sobre o corpo dele e o beijou, beijou seu pescoço o mordendo com força.

—Aiii ruiva, devagar – ele reclamou e ela mordeu o lábio inferior e o beijou.

Pepper sustentava seu corpo com os braços e o Tony querendo acabar de vez com o espaço entre os dois apertou os glúteos da ruiva que gemeu e trouxe mais perto dele.

Ele estava com as duas mãos na barra da calcinha de renda que ela usava e começou a descer devagar enquanto a beijava vorazmente. Jogou a peça em qualquer lugar e a desejou como nunca antes. Ela sentia a mesma coisa. Desejava ele mais do nunca. O desejava ardentemente.

Ela abaixou de vez, sem a maior delicadeza sua cueca e a jogou em qualquer lugar.

Ela começou a masturba-ló com a mão e ele fez o mesmo nela. Ambos gemiam e aumentando aos poucos a velocidade.

Ela se posicionou e ele a penetrou forte, fundo e de vez a arrancando um gemido metade de prazer e dor.

Ele começou a estoca-lá querendo cada vez mais, gritando o nome dele e palavras desconexas.

Ela o beijou mordendo seu lábio inferior. Beijou seu pescoço e seu modulo da orelha.

Arranhou seu peito passando por cima do reator de seu peito.

Ele era seu e demais ninguém, ela era sua e demais ninguém, um nasceu pelo outro.

Sonho off~

Pepper acordou suada e ofegante, ela sonhou com Tony. Como ela queria que aquele sonho se tornasse realidade, por causa do orgulho ele foi embora, ela deveria ter ido atrás dele, deveria ter pulado todos aqueles obstáculos que pensavam que fosse verdade, que pensava que fosse importante. Ela se sentia culpada pela morte dele, ela podia ter feito algo, deveria ter perdoado ele e ignorar toda aquela infantilidade que a dominava de não perdoa ló. Tá bom, ele cometeu erros graves que colocou todo o casamento em risco, mas ele é humano, ele merece perdão. Mas ela já o perdoou, várias e várias vezes a ponto de se machucar muito por causa dessa mania de perdoar.

Ela se encolheu e se cobriu se sentindo sozinha no meio de tantas pessoas. Ela pode ter tudo o que uma pessoa quer, mas não tinha uma: um amor, não mais.

Ela fechou os olhos sentindo as lágrimas novamente escorrer por seu rosto e molhar sua cama.

Ela apertou suas pernas contra seu corpo e cravou suas unhas em sua pele causando dor mas nada comparada a o que ela sentia sentimentalmente.

Ela ouviu o bater da porta.

—Pepper – ouviu a voz de James.

—Sim? – ela perguntou com a voz chorosa sem olhar para a porta, estava de costas para ela.

—Venha almoçar, você não come nada desde ontem –

—Não estou com fome –

—Sim, você está. Anda, Tony não iria querer que você ficasse assim –

—Não diga como se você soubesse o que ele queria ou não! — ela gritou com o amigo ainda sem olhar para a porta e o mesmo fechou ela com um semblante preocupado. Será mesmo que ela irá superar? Ele ainda nem superou a perda de um amigo que conhecia á vinte anos.

Ele desceu as escadas e encontrou ninguém, essa casa estava tão vazia sem ele, tão solitária, tão triste.

Ele pegou as chaves e foi para sua casa dormir e de manhã pegaria Pepper para leva-lá ao advogado que leria o testamento dele.

Ela chorou por toda a noite, a noite toda ela chorou por seu amor.

No dia seguinte...

Pepper estava deitada dormindo, ás dez horas da manhã, só conseguiu dormir faz dez minutos. James havia acabado de chegar e estava subindo as escadas para leva-lá ao advogado.

—Pepper – ele bateu na porta.

Ela não respondeu e resmungou.

—Pepper, abre isso, temos que ler o testamento do Tony – ele bateu mais três vezes.

—Vai você – ela disse.

—Você sabe que você também está incluída no testamento, vamos temos que ir –

Ela bufou e se levantou, caminhou em passos arrastados e foi ao banheiro, abriu o chuveiro nua e sentir a água fria a despertar imediatamente. Pegou a toalha, se enxugou e foi ao closet, pegou as primeiras roupas que viu que usava para trabalhar e as vestiu. Pegou um óculos escuros para esconder a vermelhidão dos olhos e as olheiras na noite mal dormida.

Abriu a porta do quarto com os sapatos de salto alto em mãos e desceu as escadas. Assim que James ouviu passos vindo das escadas se levantou do sofá e viu ela descer devagar.

—Vamos logo – ela falou com mal humor e desceu mais um lance de escadas que dava para a garagem de Tony. James a acompanhou.

Pegou um carro diferente, pegou o porshe pois os outros carros a lembrava do sonho que ela teve com ele.

James se sentou no banco do motorista e colocou a chave na inguinição e sem ligar o carro e com as mãos no volante, olhou para ela.

—Você não esta bem – ele disse.

—Não, não estou – ela disse olhando para frente.

—Você tem que seguir em frente –

—Não posso, tudo me lembra ele –

—Mude as coisas então, mude a sua vida –

—Mudar? – ela olhou para ele – Mudar o quê? –

—Sei lá, a casa, os carros, você –

—Eu? –

—Sim, tem gente que para esquecer o passado, muda algumas coisas, tipo a atitude, a aparência –

Ela parou para pensar, seu amigo estava certo, para ela esquecer o passado ela tem que mudar o presente.

James ligou o carro e saiu em direção ao aeroporto onde pegariam um avião para Nova Iorque, onde o respeitável advogado de Tony o esperavam.

Meia hora depois de ter sido recebido por flashes novamente assim que saiu com o carro, seguiu ao aeroporto onde se lembra de que pegou um jatinho com Tony para ir ao Afeganistão, onde ele ganhou o reator no peito.

Pepper e James entraram no avião com Happy os esperando e decolaram.

Uma hora depois ele pousaram já em Nova Iorque, uma cidade que tem lembranças um pouco ruins e muito boas com o Tony.

Eles dirigiam a Torre Stark onde seria lido o testamento dele, ou seja, mais lembranças para ela.

O caminho por Nova Iorque foi tranquilo, mas dava para perceber que pessoas com camisas imitando o reator do Tony e o capacete da armadura eram bem frequentes.

O carro entrou no estacionamento particular da Torre e desceram do carro e subiram no elevador para a sala de reuniões.

Assim que colocou os pés lá, viu o senhor sentado na última cadeira.

Ele se levantou.

—Senhora Stark – ele a cumprimentou com o aperto de mãos que foi retribuído pela ruiva.

—Senhor Bernie – ela disse expressando um sorriso bem fraco, mas era falso do mesmo jeito.

—Coronel Rhodes – ele o cumprimentou.

—Senhor Bernie – respondeu o coronel.

—Senhor Hogan – ele apertou a mão do motorista que também estava incluído no testamento.

—Senhor Bernie – eles apertaram as mãos e cada um se sentou na mesa. Rhodes se sentou de frente para a Pepper que se sentou a esquerda do advogado e Happy ao lado de Rhodes.

O senhor Bernie pegou de sua maleta uma carta, a carta escrita pelo próprio Tony Stark.

—Este é o testamento de Anthony Edward Stark – ele anunciou e os dois presentes concordaram com a cabeça.

—Se estão ouvindo esta carta é porque eu morri – senhor Bernie começou a ler a carta enquanto Rhodes estava apoiando o queixo na mão e Pepper olhando para as próprias mãos em cima da mesa –Enfim, deixo minhas casas em Veneza, Madri, Los Angeles, Rio de Janeiro, a torre de Nova Iorque e toda a minha empresa para a minha esposa, Virginia Pepper Potts– nesse momento, os dois homens olharam para ela que continuava observando as suas próprias mãos – Minha casa em Malibu, meus carros e as armaduras doze, treze e dezoito, deixo para o meu melhor amigo, James Rhodes. As outras armaduras, quero que vá para um museu onde será admiradas pelo mundo inteiro pela eternidade, apenas uma quero que fique com minha mulher, uma que eu fiz especialmente para ela – Pepper estava surpresa, ele fez uma armadura para ela? Sabia que ela era um pouco contra sobre essas armaduras, especialmente se fosse para ela usá-lá – A amadura trinta, chamada ‘’Resgate’’, essa eu fiz especialmente para ela pois sabia que ela tem tanta vontade de deixar as pessoas a salvo quanto eu. Meu amigo Happy de longa data, quero que fique com vinte e cinco por cento de minha fortuna – Happy concordou com a cabeça – Todos já sabiam que esse dia chegaria mais cedo ou mais tarde e não quero que ninguém pare a vida por causa de mim – Pepper olhou de olhos arregalados por debaixo do óculos para o que acabou de ouvir. Parece que essa última parte foi destinada a ela.

—Este foi o testamento de Anthony Edward Stark – o senhor Bernie concluiu – Meus parabéns – ele apertou as mãos de cada presente na mesa.

Pepper acenou com a cabeça e assinou um contrato transferindo tudo o que era dela de acordo com o testamento. Happy e James fizeram a mesma coisa.

Eles saíram e Pepper foi para o andar onde Tony e Pepper passaram um dia antes do acotecimento de Nova Iorque. Rhodes e Happy disseram que iriam resolver alguns problemas e já estavam de volta.

Pepper observava a vista de Nova Iorque de cima pensando o que o amigo disse a ela. Mudar, ela deveria mudar? Mas mudar o quê? Não iria mudar o cabelo, isso seria inútil, seria a mesma pessoa mas com outra cor de cabelo. As roupas? Tão fútil quanto mudar o cabelo. As atitude? Sim, as atitude, pois não se julga uma pessoa pela aparência e sim pelas atitudes? Mas o quê? Muda o quê? Ser mais alegre? Estava de luto, isso era compreensível. Ser mais heroica? Isso que Tony queria que ela fosse? Uma mulher de ferro? Vestida com a armadura que Tony projetou a ela? Acho que ele não a conhecia o suficiente para saber que ela não aprovaria isso. Isso é muito perigoso, ela não é o homem de ferro, era só a esposa dele.

Ele queria um mundo melhor, um mundo sem violência, sem injustiças e sem maldade, mas sabia que isso seria uma tarefa árdua. Mudar o mundo não é fácil, não é da noite pro dia e nem em um ano, seria em décadas.

Ela não negaria, estava com medo do que vinha pela frente. Ser a mais nova CEO das indústrias Stark não seria uma tarefa muito nova para ela, seria uma coisa que ela fez desde que conheceu Tony, ela era o braço direito dele pouco tempo depois que ele entrou para assumir o lugar de Obadah, amigo de seu pai, Howard Stark, que traiu Tony querendo seu lugar nas indústrias. Mas estava com medo do que seria ela sem ele. Será que ela iria se apaixonar de novo? Seria a mesma pessoa? As pessoas mudam, sem que elas percebam, quando percebem a mudança já se tornou parte de si, não era mais a mesma pessoa e sim uma nova e talvez ate melhor. Mudanças fazem parte de vida e cabe a nós aceitá-lás de bom grado.

Pepper estava obstinada a mudar, não seria mas aquela mesma mulherzinha que morria de medo de tudo, viveria mais, amaria mais e seria mais feliz mesmo sem a presença do seu amado ao seu lado. Foi como ele disse uma vez no enterro, ‘’ Siga a vida, viva a vida e seja feliz’’, foi o que ele disse a ela, ela disse que ela é muito importante para o mundo, e se fosse? E se ela conseguisse completar a tarefa dele? Que morreu antes de conseguir atingi lá. Seria um novo começo.

Ela sentiu a brisa suava tocar seu rosto e levantar alguns fios. Fechou os olhos, olhou para cima e sorriu. Abriu os olhos novamente e murmurou um ‘’obrigada’’ silencioso com os lábios. Virou as costas e foi para dentro e pegou o elevador e foi ate o andar que normalmente estava às armaduras. Andou pelo corredor com diversas delas e viu que no final dele, estava a armadura mais recente feita por ele, a Resgate. Resgate era bem parecida com as outras, dourada e vermelha. Tinha curvas de uma mulher, exatamente como ela. O capacete tinha uma abertura por trás onde passariam os cabelos dela, ele sabia que ela odiava usar capacete por causa do cabelo.

Passou a mão pelo vidro e sentiu aquela vontade de viver, de ser feliz inundar o corpo antes de luto.

—Jarvis? Está aí? – ela perguntou ainda olhando pelo vidro.

—Para a senhora, sempre – respondeu com aquela voz robótica dele.

—Quero que você vista essa armadura em mim – ela disse.

—Sim senhora, mas devo avisar que não será possível pois a senhora esta usando uma saia –

—Bloqueie a câmeras de segurança –

—O que a senhora vai fazer? –

—Tirar isso – ela abriu a saia atrás com o zíper e a abaixou.

A armadura Resgate começou a rodar e sair pelo chão e desapareceu. Quase de imediato, a armadura emergiu do chão que se abria com um circulo por onde saiu à armadura. O traje se abriu ao meio e ela entrou e se fechou feito um casulo.

—Bem vinda senhora Stark – a recebeu Jarvis.

—Oi Jarvis – ela disse sorrindo.

—Posso ativas as câmeras de segurança agora? – ele perguntou.

—Claro – ela se abaixou e pegou a saia com a armadura – Diga ao Happy e ao James que irei para casa de armadura mesmo –

—Sim senhora –

Ela caminhava para a varanda e decolou com ela. A sensação era maravilhosa, sentiu seus pelos eriçarem só com a adrenalina.

Olhava para baixo, pois estava alto o suficiente para não bater em nenhum prédio. Olhava as pessoas que era possível ver graças ao zoom que o Jarvis fez para ela poder vê-lás com nitidez. Elas seguiam normalmente, cada uma com suas vidas.

Ela desceu mais um pouco e sobrevou não tão longe assim mais uma avenida engarrafada. Na frente tinha um acidente. Um caminhão tombado e vários carros também amassados. Havia pessoas nesses carros.

Ela desceu e caminhou com olhares assustados e abismados ao novo Homem de Ferro.

—O que houve? – ela perguntou e pelo lado de fora saiu uma voz robotizada feminina.

As pessoas em volta tinham uma distância da armadura um pouco assustadas. Um menino que estava com seu pai a olhava admirado.

—Você é o Homem de Ferro? – ele perguntou a ela perto dela assim que o pai se distraiu. Ela o olhou e sorriu.

—Não, infelizmente não – ela abriu o capacete e as pessoas fizeram uma cara de surpresa.

—Onde ele está? – ele perguntou com a voz de criança dele.

—Ele está lá no céu fazendo armaduras aos anjos – ela disse e ele sorriu.

—Você vai proteger a gente? – essa pergunta feita por uma criança foi de partir seu coração, uma mente ingênua fez essa pergunta que ela nem sabia a resposta ainda.

—Sim, eu vou – ela disse sorrindo e ele sorriu ainda mais e a abraçou. Pepper de leve o abraçou também – Qual o seu nome? –

—Harley – ele disse.

—Quantos anos você tem? –

—Quatro –

—Onde esta a sua mãe? –

—Eu estou com meu pai e ele está... – ele o procurou com os olhos – Bem ali – ele apontou para um homem olhando em volta procurando.

—Melhor você ir com seu pai –

—Tudo bem – ele deu um beijo na bochecha da Pepper e ela sorriu, doçura de criança

Ela fechou o capacete e foi em direção do acidente.

Eram vários carros tombados, várias pessoas tentavam sair dali enquanto a policia não vinha.

Ela abriu a porta de um dos carros com força pois estava emperrada e retirou várias pessoas de lá de dentro e as colocou no asfalto pois não tinha onde colocar direito. As outras pessoas que estavam só vendo, se aproximaram das pessoas no chão para ajuda-lás no que for preciso.

O último carro que faltava era do caminhão que estava vazando gazolina e que provavelmente em breve irá causar uma explosão.

Ela abriu a porta do caminhão e viu o motorista inconsciente, sagrando e com a cabeça encostada no volante e preso pelo cinto.

Com cuidado, ela retirou o cinto e o segurando para ele não cair e não piorar ainda mais sua situação. Ela o retirou com extremo cuidado e o deixou no chão.

—Jarvis, escaneie essas pessoas e veja quais são os problemas delas – ela falou por dentro da armadura mesmo.

—Sim senhora Stark – ela viu um laser azul passar pelo corpo de todas elas ao mesmo tempo.

—Senhora. Nada de grave com nenhuma delas, apenas fraturas nos braços, pernas e costelas. Nada de errado, nem no sangue, no cérebro ou na coluna vertebral. No máximo, dois meses de recuperação. A situação só não estava pior porque estavam de cinto todos eles –

—Ou seja, muita sorte –

—Exatamente –

—E o caminhão tombado? –

—Senhora, aconselho afastar todos para caso aconteça uma explosão –

—Tudo bem – ela se virou para as pessoas.

—Gente, por favor – ela falou pelos alto-falantes da própria armadura em que todos ouvissem – Peço que se afastem pois esse caminhão corre o risco sério de explodir – ela avisou.

—Porque você não vira esse caminhão? – uma das pessoas deu a sugestão.

—Além de ser muito perigoso, eu posso explodir o caminhão comigo por perto –

—E essas pessoas? – outra perguntou sobre os acidentados.

—Está tudo bem com elas, nada demais. Apenas alguma fraturas –

—Nada demais? Quebrar um braço não é nada demais? – outra perguntou com fúria.

—Dois meses de recuperação no máximo –

Agora só se ouvia murmurinhos vindo da multidão que acompanhava.

—Com licença – uma mulher empurrou um casal e ficou perto da armadura da ruiva – Sou Luisa Gurmer, jornal New York Times – a tal repórter apontou o microfone para a armadura onde poderia ser a boca – Quem é você? Uma nova heroína para substituir o falecido Tony Stark? O Homem de Ferro? – ela perguntou.

Será que Pepper deve revelar quem ela é?

—Não estou aqui para substituir o Tony, muito menos tomar seu lugar. O que ele fez não se compara pelo o que acabei de fazer. Qualquer pessoa poderia fazer isso, agora, lutar com alienígenas de outro mundo? Isso ninguém poderia ter feito igual a ele –

—Mas você não respondeu, quem é você? – ela perguntou.

—Sem mais perguntas – ela disse e caminhou para longe dela e levantou voou e voou de volta para a Torre.

Ela aterrizou e retirou a armadura. Pegou sua saia e a vestiu imediatamente,

Será que ela prolonga com isso? Ou deixa para lá? Será que ela se coloca no lugar do Tony?Nunca, isso jamais. Ele nunca irá poder ser substituído, ele é insubstituível. Eram esses tipo de coisas que mais aumentavam o alto ego dele, que sempre teve o ego maior do que a inteligência, que era muita.

Ela andava pelos corredores quando ouviu uma gritaria vindo de fora. Correu e foi ver o que acontecia. Uma multidão paficifica rumava para a torre gritando frases como ‘’o homem de ferro esta de volta’’, ‘’viva os vingadores’’ e outras.

Pepper sorriu e acenou para eles.

Será essa a hora de falar para todo o mundo quem ela era? Seria arriscado demais. Tony sempre correu muitos perigos por ser o homem de ferro, ela não queria isso. Ele só falou pois isso era só o ego falando mais alto.

Ela sorriu e entrou no apartamento. Desceu pelo elevador ate a garagem e entrou no carro e foi ate o aeroporto para finalmente ir para casa.

Como a muitos dias, ela não sorria, mas agora, era diferente, ela estava mais feliz, mas alegre e mais de bem com a vida. Agora ela entende com o que o Tony quis dizer em seu enterro que ela tinha muito para dar ao mundo ainda.

Seis anos depois...

Pepper estava em casa assistindo pela milésima vez o seu primeiro aparecimento em público com a armadura resgate. Ela achava que fez um trabalho incrível salvando todas aquelas pessoas de um deslizamento de terra numa cidade próxima de Malibu, onde ela se encontrava.

Ela se levantou e abriu as portas da varanda aspirando todo aquele ar puro. Ela se sentou na espreguiçadeira da casa que ela comprou um ano depois de assumir inteiramente a presidência das indústrias Stark.

Fechou os olhos e deixando os cabelos voarem com o vento.

Ficou nesse estado por alguns segundos, mas sentiu um toque, um toque frio e importante para ela.

—Pepper... – ela ouviu a voz de seu amado falecido a seis anos, que ate hoje, ninguém esqueceu dele muito menos ela.

—Tony – ela sorriu abrindo os olhos e vendo somente uma imagem quase invisível dele.

Fico muito feliz que tenha aceitado a armadura – ele disse – E fico ainda mais feliz que tenha seguido com a sua vida –

Desde aquela semana turbulenta para a mesma, ele não havia retornado o contato com ela, somente sonhado com ele na maioria das noites daqueles seis anos.

—E fico ainda mais feliz que você tenha aparecido novamente – ela disse sorrindo e segurando as lágrimas.

Sempre irei aparecer Pepper, nunca irei deixá-la na mão – ele disse fazendo um carinho em seu rosto.

Ela fechou os olhos e algumas das lágrimas que ela tentava segurar, inutilmente, saia vultosamente de seus olhos azuis.

—Obrigada – ela disse baixinho.

Ele se agachou e colou levemente seus lábios aos dela. Segurando seu rosto com as suas mãos, ele fazia carinho levemente e limpava algumas das lágrimas que escorria pela sua pele.

Ele se distanciou dela mais cedo do que ela queria.

Não se esqueça, sempre estarei aqui para consolá-la quando precisar e protegê-la quando precisar – ele disse calmamente encostando sua testa na testa dela.

Ela acenou com a cabeça e com os olhos fortemente fechados.

—Nunca te esquecerei – ela disse ainda de olhos fechados.

Eu também nunca te esquecerei – ele disse antes de sumir por completo deixando uma mulher se corroendo de saudades e sorrindo bobamente.

Ela abriu os olhos e viu que ele já havia ido embora.

Se sentou na espreguiçadeira e sorriu ainda mais. Seu Tony, havia voltado para falar com ela!

Fim.

Notas finais
Espero que tenham gostado. Vou confessar, escrever essa fic me rendeu diversas lágrimas em diversos pontos.Bom, beijos e não esqueçam de dizer o que acharam por meio dos comentários que tanto amo!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!