Notas iniciais
Olá, capitulo 4 ai, espero que gostem -Matt O Matheus é tão sem graça... E ai galerinha do mal, tão gostando? Até lá em baixo :) -Lari

A campainha tocou, abri a porta dando de cara com meus três amigos.

– Hey galera – disse abraçando Anna, depois Dani – ai, isso ainda tá feio né? – perguntei olhando os cortes no pescoço e ombro de Vitor.

– Um pouco, da pra tocar, o Matt tá lá em baixo? – neguei – cadê ele? Enfim vamos descer – descemos a escadinha para o porão onde estavam os instrumentos.

– Laris, cadê o Matheus? – mordi o lábio, mania irritante.

– Quando chegamos do colégio, ele entrou no banho, ai o telefone tocou, era uma tal de Becky, eu atendi e contei a historia da namorada, ai depois do almoço, ela ligou de novo, ai eu chamei ele, disse que já tinha falado com ela e que ela estava ligando de novo, ele ficou bravo e atendeu, ai ele saiu um pouco depois, quando eu falei pra ele não esquecer do ensaio ele disse “Isso é mais importante, se virem sem mim” e saiu – contei a historia para eles.

– Becky... Becky... Já ouvi isso antes – disse Dani.

– Sim, eu também, fiquei pensando onde, mas não consigo lembrar – disse, Anna nos olhou.

– Serio? Tá ai a prova de que vocês não prestam atenção no que eu digo! Becky é o apelido da irmã do Lucas, Rebeca, falei isso um dia desses.

– O que o Matheus quer com ela? Porque ela é mais importante que a gente? – perguntou Dani.

– Ele comentou comigo dessa menina que ele andava vendo, que parecia segui-lo, principalmente quando coisas estranhas aconteciam com ele, ele diz se lembrar dela estar no parque onde ele diz ter controlado o raio para acertar o professor Hastings – disse Vitor – mas eu não sei se é essa tal de Rebeca, Becky, sla.

– Ele descreveu a menina? A Laris pode dizer se é a Becky e eu posso dizer se é a Rebeca – disse Anna.

– Sim, ela é bonita, olhos verdes eu acho, e o cabelo rosa, o cabelo rosa foi o que ele disse que o fez perceber a menina “o seguindo” – lembrei da foto do celular.

– É a Becky – disse.

– A Rebeca tem as pontas do cabelo rosa, e os olhos do Lucas são verdes, eu acho que a Becky e a Rebeca são sim a mesma menina – disse Anna.

– Enfim, eu to afim de tocar Pulsos musica de uma cantora brasileira, a Pitty, eu tenho as partituras pra vocês, Dani, pode filmar, o Matheus não está aqui porque não quer – Vitor pegou o baixo, Anna foi para a bateria, sim a “patricinha” do grupo toca bateria, e eu peguei a guitarra.

E um dia se atreveu
A olhar pro alto
Tinha um céu mas não era azul
No cansaço de tentar quis desistir
Se é coragem eu não sei

Tenta achar que não é assim tão mal
Exercita a paciência
Guarda os pulsos pro final

Saída de emergência

Tenta achar que não é assim tão mal
Exercita a paciência
Guarda os pulsos pro final

Saída de emergência


Eu gostava dessa musica, eles me pediriam pra traduzi-la pra eles, mas eu sabia de cor a musica, seria fácil.


– E um dia desistiu, quis terminar
Só mais um gole e duas linhas horizontais
Sem a menor pressa
Calculadamente
Depois do erro a redenção

Tenta achar que não é assim tão mal
Exercita a paciência
Guarda os pulsos pro final

Saída de emergência

Tenta achar que não é assim tão mal
Exercita a paciência
Guarda os pulsos pro final
Saída de emergência

Dani andava entre nós, filmando, costumamos postar algumas musicas no youtube, e a Dani é a responsável pelos vídeos.

– E, corta! – disse quando acabou a musica – sorri – eu não entendi o significado, mas eu amei essa musica! – traduzi a musica para eles.

– Amei mais ainda agora! – exclamou Anna.

– Realmente, incrível – disse Vitor.

– Vou mostrar as outras dela pra vocês – todos sentaram no chão e eu comecei a tocar as outras musicas, Dani filmava algumas horas para o “por trás das câmeras”

– Ela é maravilhosa! – disse Anna, que já estava pensando em mudar o estilo “patricinha” para “rock chic”. Eu nem sabia que isso existia, mas enfim. Peguei o Mac book pra Dani editar o vídeo, e quando ela mostrou o resultado, aplaudimos, estava incrível, o porão tem as paredes pretas, apenas a parede atrás de Anna é vermelha, a iluminação é muito boa, mas hoje deixamos apenas poucas luzes acesas, deixando o ambiente escuro, ficou perfeito no geral.

– Cara, tu arrasou! Ta incrível! – disse enquanto ela postava o vídeo.

– Brigadinha – sorriu – agora que o trabalho ta feito, vamos ver a nova amiga do Matheus – disse pesquisando o nome dela no face – bonita, aparentemente luta, meninas bonitas geralmente não lutam, tirando as dos livros, enfim, nada de mais aqui – ela começou a mexer em uns bagulhos que eu não entendia – aqui , sem registro escolar desde 2007, isso é estranho, ela não se formou, tem um cartão, usado em Long Island no período do verão e aqui no resto do tempo, desde 2007, estranho as datas coincidem , de resto nada de mais.

– Como você faz isso? – perguntou Vitor.

– Tenho meus truques – disse ela piscando pra ele. Nisso ouvimos a porta sendo fechada e o barulho nas escadas – o Matheus chegou – concluiu Dani.

– Mas já? Do jeito que ele disse, parecia que iria chegar mais tarde – um barulho, concluiu que eu estava certa, parece que quebrava algo a cima.

– Não é o Math gente — concluiu Vitor ressabiado. Corri até a parede vermelha, e abri o compartimento que o Matt guarda seu arco e flecha. O peguei e preparei uma flecha para a porta sob a escada – Vitor, abra a porta, Dani e Anna se armem com algo

Firmei a flecha e dois vultos passaram pela porta, atirei e acertei um dos vultos que soltou um guincho horrível. Vitor pegou uma estaca da lareira e colocou ao pescoço da criatura, e que criatura. Aparentava ser um pássaro, mulher, ah sei lá o que era, mas a segunda foi direto atacar Vitor, ele fez um movimento com a mão, e a sombra que escondia a sala embrulhou a criatura e a desfez.

– Como que... Como você fez isso? — disse correndo até ele, que ainda segurava a criatura no chão. Dani e Anna se escondiam no canto do porão.

– Eu n-n-ão sei — ele conseguiu completar a frase, pasmo — o que será que é isso? — disse e a criatura se debateu mas Vitor a pressionou mais.

– Essa criatura, é uma Harpia — disse rebeca entrando na sala, com uma espada em mão. E um chicote na outra. Matt estava atrás dela com um arco profissional, e duas adagas nas costas, pronto para matar alguém.

– Lari — ele disse e me abraçou. Examinou-me de pé a cabeça, e finalmente disse. — como entraram... E como a derrubou?

– Com seu arco — disse sorrindo. Ele pegou uma das adagas e cortou a garganta da "harpia" que logo se desfez em cinzas.

– Matt, como que... Me explica tudo. -disse confusa, Rebeca trocou olhares com Matt e pegou um pó meio neon e tacou em mim. Ah mas hoje essa vadia apanha, porem um elmo se formou a minha frente.

– Hades — ela disse me encarando surpresa. — isso não é nada bom — tacou o pó no Vitor que também se formou um elmo.

– Pior ainda suponho? — conclui perplexa.

– Cadê a Dani e a Anna? — disse Matt guardando as adagas e seu arco ás costas.

– La em baixo — ele desceu, e Becky logo atrás dele. E lá vai ela com aquele pó e... E aparece em frente a Anna uma pomba com um coração, e em Dani um sol com uma lira.

– Afrodite e Apolo — disse ela, sorrindo de canto.

– isso quer dizer que eles também são? -disse Matt meio inseguro.

– Sim, eles também são — ela disse, olhava para mim e Vitor de forma estranha e juro que vi um pouco de medo passar por seus olhos.

– SOMOS O QUÊ?- disse Anna ao mesmo tempo em que Dani, assustadas e nervosas.

– Calma meninas, calma, eu e a Becky vamos explicar tudo, depois de arrumarmos a bagunça — disse Matt.

– Eu estou pouco me fodendo pra bagunça, eu quero saber o que nós somos, e por que o Matt tem um arco com flechas no porão, e como isso aconteceu – disse Anna, falando rapidamente.

– Nós contamos enquanto arrumamos tudo, a mãe da Larissa pode voltar a qualquer hora e ela não entenderá nada quando vir tudo isso- disse Rebeca tentando parecer sensata, mas mesmo assim, eu continuava não indo com cara dela. No fim, todos concordaram que deveríamos arrumar tudo e conversarmos ao mesmo tempo.

– Matheus, é melhor você explicar pra eles, você os conhece há mais tempo e tals — disse Rebeca, novamente tentando fazer todos gostarem dela.

– Okay, eu explico. Como vocês sabem, deuses gregos e romanos se apaixonavam por mortais nas suas vindas à Terra e daí nasciam os semideuses, filhos de deuses com mortais, eles herdavam os poderes e certas características dos pais/mães deuses e características dos pais/mães mortais. – todos assentiram — então, nós somos semideuses, cada um aqui é filho de um deus ou deusa, por exemplo: eu sou filho de Zeus, a Becky de Poseidon, a Lari, de Hades, o Vitor, de Hades, a Dani, de Apolo, a Anna, de Afrodite. Cada um de vocês tem poderes especiais, os meus são... – Matt estava explicando, quando Vitor interrompe.

– Os seus são tacar raios nos outros, fazer tempestades e controlar os ventos?

– Basicamente isso- Diz Rebeca.

– Então, eu sou uma puta que vai trair todo mundo? — Disse Anna, parecendo não gostar muito da mãe que tem.

– Não é bem assim, você pode ter o dom de convencer as pessoas apenas conversando com elas, seria como um charme — Disse Rebeca, tentando tranquilizá-la.

– Que dom mais legal, amei esse dom — disse Anna ironicamente – tanta coisa legal, e eu tenho um charme!- ela sai da sala e eu, como uma “boa amiga” vou atrás enquanto Rebeca a chama de “revoltadinha” na sala – o que me fez gostar menos ainda dela — era o mínimo que eu poderia fazer depois do que aconteceu com o Matt. Sim, eu ainda me sinto culpada. Anna está jogada na minha cama, chorando.

– Posso entrar? — ela faz sinal de “não” com a mão, mas mesmo assim eu entro e me sento ao lado dela. Prefiro não dizer nada, então, só ponho a sua cabeça no meu colo e passo a mão nos seus longos cabelos ruivos, enquanto ela chora.

Meia hora se passou e ela continuava chorando, quando ela resolve desabafar.

– Sabe Laris — ela soluçava e chorava enquanto falava — eu sempre me senti muito vazia, muito fútil, sempre quis poder ajudar, sempre quis fazer algo diferente, e quando eu descubro que sou filha de uma deusa de mais de dois mil anos de idade, tinha que ser da mais fútil? POR QUÊ? POR QUÊ? Tantos deuses, e logo a mais fútil! –ela chorava desesperadamente, eu não sabia o que eu deveria dizer, porque, em partes o que ela dizia era verdade. Resolvi por sua música preferida pra tocar pra ver se eu a animava – Angels da banda The XX — mas era tarde demais quando eu percebi que a letra da música se tratava de uma música de amor, o que não ajudaria muito a esquecer de que ela é filha da deusa da Beleza e do Amor, rapidamente mudei de música, para Boulevard Of Broken Songs do Greenday, é o tipo perfeito de música pra quando se quer esquecer algo.

Ela parecia um pouco melhor quando Math aparece na porta

– Precisamos ir embora – Diz visivelmente atordoado.

– Ahn, tem certeza? – Digo apontando para Anna que mesmo um pouco melhor, ainda se encontrava deitada em minha cama, como se sua vida dependesse disso.

– Tenho, se as duas harpias nos encontraram, pode ter certeza outros virão, seis semideuses juntos em um único lugar?! Eles já devem estar próximos – explicou como se fosse a coisa mais obvia do mundo.

– Me de um minuto – pedi olhando pra Matt e Anna, ele logo entendeu nos deixando a sós — sei que você esta Triste e magoada, mas precisamos ir – disse ao acariciar seus cabelos.

– Eu não quero – disse soluçando, praticamente voltando a chorar.

– Precisamos. Ficar aqui é perigoso, eu sentiria sua falta de mais para permitir que ficasse – disse com um sorriso fraco que foi respondido com um abraço, sei que no momento tinha muitas preocupações, mas pensava em como Anna reagiria se soubesse o que houve entre mim e Matt clichê ou não, é verdade se arrependimento matasse, já estaria morta desde a manha que acorde agarrada a Matt.

– Vamos logo ou vão ficar ai nesse momento menininha – disse a tal Rebecca, entrando em meu quarto e atrapalhando o que eu temia ser um dos últimos momentos em que minha melhor amiga não me odiasse.

– Estamos indo – disse a ela com meu melhor olhar de “suma daqui Piranha” que ela pareceu entender, saindo me deixando a sós com minha amiga novamente.

– Vamos — disse finalmente limpando seu rosto molhado pelas lagrimas.

– Sim Loirinha – disse, repetindo o apelido que me deu no nosso primeiro dia juntas, claro e não podia faltar o apertar de bochechas, repetindo os mesmos gestos de 3 anos atrás. Descendo as escadas,me deparo com algo que não imaginava, o porão limpo. Sem vestígios,de nada como se nem tivesse sido tocado.

– Vamos logo não temos tempo – disse Matt já segurando minha mão o que podia ser normal até, mas eu me sentia estranha com esse gesto.

E partimos, não sei para ondeou o que encontraremos lá.

Notas finais
Bom, proximo cap. sera o Pov Math/Matt espero que gostem -Matt Vocês vão sentir minha falta... Ele só faz merda! Tsc Tsc... largar os amigos para ir falar com a Becky... -Lari