Havíamos mudado para o Olimpo. Por quê? Não sei. Ainda não explicaram, primeiro a reunião no Camp, depois somos avisados para fazermos as malas que nos mudaríamos. Quando chegamos ao nosso destino, estávamos no Olimpo! Agora estávamos reunidos em um salão, com varias mesas e poltronas, de cada lado do salão havia uma escadaria a qual nos levava aos dormitórios. Observava a porta esperando algo a acontecer. Vitor estava do outro lado do salão, com o novo grupinho dele, Anna entrou no salão. Todos a atacaram com perguntas, permaneci sentada, Matheus e Larissa entraram juntos, conversando, estranhei esse fato, todos se calaram e os observavam. Larissa foi quem disse.

– Devem estar se perguntando por que estão aqui, certo? – todos assentiram – bom, possivelmente estamos entrando em guerra novamente, talvez com forças mais poderosas que o próprio Titã Cronos – os queixos caíram, continuei com a minha mascara de indiferença – nós acreditamos que seja mais seguro que fiquem aqui, ao alcance de nossa proteção. Felizmente o Olimpo possui uma estrutura magnífica graças a Annabeth, filha de Athena e uma dos sete da profecia, como vocês devem saber. As atividades continuarão normalmente, como devem ter reparado, não serão divididos por chalés, os meninos à esquerda e meninas à direita. Se instalem e logo daremos novas instruções. – ela e Matheus voltaram a conversar, Anna se juntou a eles, não me aguentei e fui ate lá. Eles conversavam seriamente.

– Oi – os três me olharam – eu... Er... Como estão? – Larissa arqueou uma sobrancelha, Matheus e Anna deram risada.

– Dani, direto ao ponto – disse Matheus ainda rindo.

– Vocês – me encararam confusos – estão se falando... Sabe, desacostumei. Você já se lembra? – perguntei a Larissa. Ela negou.

– Poucas coisas, alguns detalhes, coisas que me vem à cabeça. Nada realmente significante. – disse.

– E vocês dois? Ela eu sei que é alguém no Olimpo, mas vocês são novidades – falei para Anna e Matheus.

– Larissa está me treinando, viemos para cá cedo – assenti e olhei Anna.

– Sou uma cúpida, abençoada de Eros, não significa muita coisa, mas me acharam útil, como representante do acampamento. – assenti novamente, pelo menos ainda são só semideuses.

– Entendi, podem me explicar o que está acontecendo? – se entreolharam e Larissa disse.

– Os deuses entrarão em guerra com o Tártaro – disse de uma vez – estamos preocupados, porem Zeus tomou sua decisão, alguns outros deuses o seguiram, porem uma quantidade significante permaneceu com Athena, que é contra a ideia de irem ao Tártaro – assenti.

– Zeus não escutou Athena suponho, deve estar se preparando – Larissa assentiu – Matheus, não pode falar com ele? Tentar convencê-lo de que não é uma ideia sensata?

– Sim, tentarei, primeiro daremos as instruções para os campistas, isso é a prioridade – assenti. Os campistas começaram a voltar para o salão, quando aparentemente todos estavam presentes e em silencio Larissa falou novamente.

– Vocês não terão permissão para andar pelo Olimpo livremente, os conselheiros dos chalés serão os responsáveis e Anna vai dar-lhes as instruções – disse autoritariamente – e os que forem pegos desrespeitando ordens sofrerão as consequências – finalizou e saiu com Matheus, fui atrás.

– Ei, vai falar com Zeus agora? – perguntei. Matheus assentiu. – vocês vão ficar com a gente?

– Não, voltarei para casa – respondeu Larissa.

– O Camp? A casa da sua mãe? – perguntei confusa.

– Não, a minha casa, o Palácio de Hades – disse – Matheus poderá escolher, se voltará comigo ou ficará com Rebeca. – terminou e voltou a andar em direção a um grande templo.

– Você ficará não é? – disse encarando seus olhos azuis como o céu. Ele não respondeu, acompanhava Larissa com o olhar, quando ela desapareceu de vista ele voltou para a realidade – você vai ficar não é? – perguntei novamente – ele me encarou.

– Acho que sim, sei que se ficar, Larissa voltará a me tratar como antes, mas Rebeca ainda é minha namorada. O que eu faço Dani? Me ajuda porra! – disse esfregando o rosto e bagunçando o cabelo.

– Você precisa estabelecer suas prioridades – disse e voltei para o salão, Anna falava com os conselheiros e me chamou.

– Dani, sei que a conselheira do seu chalé é a Barbara, mas acho que você poderá ser responsável também, precisamos de gente, já que não temos os conselheiros do chalé de Zeus e Hermes – assenti e sentei-me junto deles. A reunião não demorou muito, logo fomos liberados, não podíamos sair do salão e dormitórios por enquanto, não havia muito o que fazer. Voltei a me sentar em uma das poltronas e encarar o teto. Algum tempo depois fomos avisados que deveríamos nos dividir entre os responsáveis, juntei-me aos conselheiros e separamos os campistas, não por chalés, mas por idades, os mais novos ficaram comigo, seguimos uma ninfa até um refeitório enorme ao lado do salão. Eram nove horas quando voltamos ao salão, não tinha mais nada a fazer, peguei uma roupa e fui tomar banho, vesti-me e peguei um livro, sentando-me no salão, há esta hora vazio, havia ali mais três pessoas, Vitor e os dois meninos que tem andado com ele. Nossos olhares se encontraram, pude ver um pouco de confusão em seus olhos, pude ver que ele não era o que aparentava, ele ainda era o meu Vitor, mas eu tenho certeza de que ele não via nada em meus olhos, sempre soube esconder muito bem o que sentia, pude ver uma passagem de dor em seus olhos antes de sentar em uma poltrona e ler meu livro. Pouco tempo depois Matheus entrou no salão um pouco, triste? Chateado? Cansado? Não sei dizer ao certo. Ele andou com a cabeça baixa e ia passando por mim, porem segurei seu braço e o puxei para o outro canto do salão. Vitor nos olhava pelo canto do olho.

– O que houve? Já percebi que após definir suas prioridades, Rebeca ficou em primeiro, não entendo o porque de estar assim, parecendo triste – disse e ele apoiou o rosto nas mãos.

– Eu tentei não ter que definir, disse a ela que ficaria aqui, mas que queria continuar treinando, ela disse que não seria possível, que iria entrar na guerra junto com Zeus, que não ouviu quando lhe falamos que não era uma ideia sensata, Hades entrou também, dizendo que não haveria guerra em seu reino sem que ele participasse. Quando disse que então iria junto, ela disse que eu não, que eu iria ficar aqui, que Rebeca poderia me ajudar durante os treinos do acampamento, disse que deveríamos esperar, que os semideuses não seriam envolvidos a menos que necessários, depois disso, desapareceu – disse tudo muito rápido, meus olhos marejaram, ela iria ao Tártaro, poderia morrer, já que apesar de deusa menor ainda não tinha total imortalidade, os poucos que estudaram mais sobre novos deuses sabiam, os outros, que pouco ligam, acreditam que é PUFF e você já é imortal.

– Você precisa decidir, eu lhe disse que não poderia ter as duas, sei que Rebeca é sua namorada e a decisão é sua, mas é seu treinamento ou sua namorada – disse sinceramente. Ele suspirou.

– Parece que tenho de terminar com alguém agora, não é? – perguntou. Assenti e sorri, dando um beijo em sua bochecha antes de ir para o dormitório. No dia seguinte já tivemos as atividades, o Olimpo é realmente enorme e um pouco parecido com o acampamento, vimos alguns poucos deuses menores, mas nenhum dos doze olimpianos. Mais tarde estava indo para o arco e flecha quando o Matt veio ate mim, parecia preocupado.

– Hey o que houve? – perguntei parando pra espera-lo. Ele parou ao meu lado.

– Josh, desapareceu, não responde mais, papai acha que aconteceu alguma coisa e não quer deixar eu ir procura-lo, terminar sua missão – disse rapidamente. Meu queixo caiu.

– Ele está morto? – perguntei preocupada. Leo e Alex estavam com ele, eles são legais poxa.

– Não sabemos, mas enfim, eu tentei terminar com a Rebeca, mas ela deu risada e saiu andando, e eu não vi a Larissa o dia todo, estou ficando preocupado. Papai ainda não foi, mas tenho medo de que ela possa ter ido antes – disse bagunçando o cabelo, uma coisa que ele faz quando está nervoso.

– Já tentou falar com ela por MI? – ele me encarou – não né? Vamos, pra lá tem uma fonte – continuamos na direção do arco e flecha e paramos em frente a fonte um pouco antes da arena. Joguei um dracma na fonte e chamei por Larissa, a água tremulou e a loira apareceu, estava em um lugar escuro, aparentemente dormindo, então ela começou a se debater.

– Matheus! Matheus, corre! Sai daqui! Eu posso me virar, saia! – ela gritava cada vez mais, eu apertava o pulso de Matheus com uma mão e com a outra eu cobria minha boca, estática. – Zeus! Zeus! Tira ele daqui! Pai! Pai? Façam alguma coisa! – agora ela chorava e eu chorava junto, sabia que Matt não devia estar muito melhor, mas não conseguia me virar, continuava encarando minha amiga gritando.

– O-onde e-ela e-está? – disse gaguejando.

– Seu quarto, no submundo, tenho certeza – disse, a voz tremula – preciso ir pra lá – disse saindo de perto dali, o segui correndo, ele correu ate a sala dos tronos e entrou, eu parei na porta, alguns deuses conversavam ali – pai, preciso ir para o submundo – Zeus se virou e encarou o filho.

– Por quê? Já não lhe disse que não lutará? Pare de insistir! E você menina? Meu filho lhe fez a cabeça para querer lutar também? – neguei nervosamente.

– Não senhor, na verdade eu gostaria sim de ir ao submundo, mas apenas para falar com a Larissa – disse um pouco baixo.

– Larissa? Ela anda ocupada, não perceberam que ela não está aqui? Está ajudando Hades a controlar as coisas em seu reino, está começando a ficar feia a situação. Os monstros estão se rebelando, as almas estão inquietas e o Tártaro anda agitado, Larissa está fazendo um bom trabalho junto com Nico, infelizmente, em uma das idas ao Tártaro ele se machucou gravemente, Larissa sofreu para trazê-lo de volta e lidar com os monstros – Matheus ofegou – felizmente Apolo já cuidou dos dois, ele tem um grande carinho pela menina, digamos que pararam as brigas entre os gêmeos – disse sorrindo.

– Preciso vê-la! – gritou, alguns outros deuses ali reunidos o encararam, ele se sentou sobre os joelhos, passava as mãos pelo rosto e pelo cabelo – pai, por favor – murmurou, uma linda mulher loira se ajoelhou ao lado dele, Afrodite.

– Deixe-o ir! Ele está preocupado com a menina, assim como você está preocupado com Hera! – disse com aspecto serio, logo depois sorriu – eles são uma das minhas novas apostas, um caso difícil, com muitos empecilhos, separações, problemas, tudo o que eu gosto em uma historia de amor – disse sonhadora, Zeus revirou os olhos.

– Não ferre meu filho, okay? – disse para Afrodite, depois virou-se para mim e para Matheus – vamos, lhes direi como chegar lá – a mãe de Anna se levantou sorrindo, Matheus assentiu e seguimos Zeus até o elevador de entrada para o Olimpo.

– Senhor Zeus, teremos de ir ao letreiro de Hollywood? Foi assim que Percy chegou lá, não foi? – Zeus assentiu.

– Sim, foi desse modo que ele chegou lá, porem, depois que perdoei Hades, criamos um meio mais fácil de nos mover ate lá ou ate aqui – disse simplesmente e chamou o elevador – bom, filho, você tem que falar seu nome e dizer que é meu filho, então o botão do Hades vai aparecer – Matheus assentiu. Zeus se virou e voltou para a sala dos tronos. Entramos no elevador e Matheus disse.

– Matheus, filho de Zeus – um botão negro apareceu no fim do painel e Matheus o apertou.

Notas finais
Ficou muito confuso? Para quem não entendeu, é o que aconteceu antes do Matt terminar com a Rebeca e a continuação dos acontecimentos pelo ponto de vista da Dani. Decidimos fazer assim, pois achamos que ficaria melhor de explicar, meio que por outro ponto sem ser o dos envolvidos. Ah, eu sou confusa, devo ter confundido mais ainda vocês, né? Sry :( -Lari