Just Friends
11 Pov Anna
Ele abriu as asas, e uma aura saiu dele se passando para mim. Duas asas apareceram em mim, uma aljava, e um arco. Minha roupa do acampamento sumiu, e no lugar delas apareceu uma manta vermelha e branca, estava muito sexy. Sorri para mim mesma, e ele me olhou.
– Agora seus sentimentos — ele veio ate mim e me beijou. Senti como se tivesse reencontrado a felicidade, eu podia sentir meus sentimentos voltarem a pulsar, acabei de cometer um incesto, mas foda-se, eu tinha meus sentimentos. Sorri para Eros e ele voltou a voar.
– Primeira missão maninha – ele apontou para a pilastra e uma cena apareceu – você precisa fazer com que essa menina se apaixone por ele, ele a ama, mas ela não corresponde. Dessa vez você não poderá ser vista, manipule a nevoa, as flechas servem para dar o amor, ódio, raiva, amizade e fúria. Preste atenção em qual você usa. Acerte a do amor nela, mas antes de atirar, escreva o nome dele na flecha.
– Entendi – sorri e pela primeira vez consegui voar, dava medo, mas não era tudo isso, sai voando até Londres, o engraçado era que eu passava 1 minuto voando, e já chegava ao meu destino.
Avistei a menina, desci ate ela, e percebi que ela não podia me ver, mas pera, qual era o nome do menino mesmo? Fui procura-lo na escola, ele estava na biblioteca lendo “as vantagens de ser invisível”. Como vou fazer para saber o nome dele.
Lembrei-me de um livro, procurei na biblioteca e achei “destrua este diário” no começo do livro, ele pede para escrever o nome, coloquei o livro na mochila dele e esperei.
Depois de uma hora esperando, ele se tocou do livro, pegou e começou a fazer, o nome dele era Richard Lowsey. Peguei uma flecha do amor, escrevi o nome dele e fui à procura da menina.
Ela estava em um grupinho de meninas e meninos, estavam no refeitório lanchando, preparei minha flecha, quando ia atirar percebi um menino me olhando assustado na mesa do fundo do refeitório. Ele podia me ver, ele era um semideus.
Botei um dedo em frente a boca, pedindo pra ele manter silencio, ele acenou que sim com a cabeça. Atirei a flecha na menina e ela se contorceu quando a flecha acertou. Ela olhava para os lados, e voltou a conversar. Fiz um sinal para que o semideus fosse para fora.
O encontrei ao lado de fora da escola.
– Qual o seu nome? — perguntei sorrindo. Ele era alto, branco, tinha os cabelos encaracolados e pretos, sua pele lembrava a neve, ele tinha os olhos azuis claros e um sorriso encantador.
– Jon Snow, meu nome é Jon Snow, e o seu é? – disse ele me olhando sorrindo.
– Anna – sorri de volta e minhas asas se fecharam.
– O que você é? – disse ele com um ar de curiosidade.
– Eu sou o mesmo que você, uma semideusa. Porem eu sou também uma cúpida de Eros – sorri e ele balançou a cabeça, confuso.
– Semideus? Eu leio bastante sobre mitologia grega, isso é impossível – ele disse reprovando. Peguei aquele pó neon e taquei na cara dele. Um floco de neve surgiu em sua frente.
– O que será isso? – disse curiosa – você mora onde?
– No final da rua... Você é louca ou o que? – ele disse rindo.
– Me leve ate lá, preciso falar com seu responsável, antes, espere aqui — entrei na escola e vi, Richard e Lisa se beijavam, missão cumprida.
Voltei, e Jon me levou ate a casa dele, ele morava apenas com o pai, um homem alto, forte, ele é biólogo, e tem um laboratório no Alaska.
– Ola senhor Snow. Eu sou Anna, do acampamento meio-sangue – ele me olhou e sorriu.
– Eu sabia que uma hora vocês apareceriam. Jon, você é filho de Quione, a deusa da neve e do gelo.
– Você sabia? E nunca me contou – disse Jon o olhando meio chateado e meio surpreso.
Depois de uma longa conversa, Jon fez sua mala, ele iria comigo para o acampamento. Demos tchau ao seu pai, abri minhas asas, segurei a mão de Jon e saímos em um voo pelas alturas, em menos de 1 minuto estávamos no palácio de Eros, onde deixei meu traje com suas assistentes, e voltei ao acampamento. Levei Jon até a casa grande, Quiron o olhou, e disse.
– Um semideus, filho de Quione, a anos não vejo um – ele sorriu – infelizmente, não temos um chalé de Quione, então por ora você ficara no chalé de Hermes — Jon aprovou e o levei ate seu novo chalé. Estava me virando para ir embora.
– Ahn, Anna? – me virei e Jon sorria – obrigada – disse sorrindo – o que acha de dar uma volta por aqui mais tarde? – perguntou passando a mão pelo pescoço em um gesto de nervosismo, sorri.
– Claro. Chalé dez, vou esperar – disse indo para o meu chalé. Jon parecia legal. Encontrei Mark no chalé – olááá – disse cantarolando, ele me olhou.
– Hey, para quem acabou de fazer a melhor amiga sangrar você está bem feliz – disse rindo e sentando na minha cama.
– Ah, eu fui em uma missão pro viadinho do Eros e encontrei um semideus novo, filho de Quione – disse sorrindo e me sentei também – ai ele me chamou para dar uma volta pelo acampamento – terminei levantando, não conseguia ficar parada , fui até uma estante e comecei a organizar as revistas, Mark veio ate mim e segurou meus dois braços.
– Ei, calma – disse rindo – vem, vou te preparar um banho, me puxou para o banheiro e encheu a banheira – você falou que foi em uma missão para Eros, como é? – perguntou colocando alguns sais na banheira e checando a temperatura – pode entrar – disse se virando, despi-me e entrei, a água estava perfeitamente morna, com aroma de rosas.
– Bom, ele foi bem legal comigo, mas tentou me enganar e fazer-me ficar lá com ele – disse me afundando na espuma – de qualquer forma mamãe me alertou e eu não cai em seu truque – disse, Mark havia se sentado em uma poltrona pink e agora me encarava boquiaberto.
– Você falou com mamãe? – perguntou, assenti – ela costumava nos visitar frequentemente, mas de uns tempos para cá ela não tem vindo, ela está bem? – perguntou agora preocupado.
– Ela me pareceu bem – disse – vai ver ela está muito atarefada.
– É, pode ser – respondeu – conte-me sobre o seu amiguinho novo – disse fazendo pose de pai ciumento, rimos.
– O nome dele é Jon, filho de Quione, eu o encontrei quando fui fazer uma missão para Eros, ele é alto, tem os cabelos encaracolados e pretos, sua pele lembra a neve, ele tem os olhos azuis claros e um sorriso encantador – descrevi.
– Parece encantador – disse fazendo voz de gay, ri alto, ele pegou um roupão e veio até mim – está na hora de sair madame – disse fazendo agora um sotaque francês, voltei a rir e me levantei colocando o roupão.
– Palhaço – disse ainda rindo – eai, já falamos muito sobre mim, e você? – perguntei pegando uma roupa.
– Bom, sou conselheiro de um monte de criaturas rosa – disse referindo-se a nossos irmãos e irmãs – namoro uma garota que pode me quebrar ao meio em segundos, Luana, filha de Ares, mas que sei que me ama tanto quanto eu a amo, apesar de ser filho de Afrodite, luto muito bem, porque ao contrario de alguns irmãos e irmãs nossos não ligo se vou quebrar a unha ou bagunçar o cabelo – disse revirando os olhos – acho que só, nada de mais – sorri. Estava vestindo uma calça jeans e a blusa do acampamento, fiz uma trança de lado e calcei um salto, Mark disse que no chalé 10 roupas e sapatos eram de todos, sorri, estava bonita, bateram na porta do chalé, quando abri era Jon, dei um beijo na bochecha de Mark e sai.
– Está aqui no acampamento a quanto tempo? – perguntou, andávamos sem rumo, afinal, nenhum dos dois conhecia o acampamento direito.
– Na verdade, cheguei ontem – disse.
– Somos dois novatos então? Aqui não rola trote nem nada né? – perguntou rindo.
– Espero que não – ri também, mas então vi uma cena não muito legal, Matheus e Larissa estavam rindo e se empurrando, parei no lugar, Jon parou ao meu lado sem entender, Matheus segurou Larissa pela cintura ainda rindo, e eles viraram em nossa direção, os dois pararam de rir, então um grito me fez virar para trás. Dani vinha correndo até nós com Vitor atrás dela. Ela me abraçou.
– Você está bem? Como você está? Onde você estava? Eu estava tão preocupada. Você entrou para a caçada? Artemis é legal? – disse tudo muito rápido. Sorri.
– Estou bem, não entrei para a caçada, meu irmão Eros me encontrou antes, passei um tempo com ele – disse abraçando Vitor – esse é Jon, filho de Quione. Encontrei-o em uma missão para Eros, acabamos de chegar ao acampamento – disse apresentando-o, que continuava sem entender muito.
– Oi Jon, seus olhos são legais, parecem gelo, sou Dani, melhor amiga da Anna, esse é Vitor, meu namorado e aqueles são Matheus e Larissa nossos outros dois melhores amigos – disse muito rápido e abraçando Jon, ele arregalou os olhos.
– Dani – ela me olhou – menos, Jon, Dani é filha de Apolo, Vitor filho de Hades, são meus melhores amigos, aqueles ali não são importantes – ele encarou por um momento Larissa e Matheus que continuavam abraçados – depois nos falamos – sorri e puxei Jon para longe.
– Anna – Jon chamou minha atenção e diminui o passo – você falou que o outro casal não era importante, mas a garota do cabelo estranho disse que eram melhores amigos – disse com duvida.
– Longa historia, não estou no clima para falar sobre isso – disse – desculpa – continuamos andando por um tempo, acabamos por entrar na arena, muitos garotos e garotas lutavam entre si e alguns decepavam bonecos. Só quando nos sentamos que notei que havíamos permanecido de mãos dadas. Não as soltei – já lutou? – perguntei.
– Meu pai me fez fazer esgrima, ele não me explicou o porque disse que me ajudaria mais tarde, acho que ele se referia a isso – disse, seu polegar acariciava minha mão, talvez ele nem notasse, mas eu gostei da sensação de nossas mãos juntas, nossos dedos entrelaçados, parecia certo pra mim.
– Legal, pelo menos ele te ensinou algo – sorri e o olhei.
– Me devolve – ele disse sorrindo.
– Devolver o que? – sorri de volta.
– Meu coração, pois você o roubou – ele sorriu e me beijou.
– Jon, acho melhor não – disse e o afastei um pouco, embora eu quisesse o beijar.
– Mas Anna, você quer...
– Como você sabe? – corei e olhei os semideuses lutando.
– Está obvio que quer – ele segurou minha mão e percebi que estava gostando daquilo.
– Não machuque meus sentimentos. Por favor – disse abaixando a cabeça. Ele levantou meu queixo e me beijou lentamente, retribui o beijo, uma aura rosa me dominou e ele parou e me olhou.
– Desculpe – forcei um sorriso e a aura diminuiu.
– Tudo bem – ele sorriu e me deu um selinho, seus lábios eram realmente gelados, não nega que é filho da deusa do gelo e da neve. Sorri e ele segurou minha mão – Vamos ver um filme?
– Vamos – sorri e levantei segurando sua mão, caminhamos de volta, Matt estava sorrindo e conversando com Larissa, parei na frente deles e beijei Jon. Matt olhou, deu de ombros e continuo rindo com Lari. Droga, eu queria que eles dissessem algo.
Chegamos ao chalé 10, entramos e só se via Mark, deitado no sofá pink dormindo.
– Me ajude a por o bebezão aqui na cama – sorri e peguei as pernas de Mark, e Jon os braços, levamos ele até a cama, cobri ele e Jon foi pro sofá se sentando. Colocou o filme “sexta feira 13” e me deitei no colo de Jon, o filme começou.
– Jon, tenho medo de filmes de terror – soltei um suspiro e me ajeitei no colo dele.
– Relaxa – ele sorriu, que sorriso perfeito.
Ele acariciava meus cabelos, estava satisfeita, finalmente estava gostando de alguém e sendo correspondida.
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