Just Friends
11 Surpresas.
Notas iniciais
Giulia
Chegamos em casa depois um dia muito divertido. Na sala estava meus tios, Mari e meu pai.
- Pai! – eu disse e corri para abraçá-lo. Matheus o cumprimentou com uma abraço.
Me sentei no sofá ao seu lado e fiquei abraçada em seu braço.
- Filha, o Lucas está vindo para cá amanhã. E é ai que eu preciso da ajuda de vocês – ele disse olhando para minha tia. AI MEU DEUS! VAI DAR MERDA! – Jô, tem como ele ficar aqui? – ele perguntou para minha tia
- Bem... – ela olhou para meu tio que sorriu – Tudo bem, mas só temos um quarto de hóspedes e a Giulia está o ocupando – Ela disse
- Não tem problema. Eles são melhores amigos, se conhecem desde pequenos. Tudo bem, não é Giu? – ele disse e eu estava nervosa, apenas assenti.
- Giu, preciso que me ajude a fazer aquela coisa que combinamos antes... Você vem junto Matheus – Mari lançou um olhar assassino para nós dois e assentimos. Subimos as escadas e fomos para o quarto dela.
- Giulia, teu amigo/namorado ta vindo para cá, isso mesmo? – ela disse e eu apenas assenti – Só digo que ele vai matar você – ela disse apontando para Matheus que arregalou os olhos
- Eu? Porque? Não fiz nada – ele disse assustado
- Não, imagina. Só comeu a amiga/namorada/menina que ele é apaixonado – ela disse e nós nos olhamos. Como ela sabia disso??
- COMO VOCÊ SABE DISSO?? – perguntamos juntos
- Ah qual é! Porque acham que eu sai ontem? – ela disse com um sorriso malicioso no rosto. – Matheus nunca olhou para uma pessoa como te olhou desda... Desda Bruna – ela disse e eu estava incrédula, enquanto Matheus estava corado
- Só quero que saibam que eu não vou contar para ninguém. Morrerá comigo, com a gente. Mas Giu, você tem que contar para ele. – ela disse e eu assenti
- A culpa foi minha... eu que insisti – disse Matheus cabisbaixo
- Não querido irmão. Não se escolhe quem devemos amar ou não. – disse Mari e olhei para ele que continuava cabisbaixo – Só entenda que ela e o Lucas se gostam de verdade.
- Caralho Marina, como sabe disso tudo? – eu perguntei incrédula para ela que riu
- Sei de tudo priminha. – ela disse rindo
- Eu...ahn... tchau meninas – disse ele saindo do quarto
- Ele está bem? – eu perguntei e ela assentiu
- Vamos ver um filme? – ela perguntou e eu assenti. Escolhemos O Chamado 2. Na hora me lembrei da Pietra, porque ela se caga de medo desse filme.
Acabei dormindo no quarto da Marina. Acordei com uma voz conhecida... pude jurar que era um sonho... LUCAS? MAS JÁ? Sim, era Lucas. Me olhando com seus profundos olhos cinza, com o sorriso mais lindo do mundo. Esfreguei os olhos para confirmar e sim era ele mesmo. Corri e lhe abracei
- Que saudade feioso – eu disse e ele apertou mais o abraço
- Que saudade pequena – ele disse
Só depois do abraço que percebi que Matheus e Mari nos olhavam. Mari com um sorriso travesso no rosto e Matheus com uma expressão que não pude decifrar.
- Como foi a viagem? Como está L.A? – perguntei o guiando para meu quarto
- Ahn...Giu... Você está de camiseta e calcinha... –ele disse coçando a nuca. Sempre fazia isso quando estava nervoso ou envergonhado. Corei na hora.
Entramos no quarto e ele fechou a porta. Senti sua mão puxando meu braço e logo seus lábios nos meus.
- Vamos com calma – eu disse olhando para baixo
- Tudo bem. Precisamos conversar – ele disse e se sentou na cama
Ele me explicou que tentou voltar com a Patrícia porque não queria estragar nossa amizade e disse que se arrependeu. Disse que estava morrendo de saudade e que a Pietra mandou uma foto minha, da Mari e do Matheus para ele no dia do Central Park. Disse que ficou com ciúmes quando viu a minha proximidade com ele. Eu estava morrendo de saudade e louca para agarrá-lo, mas ainda não.
- Giulia, eu te amo. Quer namorar comigo? – ele perguntou por fim. Minhas pernas ficaram moles, ainda bem que estávamos sentados.
- Preciso te dizer uma coisa... Eu fiquei com o Matheus – eu disse quase como um sussurro
- O QUE? VOCÊ O QUE? GIULIA VOCÊ TA MALUCA? ELE É SEU PRIMO! – ele disse gritando e eu fiz sinal para não gritar
- Ei, não grita. Não estamos sozinhos. E sim, eu sei que ele é meu primo, mas ele... – eu disse procurando uma forma de dizer o que estava sentindo
- Ai meu Deus, vocês transaram? – ele quase sussurrou a última parte e eu apenas abaixei o olhar
- Sim – eu disse e ele levantou meu rosto
- Mas... mas e eu? O que sente por mim? – ele perguntou com um olhar triste
- Você é você. E eu amo quem você é. Mas ele tem alguma coisa que sei lá... E você tava com a Patrícia... E depois da sua ligação de ontem... Eu te amo Lucas, me desculpe – eu disse já sentindo meus olhos marejando. Ele apenas sorriu. Foi se aproximando e me puxou pela cintura, logo me beijando.
O beijo continha saudade e desejo, mas muito amor. Nossas línguas travavam uma guerra. Sua mão passeava pelas minhas costas e puxava seu cabelo. Ah, que saudade daquela pegada. Terminamos o beijo e eu mordi seu lábio inferior para mim. Depois disso, ele simplesmente me abraçou.
- Eu te amo. – eu sussurrei de olhos fechados, com um leve sorriso nos lábios
- Namora comigo? – ele perguntou e eu rapidamente me desvinculei do abraço.
- Tem certeza? Não fugir do compromisso de novo? – eu o perguntei séria, ele apenas sorriu e assentiu – Promete? – perguntei manhosa e ele me deu um selinho
- Prometo. Agora responde, quer ser minha namorada? – ele disse nervoso e eu sorri. Um sorriso sincero e de orelha a orelha.
- Um sim em todas as línguas – eu disse e o beijei.
Depois de matar a saudade, resolvi arrumar suas roupas no guarda-roupa. Disputamos lugar, e no final fiquei com a maior parte. Sempre ganho. Ele simplesmente me beijou e...
- Giulia, seu pai ta lá embai... – Matheus abriu a porta e longo ficou sério ao ver-nos aos beijos.
- Ata, obrigada. Já estou descendo. – eu disse e ele assentiu fechando a porta.
- Acho que temos um priminho bravo – disse Lucas. Apenas balancei a cabeça e o puxei pela mão, obrigando-o a descer.
Chegamos lá e meu pai estava no celular com um sorriso no rosto. E quando me viu rapidamente desligou o mesmo e me abraçou.
- Oi meu amor. Preciso falar com você – ele disse me guiando para o jardim, onde ficava a piscina.
- Preciso falar com você também. – eu sorria, e estávamos abraçados de lado
- Filha, o que você acha de ter uma madrasta? – ele perguntou e eu gelei. Como assim uma madrasta? Quer dizer, ele tem todo o direito de ser feliz. A Rebecah não presta mesmo. Quero distancia daquela diaba.
- Não sei o que dizer. Continue, por favor. – eu disse e ele mantinha o sorriso que não via a muito tempo...
- Sabe a Larissa? A mãe do Lucas? – sério mesmo? Meu pai ta namorando a minha sogra?
- Pai, preciso te contar uma coisa... Envolve a mim e ao... Lucas – ele engoliu em seco. Agora eu estava na sua frente e o sorriso deu espaço a uma expressão preocupada
- Você não está... grávida, está? – ele perguntou e pude ver que ele suava. Não consegui segurar a risada e ri, alto e claro.
- Não, que isso pai. Mas eu e Lucas há tempos não nos tratamos como simples amigos... hoje ele me pediu em namoro... – eu disse e ele soltou um suspiro – E agora? Você está com a Larissa... não queria atrapalhar isso... – eu disse nervosa, evitando seu olhar
- O Lucas e você... Bom, eu já vinha desconfiando a um tempo e eu percebia o ciúmes dele quando você namorava o Vinícius... Lucas é uma boa pessoa, um bom rapaz... Eu gostaria de falar com ele sobre isso, a sós, de homem para homem e será hoje mesmo. Pego vocês dois hoje as 20h. Vamos jantar. Nós quatro... eu, você, Lucas e Larissa. – ele disse sorrindo – Tenho que ir meu amor, até logo – ele me deu um beijo na testa e saiu.
Fiquei paralisada. Era muita informação para pouca Giulia. Logo sinto o olhar de Lucas em mim.
- Está tudo bem? – ele chegou perto de mim, segurando meus braços
- É muita informação... – eu disse e ele apenas assentiu
- Eu ouvi tudo, graças a Mari – ele disse e ela acenou da janela do seu quarto que dava para o jardim. Apenas sorri e acenei de volta
- Ouviu tudo? – eu perguntei e ele assentiu – Até mesmo a parte que nossos pais estão namorando? – eu perguntei e ele arregalou os olhos
- C-como? – ele perguntou assustado. Logo Matheus apareceu e o segurou pelas costas
- Calma cara. Vem, senta aqui – ele guiou Lucas até a poltrona da sala. Lucas estava pálido.
- Amor, está tudo bem? – eu perguntei e ele estava paralisado
- S-seu pai está namorando com a minha mãe? Isso significa que somos meio-irmãos? – ele me perguntou e eu assenti
- Mais ou menos. Eles nos convidaram para um jantar hoje. Nós quatro, e ah.., Ele quer falar com você hoje... Sobre nós – eu disse preocupada e ele levantou a cabeça e me olhou apavorado
- Você contou para ele? Contou sobre nós? – ele engoliu em seco
- Sim... – eu disse preocupada – Não deveria?
Lucas
Calma. Deixa eu ver se eu entendi direito: Giulia virou minha namorada, mas minha mãe virou namorada do meu sogro. E hoje eu teria que ser questionado sobre as intenções que tinha com a filha do meu padrasto/sogro, e interrogá-lo sobre o que ele pretendia com a minha mãe.
Abri a porta e sai. Ouvi Giulia correndo atrás de mim.
- Lucas! Lucas! Espera! – ela dizia enquanto corria para me alcançar, até que o fez.
- O que vamos fazer agora? – eu disse, pude sentir meus olhos marejarem
- Eu não sei. Não sei se a tua mãe vai me aceitar. Nunca fui uma filha exemplar e agora ela está me ganhando como filha e nora. – ela disse preocupada
- Você não sabe o que está dizendo Giulia. Minha mãe te adora. Pior vai ser comigo, meu padrasto/sogro. Eu vou ter um padrasto-sogro, sabe o que é isso? É muita coisa! – eu disse e ela me abraçou
- Calma, vai ficar tudo bem. Eu prometo. Mas se quiser, ele pode ser só seu padrasto... – ela disse e eu a olhei. O QUE?
- O que? Está ficando maluca? – eu a olhei incrédulo com o que acabei de ouvir – Está terminando comigo? – eu perguntei e ela suspirou levemente
- Não meu amor, estou tentando te aliviar de pressões. Se você quiser podemos ficar como antes – ela disse triste e neguei com a cabeça
- Giulia, eu te amo. Ta difícil de entender? – ela sorriu aliviada
- Tudo bem, eu entendi – ela disse calma, com a voz suave – Vamos voltar para casa. Já são quase 18h, temos que nos preparar. – ela disse e eu assenti
Voltamos para casa de mãos dadas. Podem me chamar de veado, biba, gay ou qualquer coisa do tipo, mas não tem nada melhor do que segurar a mão da garota que você ama e vê-la sorrindo. Isso não tem preço. Ok, ficou propaganda do mastercard, mas foda-se, é a verdade.
Giulia
Subimos, pois, não havia ninguém em casa. Já estava acostumada com isso, meus tios nunca estavam em casa, Marina sempre na casa dos amigos e Matheus trancado no quarto.
- Meu Deus! Acho que não tenho roupa! – foi a minha primeira frase ao abrir o guarda-roupas. Lucas riu com aquilo e se deitou na cama
- Por que não vai com aquele vestido preto que comprou por ultimo? – ele perguntou
- Anda reparando nas minhas roupas ? – eu sorri indo em sua direção
- Não. Na realidade, só lembro que você ficou extremamente gostosa com ele. – ele disse e fez sinal para eu sentar em seu colo. O beijei. Desci os beijos em seu pescoço e pressionei minha intimidade em seu membro.
- Bom, vou me arrumar – eu disse o fazendo ficar furioso
- Sério? Provoca e sai? – ele perguntou indo atrás de mim
- Tipo isso – ele veio atrás de mim e entrei rapidamente no banheiro e tranquei a porta – Vai escolhendo sua porta. Sugiro o seu blaser chumbo e a blusa branca gola v – eu disse lá de dentro
- Eu trouxe isso? – ele disse e eu ri, já de baixo do chuveiro
- Sim, está no guarda-roupa. – eu disse ainda no banho
Demorei um bom tempo no banho. Me enxuguei e sai. Quando sai, dei de cara com Lucas mexendo no celular, apenas de boxer preta.
- A quanto tempo não via isso... – eu disse fazendo-o se assustar
- Tava com saudade? – ele chegou perto de mim, puxando minha toalha e me beijou.
- Vai se arrumar – eu disse interrompendo o beijo, secando o cabelo.
- Ok – ele foi reclamando para o banho e apenas ri
Comecei a me arrumar e quando Lucas saiu eu já estava quase pronta.
- Nossa! – ele disse me olhando de cima a baixo – É tão formal assim? – ele disse e eu apenas ri, o entregando a roupa que tinha separado.
Ele começou a se arrumar e apenas o analisava, sentada na cama. Ele colocou as calças e logo depois a blusa. Se cabelo ainda estava molhado, e conforme ele se mexia, molhava tudo. Ele olhou o blazer e por fim o vestiu. Por incrível que pareça, eu me arrumei primeiro que ele.
Bibi. Meu pai deveria ter chego. Olhei para Lucas que suspirou e pegou minha mão. Entrelaçou nossos dedos
Saímos de casa e entramos no carro. Larissa estava no banco da frente. Eu e Lucas fomos no banco de trás. O Silêncio predominou o caminho todo.
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