Notas iniciais
Heeeeeeeeeey Cara, vocês são tão lindos *-* Reviews maravilhosos, muuuuuuito obrigada *-* E o que teremos hoje? Siiiim, um pouco de discussão... Não, não é entre o mais novo casal. Adivinha quem ressurge das cinzas pra atormentar? JOHN! Quem sentiu falta???? cri cri cri cri Idiotices a parte, vamos a mais um capitulo :) Ps: tenho leitoras que piram no Edu, algum leitor que pira na Manu ai? u.u

O casamento não seguiu nenhum daqueles rituais chatos que os cerimoniais inventaram. Toda vez que a moça com aquele terninho preto chegava perto da prima da Manu, ela só acenava com a cabeça e fugia.

A musica animada começou assim que a “valsa” acabou. Eu já tinha ido me sentar e a Manu já tinha voltado a ser baixinha. Os saltos estavam embaixo da mesa e ela dançava sem se importar com os outros.

Era meio obvio que metade da família dela não tinha gostado dos tênis, pelo amor de deus, quem alem da Manu ia gostar? Alguns me olharam feio, outros sorriram tentando ser simpáticos pela sobrinha, outros só ficaram indiferentes. Mas eu já tinha sido apresentado como amigo dela para toda a família. Obviamente, ninguém acreditou.

Eram poucos os que não me conheciam, poucos como o tal John. Mas isso não o impediu de ficar me olhando feio ou secar a Manu durante a dança toda. A coitada da Sarah – que era o par dele – teve que fazer quase tudo sozinha.

O ritmo de musica trocou a pedido dos noivos, para o povo se aquietar para o jantar ser servido.

–Só eu que to com calor? – a Manu veio se abanando e esticando as pernas assim que se sentou.

–Vem aqui – a Mel puxou o cabelo da Irma e limpou alguma coisa no seu rosto.

–Obrigada – ela se abaixou e pegou os sapatos – vou lá fora ver se esse calor passa.

Achei melhor não seguir já que a mãe dela tava de olho em mim o tempo todo.

***

Estava me segurando pra não prender o cabelo. Eu tava agitada demais pra ficar quieta, fiquei andando – me equilibrando na verdade – pelo gramado que tinha.

–O guarda costas decidiu dar um tempo? – reconheci a voz e me virei. Ele estava encostado em uma pilastra, com as mãos nos bolsos.

–Você consegue ser mais ridículo a cada encontro nosso...

–Não foi isso que me disse quando a gente se beijou – se desencostou vindo pra perto, com os braços cruzados agora.

Não estrangula ele Manu, respira...

–John, aquilo foi...

–Otimo?

–Não era pra ter rolado! E não vai se repetir então cai fora!

Ele sorriu sem ser convencido. Já estava muito perto de mim, a ponto de conseguir me segurar pelo braço. Não tinha ninguém por perto, todos estavam dentro do salão ouvindo os agradecimentos dos noivos.

–Larga.

–Se não?

–Eu grito!

–E estraga o discurso da Laís...

Olhei para dentro do salão através dos vidros. Ela sorria e falava algo que eu não conseguia ouvir.

–Me larga, ta doendo – não tava doendo, mas por mais que eu tentasse sair, não tinha força.

–Achou que se trouxesse um cara ia se livrar de mim?

–John, acorda pra vida! Eu não quero nada com você!

–Não foi o que pareceu quando me beijou.

Eu realmente sou uma idiota! Por que eu tinha que ter beijado ele? Agora ele podia jogar isso na minha cara até a eternidade! E isso me deixava brava, muito brava!

–Acha mesmo que aquilo teve um significado? Não teve nenhum! Foi só um beijo, desses que rola só por rolar e a gente se arrepende depois. Eu continuo não gostando de você, do mesmo jeito que nunca gostei!

Ele largou. Meu braço estava vermelho.

–Então é assim Manuela?

–Sempre foi assim! Você que fica insistindo na brincadeira de família de quando a gente era pirralho. Acha mesmo que isso ia ter futuro? Você só me fez passar vergonha até hoje... Nunca rolou nada e vai continuar assim!

–Interrompo? – Mel! Graças aos deuses!

–Não – disse cortando o que ele pensava em falar.

–Mãe mandou te chamar... Disse que é falta de educação você trazer o Eduardo e sumir.

–Eu já vou.

Encarei ele uma ultima vez.

–Tenho que voltar pro Edu...

Ele ficou furioso e saiu.

***

Eu tava sozinho na mesa quando a Manu voltou. O Sam já tinha saído há um tempo pra andar com a namorada. A mãe e a Irma dela tinham ido se servir no Buffet e eu fiquei esperando ela pra ir.

–Ainda bem que ta aqui.

–Aconteceu alguma coisa?

Ela balançou a cabeça meio atordoada.

–Não, ta tudo bem. Eu só... – ela jogou o cabelo pra trás e sorriu – Por que não vamos jantar também?

–Não me convenceu com esse “ta tudo bem”.

–Esquece isso, eu tenho que me alimentar bem lembra?

Ela tentava se esquivar. E sempre conseguia.

***

Depois de jantar, a musica voltou. Já tinha tirado as fotos com a família pelo fotografo – ele era tão legal.

A Laís me puxou e agradeceu pela ajuda com a dança. Minha Irma conversava animada com um dos meus tios. A Beca conversava com minha mãe enquanto o Sam e o Edu discutiam animados sobre algum jogo.

Sam. Eu não queria esconder a verdade de ninguém, mas dele principalmente. Ta bom, eram dois dias de namoro, mas quem se importa?

–Licença – interrompi a conversa deles – Posso sequestrar meu irmão um momento Eduardo?

Ele sorriu e confirmou com a cabeça.

O Sam falou algo tipo “A gente decide isso depois cara” e me acompanhou. Subi as escadas com ele e fomos para o estacionamento.

–O que foi?

–Gostou dele?

Eu não me importava se toda a minha família ia aprovar ele ou não, seja por causa dos tênis ou pelo cabelo que eu mesma baguncei. Mas se tinha alguem que eu me importava, era o Sam. Minha mãe eu sabia que estava tranquila até agora, e minha Irma ia me apoiar, eu sabia disso!

–Achei ousado o uso do tênis. Sua cara!

Ele se encostou em um dos carros e me chamou pra mais perto.

–Vocês tão juntos não tão?

–Ainda não é pra valer... Faz dois dias só.

–Dois dias e ele já conhece a família toda? Demorou três meses para eu ir a um evento na família da Beca!

–Serio?

–Aham.

–Eu gostei dele, é um cara legal mas...

Mas? MAS? Ferrou!

–O que ele viu em você? Ele deve ter algum problema porque olha...

Filho da mãe!

–Cala a boca! – protestei dando um tapa e rindo.

–Serio agora – ele se virou e me encarou – é o que quer?

Por que todo mundo gosta de fazer perguntas das quais eu nunca sei a resposta?

–Maybe.

–Não começa a falar inglês! Sabe que não entendo nada!

O Sam não sabia nem o básico do básico do inglês, e eu era formada no curso. Sempre fazia de propósito só pra encher ele. Eu amava isso, era minha função como irmã mais nova.

Me afastei um pouco, chutando algumas pedrinhas com a ponta do sapato.

–Eu não sei, eu nunca sei exatamente o que quero. Principalmente quando envolve ele... Sei lá, eu sou confusa demais.

–Tanto faz, desde que ele não banque o espertinho pra cima de você eu to de boa.

Eu sabia que ele tava me zuando.

–Eu to aqui me abrindo pra você e você diz “tanto faz?”.

Ele jogou a cabeça para trás, rindo daquilo tudo. A gente sempre fazia esse tipo de coisa, simplesmente porque éramos idiotas demais para nos levar a serio.

–Vamos voltar – ele passou a mão pelo meu ombro e voltamos pro salão.

***

Ta, chega de ficar aqui sentado que nem um panaca!

Levantei e fui olhar o espaço do lado de fora. Eu nunca tinha visto um lugar bonito assim, a arquitetura do lugar era perfeita. Cada traço parecia se encaixar no lugar. Era o tipo de projeto que eu investiria.

–Sabe, eu queria entender o que ela viu em você... Eu sou mais alto, e como acho que beleza é um fator indiscutível, então eu pelo menos tenho um sapato social.

Não precisei me virar pra confirmar quem era.

–Não fomos apresentados, mas deve ser o John...

Ele parou do meu lado estendendo a mão. Só retribui por educação.

–Acho que não sou eu que deve responder essa sua duvida, por que não pergunta pra ela?

–Não vou me dar o trabalho! Ela é bonita né?

–É sim!

Onde ele queria chegar com aquele papo?

–Ela sempre foi, desde criança... E sempre foi muito respondona também, nunca me dava chance. Foi fácil pra você?

Fácil?

–Como assim?

–É tão obvio que vocês já se pegaram... Ela foi fácil?

***

Quando voltei pra mesa, o Edu não tava lá. Olhei pro lado oposto do salão, onde era a mesa do John. Ele também não estava.

–Merda!

Andei entre as pessoas procurando aqueles dois e vi através do vidro eles do lado de fora.

Só cheguei em tempo de ouvir o John perguntando uma das coisas mais podres que eu já tinha ouvido – sobre mim pelo menos.

–É tão obvio que vocês já se pegaram... Ela foi fácil?

Fechei os punhos, respirei fundo e cruzei os braços pra não enfiar a mão na cara dele.

–Não John, não fui! E ainda bem que é tão obvio, porque pelo menos ele não precisou me pegar de surpresa ou rastejar atrás de mim a vida toda, vivendo as custas do carinho que a tia sente! Realmente, eu não sei o que minha mãe viu em você – eu já tava de cara com ele (se você ignorar o fato de que eu era mais baixa) – Vamos.

Puxei o Edu pela mão e sai.

Notas finais
Então? Eu ia postar beeeem menos hoje, mas já to suuuuper pilhada pro proximo capitulo *-* Alguem ai curte Legião? *------------* então esperem só para o proximo hahaha sou do mal Enfim, gostaram? Quem odeia o John levanta a mão! o/ Beeeeeijos e um cheiro da Laia :*