Just Different - Interativa
2 Capítulo 2 – Vamos a dar uma festa!
Notas iniciais
POV Vit Mendez
– Um dia nós elegíamos o nosso lugar, hoje são estes jovens. O nosso futuro são eles. – Começa a falar a tal mulher. Entretanto trazem 4 recipientes com distintos líquidos e com os símbolos dos 4 distritos e coloca-os numa mesa branca.
– Para quê é isso? – Pergunto ao Seis.
– Tens que fazer um corte na mão e deixar correr uma gota de sangue para o líquido do recipiente com o símbolo do distrito ao que achas que pertences: Se ficar vermelho é porque não pertences ai; se der azul é que conseguirás sobreviver ai e se der verde é porque ai é o teu lugar. – Explica Seis.
– E quando tinhas que escolher, foste a escolher valentia, que cor te deu? – Pergunto com curiosidade.
– Verde. – Responde Seis.
– Na minha ideia o teu deveria haver sido vermelho. – Rio.
– Calas-te?! Como te supurtavam os teus pais? – Fala Seis.
– Bem, muito bem. Só estou sendo chata contigo. – Falo.
– A primeira pessoa que vai fazer a escolha do lugar em qual vai viver é… Vitória Mendez. – Fala a mulher com a faca na mão.
– Adeus. Nunca mais vou ver-te. – Fala Seis.
– Tens certeza? – Falo baixando até o palco.
Quando chego no palco pego a faca e aproximo-me ao recipiente do Distrito 4. Faço cuidadosamente um corte na borda da mão. Estendo a mão até que fica por cima do recipiente e formo um punho com a mão, fazendo uma gota cair. Olho a gota cair, e, quando ela cai no líquido ela torna-se azul e rapidamente troca a cor para verde. Volto para o meu sítio, lentamente.
– Vitória Mendez pertence ao Distrito 4. – Fala a mulher do palco.
– Deu-te azul, verdade? – Pergunta Seis.
– Verde. – Falo.
– Como é possível? – Fala Seis algo desiludido por meu resultado.
– Surpresa! – Quase grito em seu ouvido. Agora sim tenho a certeza, sua vida vai ser tão longa…
– Vou ser teu treinador. – Ri-se Seis. Quando ele disse isso o sorriso desapareceu rapidamente da minha cara.
– Não me desiludas agora! – Falo. – Me vais fazer sofrer pelo que fiz?
– Sim, e muito. – Responde Seis. Está claro que agora ele já não me é amigo.
– Tens a certeza que não vai ser ao contrário? Eu sou capaz de tudo se for necessário. – Falo.
– E agora é a vez de… — Diz a mulher abrindo um envelope. – Mellie Stark.
Mellie se aproxima aos recipientes e se corta na mão e deixa uma gota de sangue cair no recipiente do Distrito 2.
– Mellie Stark é do Distrito 2. – Fala outra vez a mulher do palco. Quanto tempo vai durar isto?
– Parabéns Mel! – Ouve-se algumas vozes.
– Posso ir-me embora? – Pergunto a Seis.
– É claro que não. – Responde-me Seis.
– Porquê? – Pergunto desiludida ainda mais.
– Porque vamos à festa. – Diz Seis. Usar verbos em plural já me é conhecido, conhecia-o.
*Flashback on
Estou em uma casa, das janelas se vê campos e uma criança, um garoto de uns 8 anos (dois anos maior que eu) de idade, cabelos castanhos e olhos também, chamado Tobias.
– Vens a jogar? – Pergunta a criança.
– É claro que venho. – Respondo saindo a correr de casa.
– Vamos para o lado de fora da muralha. – Diz Tobias.
– Quem disse que eu vou? – Falo.
– Eu sei que não perderias nem uma possibilidade de meter-te em sarilhos. – Fala Tobias.
– Claro que vou. – Digo.
Nos dirigimos até a muralha e passamos para o outro lado, através de umas rachaduras na mesma.
– Isto é lindo. – Falo. Era a hora de amanhecer, se via o sol saindo, era magnífico. – Prometes que nunca me abandonarás?
– Prometo. – Responde Tobias.
…
Dois meses depois, esperava cada manha à janela por Tobias para voltar uma e outra vez ao outro lado da muralha, mas nunca mais veio, me havia abandonado.
– A quem esperas querida? – Perguntava-me a minha mãe.
– Por Tobias. – Respondo.
– Ele se foi embora, duas semanas atrás. – Fala minha mãe.
– Ele me prometeu que nunca me abandonaria… — Começo a dizer.
– Anda, vai brincar. – Diz mamãe. – Toma aqui algo de dinheiro se tiveres fome, papai e eu vamos à casa de tua avó.
– Está bem. – Digo pondo o dinheiro no bolso e sai correndo de casa. – Adeus!
Me dirijo até a estação de comboio e subo. Quando o comboio passava pelo Distrito 4 me enamorei daquele sítio: as pessoas correndo, fazendo treinos, lutando corpo a corpo.
…
Já tinha 13 anos, desde aquela primeira vez ia cada semana para o Distrito 4, lá eram muito bons comigo, até ao ponto de ensinar a usar-me algumas armas ligeiras. Quando voltei uma outra vez vi a Tobias, no campo de treinamentos. Chamei seu nome, ele nem reagiu, se havia esquecido totalmente de mim.
*Flashback off
– Vit estás bem? – Ouço a voz de Seis, havia interrompido meus pensamentos.
– Desculpa, que me perdi? – Falo.
– Temos duas novas garotas: Violet Addans de 16 anos e Evanecer Apollo de 18 anos. O Distrito 2 há duas garotas: Lana Lancaster de 17 anos e Mellie Stark de 16 anos. – Fala Seis.
– Seis é um número… — Digo.
– E que mais dá? – Pergunta Seis.
– Porque não é um número tipo: um, ou dois, ou três, ou quatro ou mesmo cinco? – Pergunto.
– Porque escolhi Seis, em uma homenagem. – Fala Seis. O número seis, será que ele é quem eu penso que é? Se sim, porque fez isso?
– Em homenagem a quem? – Pergunto.
– Isso já não é conta tua. – Diz Seis.
– Desculpa estar a ser tão chata, mas isto interessa-me. – Antes que pudesse terminar a última palavra sou interrompida.
– Felicidades. – Fala Scott Wislow, ele é o nosso Capitão, e de todo o Distrito 4.
– Obrigada. – Respondo.
– Ouvi dizer que se tornou verde. – Fala Scott.
– Sim, a minha gota de sangue se tornou verde. – Digo.
– Começas os treinos com o resto dentro de dois dias, às oito da manha. – Diz Scott.
– Scott vais ser o treinador? – Pergunta Seis.
– Sim, e tu não te vais escapar. – Diz Scott. – Mudando de tema… Estás muito elegante, vais à festa?
– Sim, suponho. Onde é a festa? – Pergunto.
– No piso do Seis. – Diz Scott. – Adeus. Vos vejo ai.
– Seis podes dizer-me apenas duas coisas mais? – Falo.
– Não te cansas de falar? – Resmunga Seis.
– Isso para mim é um sim. Quantos anos tens? – Pergunto.
– Tenho 18. Deixa-me adivinhar, a seguinte pergunta é tipo assim: "Quanto tempo levas neste distrito?". – Fala Seis.
– Por acaso sim. – Digo.
– Dez anos. – Diz Seis.
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