Just Close Your Eyes

14 Dia 5 - Desafio Parte 4


Notas iniciais
Mais um. Mal pela demora, fiquei sem internet. Droga.
Espero que gostem!
Enjoy! ;)
XOXO

— Sim, estou falando sério. É porque eu amo bolo com ganache. – respondeu Reyna, calam e placidamente.

— Em primeiro lugar, o que é ganache? – Leo perguntou inocente.

— Apenas siga a receita. Você não é um super Chef que faz de tudo? Não tem umas 50 personalidades? Mostre-me que não é inútil. – ela ironizou.

— Tem razão. Apenas me dê um minuto para que eu vire o Valdelícia, sim? – ele pediu.

— Eu ainda morro com esses seus apelidos. – ela riu.

— Calada Ice Queen! Valdelícia: O chefe está no recinto! – ele faliu, com um péssimo sotaque francês.

— Então, oh, Valdelícia, poderia se apressar? – ela pediu com um tom de sarcasmo.

Leo/Valdelícia estalou os dedos envolta do rosto e parou numa pose digna de fotografia.

— Verás, tenho certeza de que implorará por migalhas de minha comida! – ele antecipou.

— É o que eu espero.

— Onde estão os ingredientes?

— No armário. Você não espera que eu os pegue, certo?

— Sim. Eu espero. Mas tudo bem, como você é uma folgada, eu mesmo pego. – ele falou.

Reyna riu e se sentou, enquanto Leo procurava os ingredientes e cantarolava uma música qualquer. (Que ela tinha certas desconfianças de que ele cantasse Spice Girls).

O garoto tateou à sua volta, deu uma olhada no livro e começou a pegar as coisas.

— Reyna, querida, onde eu coloco a massa?

— Leo querido, eu estou aqui apenas para filmar sua Valdesgraça, e se não sabe, eu não vou te ajudar em nada. – ela respondeu calma e placidamente.

— Valdesgraça é o caramba, mas tudo bem, eu me viro, sua pessoal vil e malévola.

— Não se esqueça que eu ainda estou filmando. – ela avisou.

Leo deu de ombros e pôs uma tigela de vidro na mesa.

— Começa agora o programa “Delícias com Valdez” – ela narrou. – E no programa de hoje, vocês irão aprender... Torta de chocolate com ganache!

— Os ingredientes são: 2 xícaras de açúcar, 3 ovos, 4 xícaras de farinha de trigo – ele falava com uma animação característica de apresentadores de tv. — , 400 ml de leite, 1 copo e meio de achocolatado em pó e uma colher de... – Então, se interrompeu. – Droga! Não tem fermento! Babou o nosso bolo!

— Olha no armário vermelho, segunda porta, atrás do biscoito. – ela falou.

Leo revirou os olhos e foi até o armário. Abriu a porta em questão e achou o fermento. Olhou para a câmera e deu um sorriso sem-graça.

— Falha técnica. Culpa da produção. – ele admitiu, culpando Reyna.

— Agora sua burrice é culpa minha? Ande logo com esse bolo. Já são... – ela falou olhando para o relógio. – 10:30! Anda logo! Hup hup hup!

Leo revirou os olhos. Pôs a vasilha na mesa e organizou os ingredientes.

Reyna deu um sorriso e zoom na câmera, focando exatamente no garoto.

— Delííícias com Valdezzzz! – ele cantarolou. – Bem vindo ao Programa matinal Delícias com Valdez, onde o apresentador é a delícia principal. E hoje, por insistência de uma fã, faremos uma torta de chocolate com... O que é mesmo? Oh sim! Ganache. Agora vamos aos ingredientes. E quem não conseguir acompanhar, confira no nosso site! – ele exclamou. – Primeiro passo: (N/A: Não tentem copiar a receita!!) Num refratário, misture a farinha, os ovos e o leite. Mexa com uma espátula até virar uma mistura Ho-mo-gê-nea! – Ele falou, colocando os ingredientes na tigela. Pegou um ovo. Tentou abrí-lo com uma faca e cortou o dedo. – Mer... Desculpem! Falha minha. Vou abrir os ovos do modo convencional. – ele disse, batendo os ovos na borda da tigela. O ovo se abriu, mas junto com ele, diversos pedaços da casca caíram na massa.

Reyna sentiu a cadeira tombar de tanto que ria. Leo lhe lançava um olhar de não-me-envergonhe e ela replicou com um olhar de você-não-era-o-melhor?

O terceiro ovo, diferente dos outros, se abriu sem fazer uma lambança. Leo sorriu vitorioso e voltou a fazer a massa.

— Como veem, para que o bolo fique bom, vocês devem mexê-lo com cuidado e amor. Agora, acrescente o açúcar, o achocolatado e o leite. – ele falou, derramando os ingredientes na vasilha. – Eu vou dispensar a espátula e usarei minhas mãos, para passar boas energias para o bolo. – ele falava, colocando as mãos dentro do refratário. – Reyna, a minha mão está uma meleca. Como eu tiro isso da minha pele? – ele sussurrou.

— Se vira.

— Ótimo, agora eu tenho uma namorada negligente. Mas tudo bem! Eu sou forte. – ele retrucou. – Agora, basta misturar o fermento e pronto! Colocar na forma e pôr no forno!

Leo abriu o pote, pegou uma colher e já ia pôr na massa, quando Reyna o advertiu:

— Você tem que provar o fermento para ver se ele está bom.

Leo deu de ombros e pôs a colher cheia na boca. Começou a tossir e salivar, com espuma escorrendo do canto de seus lábios.

— Hchvcsenvszcgdgashvdgabnzddo! – ele grunhiu.

— O quê? – ela perguntou irônica.

Leo, percebendo que era ignorado, pôs a mão dentro da boca e começou a puxar resíduos. Tossiu, como se algo o engasgasse. E então, uma bolota de fermento eclodiu de sua boca, caindo exatamente do meio da tigela, afundando lentamente na massa. Leo cuspiu o que podia na pia e enfiou a mão na massa para tirar o resíduo. A esta hora, Reyna tinha certeza de que não comeria aquele projeto inutilmente não acabado de sobremesa.

— Depois desse “Erro de gravação”, eu continuo a receita. Agora, basta derramar a massa numa forma de aço e colocar no forno. – ele falou. – Agora, onde está a droga da forma?

— Armário cinza, terceira porta à direita. – avisou Reyna.

Leo se agachou abriu a porta e se deparou com uma pomposa forma de coração.

— Fala sério, Reyna!

— É o que tem para hoje. Vire-se.

Leo bufou e despejou a massa na forma suja e não untada.

— Agora, basta levar ao forno pré-aquecido por 15 minutos a 180°. O que raios é pré-aquecido?

— É quando você deixa o forno ligado antes de pôr o bolo.

— Informação demais. Meu bolo não precisa disso, ele é forte e superior, e além disso, se eu aumentar o forno e colocar alguns minutos a mais, não vai fazer diferença. – ele falou, aumentando a temperatura do forno para 360°. – Vou deixar meia hora, para ficar bem cozido, macio e fofinho!

— Creia nisso. – Reyna riu.

— Isso é inveja. Agora é a ganache, certo?

— Sim.

— Ingredientes: 1 lata de creme de leite. Sem so-ro gente! – ele frisou. – E uma xícara de chocolate derretido. Que fácil! – ele falou, colocando o chocolate comum numa tigela de vidro. Uma chama brotou de suas mãos e começou a derreter o chocolate. Em seguida, enquanto ainda estava com o fogo “ligado”, misturou o creme de leite.

— Leo, assim o creme vai coalhar. – ela avisou.

— Vai coalhar uma ova, Reyna. O chef sou eu, então, shiu!

Reyna deu de ombros e voltou a focar na filmagem.

O creme que deveria ser bom, começou a fazer bolhas e se dividir em duas camadas, como água e óleo.

— Olha que coisa bonita, minha gente! Ao vivo e a cores, Leo Valdez, vulgo Valdelícia, chef sedução em todo o mundo, faz a melhor ganache de todos os tempos!

Reyna não fez questão de avisar no momento que Leo pôs a vasilha ainda quente na fria bancada de mármore.

— Olha que lindeza! Copiem minha calda! Coloquem em bolos feios e transformem tudo numa MA-RA-VI-LHA gastronômica! Surpreenda sua família, conquistem pelo estômago sua cara metade, faça piqueniques com os filhos, levam para festinhas de aniversários, enfim, mil opções! – ele falou, erguendo a vasilha para o alto. Como é lei da física (?), o choque térmico quebrou a tigela. O fundo se prendeu na bancada e Leo levantou a tigela sem nada por baixo. A pseudo-calda-infecciosa-que-era-para-ser-boa, derramou no chão, fazendo uma enorme sujeira.

— Eu avisei. – ela fez questão de falar.

— Calada! Ainda dá para salvar! Ele falou, pegando uma nova vasilha e colocando nela o que sobrou da pseudo-calda.

— Aviso: Eu não vou comer isso.

— Você me fez fazer isso, e agora, vai comer.

— Leo, você cuspiu no bolo, deixou cair resíduos nojentos e só Júpiter sabe o que mais.

Leo deu de ombros.

— Agora que eu consegui salvar a ganache, vou colocá-la na geladeira para esfriar.

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30 minutos depois...

O cronômetro de pinguim apitou, sinalizando que o bolo estava pronto. Leo, apressado, abriu a porta do forno, sem se ligar com o calor.

— Olhe minha gente! Que bolo lindo! Só vou desenformar e colocar a calde de ganaque.

— Ganche. – ela o corrigiu.

— Tanto faz. – ele retrucou. – Vou desenformar o bolo no balcão – ele falou, virando a forma no mármore. Cinco minutos depois, levantou-a, na esperança de que ele saísse. E nada.

— Você, por acaso, untou a forma?

— Não, tem óleo na massa.

— Leo, considere o desafio perdido. Me recuso a comer essa coisa. As fezes do Hannibal são mais vistosas que isso.

— Eu nunca desisto.

— Mas se acostume com a ideia de que não comerei isso.

— Você venceu. Tudo bem. – ele admitiu. – Encerramos agora o programa, com um beijo especial para todos que nos assistem. Até nunca!

— Então? Qual é minha surpresa? – ela perguntou.

— O que acha de um piquenique? – ele perguntou.

— Até amanhã Valdez, até amanhã. – ela riu, caminhando em direção à saída.

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Acreditem ou não, eu sou uma versão feminina do Leo na cozinha. É triste. Well, as minhas provas começam semana que vem, eu tenho uma curta metragem de skate para gravar e não sei com que frequencia vou postar, porque, afinal, não posso baixar as notas. A minha média é acima de 9,0. Pra minha mãe tanto faz, mas pra mim não.

E agora, eu invento de postar a fic da Foxface. Vai se chamar Fox On Fire. http://fanfiction.com.br/historia/286347/Fox_On_Fire se puderem, mandem reviews. E, uma recomendação nessa seria bem vinda. E sim, assim que essa acabar, eu vou começar outra Leyna, porque eu não vivo se eles.

XOXO

Notas finais
Reviews? Ou recomendações?