Just Close Your Eyes
6 Dia 3 - Meus planos dão errado...
Notas iniciais
Enjoy! ;)
XOXO
— Você já sabe. – respondeu Reyna.
— Sim, eu sei, mas eu quero saber o porquê deste medo.
— Eu conheço você há dois dias. Só. E você sabe mais do que deveria sobre mim.
— Pelo contrário. Eu sei menos do que eu gostaria. É por isso que eu estou aqui.
— E não estou entendendo nada. – ela reclamou. – Primeiro você dá em cima de mim. Depois diz que tinha namorada e queria minha ajuda. E agora quer me conhecer. O que quer afinal?
— Reconquistá-la. – ele respondeu calma e placidamente.
— Quem?
— Segredo. – ele brincou.
Reyna entrou em choque.
Leo sorriu encabulado. Pôde notar o quão vermelha Reyna se tornara.
— E como pretende fazer isso? Quer dizer, reconquistar esta garota?
— Eu não sei. – ele admitiu.
— Com licença, eu preciso tomar um ar. Já volto. Enquanto isso, force esse resquício de massa cinzenta presente nessa oca caixa craniana. – ela reclamou.
— Traduzindo?
— Pense! – ela falou, batendo a porta.
E nisso, Reyna saiu do quarto. Estava confusa e curiosa. Aquele garoto, mesmo desconhecido como era, parecia remetê-la a boas coisas.
Já não entendia mais nada, nem a si mesma. Parecia errado gostar dele. Era errado. Ou não?
Talvez ele quisesse apenas ajuda.
Mas havia sempre um “talvez” em qualquer frase que dissesse respeito a ele.
— Ei Reyna! – chamou uma voz, tirando-a de seus devaneios.
— Desculpe. Eu não te conheço.
— Prazer, meu nome é Peter. Quarta coorte.
— Prazer. Então, posso te ajudar em alguma coisa?
— Eu queria saber se você gostaria de sair comigo.
— Tudo bem. Quando? – ela perguntou indiferente.
— Que tal amanhã? Você me espera no Starbucks aqui perto?
— O que é Starbucks?
— Uma cafeteria. Mas não vende só café, ok? Você gosta de donuts?
Reyna assentiu.
— Amanhã, as três horas no Starbucks, perto do Cinema, beleza? – ele perguntou.
— Pode ser. – ela confirmou.
Peter sorriu e foi embora, deixando Reyna sozinha novamente.
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Para Leo, foi bom que Reyna tenha saído do quarto. Só assim teve tempo de checar o Amorômetro.
— Acho muito bom me agradecer. Afinal, sem mim você ainda estaria amarrado. – estrilou Marrie.
— Tudo bem, você merece crédito. Obrigado. – ele agradeceu. – Feliz.
— Ainda não. Preciso que troque minha roupa. Já estou com ela à dois DIAS! Dois!!
— Pronto. Voltei a te amar como antes. – ele ironizou. – Escolha logo uma das suas roupinhas para que eu te vista.
— Armário! – ela falou. Então, estalou os dedos e um guarda-roupa do tamanho de um livro se materializou. Era feito de uma madeira nobre, tingida de um branco puro com puxadores e detalhes feitos em ouro puro. E na porta, um espelho do tamanho do armário. A boneca abriu a porta da direita e puxou um vestido tubinho coral, uma jaqueta preta e um pep toe índigo.
— Anda! Já escolhi. – ela falou.
Leo suspirou e rolou os olhos. Pegou as roupinhas, as tirou do cabide e foi arrumar sua boneca. Para ele, uma coisa que soava extremamente feminina.
— Como se veste esta coisa? – ele perguntou com uma expressão confusa.
— Homens! – ela rolou os olhos. – Deixe que eu me visto sozinha.
— Então a senhorita sabia o tempo todo se arrumar?
— Sim.
— Eu mereço. – ele reclamou. – Tudo bem, apronte-se, eu preciso resolver algumas coisas.
A boneca deu de ombros e voltou a se arrumar.
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Leo estava nervoso e ansioso ao mesmo tempo.
Mexia descontroladamente no relógio. Precisava ver a porcentagem do Amorômetro. Pressionou o primeiro botão e esperou que a taxa se materializasse no ar.
— Bem vindo à Central do Amorômetro. O que deseja? Para saber as taxas, pressione o botão 1. Para saber as estatísticas, pressione o botão 2. Para ver o gráfico tempo-amor, pressione 3. Para falar com Afrodite, pressione 4. Para repetir as opções, pressione 5. – falou uma voz de telemarketing.
— Não custa nada tentar. Vou falar com Afrodite. – e então, pressionou o botão 4. Uma música do One Direction começou a tocar no fundo. Leo perguntou-se o que fazia a deusa do Amor ouvir uma banda adolescente.
— No momento a estonteante deusa do amor está ocupada. Para deixar seu recado, pressione 1. Para sair, pressione 2.
— Argh! – ele resmungou. E então pressionou o segundo botão.
— Bem vindo à Central do Amorômetro. O que deseja? Para saber as taxas, pressione o botão 1. Para saber as estatís... – e antes que a voz terminasse, Leo escolheu a primeira opção.
Um enorme gráfico de barras materializou-se holograficamente no ar. Ele releu a legenda: Rosa era Piper. Roxo era Reyna.
E então se surpreendeu.
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— Eu não acredito! Não acredito! Não é possível! – ele exclamava ao ver que o índice Amorístico de Piper estava mais alto que o de Reyna. Mesmo que fosse meio por cento. Mesmo que fosse tão pouco, isso não podia acontecer, levando em conta que o índice de Reyna estava à 43%.
— O que foi? – perguntou Marrie. – Para que raios você fez tanto escarcéu?
— O índice da Piper está maior que o da Reyna! – ele exclamou em pânico.
— Minha santa bolsa Gucci! Isto é um apocalipse! O que você vai fazer?
— Você deveria me ajudar.
— A garota não é um desejo seu? Vire-se.
— Mas você está aqui para me ajudar.
— Exatamente. Te ajudar e não fazer as coisas para você.
— Que tal chama-la para sair? Ou dar um presente? Ou... – ela se interrompeu.
— Ou...
— É uma ideia besta. Não acho que ajude.
— Fala criatura! – ele implorou.
— Tudo bem. – ela respirou fundo. – Se nós não podemos aumentar tão facilmente o índice da Reyna, que tal diminuir o índice da Piper?
— Marrie! Você é um gênio! Como eu não pensei nisso?
— E você me subestimando, não é mesmo, sujeitinho inferior?
— Bem que dizem que se elogiar estraga. – ele ironizou.
Leo se sentia ótimo. Já tinha duas metas para seguir: Sair com Reyna e “desapaixonar” Piper, que de certo modo, só estava apaixonada por ele por causa de uma maldita ilusão da deusa do Amor. Ela não se magoaria de verdade. Ou pelo menos era o que Leo esperava.
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Reyna retornou no quarto. Tomar um ar a ajudou a espairecer Leo. Talvez agora conseguisse se concentrar em ajudar Leo.
— Está melhor? – ele perguntou.
— Sim, obrigada. Apenas precisava organizar algumas coisas. – ela admitiu com um sorriso tímido.
— Pode me ajudar?
— Claro.
— Eu queria te convidar para sair. Para poder ter uma ideia de como seria sair com ela.
— Tudo bem. Quando?
— Amanhã.
— Bom, temos um problema. Um garoto me chamou para sair. Amanhã no Starbucks.
— Então nós desmarcamos. Sem problemas. Quer que eu te leve?
— Seria ótimo.
— Então tudo bem. Amanhã eu te levo.
— Até amanhã então. – ela se despediu tímida.
Leo deu um sorriso e saiu do quarto da garota.
“Ótimo. Agora eu tenho mais um problema.” Pensou ele.
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Gostaram? Eu tinha escrito COMPLETAMENTE diferente, aí eu lembrei de um review de alguém que no momento eu não me lembro, e coloquei que o Peter chamou a Reyna para sair.
E amanhã tem o passeio deles! Muhahahaha
Quem achou a Marrie diva? Eu achei. Vou ver se coloco a visão da Belona nisso tudo.
Espero que tenham gostado, eu passei o capítulo todo comendo Tic Tac de laranja. O que isso tem a ver com a fic? Não faço a mínima ideia.
XOXO
P.S: Por que Hades o Nyah mudou a letra da escrita?
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