Just Catch Me
15 I hate this stupid girl...
Notas iniciais
Enfim, esse capítulo está bem grandinho pra vocês hehe Admito, eu chorei escrevendo esse porque está entrando na parte do drama então.... Já viu né?! hehe
EU ESTOU TÃO FELIZ!!! Tive um lindo sonho ontem a noite haha E adivinhem com que foi........... ISSO MESMO, COM O LINDO, GATO, ROMÂNTICO, MARAVILHOSO, GOSTOSO, SEXY, REI DO SWAG....... Meu Justin Drew Bieber ♥
Ai eu não me lembro de muita coisa, parece que ele estava fazendo um show e eu estava no camarim, eu me lembro que estava fazendo muito frio e que eu estava usando uma blusa dele, aí toda vez que eu punha a cabeça pra fora no palco, ele se virava e sorria pra mim, AQUELE SORRISO PERFEITO QUE SÓ ELE SABE DAR ♥ Eu vou chorar :')
Além deu também estar completamente viciada em Boyfriend, Justin mais uma vez nos surpreendendo, vou dizer uma coisa..... JUSTIN DREW BIEBER, TE QUERO PRA MIM ♥
Também morri de rir com o post do meu amado Christian Leão no VDG, ele encontrou a Família Para Nossa Alegria em São Paulo HASUOAHSUOHASUA' Eles até gravaram um vídeo mandando um beijo pra gente, ólá haha Ameeei *o*
Bom, acho que não tenho mais nada pra contar hehe Nos vemos nas notas finais :*
I can be everything you need
(Eu posso ser tudo o que você precisa)
If you're the one for me
(Se você é a garota certa para mim)
Like gravity I'll be unstoppable
(Como a gravidade, eu serei imparável)
I, (yeah) I believe in destiny
(Eu, sim, eu acredito em destino)
I may be an ordinary guy
(Eu posso ser um garoto comum)
Without his soul
(Sem alma)
But if you're the one for me
(Mas se você é a certa para mim)
Then I'll be your hero
(Então, eu serei o seu herói)
Capítulo 14
_P.O.V Justin_
Nós chegamos perto de Caitlin, Rinoa, Vivian e Nathalie que estavam esperando o elevador descer no térreo. Cait e Rinoa estavam rindo de alguma coisa, fui com os pés de Anna em cima dos meus e minhas mãos envolvendo sua cintura, para que ela não caísse. Estava andando feito um pinguim aleijado...
Eu desci Anna de cima dos meus pés, e a fitava colocar o salto alto novamente, arrumando a minha jaqueta que ela estava vestindo e voltando a admirar as luvas que eu colocara nela...
Apesar de tudo, ainda havia uma Belieber dentro dela que muitas vezes se libertava e fazia-a pirar na maionese e ter atitudes de fã. Mas Anna é uma Belieber diferente, porque nenhuma me trataria como um garoto normal, como o tipo de pessoa que eu sou realmente. Por mais que elas jurassem que não iriam surtar ou sair correndo feito uma maluca para me abraçar, minhas Beliebers iriam sim chorar e me venerar como se eu fosse um deus, por mais que eu diga duzentas mil vezes que eu sou um garoto comum e que não há necessidade disso tudo. Elas podem ser tudo, escandalosas, exaltadas, loucas por mim e extremamente apaixonadas, mas eu as amo demais. Eu confio demais nas minhas pequenas Beliebers e sei que elas fariam de tudo para me ver feliz...
Porém, Anna é diferente de todas as fãs que eu já conheci, ela me completa de uma forma estranha e desde aquele dia no show, eu sou completamente apaixonado por ela. Eu senti necessidade em realizar todos os seus sonhos e de vê-la feliz...
O elevador havia chegado e nós entramos, eu ainda fico nervoso dentro de lugares pequenos. Isso estava escrito na minha testa quando ele começou a subir...
__Ei, meu amor... – Anna chamou a minha atenção, segurando o meu rosto e fazendo-me fitar seus viciantes orbes verdes – Não fica nervoso, você só precisa de uma distração!
__Sei muito bem de uma coisa que vai me deixar totalmente distraído... – sorri maliciosamente e dei uma última olhada nas paredes daquele tenebroso elevador. Passei minhas mãos em sua cintura, trazendo-a mais para mim, comecei a beijar o seu pescoço e ir subindo até sua orelha, mordi o lóbulo dela e fui deixando um rastro de beijos por aquela região, deixando Anna totalmente derretida em meus braços. Ela elevou sua mão até o meu cabelo, acariciando-o e puxando-o mais para perto como se pedisse para que eu não parasse...
Então, eu subi até o seu rosto, beijando sua bochecha, sua testa, sua outra bochecha e mordendo seu queixo. Ela sorriu e quando íamos unir nossos lábios, escuto uma voz reclamando...
__Já vai começar... – disse Rinoa. Eu parei com Anna ainda agarrada a mim e olhei para Rinoa, ela estava revirando os olhos.
__Ela estava me distraindo, sua coisa chata! – eu resmunguei.
__Distraindo do quê? – Rinoa colocou as mãos na cintura, sarcástica.
__Do meu pavor de elevadores! – eu falei saindo rapidamente daquele lugar apertado quando a porta se abriu.
__Como assim Justin? – falou Nathalie, pela primeira vez desde o encontro com o resto do pessoal.
__Pensei que vocês soubessem, gente! – Anna bufou.
__Soubesse de quê? – Rinoa perguntou, dando de ombros.
__Que o Justin tem claustrofobia? – Anna respondeu, como se fosse óbvio.
Nós adentramos a recepção do hotel e eu pedi as chaves dos nossos quartos para a recepcionista que lá estava...
__Nome? – ela me perguntou.
__Justin Bieber! – eu falei, suspirando e olhando pra cara da Nathalie.
A recepcionista sorriu ao ver quem eu era...
__Eu não sou uma Belieber, Ana! – Rinoa a lembrou.
__Hum, havia esquecido que aquele teste que você fez deu errado. Já que você saiu chutando tudo... – Anna caiu na gargalhada lembrando-se de alguma coisa junto com Rinoa.
__Não tenho culpa ué, quando eu vi estava lá a resposta: “Super Belieber!”... – Rinoa deu de ombros – Eu fiquei com uma cara de poker face!
__Posso saber do que vocês estão falando, suas doidas? – eu falei sorrindo pra recepcionista que estava me entregando as chaves.
__Quartos 102, 103, 104 e 105 no sétimo andar... – ela sorriu de volta.
__Obrigada! – eu sussurrei, pegando as chaves e voltando minha atenção para Anna e Rinoa que ainda gargalhavam – Estou esperando...
__É que eu estava lá de boa na internet a uns tempos atrás, olhando pra Ana, notícias sobre você... – Rinoa começou a explicar – Aí eu vi um teste lá: “Você sabe tudo sobre Justin Bieber?”, então, eu fiz e chutei tudo e acabei acertando. Sou uma Belieber!
__Bela de poser que você é... – eu e Anna falamos juntos e damos língua pra ela depois. Nós dois nos entreolhamos e caímos na risada, sem motivo algum.
__Justin tem o poder de fazer uma piadinha sem graça e rir dela sozinho por um bom tempo! – Caitlin bufou.
__É, tem razão Cait... – eu falei quase chorando de tanto rir, olhei para Anna que estava ao meu lado, ela estava vermelha, se risse mais um pouco iria passar mal – Mas parece que a Anna ama isso em mim...
__A Anna ama isso em você, Justin – Vivian tomou a palavra – Porque ela é do mesmo jeito...
__Com certeza! – Nathalie revirou os olhos. Caitlin e Rinoa riram baixo...
Eu olhei novamente para a guria vermelha como um camarão e rindo que nem uma retardada ao meu lado. Estava começando a ficar preocupado, seus lábios estavam começando a ficar num tom arroxeado e eu percebi que ela estava com dificuldade para respirar...
__Shawty? – eu a segurei pelos ombros, olhando para o seu rosto. Ele estava começando a ficar negro, ela arregalou os olhos e me fitou. Anna ria descontroladamente, eu estava começando a ficar desesperado...
__Jus... Just... Justin... – ela gaguejou, parece que não conseguia parar...
__Anna, para... – eu não sabia o que fazer. Então, ela conseguiu parar e voltar a respirar, inspirou e expirou algumas vezes e deu um sorriso fraco. Sua pele levemente pálida voltou ao normal e seus lábios voltaram a ter um vermelho natural impressionante...
__Desculpe-me... – ela sussurrou, sorrindo timidamente. Eu a abracei desesperadamente, se alguma coisa acontecesse com essa garota, acho que eu teria um treco...
__Sua maluca, pensei que ia te perder. Olha como você me deixou... – eu estava desesperado. Sentia meu coração bater enlouquecidamente e minhas mãos tremerem um pouco.
__Justin, seu bobo... – ela acariciou o meu rosto – Relaxa, minha mãe também fica maluca quando eu acabo fazendo isso. Ela morre de raiva...
__Com razão... – eu bufei.
__Ela dizia que eu ficava roxa... – Anna comentou, rindo.
__Eu amo roxo, mas não desse modo em você! – bufei novamente.
__Tudo bem, o susto já passou seu maluco preocupado! – ela beijou a ponta do meu nariz.
Eu simplesmente sorri e passei a mão em volta da sua cintura, fomos andando até o elevador novamente. Parecia que os minutos se arrastavam quando eu estava lá dentro daquela caixa apertada, dá próxima vez, vou pela escada...
Chegamos ao sétimo andar, deixei Caitlin no quarto 104, Nathalie e Vivian no 103 e quando fui deixar as duas restantes no 102, Anna puxou a gola da minha camisa e uniu nossos lábios num beijo quente enquanto Rinoa entrava no quarto e se jogava no sofá...
__Agora o senhor vai tomar um banho e descansar um pouco... – Anna falou, partindo o beijo.
__Só se a senhorita for junto comigo! – eu simplesmente sorri. Ela riu e me deu um selinho...
__Não, você vai descansar Justin... – ela fechou a cara – Estava quase dormindo no aeroporto!
__Chata! – fiz um biquinho.
__Pervertido... – ela deu de ombros.
__O pervertido que você ama... – eu dei um sorriso, vitorioso. Ela gargalhou e deu um passo para dentro do quarto, colocando a mão na porta.
__Até mais, Bieber! – ela deu de ombros e fechando a porta. Coloquei meu pé entre nela, impedindo-a de terminar de fechar.
__Nem pensar! – eu balancei a cabeça de um lado para o outro, negativamente.
__O que você quer? – ela me olhou com deboche.
__Isso... – eu respondi rapidamente, colocando minha mão direita em sua cintura puxando-a para mim. E a esquerda indo lentamente até o seu rosto, acariciando suas bochechas. Eu fitava seus olhos fixamente e dava para perceber pela expressão do seu rosto, que ela estava perdida nos meus. Apertei mais sua cintura, fazendo com que nossos corpos ficassem totalmente colados um no outro. Encostei os meus lábios nos dela, num simples toque labial, ela levou suas mãos até um lugar entre a minha nuca e a parte de trás da minha orelha e permaneceu com elas ali. Pedi passagem com a língua e eu invadi sua boca com uma simples brecha que ela deixou...
Eu parecia desesperado, porém alguma coisa me dizia que se eu não aproveitasse enquanto ela estava ali comigo, talvez nunca mais a beijaria novamente. O que era o fim do mundo para mim, porque eu era viciado no seu beijo irresistível, nos seus olhos azuis hipnotizantes, no seu sorriso sincero, no seu rosto levemente arredondado, na sua pele pálida, nos seus lábios carnudos e naturalmente avermelhados...
Eu amava quem ela era, amava seu jeito doido de ser, o quanto ela era generosa com as pessoas a sua volta, a maneira como ela ficava toda dengosa quando eu a abraçava, como ela adora ficar agarrada comigo até parecer que íamos nos fundir, a sua expressão de carência toda vez que eu me aproximava dela pedindo que eu a desse carinho e atenção, o modo como ela importunava a Deus e o mundo quando alguém ficava triste ou estranho perto dela, a maneira como ela se preocupa com as suas amigas e faz de tudo para ajuda-las...
Anna era, certamente, a garota que eu amava e que sempre iria amar...
__Ei, no que está pensando? – ela me tirou dos meus devaneios e fez carinho na minha bochecha com sua mão, eu fechei os olhos por alguns meros segundos.
__ No quanto você é irresistivelmente perfeita e em como eu amo você por inteira! – eu disse, simplesmente, ainda com os olhos fechados. Apenas sentindo aquele pequeno carinho.
__Como você consegue ser tão perfeito? – ela me perguntou, eu abri os olhos e vi que havia lágrimas nos dela – Acho que não mereço você...
__Nunca mais diga isso... – eu juntei suas mãos e as beijei.
__Bobo... – ela riu – Idiota... Retardado... Maluco... – ela me deu selinhos longos enquanto falava – Eu te amo...
Eu apertei mais sua cintura e a levantei um pouco, deixando seu rosto a altura do meu. Anna media 1,63m e eu 1,75m, nem com um salto bastante alto ela não conseguia ficar da minha altura, então, eu gostava de pegá-la no colo ou levantá-la desse modo...
__Agora, o senhor vai ir para o seu quarto, tomar um banho e ir deitar para descansar... – ela me falou, autoritária quando eu a coloquei no chão.
__Vem tomar banho comigo? – fiz um biquinho bem fofo, ela não conseguiria resistir.
__Adoraria... – ela deu um sorriso malicioso e logo ficou séria novamente – Mas eu sei muito bem que faríamos outras coisas além de tomar banho, então, a resposta é não!
__Ah não... – eu emburrei e a olhei, fazendo uma carinha triste – Ele sente a sua falta, sabia?
__É mesmo? – ela sorriu maliciosamente e desceu a sua mão até o meu membro que estava quase explodindo dentro da calça. Abriu o zíper e o massageou dentro da cueca, ela fazia movimentos de vai e vem com a mão, eu mordia os meus lábios para não gemer alto demais, afinal, estávamos em um corredor de um hotel...
__Você me deixa louco... Ahnm... – eu gemi. Ela parou e eu a fuzilei com os olhos, Anna fechou o zíper da calça, se afastou de mim e fez uma pose sedutora junto à porta...
__Tchauzinho, meu amor... – ela me mandou um beijinho no ar e entrou, fechando a porta rapidamente. Arregalei os olhos, ela me deixou em um estado nada agradável, mas ainda irá ter troco...
Caminhei vagarosamente até o meu quarto, destranquei a porta e a abri, entrando e me jogando no sofá. Tirei minha blusa e a joguei em algum lugar do quarto, vi que havia um envelope pardo em cima da minha cama, o olhei desconfiado e o peguei.
__”Para Justin Bieber”? – murmurei para mim mesmo, lendo o que estava escrito no tal envelope misterioso. O abri e vi que havia uma revista e um papel dobrado dentro, peguei a folha e passei meus olhos sobre ela...
“Você não tem mesmo jeito, não é? Mandei você se livrar daquela garota e você não fez, sabia que teimosia não é uma coisa boa? Eu sabia que não ia ser tão fácil, mas enfim, Justin você está brincando com fogo. Quer mesmo que algo nada agradável aconteça com a sua preciosa Kath? Pelo jeito você quer, porque em vez de se afastar dela, fez foi se aproximar ainda mais, se é que isso é possível...
Que ridículo, os dois pombinhos se agarrando no aeroporto de São Paulo em meio a muitas fãs. Eu te dei o aviso, mas como você não me ouviu, coisas nada boas irão acontecer com essa garota que insiste em se intrometer na sua vida...
Guarde isso: Eu estou bem mais perto do que você imagina, não vai conseguir me parar. Beijos querido...”
Senti meu sangue ferver e eu não consegui pensar em mais nada, dei um soco na parede em um momento de fúria e andei de um lado para o outro pelo quarto. Guria abusada, quem ela pensa que é?! Olhei a revista em cima da cama com uma foto minha e da Anna no aeroporto quando ela estava envolvida nos meus braços. O mais interessante, é que os merdas dos paparazzi conseguiram pegar bem no segundo que eu estava dando uma leve mordida em seu queixo, nem percebi, mas Anna estava com os olhos fechados, ela ama os meus carinhos...
Peguei aquela revista e a taquei na parede, aquela guria estava realmente me tirando do sério. Eu sabia que eram apenas ameaças, que era apenas bobagens e que essa garota maníaca nunca iria triscar num fio de cabelo da Anna, mas eu não sabia até onde iria a mente doentia de um ser humano. Então eu teria que redobrar a segurança e não deixar Anna sozinha e sempre comigo, porque se algo acontecer ficaria mais fácil para deixá-la a salvo e também me certificar de que ela estaria segura, já que não confio em nenhum tipo de segurança irresponsável...
Passei minha mão na minha cabeça e entrelacei meus cabelos nos meus dedos, eu não estava conseguindo nem ao menos pensar. Que garota mais estúpida, maníaca, ela parece ter algum problema no cérebro, só pode.
Caminhei até o frigobar e peguei uma garrafa de água mineral, estava um calor infernal aqui dentro desse quarto. Abri uma porta rolante que lá havia e dei de cara com uma sacada, resolvi ficar ali por um tempo para esfriar a cabeça, apenas contemplando a luz do sol. Então, ouvi alguém abrir a porta e entrar, ficar alguns minutos no quarto e vir ao meu encontro, bebi mais um gole de água e me virei...
__E aí cara... – Kenny apareceu ao meu lado, eu apenas acenei, ele arqueou uma sobrancelha e pareceu notar que eu não estava nada bem – Que que aconteceu?
__Minha mãe te contou que eu recebi uma carta anônima de uma vadia ameaçando a minha Anna de morte? – eu lhe perguntei, fui curto e grosso.
__Sim! Você acreditou nisso? – ele me olhou surpreso. Mas eu entendia essa reação dele, eu não acreditava em nada dessas coisas, não ligava pro que os haters diziam de mim, se falavam mal de mim ou se me ameaçavam de morte. Mas eu estava com um pressentimento ruim sobre essa maníaca, essa garota otária que tinha a capacidade de me deixar furioso...
__Não, claro que não. Mas isso está me incomodando... – tomei o resto de água que ainda havia na garrafa e a arremessei no lixo que havia ali na varanda, fazendo uma trajetória perfeita e caindo dentro do cesto – Essa idiota está me deixando maluco, eu não estou conseguindo raciocinar. E se ela fizer mesmo alguma coisa com a Anna? Não suportaria se eu a perdesse, eu não sei o que eu faria se eu não a tivesse mais nos meus braços...
__Justin, se acalma! – ele colocou as mãos nos meus ombros, meus olhos se encheram de lágrimas. Chorar agora não, Justin, seja forte cara! Ela está sã e salva a alguns meros metros longe de você...
__Garota estúpida! – eu murmurei entredentes cerrando meus punhos.
__Relaxe Bieber, tente raciocinar! – ele jogou as mãos pro alto – Esqueceu que eu sou o seu segurança? Nunca deixaria nada acontecer com a Anna, não porque esse é o meu trabalho, mas porque eu também gosto muito dela, a vejo como minha irmã mais nova assim como você!
__Quero pegar essa garota e dar um sacode nela! – disse pegando a primeira coisa que avistei pela frente a arremessando contra a parede, eu não vi o que era, só sei que se espatifou em mil pedaços. Eu precisava descontar a minha raiva em algo, se não, acabaria ficando maluco...
Sentei-me na cama, respirando fundo, meu Deus, eu estava fora de controle. Vi minha mãe entrar no quarto desesperada e arregalar os olhos percebendo que eu havia destruído um vaso, que deve ser bem caro, jogando-o na parede e caindo vários cacos no chão...
__Justin, o que aconteceu com você? – ela chegou perto de mim e levantou a minha cabeça, me fazendo olhar no fundo dos seus olhos. Ela passou a mão limpando lágrimas que insistiam em cair, eu não conseguia contê-las, mesmo eu me achando um fraco por simplesmente chorar por uma coisa que não aconteceu e que, se dependesse de mim, nunca iria acontecer...
__Mãe... – eu sussurrei, inspirando e expirando profundamente. Estava finalmente conseguindo me acalmar um pouco, mas as lágrimas continuavam a escorrer pelo meu rosto, me repreendi mentalmente por estar tão desesperado ao ponto de deixar minha mãe limpar o meu choro, como se eu ainda tivesse cinco anos de idade...
__Me explica agora que você está mais calmo, o que aconteceu? – ela sorriu fraco, eu me levantei, peguei a carta que estava em cima da escrivaninha e a revista que estava no chão, toda amassada.
Ela pegou as duas da minha mão, lendo o que aquela imbecil havia escrito na carta. Seus olhos se arregalaram e ela virou sua atenção para mim...
__Essa garota te torrando a paciência de novo? – ela arqueou uma sobrancelha, eu simplesmente assenti com a cabeça.
__Estou começando a criar um súbito ódio por essa maluca, quem ela pensa que é pra se intrometer na minha vida e no que eu faço ou deixo de fazer? – eu disse entredentes.
__Mas e se ela for uma Belieber, Justin? Você estaria odiando uma fã sua? – minha mãe cruzou os braços.
__Não, ela não é uma Belieber! – eu garanti.
__Como tem tanta certeza? – ela continuava com a mesma expressão de dúvida e preocupação.
__Uma fã minha nunca me mandaria cartas anônimas dizendo que se eu não me livrasse da garota que amo, ela a mataria! – eu a respondi, aquilo era óbvio. Sua expressão permaneceu intacta – Eu tenho tanta certeza, mãe, porque isso não seria atitude de uma fã, muito menos de uma Belieber...
__Pior que você acaba tendo razão! – ela deu de ombros – O que vamos fazer então?
__Triplicar a segurança... – cruzei os braços – Não vou dar o que essa maluca quer, eu não vou me separar de Anna, ela pode esperar sentada...
__Você tem certeza de que essa é a melhor opção? – minha mãe se levantou e caminhou até mim.
__E qual seria a melhor opção então, mãe? – eu joguei as mãos para o alto. Onde ela queria chegar com essa conversa?!
__Deixar Anna ir... – minha mãe sussurrou, colocando suas mãos nos meus ombros.
__Você pirou? – eu surtei.
__Olha o respeito, Justin, sou sua mãe. Não grite comigo! – ela aumentou o tom de voz. Respirei fundo, tentando me controlar novamente.
__Eu não acredito que a senhora está pensando em fazer isso! – eu me soltei dela, passando a mão entre os meus cabelos, andando de um lado para o outro.
__Justin, tente raciocinar: e se essa garota tentar realmente fazer alguma coisa contra a Anna?! Você pensa que para matar uma pessoa é só puxar o gatilho de uma arma e segurar firme para que seu braço não desloque? – minha mãe riu sem humor algum, o ódio continuava a me consumir, mas eu ouvia atentamente as palavras de Dona Pattie – Há várias formas de se matar uma pessoa. Essa garota pode muito bem subornar um funcionário do hotel para ele colocar algum tipo de veneno mortal no café de Katherine Valerios!
__Mas... – eu tentei negar, mas ela estava falando a verdade. Ela me interrompeu...
__Nenhum segurança do mundo pode impedir isso, meu filho. Se as coisas fugirem do controle, nós teríamos que fazer isso, teríamos que deixá-la ir... – ela abaixou o tom de voz.
__Mas e eu, mãe? Como eu fico sem ela? Eu a amo, você acha mesmo que eu aguentaria viver sem aquela garota? – comecei a chorar novamente, aquilo estava me saindo como um milhão de facas certeiras no meu coração...
__Justin, você acharia outra que te agrade! Há milhares de garotas bonitas no mundo, a maioria delas te querendo... – ela sorriu fraco.
__Não existe outra como ela... – meus olhos brilharam – A senhora sabe como ninguém, que eu não quero a minha namorada me bajulando e me tratando como um artista...
__É, mas isso não é o que você é? Querendo ou não, sempre haverá garotas caindo aos seus pés, Justin! – minha mãe se sentou na cama novamente, cruzando as pernas.
__É, mas a Anna não é assim. Mãe entenda, nunca haverá outra como ela! Ela é a mulher da minha vida, sei que só tenho 17 anos e que ainda não seu o significado da palavra “amor”, mas eu estou descobrindo junto com ela... – eu me sentei e olhei em seus olhos.
__Eu sei disso, meu filho... – ela colocou sua mão por cima da minha, acariciando-a e me olhando com compaixão — Mas você também tem que pensar na Anna, acha mesmo que ela merece morrer por uma garota maluca porque o namorado dela foi egoísta o bastante para só pensar nele?!
__Egoísta? – eu arregalei os meus olhos, meu coração doía como se estivesse sido arrancado de dentro do meu peito.
__Você prefere mesmo ver ela morta em seus braços do que viva longe de você? – minha mãe me perguntou, eu balancei minha cabeça negativamente fitando o chão.
__Mãe... – eu deitei minha cabeça no seu colo. Eu tinha 17 anos e estava deitado no colo da minha mãe enquanto ela me consolava e dizia o que era melhor para mim. Era coisa de menina, mas eu precisava disso...
__Pensa bem, Anna só tem 15 anos, tem uma vida pela frente. Ela não merece isso... – minha mãe passava sua mão no meu cabelo – Ela irá achar outro garoto que a ame e a respeite e vai ter uma vida feliz, Justin. Sei que dói agora, mas mais tarde você irá ver que era o melhor a ser feito...
__Mas se eu fizer isso com a Anna, ela nunca irá me perdoar e irá me odiar pelo resto de sua vida... – eu sussurrei, mais e mais lágrimas escorriam dos meus olhos, já vermelhos e inchados – E se eu me encontrar com ela algum dia?
__Você dirá a verdade e ela vai te perdoar! – sua expressão estava serena e tranquila, mamãe sorria fraco, mesmo não tendo algum mínimo motivo, ela queria me passar força – E a Anna nunca iria conviver com esse súbito ódio dentro do coração dela, sabe que ela não é de guardar mágoas e nem de ficar com raiva de ninguém...
__Se é o melhor para ela, então, iremos fazer isso! – eu respirei fundo – Mas só se eu não puder mantê-la segura, essa ideia vai ser a atitude extrema...
__Tudo bem, esse é o meu filho... – ela sorriu e eu me levantei a abraçando. Minha mãe ficou de pé na minha frente e colocou as mãos nos meus ombros – Agora, o senhor irá tomar um banho e sair com a Anna...
__Ótima ideia... – eu sorri.
__Nem que seja uma volta pelo parque, só vocês dois. Use a sua criatividade, você sabe como agradar a garota que ama! – minha mãe me deu um beijo na testa e foi em direção à porta e se virou para me olhar – Juízo...
Então, ela saiu do quarto, me deixando sozinho. Fui até o banheiro e joguei água no meu rosto, tirando aquela cara de bebezinho chorão. Peguei o meu celular e vi que ainda eram 15h30min da tarde, o sol estava radiante lá fora...
Parei um pouco para pensar e tive uma ideia, fechei e tranquei a porta do banheiro. Tirei minha roupa e entrei no box, abrindo o chuveiro; enquanto a água escorria pelas minhas costas e eu passava a mão em meus cabelos, eu pensava no que minha mãe me dissera e era tudo verdade, sem sombra de dúvida. O que quer que aquela garota esteja tramando, irá ser algo inesperado. Ela não é burra o bastante de apontar uma arma para a cabeça de Anna e atirar para depois sair correndo, ou era?!
Balancei minha cabeça negativamente, tentando expulsar aqueles pensamentos para longe. Aquela garota não iria atrapalhar a minha noite, não mesmo...
__Pare de pensar nisso Justin, só está te preocupando e tirando a sua paz... – eu repetia para mim mesmo essas palavras. Saí do banheiro e coloquei uma roupa casual, iria sair a procura do melhor restaurante chinês de São Paulo, vou fazer uma surpresa a Anna e tenho a impressão de que ela irá adorar...
Quando estava colocando o meu relógio no meu pulso, vi Kenny entrar no quarto e entrar no banheiro, mas ele recuou e me olhou...
__Vai sair? – ele me perguntou enquanto eu bagunçava o meu cabelo, ajeitando-o.
__Sim e quero que você vá comigo! – o avisei.
__Ok mano, só vou tomar um banho e me arrumar... – ele disse entrando no banheiro.
Saí do quarto e caminhei pelo corredor e parei no 102, suspirei e abri a porta com um baque só. Ouvi um grito e olhei para uma garota que estava nua tentando se cobrir com uma toalha, ela respirou fundo num ato de alivio, eu fechei a porta...
__Uii... – mordi meu lábio inferior, olhando seu corpo inteiro. Anna estava seminua à minha frente – Belas curvas delícia...
__Tinha que ser o Justin... – disse Rinoa, sentada na cama com seu celular na mão.
Cheguei perto de Anna ignorando o comentário de Rinoa, passei meus braços em sua cintura e aproximei minha boca do seu ouvido, mordendo o lóbulo da sua orelha fazendo-a se arrepiar...
__Temos que terminar o que começamos no corredor... – eu sussurrei em seu ouvido.
__O que nós começamos ou o que eu comecei? – ela sussurrou sedutoramente colocando sua mão direita no meu queixo enquanto a outra ainda segurava a toalha. Dei um sorriso malicioso e mordi o lábio inferior, ela fez uma cara de safada e mordeu o meu queixo, até que ouço uma voz ecoar pelo quarto estragando o momento...
__Ei, eu ainda estou aqui! – Rinoa já estava ao nosso lado. Desviei os meus olhos dos de Anna e dei um sorriso sarcástico para a figura loira a minha frente.
__Infelizmente não é! – gargalhei, mas olhei sério para ela novamente – Vim aqui porque era com você que eu queria falar...
__Então, por que fez todo esse showzinho com a Ana? – ela arqueou uma sobrancelha.
__Eu não estava contando em ver uma garota gostosa seminua na minha frente, falou? – a respondi.
__Gostosa, meu querido, é uma coisa que se diz pra carne, não para garotas! – Rinoa colocou as mãos na cintura.
__Tudo bem, meu anjo, tirando o fato de que há um erro técnico nesse seu ditado, ela é feita de carne! – eu apontei minha mão para Anna que estava com uma expressão de tédio em seu rosto.
__Virou canibal agora é? – Rinoa falou com sarcasmo.
__Não é esse tipo de “comer” que eu estou falando... – eu devolvi com o mesmo tom de sarcasmo. Rinoa bufou...
__Ok, dá pra parar? Vocês estão falando de mim de um modo nada agradável. Cessou, chega! – Anna se soltou de mim, interrompendo Rinoa e eu, ela nos olhou com incredulidade.
__Tudo bem, vou ser rápido e direto... – sorri olhando para Anna, que já estava a frente do guarda-roupa, escolhendo o que vestir. Está ótimo que ela fica uma maravilha sem nenhuma peça no corpo, mas esse não é um comentário que eu deva me expressar.
__Desembuxe... – Rinoa falou, sem paciência.
__Vamos sair, fique pronta em 15 minutos, passo aqui para levar você! – eu falei, ela assentiu e outra guria me olhou...
__Vou sair também? – Anna sorriu, esperançosa.
__Não, só com a Rinoa! – mordi meu lábio inferior e ela fechou a cara. Anna se levantou já com um short e um sutiã e caminhou até mim, tenho que sair daqui antes que eu a agarre ali mesmo...
__Uai, não entendi... – ela colocou as mãos na cintura. Meus olhos passaram por seu corpo mais uma vez, tentação.
__Você vai entender depois... – eu sorri, dando uma piscadela para ela e voltei para Rinoa – Quinze minutos...
Então, eu saí do quarto, colocando minhas mãos na cabeça me dirigindo até o 105, abri a porta e entrei avistando Kenny fuçando algo no celular...
_P.O.V Kath_
Assim que Justin saiu do quarto, olhei involuntariamente para Rinoa. Ela deu de ombros e foi em direção ao guarda-roupa já que havia acabado de tomar banho. Vesti minha blusa e caminhei até ela...
__O que foi aquilo? – a olhei, meio desconfiada.
__Nada? Relaxa mulher. Até parece que você não sabe confiar em ninguém... – ela tentou me convencer, mas eu continuei do mesmo jeito – Ana, não é hora para ciúmes...
__Que ciúmes que nada... – revirei os olhos – Só estou... Curiosa, não entendi!
__Deve ser alguma coisa te envolvendo, você conhece o Justin melhor do que ninguém... – ela sorriu, trocando de roupa – Relaxa...
__Ok...
__Estou indo, levando o celular! – ela pegou a bolsa – Mas não é pra ficar me ligando de cinco em cinco segundos e pode deixar que eu irei cuidar muito bem do teu homem...
__Há! Há! – fingi um riso – Muito engraçado Dona Rinoa...
__Beijo gatona... – ela abriu a porta e logo a fechou, saindo.
Fui até o guarda-roupa e peguei o meu bíquini e um short, indo ao banheiro e vestindo-os (http://www.polyvore.com/look_181/set?id=45072802&.locale=pt-br). Não esperava que eu ficaria no quarto mofando enquanto está um sol lindo lá fora e uma piscina bem convidativa, não é?! Passei protetor solar nas áreas mais sensíveis, ajeitei o meu cabelo e coloquei os meus óculos. Calcei minhas havaianas, coloquei celular, loção para bronzear e as chaves dentro da bolsa e saí do quarto, trancando-o.
Fui em direção ao elevador e um cara também entrou nele, ele deu uns olhares nada discretos pelo meu corpo, revirei os olhos e bufei, fomos em silêncio até o resto do caminho.
Passe o resto da tarde na piscina, tomando sol e conversando com algumas pessoas que lá estavam. Logo cansei e subi de novo para o quarto, tomei outro banho e peguei o meu livro, Águas para Elefantes da Sara Gruen e fui direto para a varanda, sentando-me em uma poltrona que lá havia.
Depois de mais ou menos uma meia hora, Rinoa entra no quarto com a delicadeza de um elefante e me encontra na sacada...
__Como foi lá? – eu perguntei, ainda concentrada no livro.
__Legal... – ela simplesmente respondeu e entrou no banheiro – Vou tomar um banho...
Então, alguém bateu na porta desesperadamente e eu me levantei, caminhando vagarosamente até ela. Destranquei a mesma e a abri, não havia ninguém, apenas me deparei com um embrulho de presente médio e uma caixinha em cima dele. Sorri involuntariamente, será que eu tinha um admirador secreto?! Hum, Justin não vai gostar de nada disso. Me diverti com meus pensamentos me sentando na cama, resolvi abrir a pequena caixa...
Meus olhos se arregalaram e brilharam automaticamente, levei minha mão até o meu peito, encostando-o ali num ato de surpresa. Quem havia me mandado isto?!
Continua...
Notas finais
Huuuuuuum, Justin irá fazer uma surpresa pra Kath, o que vocês acham que é? huum huum? É uma coisa bem criativa, garanto hehehe
A questão dos reviews, eu ainda estou sentindo falta das minhas leitoras que desapareceram, mas estou muito contente para as que ainda estão comigo, como a Candice Di Angelo, DOIS BEIJOS BEM GOSTOSOS E DENGOSOS DO BIEBZ PRA VOCÊ MEU AMOR, PORQUE VOCÊ MERECE U_Ú Só cuidado para a Kath ver e puxar os seus cabelos haha
Em resumo, DEIXEM REVIEWS, SE NÃO IREI MANDAR O FANTASMA DO CHICO ANÍSIO PUXAR O SEU PÉ DE NOITE E RIR DA TUA CARA ~risada maléfica~
JBeijos para vocês :*
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