Just Be

15 Adeus Agonia


Notas iniciais
Boite Noite Pessoal! Quero pedir para quem estiver acompanhando a Fic para que deixe um comentário pois é muito motivador para mim. Esta história é bem antiga e postei ela em 2014 , exclui ela por algum tempo e agora em 2016 decidi que iria editar todos os capítulos e continuar. Bom espero que deixem comentários e se quiserem falar comigo estarei disponível. Boa Leitura ! (Música para o capítulo - A Great Big World, Christina Aguilera - Say Something)

“Estupro é um dos crimes mais terríveis da Terra. O problema dos grupos que lidam com o estupro é que eles tentam ensinar às mulheres como se defenderem. Enquanto que o que precisa ser feito é ensinar aos homens a não estuprarem. ”

Kurt Cobain

O que pensar de tudo isso ?

O que pensar de um estupro?

Porque para mim tudo não passava de um estupro.

Nunca pensei que algum dia em minha vida eu sentiria essa dor que me dilacera junto com cada lágrima que escorre de meus olhos. Por que meu pai me permitiu a isso? Por que ? Por que ? Oh sim eu sabia, tudo por dinheiro como se eu não existisse.

Como um ser humano tem a capacidade de tocar no que é mais pessoal em uma pessoa sem tal concedimento? Eu não conseguia entender como podia doer tanto. Agora eu me sentia insignificante e pequena como se nada mais pudesse me tirar do fundo do poço.

Sera que ele estava feliz agora?

Com certa dificuldade consegui levantar e ir até a banheira , liguei com as mãos tremulas a torneira. Sem esperar que estivesse cheia fui direto entrando e me encolhendo. A cada pensamento uma nova agonia se espalhava por meu corpo. Depois de alguns minutos a banheira finalmente estava cheia e pude sentir o calor desfazer as muitas tensões em meu corpo.

Sem pensar duas vezes peguei as laminas que brilhavam na prateleira do banheiro. Nada mais poderia doer tanto quanto essa noite , e assim fiz. Peguei a pequena navalha e fiz um corte. A sensação foi de total alivio e assim continuei até perceber meu corpo ficar dormente . Tudo terminou , já não luto mais , nada restou.

Só larguei a lamina quando não tinha mais forças para continuar , quando dei por mim a banheira estava com a água avermelhada. Sim eu queria continuar mas não nada mais por hoje. Pelo menos agora essa dor cegava um pouco a outra que pulsava menos.

Adeus agonia por hora.

Então tudo ficou preto.

****

Acordei em uma cama grande e macia , mais macia do que tudo que eu já tive. Eu não queria nunca mais sair daquele lugar só ficar ali até tudo sumir e eu acordar em minha casa feliz.

Forcei meu corpo a levantar da cama, um arrepio percorreu meu corpo quando não vi Matheus ali. Na verdade eu não conseguia lembrar de nada depois de me trancar no banheiro. Senti uma fisgada no pulso quando me equilibrei neles , foi só ai que percebi o que realmente tinha feito. Meus pulsos estavam vermelhos e cheios de cortes grandes e feios , mas que de alguma forma me aliviaram da dor crescente em minha alma.

Uma Batida na porta me fez despertar de meus devaneios.

—Licença senhorita trouxe seu café da manha.-disse uma criada se aproximando e deixando uma bandeja com comida no criado mudo. -Bom o senhor Matheus pediu para avisar a senhora que esteja pronta ao 12:00 para o almoço.

O que ele queria mais ? Ah claro me forçar a tudo , como se eu não estivesse cada vez mais humilhada. Não consegui controlar as lágrimas e deixei que caíssem ali mesmo. A criada então timidamente deixou um lenço em minhas mãos e disse bondosamente :

—Volto as 11:30 para arruma-la e não se preocupe cuidarei de seus pulsos para que ninguém mais os veja.

Depois de se retirar do quarto me deitei de novo na cama grande e confortável esperando o pior.

Notas finais
Em fim é isso espero que tenham gostado! Comentem Até o próximo capitulo.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.