Just Another Summer Love

13 Everything I do


Notas iniciais
Ok, antes que me matem, primeiro podem culpar meu bloqueio criativo. Juro que é tudo culpa dele, e não minha, tá bom? Seguinte, leitores do meu ♥, demorei, mas cheguei com tudo! No momento em que você lê esse capítulo, já estou escrevendo o próximo, então nessa semana ou na próxima, já vai ter capítulo novo! Desculpem-me mais uma vez pela demora... espero que gostem!

—Como ele está? –é a primeira coisa que pergunto assim que Connor se acomoda em meu sofá.

O menino de olhos verdes dá um longo suspiro antes de se dirigir a mim, e isso me faz pensar se ele realmente queria falar sobre Liam, ou se estava querendo fugir do assunto de alguma forma.

—Ele acordou dos remédios e está consciente — solto minha respiração, que não tinha percebido estar segurando, de uma só vez quando ele diz isso, e deixo um “graças a Deus” escapar em forma de sussurro de meus lábios. –Os médicos disseram que ele voltará para casa na semana que vem, depois de ter a primeira sessão completa de quimioterapia no hospital.

Não consigo me conter com a notícia, e com isso, arrasto meu corpo para o lado dele, no sofá, e o puxo para mais um abraço. Não sei se é por costume ou por falta dele, mas abraçá-lo, depois de todo esse tempo, parecia uma das melhores coisas a se fazer no momento. Era uma das melhores coisas a se sentir no momento.

—Eu te disse que tudo ficaria bem — falei, em tom baixo, perto de seu ouvido.

Senti os lábios de Connor roçarem meu pescoço e soltarem um suspiro que me deixou arrepiada da cabeça aos pés.

—Obrigado. –Ele sussurra, — Por tudo.

Quando afasto meu rosto para encará-lo, meu coração parece ter sido amassado quatro mil vezes. No canto de seu olho, bem no ponto em que ele deixava transparecer suas emoções, consigo perceber que ele estava de certa forma... Feliz. Estava feliz, por baixo de toda a tristeza aparente, pelo seu irmão. É de fato uma coisa tão simples, e tão pequena, mas ao mesmo tempo tão grande, que não pude deixar de sorrir. A verdade era que Liam estava péssimo. Passaria a semana no hospital apenas para a primeira de várias sessões de quimioterapia e, além disso, o tumor de seu intestino não desaparecera por completo. E mesmo assim, Connor parecia satisfeito.

Talvez seja por conta de todo o sofrimento pelos quais já passou, tanto pelos avós, quanto pelo irmão. Talvez seja apenas pela própria situação de Liam, tendo sua pequena melhora, mas que para ele fora significativa. O fato é que não o julgo por ser tão grato a essa melhora, muito pelo contrário, eu o admiro. Um menino de dezessete anos com tantas perdas e pontos baixos na vida como ele, não é de se esperar tanto. E com relação a isso, Connor me surpreendia cada vez mais.

Ele leva sua mão direita à minha bochecha, e passa os dedos pela minha maçã do rosto em um gesto simples, que me deu frio na barriga.

—Eu te devo tanto... -ele diz, me lançando seu melhor sorriso de lado. Ah, como eu senti falta daquele sorriso especial. Sorrio de volta, levando minha mão até a dele e apoiando meu rosto sobre as duas, como se fosse um travesseiro.

—Você sabe o quanto me importo com você... Nerd. –Deixo um sorriso leve escapar com o apelido que dei a ele. – Não me deve nada além do que você já é para mim.

Connor solta uma risadinha quando ouve a palavra “Nerd”. Ele abaixa sua mão, juntamente com a minha depois a segurando com leveza e a puxando para perto de seu rosto, depositando um beijo suave em meus dedos com carinho.

—Bem, — ele suspira, tateando o sofá a procura do envelope cor-de-rosa que tinha em suas mãos quando abri a porta para ele. –Não vim aqui para derramar lágrimas, então vamos ao que interessa.

Connor me entrega o envelope um tanto pequeno, que tem meu nome escrito em caligrafia torta, como se quem o tivesse escrito estivesse com uma crise forte de tremedeira.

—Isso é...?

—De Liam. –Ele interrompe, com mais um de seus sorrisos tortos no rosto. –Quando acordou dos remédios hoje cedo, não parava de dizer que queria fazer alguma coisa além de rever todos os episódios de Liga da Justiça, então eu sugeri isso.

Puxo para cima o adesivo do Batman que selava o envelope, e de dentro dele, tiro uma folha sulfite A4, que também tinha meu nome escrito em uma das faces dobradas. Dei à Connor um sorriso tímido antes de terminar de desdobrar o papel, acabando por encontrar um desenho.

—Ele também mencionou que se não gostasse, ele faria outro para você.

Apesar de tremido, o desenho simples, “de palito,” e colorido que Liam tinha feito, foi o suficiente para desamassar meu coração, que estava despedaçado há alguns minutos. Era um desenho meu, onde eu me encontrava agachada em meu próprio jardim de frente, com um punhado de terra nas mãos. Uma flor, daquelas de cinco pétalas cor-de-rosa, nascia do montinho, como se as raízes estivessem escondidas sobre minhas mãos. De pé, ao meu lado, estavam Liam, Connor, e Natalie, todos de mãos dadas, parecendo estarem assistindo ao que eu fazia no jardim. Liam fez questão de escrever o nome de cada um de nós, em cima de cada desenho, e logo abaixo de tudo isso, no canto inferior direito do papel, estava uma nota: “Sinto sua falta”.

Sinto sua falta também, baixinho. Você não faz ideia.

—Só não vá se sentindo especial, –Connor diz, brincalhão. -ele fez isso para quase todo mundo que conhece.

—Dê a ele meus agradecimentos. –Eu digo, sorrindo, dobrando o papel e o colocando de volta no envelope. Esse, com certeza, iria para minha caixinha de presentes especiais.

—Acho que ele ainda terá bastante tempo para os desenhos, então não me culpe se aparecerem mais alguns envelopes na sua caixa de correio.

Dou uma risada um pouco alta, e só então me lembro das horas. Natalie já devia ter saído do banho faz tempo, e provavelmente já estava na cama. E eu, além de não ter tomado meu remédio para dor de cabeça, não me lembrei de que era domingo, e teria que acordar cedo no dia seguinte. Porém, acabei por me dar conta do que estava de fato acontecendo tarde demais, pois no momento em que percebo que tudo aquilo era estranho, ouço os passos levemente pesados na escada.

—Bela? O que você... — Natalie tinha os olhos inchados, indicando que estava cochilando já há um bom tempo. Assim que passou seus olhos por mim e os repousou em Connor, seu rosto tomou uma coloração pálida, e por um segundo, achei que ela fosse desmaiar. –Connor, querido, está tudo bem?

Ah, é claro. A Noite em que tudo aconteceu. Por coincidência, ou simples culpa do destino, Nat usava o mesmo pijama azul que vestia no dia em que Liam passou mal. Não a culpo por ter se preocupado, afinal, já passava das 10 da noite, e Connor Jacobs estava sentado no meu sofá com uma aparência mais que péssima.

No mesmo instante em que percebi sua preocupação, ela desceu o resto dos degraus em passos rápidos e veio até nós com um olhar confuso.

—Está sim, não há com que se preocupar. –Connor dá mais um de seus sorrisos sinceros e se levanta do sofá calmamente. –Desculpe por ter te acordado, cheguei agora do hospital e queria passar para falar com Bela.

Eu me levanto do sofá e paro ao seu lado. Sinto a estranha vontade de pegar em sua mão e entrelaçar nossos dedos, e depois me puno mentalmente por estar pensando dessa maneira.

—Ah, — minha irmã coloca a mão sobre o peito e suspira aliviada. –Tudo bem, não tem problema algum, querido. Achei que tinha acontecido alguma coisa... Como você está?

Connor suspira, dando passos curtos em direção ao hall, indicando que estava na hora de ir embora, e eu o sigo.

—Estou... Muito bem, na verdade. –Ele responde, dando um olhar de relance para mim e depois voltando à atenção a Nat. — Liam começará com as quimios essa semana, então acho que terei um tempo de folga do hospital.

—Ah sim... Você está sozinho em casa? Se precisar, pode atravessar a rua, sem problema algum. –Ela estica a mão para abrir a porta de entrada, enquanto eu paro bem no meio do tapete branco que tínhamos no Hall, esperando que Nat saísse da frente para que eu pudesse me despedir de Connor.

—Não, meu pai vai ficar comigo essa semana, mas muito obrigado por... -Ele se vira para mim antes de dar mais um passo para fora, e me lança um sorriso escondido. –Por tudo.

E só então percebo que tudo isso foi para mim. Direta e indiretamente. Um agradecimento escondido, para que só eu pudesse entender. Lanço a ele meu melhor sorriso.

—Não há de quê, querido. –Nat diz, então se afastando da porta, antes dando um beijo de despedida em Connor.

Passo por ela em passos leves e seguro a porta aberta, apenas para observar meu vizinho atravessar minha varanda, com as mãos escondidas no bolso da calça e os fios de cabelo balançando com o vento. Ele pisa na calçada, e antes de atravessar a rua, se vira para trás mais uma vez, e eu aproveito a oportunidade para dirigir à ele as últimas palavras da noite.

—Te vejo amanhã?

Ele morde o lábio inferior, aquele gesto que raramente fazia, depois passando a língua por ele com rapidez e me lançando um sorriso tímido.

—Te vejo amanhã. –Connor me lança um aceno de cabeça, e depois atravessa a rua, ainda em passos lentos. Espero ele entrar na casa antes de fechar a porta, sendo essa apenas uma mania que peguei nos últimos dias, e assim que entro em casa, seguro o envelope cor-de-rosa em minhas mãos mais uma vez.

—O que é isso?-Natalie pergunta, depois de dar um gole no copo de água que tinha em mãos. Passo pela cozinha com um sorriso no rosto, e então volto a cobrir o envelope com as mangas do pijama.

—Não é nada. –Eu respondo, subindo as escadas para o meu quarto.

Eu pretendia contar a ela sobre Liam. Sobre Connor, as quimioterapias, e todo o resto. Mas não sobre a carta. Não me senti a vontade para compartilhá-la com Natalie. Não uma coisa tão significativa como essa. Para ela, não passaria de um desenho feito a giz em uma folha A4, embrulhado em um envelope cor-de-rosa. Mas para mim, era muito mais que isso.

E um sentimento como esse, eu não compartilharia com ninguém.

Ou pelo menos, eu achava que não.

><

Connor’s POV

Ok, eu não sei o que diabos ‘tá acontecendo comigo.

Há algumas semanas atrás, eu diria que Isabela Heylmann me irritava demais. Diria que os apelidos de Nerd dela me irritavam, a mania de sempre achar que estava certa também me irritava, e diria que ela era um saco. Diria que me odiava, e que tínhamos aquele sentimento recíproco de que queríamos nos matar. E agora, não sei o que deu em mim, mas eu sentia uma vontade imensa de vê-la todos os dias, mesmo que por alguns minutos. Não que tudo isso seja anormal, é claro, mas já estava me incomodando. E eu... Estava e não estava gostando ao mesmo tempo.

Algumas horas antes de sair do hospital, nessa tarde, Liam resolveu que queria desenhar. A enfermeira conseguiu giz de cera e papel, mas disse que o envelope só podia ser cor-de-rosa, por conta da logo do hospital, e Liam deu uma risada fraca, pois não via problema algum nisso tudo. Quando meu irmão colocou as mãos nos gizes, a primeira coisa que disse foi que desenharia todo mundo. Desenhou meus pais, primos, e até minha avó.

No momento em que ele resolveu desenhar minha vizinha, puxei a poltrona em que sentava para mais perto da maca só para ver como estava ficando. Por curiosidade, é claro...

—Me passa o giz azul, vou fazer os olhos. –Ele pediu, com a vozinha fraca e rouca por conta dos tubos do nariz. Olhei para seus cabelos louros, e só de pensar que em alguns dias ele não o teria mais, me dera dores de cabeça.

Procuro um giz azul claro na caixa, e então entrego a ele.

—Eu quero o outro azul, não esse.

Franzo minha testa.

—Mas a cor dos olhos dela é desse azul, e não do outro.

Liam faz uma careta.

—Como você sabe? Azul é azul pra mim. –ele diz, engasgando um pouco e dando leves tossidas antes de voltar a rabiscar o papel com o giz verde, colorindo um gramado.

E foi assim que eu percebi que sou um cara idiota. Azul realmente é apenas azul. Ainda por cima, era apenas um desenho de criança, e eu não deveria nem estar opinando sobre isso. Não devia nem estar atrapalhando meu irmão. Mas lá estava eu, pensando em Isabela Heylmann mais uma vez. Sinceramente, estou achando que essa coisa de pensar nela estava ficando cada vez mais frequente, e isso me irrita de uma maneira incondicional.

Tenho comigo mesmo meus motivos para não me aproximar, e tenho mais motivos ainda para me considerar um idiota, mas ela não quer sair da minha cabeça, e isso eu admito. Não sei se é por causa do sorriso dela, do jeito de agir, do passado que se assemelhava ao meu, ou até mesmo por causa dos seus olhos. Ah, os olhos...

Pareciam formar ondas em suas íris, com três diferentes tons de azul e verde. Quando observado por tempo demais, chega a ser hipnotizante, devo dizer. Os cílios, bem alongados, pareciam mais espanadores microscópicos quando ela piscava, e combinavam perfeitamente com o tom de azul de seu olho. Não, azul não é apenas azul, Liam. Não o azul dela; Esse merecia um lugar especial na palheta de cores, e nem precisaria levar o seu nome para ser bonito. E se eu pudesse, passaria o encarando o dia todo, pois apesar de ser hipnotizante, eu o considerava o mais bonito de todas as cores.

><

Depois que saí da casa de Bela, cheguei em casa quebrado. Já passava das 10, e tudo o que eu queria era tomar um banho gelado e ir para a cama. Antes disso, meu pai me barrou nas escadas, me obrigando a comer o sanduíche de carne que ele tinha feito, ou eu desmaiaria a qualquer hora. Não insisti, já que não comia desde as 2 da tarde e um sanduíche ou dois me faria bem.

—Sua mãe te disse quem ligou hoje? –Meu pai pergunta, batendo o joelho na mesa com seus tiques nervosos de não conseguir ficar parado. Dei uma mordida no meu sanduíche e franzi a testa.

—Não, ela não disse. –Tento soar normal enquanto mastigo o pão.

Meu pai levanta as sobrancelhas e dá um impulso leve para frente, aproximando a cadeira da cozinha da mesa.

—A Amanda.

Dei uma engasgada leve com aquele nome, que não ouvia há um bom tempo, mas consegui disfarçar para que meu pai não parecesse preocupado.

—Ela queria saber de Liam, parece que Tyler comentou com seus amigos de Vancouver...

Ah, não, ele não fez isso. Eu iria matá—lo quando nos víssemos novamente.

—Ah, é mesmo? –eu digo, para acabar com o silêncio, depois dando mais uma mordida no meu sanduíche.

Meu pai faz que sim com a cabeça.

—Eu gostava dela... Pena que não pode se despedir, não é?

Ah, é claro que gostava dela, Amanda sabia fingir como ninguém. Quando começamos a sair, há um ano, ela era quase que perfeita. Tinha os olhos cor de caramelo, os cabelos louros parecendo puro ouro, e um sorriso excepcional. Ela soube como me conquistar em apenas 4 dias, e então, depois disso, começamos a sair juntos para todos os lugares. Na época, eu não era observador o suficiente para saber do que tudo aquilo se tratava, então não posso reclamar daqueles meses que passei me iludindo com a garota dos olhos caramelo. Um dia, quando saímos para o shopping, um garoto qualquer me parou na saída do cinema, me questionando quem eu achava que era para estar com Amanda, e foi então que eu declarei-me seu namorado. Ali mesmo, o menino levantou o pulso e acertou meu rosto em um só golpe. Ouvi Amanda gritar, logo em seguida entrando na frente do garoto, chamando-o de Brian. No momento, não consegui me perguntar quem seria o menino, e porque Amanda sabia o nome dele, então a única coisa que consegui fazer foi dar um passo para frente e acertar Brian de volta, bem no meio do seu rosto.

Depois disso, os seguranças do shopping interviram, e nós acabamos sendo expulsos de lá. A volta de carro foi uma gritaria só. Amanda insistia em dizer que não conhecia o garoto, e que não fazia ideia do porquê de ele ter me batido. Nós brigamos naquela noite, e por isso, não nos falamos por quase duas semanas. Acabei por descobrir, mais tarde por meio de Diana, que ela me traia com o tal do Brian, e com mais dois meninos dos quais eu não sabia o nome.

Até hoje, meu pai acha que fora um simples acidente de bicicleta, e que nós terminamos “apenas porque não deu certo”.

—Pai, podemos mudar de assunto, por favor? –eu digo um tanto irritado.

Ele me olha com espanto.

—Eu só estava dizendo que ela era um amor de pessoa, e que...

Largo meu resto de sanduíche no prato quando ele começa a me lembrar daqueles dias.

—É só que... Desculpe, eu só estou com uma dor de cabeça terrível e... -me afasto da mesa com um empurrão e me levanto com certa raiva. –Eu vou subir.

Deixo meu prato na pia e depois me dirijo para meu quarto, com passos pesados, sem ao menos dar uma olhada para trás. Não foi por querer que meu pai comentara sobre Amanda, eu sei... Mas só de pensar nos dias em que passamos juntos, tão perfeitos e imperfeitos ao mesmo tempo, me fazia querer jogar alguma coisa na parede com muita força. Ainda por cima, eu já tinha que me preocupar com Liam o suficiente, e a notícia de que minha ex-namorada resolvera reaparecer depois de todo esse tempo, não favorecia a situação em nada.

Tomei um banho gelado, ainda pensando na loira. Quando fui me deitar, o relógio já marcava meia noite, e eu simplesmente tinha perdido o sono. Mais uma vez, pego meus fones de ouvido no criado-mudo e seleciono a lista no Spotify classificada como favorita, colocando em uma música qualquer. Não sei se fora pensando em Amanda, ou Isabela, mas pego no sono depois de alguns minutos, com a cabeça pesando.

E nos meus sonhos, eu a tinha em meus braços.

Look into my eyes

(Olhe dentro dos meus olhos)

You will see, what you mean to me

(Você verá o que você significa para mim)

Search your heart, search your soul

(Procure em seu coração, procure em sua alma)

Ans when you find me there, you’ll search no more

(E quando você me encontrar lá, não vai procurar mais)

(…)

Don’t tell me it’s not worth fighting for

(Não me diga que não vale a pena lutar)

I can’t help it, there’s nothing I want more

(Nâo consigo evitar, não há nada que eu não queira mais)

You know it’s true, everything I do, I do it for you.

(E você sabe que é verdade, tudo o que eu faço, faço por você).

Notas finais
Longo demais? Babaca demais? Me deixem saber o que acharam! (Mas antes, lembrem de culpar o bloqueio criativo). Beijocass!