Just Another Potter
1 Filha de Harry Potter
Notas iniciais
Lily Luna
Hogwarts Express
Quinto Ano
“A verdade é uma coisa bela e terrível, e portanto deve ser tratada com grande cautela”. Albus Dumbledore. Meu pai me falava essa frase várias vezes.
Olhei pela janela. Dava para ver Hogwarts.
—Estamos chegando? — perguntou Rose, minha prima, com quem dividia o vagão.
—Sim, Rose... – respondi, guardando meu livro.
Assim que o trem parou para descermos, procurei com os olhos Lara Finnigan, minha melhor amiga, mas não a encontrei.
Fui andando pelo meio da multidão, até conseguir chegar á mesa da Grifinória, onde meus primos estavam.
—Lily! Exatamente a pessoa que estava procurando! – disse Roxanne.
—Oi, Rox! – a cumprimentei.
—Lembra daquele livro, “Hogwarts: Uma História” ? — afirmei com a cabeça. – Você pode me emprestar?
—Claro, mas está na minha mala, posso te dar mais tarde?
Rox ia me responder, mas foi interrompida por Rose.
—Gente, a Diretora Minerva quer dizer alguma coisa! – olhamos para a mesa dos professores, onde a Diretora estava em pé, com uma expressão séria.
Quando todos os alunos finalmente perceberam a Diretora e ficaram em silêncio, ela começou a falar:
—Bem-Vindos, alunos, a mais um ano letivo na Escola De Magia e Bruxaria De Hogwarts! – todos aplaudiram. – Antes de começarmos a selecionar os novos estudantes as suas casas, tenho dois anúncios importantes para dar: O primeiro, é que o professor, Rúbeo Hagrid, vai passar a dar as aulas de Criaturas Mágicas, a nova disciplina, a qual já foram informados. O segundo anúncio, é que, o aluno, independente de quem for, que utilizar a Sala Precisa, para fins que não envolvem estudo, irá diretamente para a detenção, além de seus pais, ou responsáveis receberem uma carta.
—Aff, então já era as festas. – murmurou James, meu irmão mais velho.
—Mas, Jay, as festas nunca foram permitidas... – disse Dominique, minha prima e sua namorada.
—Eu sei, mas agora, provavelmente vai ter alguém vigiando a Sala Precisa!
Assim que a Diretora acabou de falar, o Chapéu Seletor começou o seu trabalho.
Pude ouvir os novos estudantes murmurando: “São eles? Os filhos de Harry Potter?”, “Olha, os filhos de Ginevra e Harry Potter!”...
Isso não incomodava mais James e Albus, mas, com certeza, ainda me incomodava. Eu queria ser conhecida por quem eu sou, e não por causa dos meus pais! Albus era famoso na escola por ser o apanhador da Sonserina no Quadribol, e James por ser o artilheiro da Grifinória. E eu? Era famosa porque meu pai derrotou o Lorde Das Trevas!
Acabamos de jantar, e fui andando pelos corredores sozinha, pensando. De repente, parei de andar. Algo tinha chamado a minha atenção. Uma porta, que não estava ali antes, apareceu.
—A Sala Precisa... – murmurei. Olhei para ela, lembrando do anúncio da Diretora. “...irá diretamente para a detenção, além de seus pais, ou responsáveis receberem uma carta”. Ouvi vozes, provavelmente eram de professores. Sem nem pensar direito, entrei na sala.
Olhei em volta. As paredes tinham fotos de minha família. Os móveis pareciam os da minha casa.
De repente, as portas abriram.
—Lílian Luna Potter. Você vai para a detenção.
//
Hugo Weasley
Detenção
Detenção. Que novidade. O por quê de eu estar aqui? O de sempre. Estava beijando uma garota nos corredores quando um professor passou. É incrível como isso sempre acontece.
Enfim, estava na detenção, limpando umas gaiolas, quando as portas se abriram, e revelaram a única pessoa que eu nunca imaginaria que fosse estar aqui. Lílian Luna.
—E aí, ruivinha? — perguntei, assim que ela entrou.
—Oi, Hugo...
—Então...
—O que foi?
—Você não vai me falar por que está aqui?
—Não. – falou, se sentando e pegando umas gaiolas para limpar.
Ficamos um tempo em silêncio. Olhei para ela. Seu cabelo ruivo estava preso em um rabo de cavalo frouxo, com uma mecha cobrindo os olhos.
—Hugo? Tá tudo bem? — perguntou, e percebi que estava a encarando.
—Tá sim, só estou um pouco distraído...
—Tá bom, então...
—Lily?
—Que foi?
—Por que você está aqui?
Ela suspirou, mas foi dizendo:
—Estou cansada de ser conhecida apenas por causa do meu sobrenome. Estava andando, pensando em algo que poderia fazer todos perceberem que eu não sou apenas mais uma Potter, e vi a Sala Precisa.
—E você entrou lá? Mesmo depois que a Diretora dizer que não podia?
—Exatamente.
—Você quer ser conhecida nesta escola? — ela afirmou com a cabeça. – Então posso te ajudar.
//
Lily Luna
Sala Comunal Da Grifinória
—Então, aceita minha ajuda ou não?
O encarei perplexa. A última vez que Hugo Weasley me ajudou, foi no primeiro ano de Hogwarts, e a única coisa que ele fez foi abrir a porta para a Sala Comunal para mim, porque eu tinha esquecido a senha.
—Ruiva, eu não tenho a noite toda. Sim ou não?
—Sim, eu aceito a sua ajuda. – falei.
Saímos da Detenção, e fomos para a Sala Comunal, que estava vazia.
—Ok, em Hogwarts, você tem que fazer algo que se destaque dos outros para ser conhecida. – disse, se sentando num sofá.
—Isso eu já sei. – falei, me sentando ao seu lado.
—No que você é boa?
—Praticamente todas as matérias, mas sou melhor em Feitiços.
—É, isso não vai ajudar.
—Então, por que você perguntou?! – disse, rudemente.
—Calma, ruiva! Já tentou Quadribol?
—Não consigo ficar em uma vassoura...
—Você por acaso já tentou?
—Não, mas...
—Perfeito! Amanhã, me encontre no Campo De Quadribol ás sete da noite.
—Mas, isso não é contra as regras?
—Ruiva, regras são só palavras que te impedem de fazer coisas legais.
Hugo levantou e foi para o dormitório. Já eu não, fiquei no mesmo lugar, pensando no que tinha acabado de fazer: Um acordo com Hugo Weasley.
Na manhã seguinte...
Levantei da cama e me troquei. Estava tentando arrumar o cabelo, mas simplesmente não conseguia.
—Lily, precisa de ajuda? — perguntou Dominique, que já estava pronta. Ela era a menina mais bonita e popular de toda escola. Seu cabelo era loiro e longo, e sempre estava arrumado. Ela era amiga de quase todo mundo, e namorava James, que também era popular. A maioria das garotas tem inveja dela.
—Por favor, Domi, não sei o que fazer! – disse.
—Calma, você está em boas mãos. – falou, começando uma trança em meu cabelo. – Então, por que você sumiu ontem a noite?
—Detenção. – Domi me encarou como se eu fosse louca. – Pois é, também demorei para acreditar... Eu entrei na Sala Precisa.
—Lily, falando a verdade, você é a última pessoa que eu esperava ficar de detenção no primeiro dia de aula... Acabei!
Olhei no espelho e nem acreditei. O cabelo que eu estava quase meia hora tentando arrumar estava preso em uma linda trança.
—Muito obrigada, Domi! – agradeci.
Desci as escadas, com medo de receber um berrador dos meus pais por causa da detenção.
—Bom dia, gente! – cumprimentei Rose, James e Fred II.
—Bom dia, sumida! – disse Rose. – Onde você estava ontem a noite?
—Longa história... – falei, me sentando.
—Espero que não seja com algum garoto... – disse James, com uma expressão brava. Ele é super protetor quando se trata de mim.
—Calma, Jay, não estava com nenhum garoto, eu juro! – ri.
De repente, vi a coruja da família sobrevoando a mesa da Grifinória, vindo em minha direção.
—Ah, não... – murmurei.
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