Notas iniciais
Chorem, riam e chorem de novo. É a minha dica pro cap ~pisca~

Enjoy

Ruiva

Rose

Eu achei que conhecia a dor. Achei que a conhecia da primeira vez que subi em uma vassoura e quebrei a perna. Achei que a conhecia de quando queimei minha mão ao pegar a torta da vovó ainda quente para comer. Achei que a conhecia do dia em que cortei meu braço fazendo um certo trabalho de poções na Floresta Proibída. Mas apenas agora percebo que não havíamos nos encontrado até então, e a dor finalmente me atingiu quando olhei nos olhos de Scorpius, magoados, raivosos e perdidos.

Grande hora para aprender a lê-los.

“Eu apostei que elas conquistariam vocês naquele estúpido final de semana em Hogsmeade, eu espero que vocês morram.”

As palavras de Safira ecoam em minha cabeça logo após a loira deixar a Mansão Malfoy. Talvez eu devesse odiá-la por isso, mas todo o ódio que sinto se remete a mim.

Antes que possa perceber, estou andando em direção ao Scorpius, que está indo para um cômodo qualquer da casa.

Ele para ainda de costas pra mim. Quero falar um bilhão de coisas, mas as palavras simplesmente não vem à minha cabeça. Quero dizer tudo sem dizer coisa alguma.

Quero apenas que tudo isso acabe bem.

- Scorpius eu...

- Pode explicar? – Ele pergunta. Ele então se vira pra mim com uma cruel e bem merecida amostra de seu sorriso irônico Malfoy – Eu não tenho dúvidas que a sabe-tudo-Weasley possa. Mas agora, como antes, eu não vou querer ouvir. Acho que já confiei o suficiente na pessoa errada.

- Me deixe falar...

- VOCÊ JÁ ME ENGANOU, NÃO TEM MAIS O QUE FALAR COMIGO!

- NÃO! – Eu grito segurando em um de seus braços – NÃO FOI BEM ASSIM QUE...

- EU DISSE PRA NÃO FALAR, SANGUE RUIM! – Ele diz me empurrando.

Eu levo minha mão até o meu ombro vermelho com a marca da mão de Malfoy. Meus olhos se enchem de lágrimas e vejo por trás delas a feição de Scorpius mudar, com seus olhos arregalados e preocupados, sua boca meio aberta.

- Rose, eu... – Ele da um passo à frente.

- Não! – Eu vou para trás como um instinto de proteção. Tento encontrar os olhos de Scorpius, mas não consigo. Eles não estão mais ali. Meu corpo treme inteiro como uma corda bamba, mas meu semblante se torna sério. Não tento segurar as lágrimas, seria inútil – Quer saber? Que seja doninha Malfoy.

Eu me viro e corro. Ouço vozes me chamarem, mas minhas pernas só sabem correr, não querem que eu olhe para trás. Elas param ao chegarem perto da lareira apenas para pularem e voltam a se mover rapidamente quando entram em casa.

- Rose? – Ouço minha mãe perguntar.

- Filha, o que fizeram...

Eu bato a porta do meu quarto abafando a voz de meu pai. Caio no chão e fico assim por um tempo, até que as lágrimas param de sair. Talvez tenham se esgotado.

Eu respiro fundo e olho ao redor de meu quarto. Tento não me focar nas coisas que tenho aqui, mas naquilo que costumo não perceber. Apesar de estar de noite e a luz apagada, é um lugar claro. Está nevando lá fora e o vento faz com que a cortina dance ironicamente para mim, então decido parar de olhar para ela. Fecho os olhos. O chão está gelado. O vento insiste em chamar minha atenção para olhar para a janela, mas quero deixar o silêncio me consumir. Me arrependo 5 segundos depois porque o silêncio me lembra que estou sozinha, e meus olhos tornam a ficar marejados.

Acho que meu estoque de lágrimas é infinito.

Eu não quero estar sozinha. Eu preciso de silêncio para pensar. Minha cabeça dói com os pensamentos confusos que tenho, e o pior que posso sentir é a necessidade da companhia da única pessoa que não pode me ajudar. O único que saberia lidar com isso é o que eu magoei infinitamente e a quem eu acabo de declarar ódio. O único que eu quero que me faça sorrir é o motivo de minha maior infelicidade. Sinto a culpa me corroer cada segundo que passa e eu odeio Scorpius Malfoy.

Minha janela insistente faz com que eu abra os olhos com um baque. As cortinas já não dançam mais, ela está fechada. O silêncio acaba. O chão não está mais tão gelado. Sinto braços me rodearem, e seu toque é acolhedor como um aspirador de pó sugando minhas mágoas. Não é a imagem mais acolhedora, mas funciona bem pra mim.

Albus.

- Desculpe a demora – Ele diz se afastando um pouco de mim – Seus pais estão loucos lá em baixo, Hugo está dando um jeito de enrolar eles.

- Albus, como você entrou aqui? – Eu pergunto. Então me lembro que a janela estava aberta. Mas meu quarto ainda fica no segundo andar.

- C’mon Rosie, somos bruxos! – Ele diz me chacoalhando – Não é como se não conseguíssemos fazer esse tipo de coisas.

Eu murmuro algo como “magia ilegal” e Albus ri. Claro, afinal, quando seu pai e seu tio são aurores o mínimo que você deve fazer é desrespeitar as leis da magia.

- Foi por uma boa causa – Albus diz – Que olhar foi esse?

- Bem... você não deveria estar em outro lugar? – Pergunto – Sabe, é o melhor amigo dele.

- Você é minha prima, Zabini pode dar conta de Scorp sozinho por enquanto e... Rose, você fez mesmo uma careta ao mencionar Scorpius?

Eu suspiro.

- Foi apenas... foi apenas um erro, okay Albus? Apenas um grande erro.

- Tem certeza disso? – Albus pergunta levantando meu rosto.

- Não! – Eu digo e começo a chorar de novo. Droga de super estoque lacrimal!

Albus me abraça de novo. Acho que vai ser uma longa noite...

- Rose.. você ainda ama ele? – Meu primo me pergunta cautelosamente.

Hesito em responder. Eu nego com a cabeça e a afundo em minhas mãos.

- Ah, Rosie... – Albus tenta levantar minha cabeça novamente – Você sabe que isso é mentira! Por que não tenta de novo? É você e o Scorp cara, vocês...

- Não, não é mentira Al — Eu digo – Eu não o amo. É só que... eu não sei por que dói tanto, entende? Eu só quero que o tempo passe mais rápido e isso acabe!

Albus suspira.

- Você ainda entenderá, pupila – Albus diz com voz de velho, o que me faz revirar os olhos – E não sou eu quem vou tirar essa dor de você. Mas até lá, posso te ajudar com isso.

- Por favor – Eu digo.

Albus tira do bolso um pacote de biscoitos – sério, ele guarda isso apenas para possíveis problemas me envolvendo? – e passamos a noite inteira jogando videogame.

Realmente uma longa noite.

...

Eu e Alice acabamos de sair da aula de Herbologia. Angel saiu mais cedo para encontrar Dominique, agora elas estão trabalhando juntas em um plano que vai fazer Angie reconquistar James em um mês. Dustin foi ver sua namorada, Alex. Nina não estava muito bem e ficou dormindo a manhã inteira. Então hoje seremos apenas eu e Alice para o almoço.

Estamos entrando no salão principal, quando damos de cara com Scorpius, Albus e Zabini saindo do mesmo lugar.

- Vamos entrar logo Alice, essa escola está muito mal frequentada – Eu falo olhando para Malfoy.

- Agora que você está aqui, Weasley – Ele diz.

Continuamos nos encarando por mais alguns segundos. Esse tempo já é suficiente para percebermos os sussurros ao nosso redor sobre essa amostra de discussão. Yeah, as férias de Natal mal tinham acabado e os alunos de Hogwarts já tinham boas apostas rolando por aí:

ANGEL MALFOY CORRENDO ATRÁS DE UM CARA PELA PRIMEIRA VEZ. QUAIS SÃO AS CHANCES DE DAR CERTO?

E também...

DOMINIQUE WEASLEY, A GAROTA MAIS RODADA DE HOGWARTS É LÉSBICA. QUEM SERÁ A PRÓXIMA VÍTIMA?

Ou ainda...

NINA WOOD GRÁVIDA DE FRED WEASLEY II. MENINA OU MENINO?

E finalmente:

ROSIUS FOI BOM COMO UMA PIADA. QUEM MATA AO OUTRO PRIMEIRO?

Se não me engano também tem uma sobre algo como “Hugo comendo 20 tortas de abóboras dançantes” mas eu realmente pretendo ingnorar essa.

Resolvemos seguir nossos caminhos e espero que ele continue o dele bem longe do meu. Mesmo Alice sendo lufana, senta comigo na mesa da Grifinória.

- Rosie... Vocês vão realmente...

- Ignorar os últimos meses como se não tivessem acontecido? – Eu pergunto servindo frango em meu prato – Vamos.

Continuamos comendo em silêncio, até que chega a hora da sobremesa e brigamos pela fatia de pudim. Mas o meu sono acumulado das últimas noites sem dormir faz com que eu perca a batalha.

- RUIVA! – Angel berra meu nome entrando no salão principal seguida de Dominique.

Eu e Alice a encaramos, porque ela chega basicamente causando.

Angel não diz nada, apenas mostra um pedaço de papel.

- Sério? – Alice diz comendo um pedaço do pudim – Tudo isso pra um papel rasgado?

Mas eu já imagino o que seja. Me aproximo do papel e leio seu conteúdo.

“E então? Já está satisfeita por ter magoado ele?”

- E na boa, isso já está insuportável! – Angel reclama me entregando o papel – Tenho que dar uns bons socos em quem quer que esteja me mandando isso. Ruiva, tem alguma ideia?

Eu olho para o bilhete e franzo o cenho. Sério, essa pessoa está nos levando à loucura.

- Ah, não existe nenhum feitiço que possa, sei lá, levar o papel até a dona dele? – Domi sugere apoiando a mão no rosto para pensar.

Eu nego com a cabeça ainda com os olhos vidrados no papel.

- Não que eu conheça – Digo. Bloody Hell, isso seria realmente apropriado para nós agora.

- Mas teas, porque tanto estresse? É.Só.Um.Papel.Rasgado! — Alice reclama batendo a mão na mesa em cada palavra, o que teria dado um efeito legal se ela não tivesse batido dentro de seu prato de pudim na última palavra. – NÃÃÃÃÃO, PUDIM!

- QUE EU QUERIA! – Eu reclamo.

- GALERA, TEM UM ASSUNTO MAIS IMPORTANTE AQUI! – Angel balança o bilhete no ar – NÃO ME FAÇA SOCAR VOCÊS! E EU ESTOU NO ESPÍRITO HOJE!

- É UM PAPEL RASGADO! – Alice torna a falar.

Eu abro a boca para dizer algo sobre os direitos sobre aquele pudim quando penso em algo. Minha boca fica entreaberta e meus olhos maravilhados.

- Rose... você ta legal? – Dominique pergunta.

- SIM! – Eu grito assustando minha prima – Alice, você é brilhante!

- Ah, eu sei! – Alice responde fazendo pose – Hm... por que?

Eu tomo o papel das mãos de Angel. Ela reclamaria se não soubesse que tenho um plano, então me vejo com liberdade para continuar.

- Porque é só um papel rasgado! – Digo – Ele veio rasgado de algum lugar!

Pego minha varinha. A ideia é no mínimo ridícula e as chances de dar certo são bem desanimadoras, mas é o que posso fazer. Movo a varinha e pronuncio as palavras.

“Reparo”

Esperamos. Nada. Suspiramos com a derrota e olhamos para baixo desapontadas. Eu começo a colocar chantilly no meu prato com a esperança de que ver o doce me deixe melhor. Péssima tentativa.

- Pessoas, não fiquem assim... – Alice diz bagunçando meu cabelo. Acho que a intenção era fazer uma espécie de carinho – Eu ainda acho que é só um papel e... uh... Rosie? Rose? PESSOA!

O que deveria ser um carinho agora são pancadas. Eu levanto minha cabeça irritada com Alice, mas logo vejo o porque do desespero da Longbottom.

- GENTE, DEU CERTO! – Eu grito e saio correndo atrás do papel que flutua no ar. Angie e Domi se levantam e vão logo atrás. Alice fica onde estava pra comer seu pudim destruído.

Ignoramos tudo. Os quadros gritando para pararmos de zona nos corredores, os professores insistindo para não corrermos nos corredores e os alunos jogados no chão dos corredores. Simplesmente ignoramos e seguimos o bilhete.

Ele entra em na sala de DCAT, vazia. Alguns livros foram deixados em cima da mesa. O papel continua flutuando até eles e se encaixa na página rasgada de um deles.

- Abram o livro, abram o livro! – Dominique grita freneticamente — Vamos descobrir quem é essa vadia.

Mas ao mesmo tempo que Angel procura o nome do dono do material na primeira página, o mesmo entra na sala.

- O que estão fazendo com meu livro?

- PAT CHASE? – Todas dizemos incrédulas.

A vadia da Angel é um cara gay.

- Foi você esse tempo todo?! – Angel pergunta quase rosnando de tanta raiva – SUA AUSTRALIANA BASTARDA DE ESQUINA, PORQUE ME ATORMENTOU POR TANTO TEMPO?

- Eu não sei do que estão falando – Chase diz e pega seu livro. Angel o empurra contra a mesa fazendo com que Pat derrube o livro. Ela pega o objeto e abre na página em que o bilhete foi recolocado.

Chase entra em pânico.

- Agora... – Eu digo apontando minha varinha – Responda por que fez isso!

- Não tenho medo de seus feitiços, Weasley.

Eu reviro os olhos e suspiro. Guardo minha varinha e aponto o tubo de chantilly que ainda está em minhas mãos.

- NÃÃÃO! MEU CASACO DE CASHMERE NOVO! – Chase se encolhe

- ENTÃO RESPONDA! – Eu grito autoritária.

Dou uma rápida olhada para as garotas e sorrio. Ah cara, eu sempre quis fazer um interrogatório!

- Chase... – Angel volta a falar se aproximando dele – Conte sua história.

- Tá! – Ele bufa – Eu venho perseguindo você por bilhetes e maltratando a Weasley desde que descobri que vocês fizeram aquela estúpida aposta.

- Por que? – Dominique pergunta.

- Por que eu sou apaixonado pelo James! – Chase grita – E graças à ideia dessa ruiva inútil, o destino dele foi colocado em jogo. Vocês brincaram com os sentimentos do James e eu não ia ficar sem reagir, vagabundas!

- Vagabundas? – Angel ri irônica – Vagabundas? Você me encheu por meses. Você agrediu verbalmente minha melhor amiga. Você a entregou para a McGonagall quando ela estava tentando salvar minha vida, eu lembro e... por Merlin, você me deu aquela bebida azul suspeita na festa em que eu cai da vassoura! CHASE, A VAGABUNDA AQUI É VOCÊ! O JAMES NÃO É SEU CARA E VOCÊ VAI PAGAR POR CADA MINUTO QUE... que... Chase? Você está chorando?

Ele não está chorando. Chase está soltando um oceano em lágrimas que vai nos afogar nessa sala se ele continuar por mais alguns minutos.

- Me desculpem! – Chase continua chorando e soluçando, o que vai dificultar bem as coisas pra entendê-lo, já que o cara tem um sotaque estranho – Eu só queria ele e... e... – mais soluços – e eu não...

- Ah, Chase – Angel diz. Eu abaixo minha arma de chantilly e observo ao lado de uma Dominique confusa a cena. Angel abraça Chase e acaricia seu cabelo – Vai ficar tudo bem... Se quer saber, ele nem é tão bom de cama assim.

- Não? – Chase pergunta esperançoso parando de chorar.

- Bem... na verdade sim – Angel diz pensativa – Mas eu conheço muitos caras tão bons quanto que jogam pro seu time. E eu posso apresentá-los pra você... se você nunca mais fizer o que fez com a gente.

- Me apresente um deles essa semana e eu te ajudo com o James.

- Feito – Angel sorri vitoriosa.

E hoje eu descubro que Angel, a garota com o sangue mais frio que eu conheço, sente compaixão por gays desafortunados. E que eu não pretendo saber como ela sabe sobre outros gays bons de cama, não mesmo.

...

Eu e Angel estamos em nosso dormitório. Já está de noite e as outras garotas estão provavelmente em alguma festa ilegal em Hogwarts. Angie penteia seu cabelo olhando para o espelho. Uma dúvida martela em minha cabeça, e não acho que teremos outro momento para falar sobre isso.

- Hey Angel, você já... sabe... falou com o seu irmão depois de tudo isso? – Eu pergunto sem olhar para ela. Do nada as pontas do meu cabelo ficaram muito interessantes.

- Não... – Ela diz ainda se olhando no espelho um tanto constrangida com a resposta – Já falou com o James?

- Já – Eu respondo.

Angel joga o pente no chão fazendo um estrondo no quarto e se vira para mim com os olhos arregalados. Infelizmente não posso mais dizer que meu cabelo é mais interessante que isso, então olho pra ela.

- Você o que?! – Ela exclama. Não respondo porque sei que não é o tipo de pergunta que significa “desculpe, não ouvi”. Certamente, pelo olhar dela, está mais para “que porra você fez” – Você falou com James e não me contou?!

- É, eu ahn... eu ia te contar, mas você está sempre tão concentrada em conquistá-lo de volta, eu não queria te desviar. E eu não achei que fosse ser algo importante...

- É claro que é importante, seu animal ruivo! – Ela pega o pente e o joga em mim – Quando vocês falaram? Onde vocês conversaram? O que você falou? Qual foi a reação dele?

- Último dia de férias, casa dele, e eu... Por Merlin, Angel, se acalme! – Eu digo. Ela se senta na cama e continuo – Eu expliquei pra ele que fiz isso porque acreditei que vocês ficariam bem juntos, que saberiam o que é amar de verdade.

- E ele?

- Me desculpou como uma criança emburrada desculpa os pais depois de lhe tirarem o doce – Eu suspiro – Ele disse que está tudo bem, mas não falou comigo depois disso.

- Eu to fudida! – Angel joga seu corpo prá trás na cama e levanta as mãos em um gesto de rendição – Mas, sabe como é, Angel Malfoy não desiste das coisas tão fácil.

Ela então se levanta e me encara com certa curiosidade.

– E você?

- Eu o que? – Pergunto.

- Quando vai falar com meu irmão sobre tudo isso? Quando vão se desculpar por serem idiotas e voltarem a se amar e blá blá blá?

Eu arqueio minhas sombracelhas e me levanto. Essa é uma das perguntas mais estúpidas que Angel já fez. E ela já fez muitas perguntas estúpidas.

- Já te expliquei que eu e o Malfoy decidimos nosso futuro no momento em que eu fui atrás dele e ele me empurrou e xingou! – Digo – Ou seja, sem futuro para nós. E nada disso deveria ter acontecido.

- Ta – Angel se levanta também – Só que você também acabou com o coração dele!

- Angel, essa parte do acordo foi sua, eu nunca quis...

- Mas você fez! – Ela me interrompe – E eu estou correndo atrás do James pra me redimir, porque eu sei o que eu quero. O Scorpius é o cara da sua vida, não deixe acabar assim, sua idiota!

Legal. Peso na consciência. Não, não, não, Rose Weasley, você deve manter sua posição firme e forte.

- Eu realmente sinto muito por ter feito isso com ele. Mas não vou correr artás porque sei que não damos certo, somos diferentes demais. Além disso, tenho certeza que sei que Scorpius nunca me aceitaria de volta.

Angel me encara de um jeito quase assustador. Ela se aproxima e sorri, o que me faz ficar com ainda mais medo.

- Está dizendo que voltariam se ele quisesse?

- Não – Eu reviro os olhos – Estou dizendo que nunca vamos voltar.

Angel está pronta para rebater algo quando uma coruja entra e joga uma carta em minha cama. O animal voa de volta para fora e eu abro a carta. Angie me pergunta com o olhar “o que é isso?”

- Uma carta da McGonagall – Respondo – Ela quer que eu substitua Dustin em uma aplicação de detenção essa noite, ele não estava muito bem... — Eu me levanto e pego minha capa – Volto mais tarde Angie.

- Não pare de pensar em meu irmão! – Ouço ela gritar de longe quando já sai do quarto.

Eu ando pelos corredores escuros de Hogwarts. Espero que a Angel jamais saiba disso, mas a macumba dela deu certo. Estou pensando no maldito Malfoy. Legal, tenho que me distrair disso antes que resolva me internar. Começo a apertar minha pulseira dos Cannons em meu pulso, mas isso não ajuda em nada.

Faço um lumus para conseguir reler a carta. Ignoro os quadros reclamando da claridade e me dirijo até a sala de troféis do castelo. Entro na sala onde deve estar acontecendo uma detenção. Ouço vozes do fundo da sala, mas o que escuto não é um som que se espera de um monitor e um aluno de castigo.

Não mesmo.

- Eu realmente espero não estar atrapalhando o monitoramento dessa noite, mas eu tenho certeza que já deu o horário – Eu digo enquanto observo Scorpius Malfoy se separar de Karen Abgail, provavelmente assustados com a ruiva inconvêniente.

Em minha defesa, é bem mais incoveniente pra mim, uma vez que eles estavam se agarrando em cima de uma mesa e ele já está sem a camisa.

- Weasley, o que você está fazendo aqui? – Malfoy tenta soar ríspido, mas seu olhar se mostra confuso com isso enquanto se levanta.

- Nada que seja da sua conta – Digo – Mas isso será relatado para a diretora, Malfoy.

Os dois se encaram assutados por meio segundo. Eu apenas observo com as sombrancelhas arqueadas.

- Não, você não pode! – Karen suplica. Só agora percebo que ela já está quase perdendo o sotaque francês.

- Não só posso como vou! – Digo indignada. Por que motivo eu deveria ajudá-los nessa?

- Isso é egoismo! – Karen reclama em um tom que apenas eu posso ouvir – Você não parecia se importar quando ele trazia você até aqui.

Eu coro. A verdade é que Scorpius nunca me levou para um lugar escuro de Hogwarts para me agarrar. Mas isso não é algo que essa vadia precise saber.

- É melhor que você saia daqui antes que consiga mais alguma detenção, e eu vou fazer questão de aplicá-la! – Eu digo.

Karen lança um olhar para Malfoy e sai da sala de troféus.

- O que... Por que você... – Malfoy diz olhando para a porta recém fechada – Nem era pra você estar aqui!

- Dustin não pode vir como você aparentemente já havia percebido – Eu digo – Mas tudo bem, você seguiu seus planos e conseguiu pegar a francesa ali.

Malfoy se vira pra mim e solta uma risada irônica

- Não. Não, não, não, Weasley. Você não está dizendo isso.

- Estou dizendo o que eu vi – Digo já sentindo meu sangue ferver de raiva do loiro à minha frente – Não era a sua ideia, me usar pra chegar até ela?

- É – Ele concorda ainda com seu tom irônico – É, assim como você também conseguiu fingir que me amava pra ganhar uma aposta. Acho que nós dois saímos ganhando, Weasley.

- EU NÃO MENTI! – Grito sem me dar conta do que estou fazendo. Sinto meu coração pulsar mais forte como se fosse explodir – ACONTECE QUE SE VOCÊ TIVESSE UM PINGO DE CONSIDERAÇÃO POR MIM TERIA DEIXADO EU EXPLICAR AO INVÉS DE ME EMPURRAR E ME CHAMAR DAQUILO!

- DE SANGUE RUIM? ME DESCULPE POR TE MOSTRAR O QUE VOCÊ REALMENTE É! – Ele acerta as palavras em mim como facas – PORQUE VOCÊ SÓ SABE FAZER O QUE SANGUE RUINS FAZEM: MENTIR E ACHAR QUE NÃO SÃO INSIGNIFICANTES.

Nos encaramos por alguns instantes.

- Você está certo – Eu digo suspirando – Eu realmente menti quando achei que te amava. Mas não se preocupe, porque eu te odeio, Scorpius Malfoy!

Após dizer isso percebo que estou sacando a varinha e apontando para ele. Malfoy também já tem a sua em mãos para defesa. Faço menção de lançar aluma azaração e a prateleira de vidro atrás dele se quebra.

- Weasley, o que foi isso? – Malfoy exclama olhando para trás.

- Eu não... Eu não fiz... – Eu olho confusa para minha varinha – Eu não disse coisa alguma!

- O que está acontecendo aqui?

Ouvimos a voz da diretora se aproximar. Não penso duas vezes, apenas saio do lugar antes que seja pega, deixando pra trás um Malfoy tão confuso quanto eu.

Notas finais
Muito bom? Muito drama? Muito sem noção?
Bom, não sei, mas na minha opinião ficou muito muito grande. E esses dois são um par de tapados.

hahaha aguardem agora o que vai acontecer com rosius e as tentativas da angie pra conseguir o crido Potter u.u

Não se esqueçam de comer muito chocolate durante uma prova de 90 questões, passar mal por causa do chocolate e deixar um review!!

Bjoooos!
Ruiva