Just A Game
12 Heart Attack
Notas iniciais
E no meio de uma semana fudida de provas, aqui estou eu, postando com um certo sucesso mais um cap. de Jag!!!
Oh yeah, aplausos bitches, aplausos! Uh... Não? Ninguém? Okay...
Apenas aproveitem o cap.
Spoiler: não queria soltar isso mas... O cap é da Rose!
Nossa ruiva, como voce ta engraçada hoje! E com sono tambem, vou tomar remedinho e nos vemos lá em baixo!
Enjoy
Ruiva
Ruiva
Certo. Eu sempre soube que a vida não é lá minha melhor amiga, o destino é tipo a minha vadia e a falta de sorte comigo é constante. Mas apenas agora, com aquela figura loira e mal encarada na minha frente, sei o quanto meu azar é gigantesco.
- Atrapalho algo? — Draco diz vizivelmente irritado e com um desejo súbito de matar alguém.
Já encontrei o Sr. Malfoy antes. Aquelas milagrosas vezes que eu e Angel conseguíamos ir uma na casa da outra foram reais. Não que ele alguma vez tenha me tratado mal, mas era óbvio que eu não era a visita mais bem vinda na Mansão Malfoy. Mas agora, o olhar que ele lança sobre nós quatro é diferente de qualquer outro e enfim compatível com os das histórias que meu pai me contava.
— Hum... Pai. — É o que Angel consegue falar. Legal. Nem um mês com meu primo e já está lerda igual ele.
— O que vocês dois estão fazendo aqui? — Draco pergunta se aproximando da maca.
— Nós estamos... Sabe... É que a Angie... — Scorpius começa a se explicar
— Não perguntei de vocês. — Após dizer isso, Draco lança um olhar frio para mim e James — Mas é claro que estão tirando proveito dessa... Companhia.
Não sabemos o que dizer. Além disso, sejamos sinceros, nós quatro rindo na ala hospitalar é uma situação que nunca passou pelas nossas cabeças.
— Angel, o que aconteceu com você? — Draco diz — Deveria estar descansando, é claro! Quem deixou que esses dois entrassem?
James parece uma estátua. A sorte é que estamos na ala hospitalar com um curandeiro remunerado entre nós, porque acho que ele não está respirando. Se bem que o Dr. Malfoy não seria recomendavel se a questão é a vida do meu primo.
— Você deixou eles entrarem! Eu disse para cuidar de sua irmã! — Draco diz acusando Scorpius.
— Eu cuidei dela! — Scorpius responde movimentando os braços.
— Estou vendo isso muito bem...
— NÃO É CULPA DELE, PAI! — Angel grita, mas sua voz falha um pouco. Ela ainda não consegue se esforçar.
- NÃO SE META NISSO, ANGEL NARCISA! E NÃO QUERO VOCÊ COM ELES NOVAMENTE!
— VOCÊ NÃO VAI GRITAR COM ELA! — Scorpius se intromete — E NÃO VAI MANDAR COM QUEM PODEMOS FALAR!
— ELE MACHUCOU SUA IRMÃ!
— EU NUNCA MACHUCARIA A ANGEL! — James se manifesta pela primeira vez.
— OLHE PARA ELA! — Draco berra.
— E VOCÊ NÃO ESTÁ AJUDANDO, SEU IDIOTA! — Scorpius diz. Seu rosto está bem vermelho.
— Eu sabia... — Draco diminui o tom da voz — Eu sabia que não deveria ter deixado Angel falar com a Weasley no primeiro ano! Ela não deveria nem estar em Hogwarts!
— O QUE?- Meu primo me defende — ROSE NEM ESTAVA LÁ, ELA É A ÚLTIMA COM CULPA DE ALGUMA COISA!
— ELA AJUDOU ANGEL ATÉ AGORA, O QUE VOCÊ ESTÁ DIZENDO, PAI? — Scorpius diz
— CALADO, POTTER! E SCORPIUS, VOCÊ ESTÁ DEFENDENDO A WEASLEY? VOCÊ...
A porta se abre com um estrondo. Uma figura baixa e com passos pequenos e rápidos entra na ala hospitalar, completamente enfurecida.
— Que gritaria é essa? — Madame Pomfrey pergunta em um tom baixo e autoritário — Dr. Malfoy, sei que está nervoso, mas deve saber melhor que qualquer um que isso só vai piorar o estado de sua filha, francamente! A diretora deseja falar com você sobre o acidente, vamos. E quanto a vocês — ela olha para nós e congelamos. Ela pode ter metade da nossa altura, mas dá o triplo de medo que deveria. -Vão para seus quartos imediatamente! A senhorita Malfoy deve descansar.
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Sinto minha cabeça martelar. Acho que pela primeira vez encaro meu prato de cereal em uma segunda de manhã sem a menor vontade de come-lo. Isso vindo de uma Weasley é extremamente preocupante.
— Não vai acabar isso aí? — Vejo Hugo se aproximar de mim e se sentar na minha frente.
Eu nego com a cabeça. Meu irmão pega meu cereal e mistura com as suas torradas. Bom, isso significa que ele ao menos está bem.
— Noite difícil? — Ele pergunta.
— Caramba, eu devo estar péssima hoje! Você vindo aqui falar comigo pra ver se estou bem?
Hugo ri e soca meu braço amigavelmente.
— É sério. — Digo
— Bom, você está péssima mesmo — ele concorda.
Eu suspiro.
— Bom, Draco apareceu aqui ontem à noite, Angel não está lá muito bem e você acabou de comer todo meu café da manhã.
— Hey, você disse que não queria! — Ele se defende — De qualquer forma, cara, não leva a serio o que o Draco fala sobre você...
— Espera. Como sabe o que ele falou?
— James falou pro Albus que falou pra mim. — Hugo responde. E isso confirma minha teoria que os Potter são um bando de vizinhas fofoqueiras — Onde eu estava? Ah sim. Não leva a sério o que ele diz... Tipo, vei, se alguem pode ajudar a Angie é você, Rosie.
— É... é... É! - Eu exclamo — Hugo, você é brilhante! — Eu saio correndo antes que ele possa reagir ao elogio.
Volto.
— Não deveria estar na aula?
— Ahn... — Hugo tenta me enrolar. Eu arqueio as sombrancelhas. — Ta bem! — ele bufa e levanta da cadeira.
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Ouço o sino tocar. Finalmente as longas aulas com matérias copiadas duas vezes cada — ter amiga na ala hospitalar é foda por isso — acabam. Professor Teddy nos dispensa da aula de DCAT e espero a baderna de fim de aula acabar para ir atrás de um certo loiro... Acontece que meu irmão me deu uma boa ideia.
— Malfoy! — Eu o chamo e ele para de andar. Albus, que está ao seu lado provavelmente finge não perceber e continua andando.
Scorpius se vira e anda em minha direção.
— Eu preciso fal...
— Olha só, Weasley — Ele me interrompe — Eu sei que tivemos uns momentos legais nas últimas noites, mas não vamos levar isso à sério.
Eu franzo o cenho. O que ele está falando?
Ele suspira.
— Muito fora de contexto? Desculpe. — Ele balança a cabeça — Eu não tenho uma frase pra evitar noites anteriores em que a última garota que eu esperava invadiu ilegalmente meu salão comunal, falou comigo sobre quadribol, descobrimos que minha irmã se machucou de uma queda de 70 metros e tivemos treta com meu pai. Então eu usei a frase clichê.
— Bem fora de contexto... Enfim, eu preciso da sua ajuda pra...
— Pera. Rose Weasley precisa da minha ajuda? — Ele provoca.
— Rose Jean Granger Weasley precisa da sua ajuda e vai te dar um soco se interromper ela de novo! — Eu digo e ele tenta abafar uma risada — Não ria de mim! É sério! Continuando, acho que podemos curar sua irmã.
Ele parece enfim se interessar no assunto.
— Aquela poção que entregamos para o Slughorn que não deu certo... Ela cura o tecido ósseo. Pelo menos é a base da que cura. Só precisamos refazer e aprimorar.
Ele pensa por alguns segundos.
— Então quer que trabalhemos juntos para ajudar minha irmã?
— Aham.
— Sabe Weasley, não é como se fossemos melhores amigos.
— Eu sei. O que me diz?
— Não é uma ideia ruim. — Ele concorda.
— Ótimo. — Eu sorrio — Agora vamos precisar de algumas coisas.
...
— Tem certeza que precisamos de tudo isso? — Malfoy diz saindo com 11 livros de dentro da biblioteca.
— Por favor, não são tantos livros assim — Digo enquanto observo Safira, Alice e Albus seguirem Malfoy cada um com a mesma quantidade de livros.
Tudo bem, talvez sejam muitos livros.
— Conseguimos roubar os ingredientes do Slughorn! — Nina diz enquanto se aproxima acompanhada de Fred
— É, só vamos logo antes que alguém descubra! — Fred diz.
Vamos juntos até a floresta proibída em uma proveitosa caminhada onde ouço Alice reclamando em meus ouvidos.
— TEA! Eu não acredito que você está me fazendo carregar todos esses livros! — ela diz enquanto eu pego metade da sua pilha para ajudar.
— Ninguém mandou você e o Al abrirem a boca para a Alex! — Eu sussurro — Agora vão ajudar!
— É... Falando nisso, eu não estou vendo ela aqui te ajudando, Rose. — Safira, que anda ao meu lado, sussurra.
Eu reviro os olhos.
— Safira, ja disse eu confio na Alex. Só acho que ela não ia concordar em...
— Ajudar? É, ótima pessoa para colocar sua confiança! — Ela diz em um tom mais alto que o meu — Rose, ela nem apoiou você na aposta!
— Eu sei, eu sei! Mas vocês tem que por essa briga de lado e... Argh, podemos não falar sobre isso agora? — Imploro — Malfoy pode acabar ouvindo e...
— Falando de mim? — Ouço uma voz levemente irritante se aproximar de nós três quando enfim chegamos ao nosso destino.
— Nada que você precise saber, Malfoy — É o que respondo.
— Weasley, você está escondendo algo de mim? — Scorpius finge uma ofensa.
— Não é como se fossemos melhores amigos, Malfoy.
Ele sorri irônico. Eu reviro os olhos.
— Okay, agora é com vocês — Fred diz enquanto todos nos entregam nossos materias.
— Só vão com calma, ta bem? — Nina fofa só que não diz isso para mim enquanto pisca um olho e sorri.
Nós ignoramos e seguimos nosso caminho pela floresta.
Chegamos na mesma clareira da última vez que trabalhamos juntos. Me lembro bem que eu estava bem iritada com isso naquele dia... Acho que nunca imaginaria que a mesma ideia de vir à Floresta Proibída no horário proibído fosse sair de mim apenas algumas semanas depois. Hoje, a única coisa se passa pela minha cabeça é: O que está acontecendo comigo? E espero que ninguém pergunte, porque isso é definitivamente uma pergunta sem resposta.
Malfoy coloca os ingredientes e alguns livros no chão.
— Weasley, o que está acontecendo com você? — Ele pergunta.
Certo. Porque eu queria mesmo tocar nesse assuto.
— Hum... Como assim? — Tento me passar por desentendida.
— Como assim? — Ele fala comigo enquanto termina de arrumar nossos materias para que possamos começar — Contando com a invasão do meu salão comunal e esses livros roubados da biblioteca, estar aqui já é a terceira coisa ilegal que você faz nesse mês pelo menos perto de mim. Ainda não é como se fossemos melhores amigos mas... o que ta rolando?
E então eu me lembro que Scorpius Malfoy pode ser tão esperto quanto eu e tem bons argumentos. Bloody Hell!
— Então posso dizer que não sou a única — Falo casualmente enquanto começo a ler os livros. Olho para cima e vejo que ele me encara com uma das sombrancelhas levantadas, provavelmete esperando que eu continue. Volto a ler e falar — Você não me xingou cruelmente nenhuma vez nesses últimos dias e não pareceu se incomodar com as vezes que eu invadi o "seu" salão comunal ou com essa ideia de vir me encontrar aqui.
Eu levanto meus olhos do livro. Scorpius já havia parado de me encarar e agora se concentrava em sua poção. Havíamos criado uma situação bem constragedora para ambos. Boa, Rose!
Fazemos nosso trabalho evitando trocar o máximo de palavras possíveis. Eu leio os livros, falo as informações que consigo e ele cuida do caldeirão. Apenas assim.
Não sei quantas horas se passam, mas o silêncio já está me incomodando bastante. Uma de minha mãos segura minha pulseira dos Cannons. Nem por Merlin eu deixaria ela longe de mim dessa vez!
Eu abro a boca. Quero dizer algo legal, qualquer coisa amigável que tire essa tensão do ar, mas não sei como. Respiro fundo para finalmente dizer:
- QUE PORRA É ESSA?
Não muito amigável? Talvez não, mas quando vocé está na floresta proibída e uma gange nigga de seres baixinhos, compridos, que pegam fogo e tem 4 bocas loucas pra te morder se aproximam, gritar aquilo é a atitude mais amigável do planeta.
Eu e Malfoy nos afastamos sem fazer movimenos bruscos. Então um deles rosna — ou seja lá o que significa esse ruído — e avança. E nós corremos sem dó de nossas pernas.
Andentramos mais na floresta. A escuridão no meio das árvores faz com que eu me perca dele.
— WEASLEY? — ouço ele perguntar.
— ONDE VOCÊ ESTÁ? — pergunto. Consigo ouvir a grama se quebrar perto de mim e algo segurar minha mão.
— Aqui. — Ele sussurra. Mas aparentemente assim que diz isso, Malfoy pisa em falso e saímos os dois rolando por uma depressão na floresta.
— Ugh... Você está bem, Weasley? — Malfoy pergunta quando finalmente paramos.
— Malfoy...
— Sim?
— JÁ É A SEGUNDA VEZ QUE VOCÊ TENTA ME MATAR NESSA FLORESTA! — Eu grito.
Nos nos encaramos e começamos a... Rir. Gargalhar na verdade. Não faz o menor sentido, mas é como se fosse a única coisa que nos resta a fazer. Isso e observar o céu.
— Eu esqueci de perguntar — Scorpius diz — De onde surgiu essa ideia de curar minha irmã?
Eu suspiro.
— Do Hugo.
— É serio? -Ele pergunta. Não é necessário ser próximo da minha família para saber que o meu irmão não é o cara das ideias — Certo... E porque você pediu a minha ajuda? Quero dizer, porque achou que eu fosse concordar?
— Você é um irmão melhor do que eu, não iria perder a oportunidade de ajudar ela. — Digo.
Scorpius hesita em responder, mas logo volta a falar.
— Lá em casa somos nós dois e o meu pai. Se não formos unidos, o que mais temos? — Ele diz enquanto se senta -Mas eu não acho que eu seja um irmão melhor que você... As veze meu lado protetor compensa, afinal Angel é uma garota e...
— Hugo tem problema nas notas, com excesso de doce e de acordo com a Angel ele descobriu o que é bebida alcoolica na última festa! E você ainda duvida que você não seja melhor? — Eu disparo.
- Minha irmã esta em estado grave na...
- Não importa! Você está fazendo algo por ela!
Silêncio de novo. Isso está tomando rumo de uma discussão. Tentamos desviar um pouco o assunto, porque aparentemente não sabemos não brigar.
— Angel anda meio estranha também... Desde que ela começou a sair com o seu primo — Ele diz e algo insignificante como meu batimento cardíaco para — Acho que alguém deu essa ideia idiota pra ela.
E eu sinto a indireta dando um double flip attack plus voadora com facadas na minha cara. Doeu.
— Mas... A ideia idiota não foi tão ruim assim. — Ele me encara.
— O que? — Pergunto enquanto me levanto- Não fui eu quem deu a ideia!
— Eu não disse isso, Weasley. — Ele diz enquanto sorri ironicamente.
— Sabe que eu odeio isso. — Bufo e ele continua sorrindo. Eu reviro os olhos — Vamos logo voltar e acabar com aquele trabalho. Pare de sorrir assim! Malfoy, porque você está rindo?
Eu encaro o loiro exautado na minha frente.
— Você se irrita fácil. É engraçado...
— Eu não me irrito fácil! — Eu digo irritada. Droga.
— E você também sempre revira os olhos...
Eu tento dizer um não, mas no momento que abro a boca percebo que já estou revirando os olhos. E depois arregalando eles com o que acaba de me vir à cabeça.
- Por isso você me irritou por tantos anos? Por que você achava engraçado?! — Eu surto.
— Não, porque te achava chata. A graça era um bônus. — Ele diz, e só então percebo o quanto estamos próximos um do outro.
— Achava?
— Achava.
Estamos cada vez mais próximos. Parece bem óbvio e clichê o que acredito que está por vir. O que mais me assusta sobre isso? É que isso não me assusta nem um pouco.
— O que aconteceu com a gente? — Eu pergunto.
— Não se preocupe, Weasley. — Ele diz — não é como se fossemos melhores amigos.
E quando ele acaba de dizer isso, nossos labios se encontram. Não sei ao certo quem começou, mas pela primeira vez consigo realmente sentir o beijo de Scorpius Malfoy. Diferente do que eu poderia imaginar, é doce e... Isso seria protetor? E não, isso não significa que alguma vez na minha vida eu tenha especulado como seria o beijo dele, não mesmo!
Suas mãos já estão entrelaçadas em meus cabelos ruivos quando nos separamos. Ficamos nos encaramos um pouco assustados por alguns segundos, mas a tensão não dura muito.
— Melhor que o do banheiro, Weasley?
Me recuso a responder esse comentário cretino.
Ele sorri irônico. Eu reviro os olhos.
Então um pensamento estranho me passa pela cabeça. A voz da Alex começa a ecoar, e eu finalmente me dou conta do que eu jurei que não esqueceria e que me apavora mais que tudo agora:
Isso é apenas uma aposta.
Notas finais
Pelo menos quase isso...
Agora vamos esperar que esses dois tapados não se distraiam de mais e esqueçam de ajudar a Angie...
Lembrem- se de doar 200 reais para fundações de pinguins, jogar bolo em seus amigos e deixar um comentário!
Bjoos!
Ruiva
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