Just A Favor

1 Just One Night


Notas iniciais
Minha primeira Jalex, sejam bonzinhos =3

Não sei se eu consideraria isso uma future fic, mas se passa depois do término da série, mas não TÃO depois. Tipo uns 3 anos.

Espero que gostem x3

Justin's POV

Bati na porta do quarto da irmã ensaiando mais uma vez o que ia dizer. Não era sempre que eu precisava da ajuda de Alex, mas quando isso acontecia, era necessário ser cauteloso. Ela podia ser minha salvação ou minha ruína e a imprevisibilidade dela me dava nos nervos.

Eu não morava mais lá, tinha um apartamento no centro, perto do meu escritório. Eu só vinha para casa nos fins de semana por insistência de mamãe, e quando estava lá, parecia que nada havia mudado. Alex estava na faculdade, mas ainda agia daquele jeito irresponsável e imaturo de sempre. Max quase nunca estava por perto, ocupado demais na escola de magia.

Ouvi um ‘entra logo’ abafado e com um último suspiro entrei no quarto. Alex ainda estava na cama, mas que surpresa. Ela ergueu a cabeça, mesmo com os cabelos bagunçados ainda era adorável.

— O que é? – Ah, a calorosa recepção.

— Bom dia pra você também. – Ela me olhou feio e grunhiu.

— O que você quer, Justin? – Me preparei para falar em voz alta as palavras que nunca achei que diria:

— Preciso da sua ajuda. – Isso pareceu despertá-la. Ela se sentou e esfregou os olhos.

— Como? Calma, acho que ainda estou dormindo.

— Você me ouviu. Preciso da sua ajuda.

— No que exatamente?

— Eu... Tenho uma festa no escritório amanhã, toda a coisa de confraternização e, bem, pode ser que eu tenha dado a entender que tinha uma noiva e poder ser que eles estejam querendo conhece-la e eu preciso levar ela para levantar as coisas com meu chefe. – Alex me olhava como se eu estivesse falando grego.

— E o que você quer que eu faça? Arranje uma garota de última hora pra você? Tipo uma das minhas amigas?

— Não... Não ia dar certo, não sou um boa ator, como você bem sabe e não tenho intimidade com desconhecidas para fazer parecer que são noivas.

— Então o que? Quer saber como fazer uma ligação fingindo que está doente? Por que você sabe que sou expert nisso e-...

— Alex. – A interrompi e ela me olhou confusa. – Preciso de você.

— Eu sei, mas... Espera, você quer dizer...? – Ela parou de falar, finalmente entendendo. De repente ela começou a rir histericamente. Ah, Deus, eu sabia que não devia ter dito nada. Ela ia fazer piada com isso pro resto da minha vida. Suspirei me virando pra porta. Bem, eu tinha tentado.

— Deixa pra lá.

— Não, espera. – Ela ainda ria. – Eu não disse que não. Só acho isso extremamente engraçado. Por que sabe, a gente se dá tão bem. Já pensou a gente casado? – Ela começou a rir de novo.

— É só por uma noite, Alex.

— Eu sei. E o que eu ganho se fizer isso? – Ah, agora sim, estávamos chegando em algum lugar. Quando ela entrava no acordo, eu sabia que podia contar com ela.

— O que você quer? – Ela fingiu pensar.

— Minha lição de casa. Por três meses. – Foi a minha vez de rir.

— Três? Nem sonhando. É uma festa Alex, nem é tanto esforço pra você.

— É um esforço estar casada com você.

— Um só e nem tudo vai ser A.

— Dois. B+. – Eu precisava dela. Especificamente.

— Fechado. Amanhã, esteja pronta às 8.

Com um sorriso contido, eu saí do quarto dela, grato por tudo ter dado certo. Não tinha sido exatamente minha culpa. Acontece que, eu tinha um porta retrato com uma foto minha e dela na minha mesa no escritório. Por que é, talvez eu tivesse uma espécie de quedinha por ela.

Não me entenda errado, não sou um louco doentio depravado, mas tenho um carinho especial por ela... Isso já faz um tempo e sempre esteve sob controle. Tinha ficado mais difícil conforme fomos crescendo eu notei ela se transformando numa mulher bem na minha frente. Mas eu nunca tinha feito nada sobre isso. Jamais.

Mas meu chefe entrou para falar alguma coisa comigo e notou a foto.

— Mas que jovem encantadora! Quem é? Sua noiva?

— N-...

— Ah, claro que é, veja como estão na foto. Adoráveis, verdade. Quem sabe você deveria trazê-la na festa de confraternização no fim do mês, eu ia adorar conhece-la!

— Mas-...

— É tão bom saber que meus empregados valorizam os relacionamentos duradouros! Você está crescendo no meu conceito, jovem Russo.

— Obrigado...

Note, eu não tive escolha. Ele mal me deixa falar. Eu ficava apreensivo com a ideia de levar Alex, mas se a levasse e crescesse ainda mais no conceito do chefe para, digamos, um aumento ou uma promoção? Não leva-la ia implicar em perguntas, muitas perguntas.

De forma que, era especificamente dela que eu precisava, e ainda bem, ela aceitou. Nem precisei insistir muito, o que era bom, por que eu não tinha muitos argumentos. Na noite seguinte, ela fez o favor de atrasar. Ah, por que eu estava surpreso?

-Alex! Eu agradeceria se você conseguisse ficar pronta ainda hoje! – Eu gritei escada acima, bufando impaciente. Ela desceu, minutos depois, no mais estonteante vestido preto que eu já tinha visto.

— Meu deus, calma. É charmoso atrasar um pouco, então relaxa. – Eu ia dizer que não era um pouco, eram vinte minutos, mas as palavras morreram na minha garganta enquanto eu olhava o vestido curto, que lhe caía perfeitamente bem, realçando cada curva com perfeição.

— Você está muito bonita... – Consegui balbuciar. Ela sorriu, soltando os cabelos que caíram em suaves ondas por seus ombros.

— Obrigada. Agora podemos ir, apressadinho.

— Antes disso. – Tirei uma aliança do bolso do terno e estendi a ela. Em uma situação diferente eu teria me permitido ficar emocionado. Mas não agora. Não assim. Ela olhou para o anel como se não entendesse e um segundo depois aceitou, pegando e colocando no anular da mão esquerda.

Quando ela entrou no carro, tudo ficou inundado com o doce perfume de pêssego que ela usava. Como, pelos céus, eu ia sobreviver essa noite sem acabar perdidamente apaixonado por ela? A queda sempre esteve sob controle por que eu mantinha uma distância segura, mas com ela assim, tão próxima eu não estava seguro que ia conseguir resistir.

Mas precisava.

Tentei puxar um assunto com Alex. Qualquer coisa, perguntei sobre a faculdade, as amigas. Eu sentia que estávamos nos distanciando desde que eu saíra de casa e eu não estava gostando nem um pouco disso. Ela começou a falar, primeiro vagamente, mas conforme fomos chegando, senti que ela se soltava.

Saí do carro e dei a volta abrindo a porta para ela, que agradeceu com um sorriso. Ela não estava acostumada com cortesias assim, da minha parte, mas já estávamos no prédio e era hora de começar a atuar. Passei um dos braços pela cintura dela, que reagiu instantaneamente, se afastando de mim. Tentei ignorar a dor queimante da rejeição.

— Alex, você é minha noiva, está lembrada? Nada mais natural.

— Ah, é. Certo. – Ela veio para perto de mim, hesitante e passei o braço por ela novamente, e dessa vez, ela chegou mais perto. Eu podia sentir o calor do corpo dela junto ao meu e tentei não deixar que aquilo me afetasse.

Andamos pela festa, cumprimentando as pessoas, fazendo as apresentações. Ela se saía incrivelmente bem. Eu sempre soube que ela era uma ótima atriz, principalmente para nossos pais, mas as coisas pareciam estar indo melhor que o planejado.

Aos poucos ela pareceu se acostumar comigo, com minha mão em sua cintura fina, minha proximidade. Até que meu chefe veio falar conosco. Ele sorriu, a cumprimentou e desatou a falar, como se eu não estivesse ali.

— Ah, então você é a noiva do Sr. Russo? Você é ainda mais adorável pessoalmente. É um prazer conhece-la, senhorita...?

— Alex. Igualmente senhor. – Ela deu um sorriso tímido e me abraçou mais forte.

— Ele é um jovem excelente não é?

— Com certeza! – Ela me olhou de um jeito diferente, que causou um arrepio em mim, e a leve incerteza se ela estava fingindo ou não.

— Pra quando é o casamento? Os pombinhos parecem realmente apaixonados! – “Pombinhos”, sério?

— Pra logo. Ainda não marcamos a data, mas....

— Vou cobrar meu convite! Como se conheceram? – E antes que eu percebesse eles estavam envolvidos numa conversa que, para minha surpresa, Alex conseguia conduzir com delicadeza e simplicidade. Me encantei. Tudo que ela dizia soava perfeito e eu sentia uma dor por dentro por ser tudo mentira.

Quando finalmente meu chefe nos deixou a sós, não pude deixar de suspirar aliviado. Levei ela até um local mais isolado, uma sacada espaçosa e lhe entreguei uma taça de champanhe.

— Muito obrigado. – Ela assentiu enquanto tomava um gole. A brisa fria da noite agitou os cabelos castanhos dela e pude ver ela ficando arrepiada. Cheguei mais perto. Ela ergueu os olhos.

— O que ele quis dizer? Quando disse que eu era mais bonita pessoalmente? – Eu não queria explicar o motivo então só dei ombros e tentei desconversar.

— Sério, muito obrigado. Não faz idéia de como isso ajudou. Eu nem perguntei se isso não ia te incomodar, vai que você tem um namorado ou algo assim.... – Ela deu um risinho e tomou outro gole sem responder. Isso me deixou meio em pânico e eu pude sentir o ciúme começar a querer tomar conta de mim.

— Você tem? – Insisti.

— Mesmo que tivesse não iria me impedir de fazer um favor pra você. – Ela disse sorrindo. Eu me senti mais calmo e controlado depois disso. Me aproximei devagar, inclinando a cabeça e ela me olhou.

— O que pensa que está fazendo? Um favor tem limites, Justin.

— Eu sei. É só um, eu juro, só por que ele está olhando. – Ela suspirou, dando uma olhada de lado. – Nem vai ter língua, prometo. Temos que parecer um casal apaixonado lembra? – Ela sorriu pra mim, mas podia ver que estava tensa, fingia.

Ela ficou parada, e permitiu que eu me aproximasse. Fechei os olhos e eu acabei com o espaço que restava entre nós. O beijo foi suave, eu apernas rocei meus lábios nos dela, mas foi o suficiente para fazer com que eu pegasse fogo por dentro.

Eu queria mais. Mas sabia que não podia, aliás, tinha que ser grato por ela me deixar ir tão longe. Me afastei abrindo os olhos e notei ela me olhando de um jeito diferente. Antes que eu pudesse perguntar por que, ela se afastou, me puxando pela mão de volta para a festa.

Depois disso ela ficou estranhamente quieta. Sorria e interpretava bem, mas eu notei que tinha algo errado. Talvez eu não devesse ter pedido tanto. Só podia me desculpar, mais tarde. Perto do fim, nos despedimos de todos e fomos para o estacionamento.

Enquanto esperávamos o manobrista trazer o carro, notei que ela estava com os braços cruzados e arrepiada de novo. Sem dizer nada, tirei o blazer e pus nos ombros dela. Ela me olhou agradecida e o vestiu. Senti que talvez fosse o momento para me desculpar.

— Alex, sobre mais cedo... – Ela me olhou daquele jeito estranho de novo e se aproximou bruscamente, me segurando pela camisa e me puxando para si. Quando senti a boca dela contra a minha de novo, desta vez com mais intensidade, foi como se eu derretesse.

Acabou tão abruptamente como tinha começado, ela me largou e olhou para frente como se nada tivesse acontecido. Eu estava sem ar, confuso, excitado.

— Alex...?

— Foi só por que seu chefe estava olhando. – Ela disse simplesmente. Mas ao virar disfarçadamente para trás, notei que ele não estava em lugar nenhum.

Notas finais
E aí? Comentem se vcs gostariam de uma continuação!

o/