Just A Dream
2 Capítulo 2 - Explicações
Notas iniciais
– ... Vocês foram escolhidos para lutar contra a maior sociedade do mundo. – Como assim?! Eu não sabia nem lutar. E a minha família? E o Eddie? – Vocês não devem estar entendendo, então irei começar do começo. Há algum tempo atrás, criou-se uma sociedade chamada SMM, que é a Sociedade de Mudança do Mundo. As pessoas achavam que eles iriam mudar a sociedade para melhor, mas não foi isso que aconteceu.
“Tudo começou a ficar estranho no mundo. As pessoas não podiam mais sair de casa, não se divertiam mais, só atendiam aos comandos da SMM. O povo começou a se rebelar, queriam o mundo de volta.
“Por causa disso, ouve a Terceira Guerra Mundial, e a SMM saiu ganhando. E com isso, a situação de todos piorou. Não tinham mais o que comer, o que vestir e as doenças, como gripe, que não eram nada antes, iam matando cada vez mais.
“As pessoas não estavam mais conseguindo viver com isso, e foi por isso que criamos a UPS, que é a União de Poderes Sobrenaturais. Rastreamos cada pessoa e descobrimos as que tinham poderes. E é aí que entra vocês.
“Quando os pegamos, vocês ainda eram bebês. Mas bebês especiais. Cada um de vocês tem um poder de que precisamos para derrotar a SMM.
“Por isso deixamos vocês em um ‘coma’. Onde sua vida era bela e perfeita. E agora que todos completaram 16 anos, vamos começar a treinar vocês. Alguma pergunta?
Praticamente todos levantaram a mão. O senhor deixou a Rebecca perguntar primeiro:
– Quer dizer que tudo o que vivemos até agora... Era uma mentira?!
– Infelizmente, sim. Mas seus nomes são esses mesmos. Na verdade, nós fizemos um futuro que poderia acontecer com vocês, se o SMM não existisse. – aquilo ferveu o meu sangue. Significa que minha vida mudou completamente por causa de uma Sociedade idiota?!
Ele apontou para o garoto que estava dormindo antes, que falou:
– E essas cores? O que significa?
– Cada cor é um poder, mas isso vocês não saberão por mim. Agora, se me dão licença. — ele saiu sem responder aos outros.
– Eu quero a minha vida de volta! – falou a garota ruiva.
– Cala a boca, ô princesinha. – falou Rebecca.
– Será que vocês conseguem parar de brigar? – falou o garoto que estava dormindo antes. – A gente tem que procurar saber de alguma coisa! Descobrir algo.
– Vamos tentar falar com alguma pessoa. – falei. No segundo seguinte entrou uma mulher arrumada e super linda. Os cabelos encaracolados dela caiam pelos ombros e tinham mechas. Ela chegou até nós e se apoiou com as mãos na mesa. Vi que os meninos ficaram babando, e sem motivo nenhum fiquei com ciúmes do Joe.
– Olá crianças. Sou Melod. Vou treinar vocês. – falou ela. – Me acompanhem.
Saímos de lá e andamos por um longo corredor. Chegamos a uma área que parecia uma arena, só que maior. Ela nos mandou ficar em fileira e cruzou os braços nos observando, querendo saber tudo de nós.
– Eu irei parar na frente de cada um e você dirá seu nome e sobrenome, e eu direi o seu poder. Estamos de acordo? – todos nós balançamos a cabeça e ela começou. O primeiro foi o garoto que estava admirando a Rebecca mais cedo.
– Você, qual seu nome?
– Luke Smit. – falou ele corado. Ele era mesmo tímido.
– De acordo com sua roupa, que é amarela, você tem o poder da velocidade.
– Tipo o Barry, de The Flash? – perguntou Rebecca.
– Você gosta do The Flash? – perguntou Luke com os olhos brilhando para ela.
– Silêncio! Vocês precisam entender uma coisa. Nada da sua antiga vida vai valer aqui. A partir de agora, NADA que vocês assistiram, leram ou viram vale. Tudo aquilo era uma ilusão. E o meu trabalho é fazer vocês se prepararem para o mundo aí fora. Entenderam? – todos afirmamos com a cabeça e ela continuou.
– Agora você. – falou ela para mim.
– Aliny Fiesburg.
– Poder da água. Você pode controlar toda a água, tanto como nas nuvens como no mar. Você e ele – disse ela apontando com a cabeça para Joe, que estava do meu lado. – podem criar um enorme tsuname.
– E qual é o meu poder? – perguntou o Joe.
– Nome?
– Joe Leenw.
– Poder do vento. – falou Melod. Eu e Joe nos olhamos até que ela bufou e disse:
– Aff. Parem com esses olhares. – e revirou os olhos. Corei e abaixei a cabeça. – Você, ruiva.
– Lauren Cristian.
– Roupa branca, poder de gelo. Agora o loirinho. Qual seu nome criança?
– Criança?!
– Diga o seu nome!
– Desculpe. É Mike Pistole.
– Roupas verdes. Poder da natureza. Fala com plantas, animais e coisas assim.
– Legal! – falou Mike feliz. A mulher só revirou os olhos e andou até Rebecca, que era a mais baixinha do grupo todo, o que a fazia ficar super baixa em comparação a Melod.
– E você, qual seu nome?
– Rebecca Semoor.
– Belo nome baixinha.
– Ninguém me chama de baixinha! – e partiu para cima da Melod, que segurou os braços da garota.
– É melhor você me respeitar. OUVIU?! – falou a mulher intimidando Rebecca. – Quer descobrir seu poder? Olhe suas mãos.
Isso fez com que todos nós olhássemos para elas. As mãos dela estavam pegando fogo.
– Poder de fogo. – falou Melod. – Isso é porque você está com raiva de mim.
– E eu bem que podia te atacar. – falou Rebecca levantando a mão direita. Sem saber o porquê, coloquei a minha mão na dela, que se apagou e começou a sair uma pequena fumaça.
– Apague o seu fogo, Rebecca. Sorte sua que sua amiga está aí para te ajudar.
– Calma. – murmurei só para Rebecca. Ela abaixou a mão e me olhou dizendo sem som um obrigada. Balancei a cabeça como se dissesse que não tinha nada de mais.
– Ótimo. Agora vejam, vocês vão querer começar a treinar juntos ou um de cada vez?
Pensei. Era melhor eu começar a me acostumar com o pessoal, já que eu nem tinha mais família nem nada.
– Eu prefiro junto... – falei baixinho.
– Eu também. – falou Rebecca.
– Tanto faz. – disse Lauren. E os outros acabaram concordando.
– Okay então. Iremos começar pela manhã, bem cedo. Estejam prontos. Agora vou levá-los até seus quartos. – ela começou a andar para fora da arena, e pareceu a coisa certa segui-la.
Andamos por um corredor enorme, que era todo branco, e quase sem iluminação. Tentavam olhar em volta procurando algo ou alguém, mas nada acontecia.
– Eu acho que estamos nos metendo numa encrenca. Vocês confiam neles? – perguntou Lauren, baixinho para que Melod não ouvisse.
– Eu não confio. – falou Rebecca.
– E esse negócio de ‘sua vida foi uma ilusão’? Isso é muito estranho. – falou Mike.
– Sinto falta de casa. – disse Luke.
– Eu também. – falei.
De repente um homem chegou correndo e parou do lado da Melod se apoiando nela e tentando recuperar o fôlego.
– O que foi Carter?!
– Atacados... Estamos sendo... Atacados.
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