Just A Dream

10 Capítulo 9


Notas iniciais
OOOOOOOOOOOOI GENTE, NÃO ME MATEM PELA DEMORA HUAHUAHUAHUA
Finde foi corridaaaaaaaasso, mas cá estou, para postar mais um capítulo e avisar, para a alegria de vocês, que Harry está cada vez mais próximo da "ruiva misteriosa"
Aaaah sim, e agradecer a linda da LiceChaseBlack pela fofíssima recomendação. Flor, o capítulo é para você ok?

Aquele estava sendo um almoço no mínimo divertido. Quando pararam no segundo andar para encontrar Hermione, a mesma viu Harry e foi sair apressada, para que ele não precisasse entrar no corredor e aturar o bajulador do Fudge.

Mas ela enroscou a bolsa na cadeira, e quando a alça estourou após muito puxar, a garota foi em direção ao chão no que seria uma queda feia, se alguém não a tivesse amparado. E não, não era Harry, pois, apesar de ter participado de alguns esportes durante a faculdade, o rapaz não tinha um bom reflexo, diferente de seu novo guarda costas ruivo.

Rony atravessou os metros entre eles em quatro longos passos e quando a garota estava próxima ao chão, a envolveu pela cintura, virando-a e sentando sobre seu joelho, num movimento que arrancou palmas de todos os presentes e fez Hermione corar loucamente.

_ A senhorita está bem?- perguntou o ruivo e Hermione apenas concordou levemente com a cabeça, ainda parecendo sem ar – Tem certeza? Não quer que eu a leve para a enfermaria?

_ S-s-sim. – concordou Hermione, se levantando com a ajuda dele, que manteve o braço na cintura dela.

_ Tá tudo bem Mi? – perguntou Harry se aproximando e a morena confirmou – Consegue ficar de pé sozinha, ou precisa que o Rony continue te segurando?

Os dois coraram diante do comentário de Harry, que não entendeu o motivo. A morena apenas negou e Rony recolheu o braço timidamente, se abaixando junto da garota para recolher suas coisas. E aquela cena parecia estranhamente familiar para Harry.

_ Er... Quem é seu amigo Harry? – perguntou Hermione quando já tinha recolhido suas coisas com a ajuda de Rony.

_ Tecnicamente, ele é meu guarda costas. – disse Harry e a menina arregalou os olhos – Hermione, esse é Ronald Weasley, filho do Arthur. Iremos jantar na casa dele sexta.

_ Irão? – perguntou Rony e Harry confirmou – Assim fica difícil ser profissional. Enfim, muito prazer Hermione.

_ O prazer é meu Ronald. – cumprimentou ela, encarando seu rosto – Tem uma coisa aqui no seu nariz...

_ Sardas? – perguntou Rony e ela corou – É parte de ser ruivo, se você quer saber.

_ Na verdade é um arranhão, que eu sem querer devo ter feito. – retrucou ela e ele quem corou – Mas se você quer ser um grosso, fique a vontade.

_ Vamos almoçar logo, antes que vocês se matem. – pediu Harry já aos risos, virando-se para o elevador.

_ Ela vai almoçar com o chefe? – ouviu uma voz esganiçada – Prestem atenção nessa daí meninas, porque logo ela pode subir de posto.

Harry viu a amiga baixar a cabeça envergonhada, enquanto caminhava para o elevador. Observou a jovem loira, com cara de promiscua, mascando um chiclete com a boca aberta. Ela lhe deu uma piscadela e outra a Rony, que apenas arqueou a sobrancelha, enquanto entrava no elevador e apertava o botão do térreo.

_ Quem era aquela Hermione? – perguntou Harry, após ouvir a amiga dar uma fungada – Diga o nome que logo após o almoço ela está na rua.

_ Não Harry, por favor. – pediu a jovem, secando os olhos – Isso só vai provar o ponto de vista dela. É apenas uma vadia idiota, que ao invés de cérebro tem bunda. Você sabe que estou acostumada a esse tipo de gente.

_ Saiba que você vai crescer sim na empresa, mas por mérito próprio. – garantiu Harry, recebendo um sorriso da amiga – Mas que tal agora comermos uma torta bem gostosa?

Não tinha torta, mas havia lasanha, o que Harry descobriu ser uma tradição no restaurante, pois seu pai comia lasanha toda a segunda para começar a semana animado. Durante todo o almoço, Rony e Hermione trocaram farpas e ofensas, ficando emburrados por poucos minutos, antes de voltarem a conversar. O moreno só ria, prevendo que poderia vir a perder o segurança para a amiga.

Mais tarde em sua sala, Harry lia os papéis que Sirius lhe entregara sobre a investigação. Muita coisa lhe era estranha, mas por sorte havia Rony para ajudá-lo.

_ Aqui diz que o Tom Riddle primeiro está por trás da morte dos seus avós e dos seus pais. – explicou Rony, após ler o relatório – Não fala muito sobre a morte dos seus avós, talvez porque não tenham achado na época nada demais. Mas quando seus pais morreram quase da mesma maneira, reviram os laudos do acidente e chegaram à conclusão que não era coincidência.

_ Mas como chegaram aos Riddle? – perguntou Harry e o ruivo deu de ombros.

_ Não tem muitos detalhes aqui se você quer saber. Apenas informações mais gerais. Mas aparentemente, o Riddle filho participou da morte dos seus avós e pais também... Conheci o cara quando eu era criança. – lembrou Rony – Vim um dia com meu pai e cruzamos com Sirius e ele no corredor. Os dois discutiam arduamente e, quando nos viram, Sirius se tornou o cara gente boa que é, enquanto Tom repreendeu meu pai por ter me trazido e mandou que eu fosse embora.

_ Ele era um grande bajulador. – recordou Harry das poucas vezes que viera a empresa durante a universidade – Era louco para ficar com a presidência enquanto eu estudava...

_ Bom, pelo que meu pai contou, isso vem desde a época de Ignotus... – comentou Rony, distraído – Merda, isso me lembrou de Gina.

_ Quem? – perguntou Harry, sendo atraído pelo nome.

_ Minha irmã mais nova. Ela é jornalista do Profeta Diário, o jornal que a Peverell possui. E a grande matéria que vão publicar, e que ela vai fazer, é sobre a vida da família. Então se prepare, logo a ruivinha vai estar no seu pé.

_ E sua irmã é bonita Rony? – perguntou por impulso, vendo o ruivo fechar a cara – Desculpe a falta de respeito, eu só...

_ Não, eu que peço desculpas. Você é meu chefe, não tenho direito de ser grosseiro com o senhor. – pediu o ruivo e Harry se sentiu mal – E sim, ela é muito bonita. Vai conhecê-la sexta, lembra?

Harry apenas concordou, não querendo prolongar o mal estar entre os dois. Era verdade que Rony era seu empregado, mas nas poucas horas que passaram juntos, o moreno havia encontrado no guarda costas algo que havia muito procurava: um amigo.

Voltaram a conversar amenidades, como esportes. Harry descobriu que Rony, era fã, e jogador, de um esporte pouco popular, chamado Quadribol. Não sabiam ao certo como tinha sido inventado, mas consistia de um campo com 100 pequenas bases circulares de 15 centímetros de altura, que era onde os jogadores podiam pisar, e a maneira de jogar era algo que lembrava handball. A diferença era que, ao invés de um gol, havia três aros de alturas diferentes fixados ao chão de cada lado e cada um tinha sua pontuação.

A bola principal se chamava goles e era feita de couro marrom. Havia também os balaços, que eram bolas de madeira oca que, dois jogados chamados batedores, tentavam acertas nos três artilheiros. Três balaços era o mesmo que ser eliminado da partida, assim como pisar fora das bases circulares. Além desses cinco jogadores, tinha o goleiro e o apanhador. O apanhador era a posição mais difícil.

_ O apanhador tentar alcançar o pomo de ouro. – explicou Rony, folheando uma revista de esportes que Harry mandara a secretária buscar na banca mais próxima – O pomo de ouro é uma bolinha com asas de corda. Ou seja, eles giram umas 1000x vezes o pininho de dar corda e soltam. Ele não sobe mais que dois metros e meio, mas acaba sendo veloz e inconstante. Aqui, Chudley Cannons... Definitivamente o melhor time de quadribol do mundo.

O moreno estava maravilhado com o esporte do qual nunca ouvira falar, especialmente a posição de apanhador. Devia requerer muita habilidade e ótimos reflexos, coisa que ele precisava aprimorar.

_ Você é apanhador? – perguntou Harry e o ruivo negou.

_ Goleiro. – disse Rony sorrindo de canto – Desde crianças, Gina sempre era a apanhadora. Ela é bem habilidosa para alguém tão baixinha. E Fred e George sempre gostaram de ser batedores, afinal, gêmeos e tem sincronia. Meus outros irmãos normalmente ficavam de artilheiros quando participávamos de jogos na festa de fim de ano da Peverell.

_ Festa de fim de ano? – Harry se lembrava vagamente de Sirius chamá-lo para as mesmas, mas sempre estava em época de provas e trabalhos e nunca conseguira ir.

_ É... Seu pai e Sirius conheceram o jogo numa viagem a Noruega quando tinham 19 anos e ensinaram na festa daquele ano. Desde então, sempre jogam. Sirius era artilheiro, mas seu pai era apanhador.

Harry apenas concordou, absorvendo mais essa novidade. Havia tanto que não sabia sobre seus pais e queria, precisava saber. E por mais ansioso que estivesse, sabia que devia ter calma. Tudo viria na hora certa.

_ Rony, eu gostaria de ir para casa, se você não se importa. – pediu Harry e o ruivo concordou – Mas Hermione ainda tem algumas horas de trabalho. Então você se importa de voltar buscá-la depois? Não a quero indo embora sozinha.

_ Er... Claro que não Harry, venho sim. – concordou o ruivo, vendo o patrão pegar suas coisas. Entraram no elevador em silêncio e continuaram assim até a mansão Potter. Lá chegando, Harry o guiou até a sala de TV e ligou num programa qualquer. Não trocaram uma palavra sequer, pois o ruivo percebeu a necessidade do outro em ter um momento de reflexão e silêncio. E isso para Harry era a prova que ele precisava de que Rony poderia ser o amigo que ele tanto procurava.

Notas finais
Romione vem sambando para meus braços (sou dessas)
E ae galera? Tão gostando? Não estão gostando? Tem algo que achem que deva mudar? Me digam sempre ok?
Miiil beijos ;@