Depois de ignorar os gritos histéricos de Caroline, dizendo que não podia sair do hospital, e depois de ter passado por Bonnie, Jeremy e Matt que tentaram segurá-la para que não saísse do mesmo, Elena finalmente chegou à porta do hospital. Por sorte, encontrou os óculos escuros dentro da bolsa que estava com ela no dia do acidente. Ela colocou-os e desceu o lance de três degraus do hospital. Por sorte – ou destino – havia um táxi sem passageiro estacionado na porta do hospital. Elena entrou no carro, dizendo o endereço da casa de Stefan e Damon. Elena chegou e saiu do carro, apoiando os braços na janela do carro. “Eu vou pedir dinheiro para o meu amigo, um momento”. Elena disse, andando até a casa. Ela bateu na porta com certa pressa, e quem ela queria ver abriu a porta. Elena sorriu ao vê-lo. Ele estava realmente muito bonito. Seus cabelos estavam penteados de forma bagunçada. Seus olhos azuis estavam com um brilho que Elena havia visto apenas uma vez. Ele estava usando uma calça preta, uma blusa branca e sua jaqueta de couro por cima.

- Oi Damon! – Elena sorriu ao vê-lo. Levantando os óculos deixando-os sobre o topo da cabeça.

- Elena? – Ele parecia surpreso, e realmente estava – O que está fazendo aqui? Quando saiu do hospital? Pensei que estava em coma... – Damon atropelava as palavras.

- Antes de eu dizer – Elena disse – Pode pagar o táxi? Vim sem dinheiro algum. – Ela levantou o dedo indicador, apontando para trás e ainda olhando nos olhos de Damon.

- Claro – Damon disse, pegando a carteira no bolso da calça jeans e caminhando até o taxista. Elena permaneceu no mesmo lugar, apenas virou-se para ver Damon andando de forma bem sensual.

Damon entregou ao homem uma nota e disse “Fique com o troco”. O taxista partiu e Damon voltou-se para Elena.

- Quando você acordou? – Ele parecia feliz.

- Há uns vinte minutos atrás – Elena riu – Eu “fugi” – Ela abriu aspas no ar – do hospital. Porque precisava te ver.

- A mim? – Ele parecia surpreso novamente – Depois da última noite que a vi, achei que nunca mais ia querer me ver.

- Podemos conversar lá dentro? – Elena perguntou.

- Claro – Damon disse.

Eles entraram na casa e Damon fechou a porta. Ele se sentou no sofá, enquanto Elena analisava detalhadamente cada canto detalhadamente. Damon deu uma risada pelo nariz ao vê-la olhando com tanta atenção.

- Faz um tempinho, né? – Elena riu colocando as mãos nos bolsos traseiro da calça.

- Um mês! – Damon disse como se estivesse dizendo um palavrão – Perdeu muita coisa, Elena – Ele parecia estar lamentando.

- É? – Elena ergueu uma sobrancelha – Para mim, todos parecem os mesmos – Ela deu um sorriso.

- Talvez fisicamente – Damon deu de ombros.

- Como foi? – Elena perguntou.

- O quê? – Damon perguntou.

- Quando você soube. Sobre mim – Elena disse.

Damon se levantou do sofá, caminhando até Elena, quando ele parou, estavam frente a frente. Ele a encarou por um instante e respondeu: — Foi realmente chocante! – Damon disse.

Flashback on:

Damon estava com seu copo de sangue na mão, quando ouviu o toque familiar de seu celular tocando. Ele colocou o copo sobre a bandeja e bufou ao atender.

- Alô? – Ele atendeu.

- Damon, é o Jeremy – Sua voz parecia preocupada.

- O que houve?

- É a Elena – O coração de Damon acelerou.

- O que tem ela? O que houve? – Damon mostrava estar tenso.

- O carro dela bateu numa árvore – Jeremy atropelou as palavras – Ela está indo para o hospital agora Damon. Ela está inconsciente e perdeu muito sangue.

- Eu estou indo para ai – Damon desligou o telefone, disparando escada acima, chegando ao quarto de Stefan.

Ele estava com uma mala sobre a cama, mas Damon a ignorou.

- Stefan! – Damon chamou-o.

- Eu já sei – Stefan guardou uma peça de roupa – Ouvi sua conversa.

- Temos que ir para o hospital agora – Damon disse.

- Nós? – Ele questionou – Vá você. Eu não quero mais saber sobre Elena, ou você ou qualquer coisa em Mystic Falls. Eu estou indo embora.

- Não pode estar falando sério. A vida de Elena está em risco.

- Dane-se Elena – Ele bateu a porta do quarto deixando Damon sozinho.

Flashback off.

- É – Elena suspirou – Isso me surpreendeu mesmo. Você sabe, o comportamento dele.

- Eu sinto muito ter que te contar desse jeito – Damon colocou a mão no ombro de Elena.

- E de que outro jeito me contaria? – Elena riu.

- É eu não sei – Ele riu – Mas, o que veio fazer aqui, afinal? Fugiu do hospital para me ver? Por quê? Qual o propósito.

- Eu preciso que seja honesto comigo – Elena disse.

- Claro.

- Esteve no meu quarto do hospital alguma vez? – Elena perguntou.

- Sim, fui te visitar uma vez – Ele disse – Era sua primeira semana de coma. Eu toquei sua mão. Esperei que você retribuísse ou sentisse algo, mas não.

Uma espécie de choque atingiu Elena. Fora ele que a tocara naquele dia, que estava na cozinha. Ela continuou: — Então, agora seja sincero comigo: Você entrou em meus sonhos enquanto eu “dormia”? – Ela abriu aspas no ar novamente.

- Claro que não – Damon franziu a testa – Por quê?

- Eu... Tive uns sonhos estranhos – Elena disse engolindo em seco.

- Comigo? – Ele perguntou.

- É – Elena confirmou – E... Eu não sei porque sonhei aquilo. Mas parecia real... Para mim foi real.

- E como era seu sonho? – Ele perguntou.

- Eu acordei no seu quarto, o que era estranho porque... Quando acordei, eu me lembrava que tinha dormido, mas no meu quarto. E, almoçamos juntos e depois eu vim para casa. Você me trouxe para casa. Eu dormi. E quando acordei você havia feito o jantar – Elena riu ao dizer aquilo. Damon tinha um olhar estranho – Nós dançamos – Ela continuou – E quase nos beijamos, mas Bonnie e Jeremy chegaram. Depois você foi ao meu quarto, discutimos e ficamos uma semana sem nos vermos, ou nos falarmos. Eu vim para sua casa, me desculpar e você não quis me ouvir. Meu carro ficou sem gasolina – Elena dizia como se estivesse juntando pedaços da história – Eu dormi no carro porque você disse que não tinha cara de posto de gasolina, alguma coisa assim – Ela riu – Eu dormi no carro e acordei novamente em sua cama. Você me levou para um piquenique, e foi bem romântico, então você disse...

- Eu disse que era “hora de acordar”, não foi? – Damon completou por ela.

- Foi – Elena ficou indignada e confusa – Você entrou mesmo na minha mente? – Elena perguntou.

— Não. Eu já disse isso! – Damon disse.

— Então como sabe disso? – Ela perguntou.

— Porque tudo que você sonhou – Ele estava centímetros de distância – Eu também sonhei, Elena. Eu não sabia como, mas sonhava. Para mim não foi um sono direto. Era aos poucos – Ele riu.

— E eu senti seu toque – Elena disse – Foi um dos momentos mais estranhos do sonho. Porque eu não sabia de onde ele vinha.

— Eu passei um mês... Vivendo de sonhos. Era a única coisa que me mantinha vivo. Saber que poderia te encontrar lá.

Os olhos de Elena se encheram de lágrimas.

— Quando brigamos no sonho – Ele continuou – E passamos uma semana sem nos vermos... Foi porque eu passei esse tempo todo sem dormir. Sem sonhar. Eu achei que ficar brigado com você em um sonho, era pior do que não poder nem te ver ou te ouvir.

As lágrimas caiam uma a uma pelo rosto de Elena: — Como me acordou? – Ela perguntou.

— Eu não acordei você – Ele disse – Você acordou sozinha. Estava na hora de sair do coma. O médico me disse isso uma noite antes de você acordar. E eu precisava voltar e ver você. Precisava que você acordasse bem, e não com raiva de mim.

Elena permaneceu imóvel. As lágrimas caiam cada vez com mais intensidade. Damon também não dizia nada. Quando Elena finalmente conseguiu dizer, disse: — De uma coisa Stefan tinha razão, Damon.

— O quê? – Damon perguntou.

A resposta que Elena deu, impressionou até mesmo Damon: — Naquele dia, o dia do acidente... Eu preferia ter ficado aqui embaixo com você.

Após dizer isso, Damon colocou as mãos no rosto de Elena e a beijou.

— É apenas um sonho? – Damon perguntou quando soltou Elena.

— Não – Ela colocou a mão em sua nuca, colando suas testas. – Isso é a vida real – Ela o beijou novamente.