Just A Chance
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Notas iniciais
enfim, aproveitem e espero que gostem :)!
~Pensamentos de Letícia Dowell.
Convencer meus pais a ir para outro país procurar semideuses foi fácil.
Difícil ter que acordar às seis da manhã sem ter se acostumado com o fuso horário e não matar a sua mãe por te acordar tão cedo. Quando eu finalmente consegui me levantar, já eram sete horas, ou seja, faltavam apenas 25 minutos para a aula começar.
Então a correria começou, eu apenas engoli o café da manhã, escovei os cabelos e tentei fazer uns cachinhos nas pontas, quando eu olhei o relógio novamente já eram sete e quinze. Peguei minha bolsa e fui correndo ao colégio com aquela farda ridícula que tinha acabado de by InstantSavings\">ganhar.
Já que meus pais estavam sem carro eu tive que ir a pé, e quando era sete e meia eu havia chegado ao colégio.
Como não sabia nem onde ficava o banheiro, tive que pedir informação a uma faxineira que estava no caminho, graças aos deuses ela sabia onde o andar e a sala ficavam.
Fui correndo até o lugar e bati na porta, sem resposta. Como sabia que ninguém ia abrir eu entrei na sala com tudo e todos os olhares se encontraram em mim.
Eu dei uma risada forçada e uma coçadinha na cabeça, dois sintomas de timidez de uma vez só Letícia, muito bem, bom começo.
“Acho que estou atrasada.” Eu disse e algumas pessoas riram, não sei se foi da minha frase obvia ou da minha vergonha.
O professor me observou.
“Eu ia me apresentar para sala, mas já que a senhorita chegou atrasada pode ser a primeira.” Mais uma vez eu começo muito bem o ano, não?
“Não, obrigada.” Ele olhou pra mim, insistindo. “Letícia Dowell, de Nova York.”
"Prazer Letícia, então agora vá buscar uma cadeira para você, a sala esta lotada."
Emocionada com essas boas vindas ao colégio, nossa.
Eu devo estar fazendo uma cara muito engraçada, porque até o professor parecia com pena de mim.
"Tá certo, alguns dos alunos podem ajuda-la a pegar a cadeira?" Perguntou o professor.
"Eu posso." Dois meninos falaram ao mesmo tempo, depois eles se olharam de um jeito estranho, aquela atmosfera estava pesada demais para minha pessoa.
Um dos meninos era alto, tinha olhos verdes e cabelos castanhos, ele é forte, tem uma cara assustadoramente linda. Ele deu um meio sorriso pra mim que minhas pernas pareciam ter derretido.
O outro era um pouco mais baixo que o primeiro, e diferente do outro não tinha nada de assustador. Só parecia ser assustadoramente amigável, tinha os cabelos bagunçados e castanhos, que combinavam com os seus olhos.
Só depois que eu notei outra pessoa deixando a atmosfera mais pesada ainda, uma menina morena, exageradamente bonita, com os olhos que me lembravam de duas avelãs. Ela olhava pra mim como se eu tivesse acabado de gritar no meio de uma biblioteca, se eu já estava desconfortável antes, isso com certeza piorou.
Finalmente, os meninos chegaram perto de mim, só que um deles chegou perto mais do que achei necessário, mas não comentei nada.
"Acho que ela só precisa de um dos rapazes para ajuda-la." Disse o professor, para a minha tristeza.
Droga, só porque eu tava gostando daquilo.
"Eu vou." Disse a menina que estava me encarando com o olhar maligno, ela se levantou e ficou do meu lado, deu o sorriso mais falso que já vi na minha vida e me levou até fora da sala, deixando o professor e os outros alunos chocados, principalmente o menino mais baixo.
"Você não vem?" A menina perguntou ainda com aquele sorriso.
"Errrr... claro."
Entramos em uma sala de aula sem ninguém, e ela me ajudou a levantar a cadeira, que era mais pesada do que parecia.
"Então você é de Nova York, costumava ser popular assim por lá também?" Percebi que ela estava com ciúmes, então eu tentei não levar aquilo para o lado pessoal.
Juro que tentei.
"Na verdade, as pessoas nunca ficavam perto de mim sempre as afastei, um dom meu." Eu dei uma risada sarcástica.
Ela fingiu um sorriso.
"Desculpe, mas pelo que eu pude perceber na sala foi o contrario não?" Ok, nessa hora eu não aquentava mais. Eu tentando ser legal e essa menina vai e me trata como uma vadia? Eu não ia aceitar isso.
Eu soltei a cadeira.
"Desculpa você, eu entendo você gostar de um daqueles meninos, mas você não precisa bancar a idiota comigo só por que você está com ciúmes." Recuperei o fôlego. "Eu já lidei com meninas bem piores com você, só porque você é bonita não quer dizer que pode ter o mundo só pra você e falar com todo mundo do jeito que quiser, pode funcionar com os outros, mas comigo não."
Ela parecia ter ficado afetada pelo o que eu disse, eu quase me senti mal.
"Eu odeio ser tão bonita como você falou, não gosto disso, isso já fez com que eu me desse muito mau, inclusive com um daqueles meninos, e é esse erro que eu estou tentando concertar, e não vou deixar ninguém se meter no meu caminho." Eu? Ameaça? Só o que me faltava agora. "E eu não gosto de falar com as pessoas desse jeito, odeio usar a minha beleza para conseguir as coisas acho ridículo quem faz isso."
Eu dei uma risada irônica.
"Você acha que eu quero aqueles meninos? Eu nem posso namorar ninguém! Você não me conhece! Como você acha que eu sou uma ameaça? Se você não gosta, simplesmente não faça." Eu falei me arrependendo no mesmo instante por ter falado mais do que deveria.
"Eu só não consigo evitar" ela falou com voz baixa e deixou a carteira cair e saiu correndo para o banheiro. Ok, isso foi bonitinho.
Não sei por que, eu podia ter deixado ela sozinha, afinal ela foi grossa comigo e eu não conheço ela, mas isso realmente me deixou com muita pena.
Eu entrei no banheiro e a vi chorando, ela olhou pra mim e eu cheguei perto dela e tentei acalma-la, peguei um lenço de papel e dei para ela, ela parou de chorar e se acalmou, olhou para mim e sorriu.
"Obrigada e desculpa, é só que eu não consigo controlar minha impulsividade e meu ciúme, é algo que não sei como lidar." Eu sabia como isso era, a parte da impulsividade, quero dizer.
"Hm, tudo bem, só não entendo porque, você é tão bonita, quem iria trocar você? Ainda mais por mim." Falei com a minha autoestima totalmente alta.
Ela ficou boquiaberta.
"Você tá brincando? Já se olhou no espelho? Você é linda."
"Quando se está no meu lugar você não se acha tão bonita..." Resmunguei. "Mas enfim, agente já teria pegado umas quatro cadeiras não é? Já acha que pode voltar?"
"Vai indo, eu já vou."
Eu não queria deixa-la sozinha e muito menos carregar a cadeira sozinha, então tentei insistir.
"Você acha que eu consigo carregar aquilo sozinha?” Perguntei sorrindo. "Eu te espero aqui."
"Vai indo, por favor, preciso lavar o meu rosto, te encontro já."
Eu ia negar, mas alguma coisa me fez ir, era como se alguém me fizesse andar até a cadeira. Foi ai que eu notei.
Ela era uma semideusa.
Notas finais
cof podem mandar mais se quiserem cof
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