Notas iniciais
Esse capitulo ta meio chato. Mas ele é essencial pra vocês começaream a entender a HISTORIA da Julia :D
Enfiiim Boa leitura :)

~Pensamentos de Júlia Miller.

Minha cabeça está girando e é bem possível que eu desmaie.

Olho em direção da Leticia que esta no chão do lado do Matheus a ponto de chorar. Perto dela está aquela garota, a que é afim do Lucas.

Sinto minhas pernas vacilarem e acho que vou cair, mas antes de qualquer coisa Pedro e Rafael me seguram um em cada braço e me ajudam a sentar.

Eles estão tão em choques quanto eu

Eu respiro fundo e antes que eu possa falar alguma coisa "O que aconteceu?" Rafael fala antes de mim.

"Violeta, me dá uma atadura, um pano e o néctar que tá na minha mochila." Pede Letícia tentando sorrir para a pretendente de Lucas. A garota prontamente fez o que ela pediu. "Bem, resumindo, um monstro da Grécia antiga tentou me matar e acabou acertando o Matheus e depois eu o matei."

Eu já havia percebido que era um monstro, na verdade já sabia que aquela coisa era uma Quimera. O que mais me amedrontou foi o olhar dele sobre a Leticia, igual ao do meu sonho.


Eu sabia muito sobre mitologia, essa era minha parte preferida em historia. Sabia sobre cada monstro, cada lugar, cada historia cada mito, cada semideus... Mas eu nunca pensei que isso fosse real.


Minha mãe sempre dizia que eu era meio obcecada por isso. E falava que talvez o meu sonho tivesse alguma relação com isso. Só que já havia um tempo que eu não pesquisava sobre isso quando eu comecei a ter o sonho. E eu parei de me envolver com isso justamente porque pensava que isso não existia.


Engano meu.

Minha cabeça lateja forte. Isso quer dizer que a Leticia é uma semideusa... Uma heroína.

Vou fingir que isso não é nem um pouco estranho.

Volto a me concentrar na Leticia que estava cuidando do Matheus. Eu estou preocupada com o meu amigo.

"Como ele esta?" Pergunto me levantando e indo até eles. Eu fico ajoelha do outro lado dele enquanto vejo minha amiga curar ele.

"Vai melhorar, eu lancei um feitiço de cura nele que meu pai me ensinou quando eu o conheci." Ela disse sorrindo para mim. Perguntei-me quem era o pai dela. E apenas um deus veio na minha cabeça: Apolo. Mas será que era ele mesmo? "Apolo, e o Matheus é Marte, ele é romano."

Então Matheus também é um semideus isso explica o porquê dele não estar assustado e provavelmente Violeta também deve ser uma também.

Eu admirava os romanos com todo aquele jeito dele e tudo mais. Mas sempre preferi os deuses gregos, eles pareciam mais amáveis. Ou algo do tipo. Com certeza eles eram menos mandões e exigentes.

"Sempre pensei que isso não fosse real" Respondi mais pra mim do que pra Leticia

"Mas... de quem nós somos filhos?" Lucas perguntou, mas não parecia tão chocado como os outros. Na verdade ele quase agia com naturalidade.

Mas o que ele falou... Quer dizer, a Leticia, o Matheus e a Violeta podem até ser, mas a gente?

Eu tenho minha mãe, e meu pai morreu quando eu tinha cinco anos. Certo que a morte dele foi bem estranha e mal explicada, mas eu tinha uma família completa. E o Lucas também.

"Espere! Vocês são semideuses! Nós não... eu... Nós não somos semideuses, certo Leticia?" Ela parecia meio penalizada quando me olhou.

"Bem... Quase todos vocês são semideuses”.

Isso é impossível. Eu estou meio em choque. Meio não, eu estou completamente sem saber o que pensar! Se tudo isso já parecia irreal antes agora que parece mesmo.

"E... você sabe... eu..." antes que eu terminasse Leticia me cortou.

"Você é filha de Afrodite, a deusa do amor e da beleza... eu sei disso porque, bem... eu tive uma visão com isso." Ela ruborizou um pouco.

Eu sei do que Afrodite é deusa, mas eu não quero ser filha dela! Eu tenho uma mãe! Eu queria respostas. Mas sei que agora não é o momento certo pra obter elas.

"Você disse que quase todos de nós éramos semideuses, quem não são?" Perguntou Rafael ainda analisando tudo.

"Bem... quem conseguiu ver aquilo, sem contar com a Violeta e o Matheus?" Todos nós levantamos as mãos.

"Então pelo visto... todos são. menos o Lucas."

"Espera, eu também levantei a mão." Lucas disse contrariado.

"Você é especial Lucas, só não sei se posso te contar sobre o seu futuro agora, apesar de você ter uma ideia, não é?" Ela sorriu de um jeito bobo, mais conhecido como jeito Letícia.

E Lucas apenas abaixou a cabeça

"Pensei que fosse louco" Ele falou e levantou a cabeça olhando pra Letícia que sorriu de modo que o reconfortasse.

"Se você é, imagine eu." Ela deu uma risadinha e voltou a cuidar de Matheus, que já estava acordado e com bastante raiva.

"você devia se acalmar, não faz bem ficar com raiva enquanto está machucado." Falei pro Matheus, mas de um modo que ele entendesse que o que eu queria dizer não era raiva e sim ciúmes. Matheus só rolou os olhos com o meu comentário e eu não pude deixar de achar fofo o jeito que ele sentia ciúmes da loirinha.

"Mas... Letícia?" Pedro, que até agora estava calado se pronunciou, e ele parecia tão perdido quanto eu.

"Sim?" Ela realmente estava tentando fazer nós entendermos aquilo, coloquei uma nota mental para agradecê-la depois.

"Porque aquela coisa estava te olhando daquele jeito?"

Ele leu meus pensamentos.

O monstro a olhava igual como a olhava em meu sonho e isso me dava uma angustia, me amedrontava.

Olhei para ela de forma intrigada.

Eu entendia o que aqueles olhos queriam dizer... Não sei o porquê, mas entendia.

Minha amiga morreria mais cedo ou mais tarde e ninguém podia fazer nada quanto a esse fato. Isso começava a doer em mim. Não queria perde-la.

Olhei pra ela esperando o que ela ia dizer.

"Bem, isso não é importante." Ela sorriu com o maior sorriso que ela tinha e tentou passar confiança para nós. O que pra mim não deu certo. "Pessoal, eu adoraria continuar essa conversa, mas aqui não é o melhor lugar, vamos para a minha casa."

"E como vamos sair do colégio?" Rafaella disse meio confusa ainda.

"Pelo mesmo lugar que entramos." Letícia disse como se fosse obvio.

"Eu sei, estou falando que tem varias coordenadoras por lá, como vamos sair?" Rafaella tentou argumentar. Eu realmente não vejo como nos liberarem agora.

Letícia sorriu de um jeito estranho. E isso me deu um pouco de medo.

"Hm... O que exatamente você pretende?" Perguntei um pouco receosa.

"Nevoa, é o que impedem os mortais de verem algo relacionado à mitologia grega e romana, mas existem mortais, como o Lucas, que conseguem ver através dela." Ela falou como se isso fosse à coisa mais comum do mundo. "Eu aprendi a controlar a nevoa há pouco tempo, então vamos logo."

Todos concordamos e seguimos a Leticia, eu não via nenhum modo de passarmos despercebidos, mas depois do que eu vi lá fora não duvido de mais nada.

Nós fomos até a saída do colégio, onde tinha uma bancada com dois atendentes e alguns pais de alunos, estávamos quase saindo, quando uma das atendentes nos barrou.

"Aonde vocês vão?" Perguntou a mulher com uma voz que transmitia tédio.

Letícia se virou e sorriu para a mulher, ela estalou os dedos e da ponta dos seus dedos surgiu uma coisa que eu não sei explicar de ar que se espalhou por toda a sala em uma rajada de vento. Todos pareciam ter ficado hipnotizados depois disso, o que me deixou realmente impressionada.

"Estávamos visitando o meu filhinho, é a primeira vez que ele vem ao colégio!" Letícia falou radiante, e foi embora, nós as seguimos.

Isso realmente foi incrível e bem útil.

"Será que alguém pode me ajudar?" Matheus falou um pouco mais atrás da gente, ele estava mancando ainda. Apesar de seu ferimento esta bem melhor.

Eu fui lá com ele mas me arrependi imediatamente.

Quando eu recebi três olhares mortíferos na nossa direção.

Notas finais
u.u Só três olhares né? Talvez ela receba os de você também.. tadinha ela é só uma boa amiga!
Comentem!!!