A professora estava no corredor, de frente pra sua sala onde lecionava " História da Magia ", próxima a ela estava a professora Ana cabisbaixa, a diretora, Lucca e outras pessoas.

" Ela daria uma otima aquisição no jardim da escola ", pensou Dolores e viu de relance a expressão do professor Lucca, como que ele tivesse ouvido os pesamentos dela.

— Abram caminho, me deixem passar. — Disse um homem baixo, de pele escura e vestes longas. Atrás de si vinha uma comitiva de aurores que o seguiam.

— Fafa, ela ... ela foi encontrada assim. — Disse Ana para o auror.

— Deixe comigo Ana, Dan verifique os corredores. — Ordenou ele.

— Agora Fafa — Dan sacou a varinha e ao passa próximo da diretora não pode não encarar feio pra ela.

Os demais aurores foram atrás dele.

Fafa analisou bem de perto a estatua, sacou a varinha e acima da cabeça da Ias fez um movimento, uma poeira dourada caiu em cima dela.

— Não foi um feitiço, nem poção ... — Disse ele.

— Eu não fui informada que os aurores viriam pra ca. — Disse Dolores Raquel.

— Uma coruja foi enviada para o escritório do diretor. — Disse ele sem olhar para ela.

— Aquele escritorio não me permite entrar, o que é estranho já que sou a diretora, além do mais eu não os avisei do incidente com ... com a professora Iasmin.

— Eu avisei. — Disse o professor Lucca.

Dolores o encarou de cima a baixo.

— Você deveria ter compartilhado isso comigo, espero que isso não se repita. — Disse ela em tom cortante.

— Ah mas vai se repetir, eu sou o vice-diretor. — Retrucou ele.

— E eu a diretora, ou seja. Estou acima de voce. — Vociferou ela.

— Interina. — Disparou ele e retornou sua atenção pra Ias.

Lia e Levi chegaram acompanhados pelo professor Jimmy.

— Minha nossa, minha querida ... — Jimmy já estava levando as mãos ao rosto da amiga petrificada.

— Jimmy, não. — Pediu Fafa.

— Otimo, outra comitiva. Vou para o meu escritório ...

— Qual escritório, o que não abre pra você ? — Disse Lia que tinha acabado de chegar em tom de conversa comum.

Lucca segurou o riso.

— ... bem, como eu disse estarei no MEU escritório caso precisem de mim. — Disse Dolores e saiu andando ignorando uma possível resposta que não viria.

— Vaca. — disparou Lia — um dia eu quebro essa mulher ao meio, tipo o que moises fez com o mar azul lá.

— Sério Lia, que você vai falar isso perto de um auror ? — Brincou Fafa e foi abraça-la. — e era vermelho.

— Ah lá o homi, não tem dois meses que virou chefe do departamento dos aurores e já ta se achando. — Lia o abraçou — alis, não gosto de vermelho.

— Eii Levi — Fafa esticou a mão e o cumprimentou — que bom que chegou, deixei o meu dragão lá fora, você pode cuidar dele e o alimentar por favor ? Te pago uma cerveja amanteigada depois.

— Eu vou cobrar cara. — Disse Levi retornando para o corredor.

— Fafa. — Dan tinha retornado. — Achei isso.

— Um livro ? — Disse Jimmy pasmo.

— Não é só um livro — disse uma voz atrás de todos — é o meu diário e ele estava dentro da Camara secreta.

— Milord ? — Disseram todos.

— x —

Tiago estava sentado no banco do corredor da biblioteca agarrado com uma garota e sentiu seu corpo se afastar e o dela também.

— Ai — disse ele batendo as costas na pilastra.

— Modos senhor Trivago ou vai escrever algumas palavrinhas de novo, quem sabe assim a mensagem penetre. — Disse Dolores apontando sua varinha.

— Com certeza algo deveria penetrar em você. — Murrumou baixinho.

— O que disse ? — Dolores perguntou

— Bem eu disse vossa santidade que você tem razão em querer que a mensagem penetre. — Disse ele em tom cordial com um resquicio de ironia em sua voz.

— Otimo e você menina, não deveria estar em sala de aula ?

— É sim professora, eu já estou indo ... — Disse Ana saindo dali com vergonha.

Dolores continuou o seu caminho.

— Ei Tiago — disse um garoto da lufa lufa chegando perto dele, a gravata estava na cabeça.

— Adorei o que você fez com a gravata Juan. — Elogiou ele.

— Soube que você entende de gravatas ne safado. — Brincou ele e Tiago corou — bem, aquela bruxa ta te amolando de novo ?

— Sempre ne — Tiago mostrou a sua mão e Juan levantou a dele.

— Ue, você também ?

— Achou que fosse especial querido ? — Juan colocou a mão na cintura e uma aluna do quinto ano que passava riu — eii gracinha, que tal umas aulas de voo depois do intervalo ? Te ensino a sentar na vassoura gata.

— Caraca mano, eu ouvi essa lá do fundo. Aquela ali era gostosa mesmo. — Disse o fantasma do Gustavo chegando na conversa. — O que pega gente ? — perguntou ele

— Gus — Juan tentou passar o braço em torno do pescoço dele, mas não conseguiu — ah desculpe, é que eu esqueci ...

— De boa cara, continua.

— Cara, estava conversando com o Tiago e cheguei a uma conclusao, acho que meus dias aqui estão contados e quero garantir que eu seja expulso como heroi que essa escola merece.

— Como assim expulso Juan ? — Perguntou Tiago achando aquilo interessante.

— Bem, podiamos fazer a nossa nova diretora ganhar umas ruguinhas a mais ne — Brincou ele.

— To dentro, não posso ser expulso mesmo. To preso nessa merda de escola. — Brincou pirraça.

— Tentador. To dentro — Disse Tiago.

— Otimo, vamos por aqui, o Shane já tem o plano montado. — Disse Juan e os guiou pelo corredor.