Juramento

4 Prisão e inferno.


Notas iniciais
Mais um capítulo com o ponto de vista do gaara.
Este dia é algo que ele faz quase sempre, uma rotina por assim dizer.

Algo esta queimando os meus olhos. Uma claridade realmente incomoda.

Ah, é o Sol então já é de manhã.

Droga, eu me esqueci de fechar as cortinas, que azar.

A luz solar adentra a pequena janela do meu quarto sem piedade queimando meus olhos e clareando o pequeno cômodo.

Eu moro em um prédio abandonado no lado sul da cidade, ou por assim dizer, na área pobre desta enorme metrópole.

Como o prédio é totalmente vazio, e também não tem nenhum morador há décadas, eu tenho quatro andares vazios só para mim.

Em cada andar há três apartamentos, então são doze no total, e por sorte a saneamento básico e água encanada.

O apartamento no qual eu durmo fica no último andar, é um espaço médio com quarto, sala, cozinha e banheiro.

Agora que lembrei, é segunda-feira. Hoje tem escola, que droga.

Levanto-me e me arrumo sem muita vontade, afinal porque a pressa tenho tempo.

Meu café-da-manhã é resumido a pão e água. Que vida miserável, fazer o que sou pobre.

O curioso sobre esse lugar é que por ter muito espaço pessoas desabrigadas viviam aqui, mas desde que eu cheguei todos foram embora, eles pensaram que eu era o enviado do inverno ou algo parecido. Até hoje me surpreendo com a imaginação humana, ela realmente não tem limites.

Ao sair do meu prédio sou atingido por uma pedra, de novo.

- Vá embora seu monstro, ninguém te quer aqui.

- É vá embora, volte para o lugar da onde veio aberração.

- Isso mesmo seu esquisito.

Esses meninos novamente, eles fazem isso todo dia, e nunca se cansam. Minha paciência realmente esta acabando.

E eu não os esmurrei até hoje, por que o que eles falam é apenas o que eu penso para mim mesmo todos os dias.

Fiz uma careta e eles saíram correndo e chorando.

Tenho que inventar caretas novas.

A escola fica a quilômetros daqui e eu odeio o transporte público. Que azar.

São uma hora e meia dentro do ônibus e mais vinte minutos de caminhada e mesmo assim chego sempre atrasado, os professores me odeiam.

Segunda-feira, dia de escola.

Enquanto a maioria das crianças da minha idade fica feliz por este dia, pois irão encontrar os amigos de sempre, eu chamo este lugar carinhosamente de inferno.

Um inferno moderno e com pouca disciplina, mas mesmo assim infernal. E se não bastasse ser segunda-feira, que é um dos piores dias da semana, está ensolarado em pleno inverno.

Hoje o dia vai ser péssimo.

Com este pensamento atravessei os enormes portões de ferro negro, e adentrei nos jardins de meu purgatório pessoal.

Os jardins da minha escola são enormes e também são coloridos demais, um verdadeiro arco-íris em solo firme. Eu odeio estes jardins, estão sempre lotados de pessoas não importa o horário.

Sempre que passo pelo portão sinto que todos os olhares se dirigem automaticamente para mim, como se tentassem me intimidar ou algo parecido, pois já era obvio que ninguém me queria ali.

E também para o meu azar a minha turma toda me odiava, que felicidade.

A turma 663A é conhecida por ter os melhores alunos do fundamental, mas para mim só é um bando de ricos esnobes que compraram o seu ligar na sociedade e também tentam comprar todos ao seu redor, já tentaram fazer o mesmo comigo e acredito que a resposta que dei não agradou a eles, isso me rendeu um belo olho roxo e um ombro deslocado, que sorte não?

Eu ando lentamente pelos corredores, sim o sinal já tocou, mas quem liga, a minha sala já está próxima então porque a pressa? E também atrasado ou não é a mesma coisa eu continuo não querendo estar aqui.

- Está atrasado Senhor Gaara. Devo informar a diretoria?

Este é meu amado professor de matemática Hiro naishu, ele me odeia profundamente desde o dia em que eu o vi fazendo coisas indevidas com a secretária dentro armário de limpeza. A cara dele foi engraçada naquele momento, uma mistura de vergonha, ódio, desespero e instinto assassino, eu não aguentei e ri.

Ele realmente me odeia, como se eu me importasse.

-Não, peço sinceras desculpas.

- Melhor assim, agora vai se sentar se delinquente.

-Sim professor, com licença.

Eu vou matá-lo lentamente enquanto queimo seus olhos, ser humano arrogante.

O meu lugar na sala fica no canto superior direito, e a carteira ao meu lado está vazia por motivos óbvios, ninguém tem coragem para sentar comigo, mesmo sem fazer nada as pessoas me ignoram e rejeitam.

Isso soa como uma maldição.

E eu começo a rir, um riso sem nenhum traço de humor, um riso cruel e maligno.

Eu agora devo estar parecendo um demônio.

-Sr. Gaara gostaria de compartilhar conosco o motivo da sua risada? – Não, eu realmente não quero, mas por motivos acadêmicos devo responder ao meu querido professor.

- Sim senhor. Eu estava rindo por que pensei o seguinte “Se o Professor Hiro sofresse um acidente misterioso, envolvendo um machado e fogo, como ficaria a sua cara?”, foi isso que pensei professor. Também pensei qual seria a cor do sangue do seu coração. Algo mais estimado professor?

A cara do Sr. Arrogante perdeu toda a compostura e ficou morrendo der medo, e esta é uma das minhas expressões preferidas.

Devo admitir que nunca me canso disso. As caras de apavorados dos meus “colegas de turma” são talvez uma das melhores coisas da escola, e é sempre assim, eu falo alguma coisa macabra e todos acham que eu sou um homicida.

-Sr. Gaara, por favor, dirija-se a diretoria e não volte para a minha aula de preferência.

-Sim Professor, esta é uma ordem que vou seguir com prazer. Até mais otários.

Finalmente sai daquela sala, agora posso ficar algum tempo na diretoria, que é do outro lado do prédio, e se eu andar bem lentamente deve demorar vinte minutos até lá e mais uma meia hora para ouvir o discurso da diretora sobre comportamento, Hoje vou conseguir matar duas aulas, com certeza um dia produtivo.

Eu só não esperava que na diretoria algo fosse acontecer. Algo que com certeza iria mudar o rumo das coisas. Eu realmente iria ficar muito confuso e feliz com isso.

Notas finais
Hinata não apareceu.
No próximo talvez.
Beijos.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.